LANÇAMENTO DO FOGUETE NO ENSINO FUNDAMENTAL - RELATO DE EXPERIÊNCIA
Juan Feitosa De Freitas, Jocilene Monteiro De Souza, Tiago Gonçalves
- Evento
- Simpósio Nacional de Ensino de Física ↗ (SNEF)
- Edição
- XXV
- Ano
- 2023
- Data
- 08/11/2023
- Linha de pesquisa
- Ensino, aprendizagem e avaliação em física
- Tipo
- Pôster
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Texto completo
## LANÇAMENTO DO FOGUETE NO ENSINO FUNDAMENTAL RELATO DE EXPERIÊNCIA
Juan Feitosa de Freitas 1 , Jocilene Monteiro de Souza 2 , Tiago Gonçalves 3
- 1 Universidade Federal do Amazonas - UFAM/Instituto de Saúde e Biotecnologia - ISB, campus Coari, e-mail: juan.meck@gmail.com
2 Escola Municipal Domingo Agenor Smith
- 3 Universidade Federal do Amazonas - UFAM/Instituto de Saúde e Biotecnologia - ISB, campus Coari, e-mail: gstiago@ufam.edu.br
Palavras-chave : Física, Lançamento de foguete, Atividade.
## Resumo Expandido
No ensino de Física é possível observar uma dificuldade ou até mesmo uma impossibilidade de o aluno relacionar o que foi ministrado em aula com a realidade que o cerca comprometendo assim a percepção do conteúdo devido ao insucesso do processo que inclui uma série de analogias e inferências necessários para a abstração das leis científicas (BATISTA et.al, 2009).
Assim, o aluno que não reconhece o conhecimento científico nas situações cotidianas é incapaz de compreende-la (SERAFIM, 2001). Para entender a teoria é necessário ter experiência, sendo assim é de extrema relevância uma ferramenta para que os alunos façam ligações dinâmicas e indistinguíveis entre teoria e prática durante a realização de experimentos físicos (FREIRE,1997). Segundo Bazin (1987), é de extrema importância a experimentação no processo de aprendizagem em que uma experiência não formal de ensino de ciências aposta na importância dessa metodologia do que na mera memorização de informações, mas no método tradicionalmente utilizado em sala de aula.
Aliado a essas questões, existe o grande repto de tornar o ensino de física prazeroso e instigante, capaz de desenvolver uma educação científica no aluno. Para que os alunos incorporarem o pensamento científico na prática do dia a dia, a física deve estar ao seu alcance para que seus conhecimentos façam sentido e possam ser aplicados para dar sentido à realidade que os cerca (BATISTA et.al, 2009).
Este resumo visa relatar a elaboração e lançamento de um foguete de garrafa PET, envolvendo os alunos do ensino fundamental, a partir da atividade proposta para os alunos do primeiro semestre de 2023, no qual teve a participação dos bolsistas do subprojeto de Física PIBID que atuam na escola municipal Domingos Agenor Smith localizada no município de Coari do estado do Amazonas, juntamente com a professora supervisora, foi aplicado algumas atividades sobre o lançamento do foguete, no qual o objetivo proposto foi despertar a curiosidade dos alunos para o ensino de física, estimulando também a criatividade para produzirem seus protótipos dos foguetes, mostrando que podemos nos divertir com essas atividades e para saírem um pouca da rotina escolar.
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Figura 01 -Imagem do 'foguete' construído pelos alunos Fonte: Autoria própria.
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A montagem do foguete foi feita com os seguintes materiais: 1m de cano de PVC de 20mm; 4cm de cano de PVC de 40mm; 1 cap de cano de PVC de 20mm; 1 T de cano de PVC de 20mm; 2 joelhos de cano de PVC de 20mm; 1 ventil de pneu radial; 1 registro de cano PVC de 20mm; 1 braçadeira de mangueira de gás; de 5 - 7 braçadeiras de Nylon 'enforca gato'; cola para cano de PVC; serra; barbante; fita adesiva; régua.
