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Situações-Problema: Uma proposta didática para o ensino de Física

Larissa Milena, Heydson Henrique, Joana Gabriela, Emily Flávia, João Pedro, José Guilherme

Evento
Simpósio Nacional de Ensino de Física ↗ (SNEF)
Edição
XXV
Ano
2023
Data
08/11/2023
Linha de pesquisa
Ensino, aprendizagem e avaliação em física
Tipo
Pôster

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Texto completo

## Situações-Problema: Uma proposta didática para o ensino de Física

## Larissa Milena da Silva 1 , Heydson Henrique Brito da Silva 2 , Joana Gabriela Gomes 3 , José Guilherme Paulino da Silva 4 , João Pedro Bastos Ferreira 5 , Emily Flávia dos Santos Silva 6

- 1 Universidade Federal de Pernambuco/Centro Acadêmico do Agreste/Curso de Física - Licenciatura, larissa.milena@ufpe.br
- 2 Universidade Federal de Pernambuco /Centro Acadêmico do Agreste/Curso de Física - Licenciatura, heydson.henrique@ufpe.br
- 3 Universidade Federal de Pernambuco/Centro Acadêmico do Agreste/Curso de Física - Licenciatura, joana.gomes@ufpe.br
- 4 Universidade Federal de Pernambuco/Centro Acadêmico do Agreste/Curso de Física - Licenciatura, Guilherme.paulino@ufpe.br
- 5 Universidade Federal de Pernambuco/Centro Acadêmico do Agreste/Curso de Física - Licenciatura, joao.pedrobastos@ufpe.br
- 6 Universidade Federal de Pernambuco/Centro Acadêmico do Agreste/Curso de Física - Licenciatura, Emily.flavia@ufpe.br

Palavras-chave : Situações-problema; história da luz; ensino básico

A falta de estratégias pedagógicas por parte de muitos professores que lecionam a disciplina de Física, muitas vezes acabam causando um desestímulo em massa em muitos estudantes. Empiricamente, a disciplina para eles ainda é vista de uma forma distorcida, complexa e que se resume apenas a fórmulas e cálculos extensos que necessitam serem decorados para obterem uma aprovação. No entanto, a Física é uma disciplina bem mais abrangente, pois ao ser ensinada, os docentes deveriam levar em consideração também os conceitos físicos, experimentos e reflexões científicas críticas que na maioria das vezes não são aproveitados por eles.

Partindo desse pressuposto, podemos perceber que o professor tem um papel importantíssimo na construção do conhecimento dos estudantes, e que é de extrema necessidade fazer o menor uso possível de metodologias tecnicistas e repetitivas, e procurar buscar utilizar materiais investigativos como situaçõesproblemas que têm como objetivo despertar a curiosidade, a criticidade e a interação dos estudantes.

Em concordância com Meirieu (1998, p. 192) podemos definir situaçãoproblema como:

Uma situação didática na qual se propõe ao sujeito uma tarefa que ele não pode realizar sem efetuar uma aprendizagem precisa. E essa aprendizagem, que constitui o verdadeiro objetivo da situação-problema, se dá ao vencer obstáculos na realização da tarefa.

Portanto, o uso de situações-problema para o ensino de Física coloca o aluno como protagonista, visto que ele não encontrará uma resposta pronta, o discente terá que pensar, refletir, buscar meios de conseguir respostas, tornando sua aprendizagem muito mais significativa e sólida. Sendo assim, com o intuito de auxiliar o professor da disciplina de física com estratégias diversificadas de ensino, e

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obtermos algum tipo de experiência com sala de aula a partir do Programa de Residência Pedagógica, foi montada uma disciplina eletiva na Escola de Referência em Ensino Médio de Bezerros (Pernambuco) ministrada exclusivamente por seis residentes, com o tema 'Luz', na qual foi trabalhada inicialmente de forma expositiva, para que os alunos pudessem obter informações indispensáveis para resoluções de situações- problema, que é o objetivo final da disciplina eletiva em questão, podemos destacar dentre as situações problemas trabalhadas uma: Vendo a necessidade de cultivar o próprio alimento, os tripulantes da nave decidiram então que deveriam levar mudas de plantas como café e feijão daqui da terra para que pudessem cultivar e obter suas alimentações com inúmeros nutrientes. Porém surgiram alguns questionamentos de como as plantas nesse novo planeta iriam se comportar com esse grande nível de incidência de luz vermelha. Sabendo que a luz possui uma grande importância para o desenvolvimento das plantas, como poderia funcionar o cultivo dos alimentos nesse novo planeta?