O foguete é feito de uma garrafa PET e aletas laterais (para dar estabilidade no voo). O foguete de garrafa PET deve ser colocado na plataforma de lançamento com uma certa quantidade de água em seu interior. Para que o lançamento ocorra, é utilizada uma bomba de ar que aumenta a pressão no interior da garrafa garantindo o acúmulo de energia potencial (energia armazenada) a ser utilizada no lançamento do foguete.
O lançamento do foguete tem como base principal a terceira lei de Newton, as forças de ação e reação causam a propulsão do foguete. Ao expelir a água de seu interior, devido à força gerada pela pressão interna do aparelho o foguete é lançado no sentido oposto ao da água e essa lei da ação-reação tem a mesma intensidade, o mesmo sentido, mas em direções contrários, ou seja, a mesma força que faz com que a água seja expelida para baixo empurra o foguete para cima.
A atividade desenvolvida foi dividida em dois grupos e cada grupo recebeu um guia para o desenvolvimento da atividade. Os alunos cumpriram as etapas do guia, entre elas: organizar o trabalho de acordo com o roteiro que foi disponibilizada; a construção do protótipo do foguete e o lançamento do foguete na quadra da escola. E para finalizar uma apresentação oral de cada grupo falando a respeito de todas as fazes ou etapas do projeto com argumento na física e falar sobre seu ponto de vista. Durante duas semanas, os alunos mostravam cada etapa que estava sendo realizada, em seguida tirávamos as dúvidas e esse procedimento foi repetindo até o final do projeto, de maneira que os mesmos tivessem a oportunidade de refletir sobre as observações apontadas e refazer, caso fosse necessário, garantindo assim melhores condições para a aprendizagem dos alunos.
Após o fim de todas as etapas do trabalho, foi possível perceber que os alunos tiveram bastante envolvimento na criação do protótipo do foguete, alguns ja demonstravam bastante interesse para fazermos a montagem do foguete e principalmente para o lançamento, que era o mais esperado por todos, era perceptível ver a expressão de felicidades no rosto de todos ao verem que todo seu trabalho deu certo, foi satisfatório ver seus foguetes sendo lançados na quadra da escola.
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Era notável também uma pequena parte da turma que não queria se envolver com o projeto, porém ao decorrer das etapas finalizadas criava assim um interesse nos outros alunos. Na etapa final os alunos tiveram algumas dificuldades na apresentação do trabalho onde foi falado a respeito de cada etapa e suas dificuldades, alguns alunos não se atentaram a fazer uma boa apresentação por motivo de notas e já estarem aprovado na disciplina, mas ainda sim tiveram umas ótimas apresentações
Os alunos observaram que na prática é um pouco diferente devido a interferência do ar, com isso o lançamento do foguete foi realizado na quadra da escola para que os alunos tenham espaço para o lançamento e para que o ar não influencie muito na trajetória.
Figura 02 -Lançamento do 'foguete' Fonte: Autoria própria
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Figura 03 - A lunos na quadra da escola Fonte: Autoria própria
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## Referências
BATISTA, Michel Corci; FUSINATO, Polônia Altoé; BLINI, Ricardo Brugnolle. Reflexões sobre a importância da experimentação no ensino de Física. Acta Scientiarum. Human and Social Sciences, v. 31, n. 1, p. 43-49, 2009.
BAZIN, M. et al. Three years of living science in Rio de Janeiro: learning from experience. Scientific Literacy Papers, v. 67, p. 74, 1987.
FREIRE, Paulo; SHOR, Ira. Medo e ousadia-o cotidiano do professor. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1986. Pedagogia da autonomia: saberes necessários à prática educativa. São Paulo: Paz e Terra, 1997.
SERAFIM, Maurício Custódio. A falácia da dicotomia teoria-prática. Revista Espaço Acadêmico, v. 1, n. 7, p. 115-127, 2001.
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