A metodologia utilizada para a construção desse trabalho baseou-se no estudo do livro 'A história da Luz', do autor Alfredo Roque (SALVETTI, 2008). A partir da leitura e debate do livro, o mesmo foi dividido em 6 tópicos, sendo sorteado um tópico para cada residente em função na escola. Também foram elaborados planos de aula e atividades voltadas apenas para a parte conceitual do tema, que eram corrigidos e orientados pelos preceptores responsáveis.

Posteriormente, em conjunto, após a aprovação das atividades, iniciou-se a eletiva que teve como nome: Acendendo as luzes: Das trevas as viagens espaciais, e ela foi dividida em 2 ciclos: Apresentação dos conceitos finalizando com gincana, e aprendizagem baseada em problema. Com a eletiva montada, foram elencadas tarefas onde cada residente ficava responsável por ministrar e dirigir a aula, lembrando sempre que o intuito da eletiva não era apresentar apenas cálculos e sim mostrar a física de uma outra maneira, elencando as principais características da luz, curiosidades, experimentos etc. Após o rodízio de 6 semanas, em conjunto com os preceptores, foi montada uma gincana que tinha como objetivo observar os conhecimentos dos alunos. A gincana foi bastante didática, e era apenas de perguntas e respostas.

Na semana seguinte após a gincana, deu-se início ao segundo ciclo, onde os alunos foram divididos em grupos, e posteriormente foi entregue as situaçõesproblema envolvendo o tema trabalhado, durante 7 semanas, de maneira didática, a fim de obter dados de aprendizagem. As situações-problema envolviam o cotidiano de viajantes espaciais e como a luz interferia na sua sobrevivência ao chegar em um novo planeta.

A partir das atividades realizadas, foi possível notar um grande avanço e dedicação dos estudantes para o tema proposto na eletiva. Ficou bastante evidente a empolgação para compreenderem da melhor forma possível cada tópico trabalhado conceitualmente pelos residentes, e também para realizar as atividades solicitadas. Apesar dos alunos conseguirem um bom êxito na sala de aula, no fim do primeiro ciclo, que foi a gincana, muitos (por receio de precisarem calcular algo) acabaram faltando, o que é um problema, visto que era apenas uma gincana de conhecimentos e não seria atribuído nota.

Após o fim do primeiro ciclo da eletiva, veio o segundo, que buscou trabalhar situações-problema. Ali, os alunos tiveram uma aceitação muito positiva no primeiro momento após iniciarem as pesquisas e notarem que não era tão fácil de se obter as

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respostas; muitos alunos ficaram desestimulados, visto que eles tinham que pensar muito, pesquisar muito, ou seja, ser protagonista do seu próprio conhecimento. Apesar do momento inicial de desestímulo, esse sentimento não perdurou muito tempo, visto que buscamos levá-los a refletir e pensar de maneira correta, e eles foram em conjunto buscando caminhos para resolver o desafio proposto. Logo, após 3 semanas de debates e pesquisas, os estudantes entregaram suas respostas e conseguiram com muito entusiasmo e dedicação assimilar as ideias conceituais repassadas na aula e pesquisadas da melhor maneira possível.

Apesar das dificuldades de manter a atenção dos alunos às aulas meramente expositivas no primeiro momento, foi notório a evolução crítica e conceitual dos estudantes que se comprometeram com a eletiva, visto que eles se sentiam mais inclusos na aula, já que o foco não eram os cálculos. Mesmo com poucos recursos (tecnológicos e financeiros) foi possível ministrar as aulas utilizando vários recursos pedagógicos de baixo custo, como por exemplo uma gincana que só utilizou perguntas, situação problemas, dentre outros recursos metodológicos que auxiliaram as aulas a não serem monótonas e tecnicistas.

Portanto, a partir das vivências e resultados obtidos com a pesquisa, podemos concluir que o uso de metodologias ativas que levem o aluno a pensar e refletir ao questionamento são indispensáveis na sala de aula, dado que disciplinas como física não se resumem apenas a cálculos e fórmulas. Sendo assim, atividades investigativas baseadas em problema é uma metodologia imensamente rica e que a cada dia mais deve ser implementada em salas de aula, em função de melhorar as ferramentas pedagógicas dos professores, e melhorar a visão dos alunos em relação à Física.

## Referências

MERIEU, P . Aprender... sim, mas como?

7. ed. Porto Alegre: Artmed, 1998.

SALVETTI, A. R. A História da Luz . São Paulo: Editora Livraria da Física, 2008.

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Texto extraído automaticamente do PDF: podem existir erros de conversão, especialmente em fórmulas, tabelas e figuras.