A IMPORTÂNCIA DA PROVA DA OLIMPÍADA BRASILEIRA DE ASTRONOMIA PARA ALUNOS DO ENSINO FUNDAMENTAL 2 - RELATO DE EXPERIÊNCIA
Renato Oliveira Os Santos, Maurilio Moraes Da Silva
- Evento
- Simpósio Nacional de Ensino de Física ↗ (SNEF)
- Edição
- XXV
- Ano
- 2023
- Data
- 08/11/2023
- Linha de pesquisa
- Ensino, aprendizagem e avaliação em física
- Tipo
- Pôster
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Texto completo
## A IMPORTÂNCIA DA PROVA DA OLIMPÍADA BRASILEIRA DE ASTRONOMIA PARA ALUNOS DO ENSINO FUNDAMENTAL 2 RELATO DE EXPERIÊNCIA
Renato Oliveira dos santos 1 , Maurilio Moraes da Silva 2 , Dr. Tiago Gonçalves dos Santos 3
1 Universidade federal do Amazonas, instituto de saúde e biotecnologia-ISB, Coari
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## Resumo :
Este trabalho tem como objetivo relatar a experiência referente a olimpíada brasileira de Astronomia e Astronáutica (OBA), que através da parceria da escola municipal Domingos Agenor Smith com o Instituto de saúde e Biotecnologia - ISB, mais especificamente com o programa de Iniciação à docência - PIBID, núcleo de física Coari. Trouxe a oportunidade dos alunos da educação básica da referida escola, participarem da OBA, algo diferente para os alunos que dificilmente tratariam de astronomia na sua grade curricular. Através da prova podemos observar que a astronomia ainda é tratada de forma muito superficial, pois seus conhecimentos da matéria são mínimos, com isso fica evidente a importância da inserção cada vez mais cedo das crianças na olimpíada para que ao passar dos anos, elas possam adquirir a experiência necessária para um bom desempenho tanto na olimpíada, quanto na vida estudantil de modo geral, pois a astronomia, é uma das bases para estudo da física e ambas estão interligadas.
Palavras-chave : Astronomia; física; olimpíada brasileira de astronomia; Educação básica.
## INTRODUÇÃO
A Astronomia é uma ciência em constante evolução, perpassa desde os detalhes das constelações até o estudo da cosmologia avançada, sempre buscando desvendar os mistérios do nosso universo. Mas, apesar de ser um tema relevante e de caráter atrativo, por muitos anos a Astronomia foi deixada de lado dentro das salas de aula, e embora ainda não possua na matriz curricular brasileira uma disciplina específica de Astronomia, graças à reforma educacional de 1996, seus conteúdos estão espalhados ao longo de toda a Educação Básica.
Algumas ações vêm sendo intensificadas para melhorar o Ensino de Astronomia, uma delas é a Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica (OBA) que, além de motivar alunos e professores a buscarem aprimoramento aos temas relacionados à astronomia e Astronáutica, tem contribuído de forma significativa para a popularização e divulgação da Astronomia no ambiente escolar.
Neste enfoque, as parcerias formadas entre universidade, programas de iniciação a docência e instituição de educação básica, tem se tornado uma estratégia eficaz na realização de atividades no ensino e aprendizagem tanto para o licenciando quanto para os estudantes do ensino básico.
Este trabalho relata a realização da I Mostra de Experimentos de Física idealizado pelos bolsistas do PIBID núcleo Física/Coari em conjunto com a
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professora supervisora e participação direta dos alunos do 9° ano do Ensino Fundamental II da escola Domingos Agenor Smith. A atividade foi realizada no mês de maio de 2023, que teve o objetivo de proporcionar experiência metodológica para os acadêmicos participantes do programa e motivar à aprendizagem dos estudantes da educação básica, relacionando os conhecimentos teóricos de Física à prática.
## METODOLOGIA
Este relato de experiência é um estudo descritivo de cunho qualitativo que busca mostrar a vivência da realização da Olimpíada brasileira de astronomia e astronáutica, realizada no dia 19 de maio de 2023, com a parceria do ISB com a escola Municipal Domingos Agenor Smith, com a participação dos integrantes do Programa de Bolsa de iniciação à docência (PIBID) núcleo de física Coari/Am. A prova foi realizada em duas turmas do 9° ano, totalizando cerca de 80 alunos, com um percentual baixíssimo de faltas no dia da prova.
A olimpíada brasileira de astronomia teve sua confirmação em meados de abril, logo após sua confirmação a coordenação do PIBID avaliou as possibilidades de participarmos, todas as escolas campo do programa, para o ganho de experiência no campo da astronomia de alunos da esfera municipal representados pela escola Domingos Agenor Smith, pelo esfera estadual na escola Professor Emanuel Vicente lima - CETI e na esfera federal com os alunos do IFAM campus Coari.
Todos tiveram cerca de 2 meses para se prepararem para a prova, e ainda trabalhar com os alunos questões da prova para o pleno entendimento do certas regras e normas.
## DISCUSSÃO DA EXPERIÊNCIA
Os alunos da escola Domingos Agenor Smith do turno vespertino são do ensino fundamental II, ou seja nível 3 da prova, com tudo foram selecionados apenas turmas do 9° anos para participarem da prova pois seriam as turmas que a supervisora do programa na referida escola a professora Jocilene Monteiro, encarregada de lecionar a disciplina de ciências, disponibilizou seus tempos de aulas para que nós, alunos do PIBID, juntamente com sua supervisão pudéssemos trabalhar assuntos específicos para a OBA, e isso contribuiu bastante para o desempenho dos alunos na prova.
Assuntos como o sistema solar, onde trabalhamos a distância que cada planeta se encontra em relação ao sol, também os satélites naturais de cada planeta (aqueles que possuem), suas massas, seus aspectos gasosos ou rochosos, e etc.
Também foi trabalhado a temática das constelações, pois é um tema de fundamental importância para a prova de nível 3, pois rotineiramente cai na prova questões a respeito deste tema.
Os alunos nos recepcionaram muito bem, contribuíram bastante com as aulas embora seus conhecimentos de astronomia eram quase pífios, relatando até que era a primeira vez que se deparavam com certos assuntos. O que de certa forma prejudicou o resultado da prova, pois era muito pouco tempo para aprender uma gama tão grande de assuntos.
Mas não nos abatemos e continuamos com as aulas no tempo de ciências, cerca de 4 aulas apenas foi o número de aulas que estes alunos tiveram para relembrar, ou como alguns alunos falavam, para aprender mesmo alguns assuntos,
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pudemos notar ao fim das aulas que os alunos ficaram muito interessados pela astronomia, pois saíram da rotina e estudaram assuntos que não têm na grade curricular.
O programa PIBID possibilitou aos bolsistas ter o primeiro contato, na visão de professor, com a rotina de uma sala de aula, o que despertou nestes o desejo de auxiliar os alunos nas melhorias do desempenho educacional Logo na primeira etapa de pesquisas bibliográficas realizadas pelos bolsistas, onde os mesmos observaram que há inúmeras atividades experimentais que podem ser realizadas com materiais de baixo custo e na própria sala de aula, o que abriu um leque de alternativas. E os fizeram perceber que a realização de uma atividade experimental demanda do professor tempo, planejamento, organização e criatividade.
Os bolsistas tiveram que contextualizar os experimentos de forma interdisciplinar, elaborando experimentos de modo a chamar atenção dos alunos para que eles se interessassem no conteúdo e na elaboração dos experimentos. Começamos a desenvolver o projeto junto à Supervisora Escolar, de maneira a se trabalhar junto aos alunos.
## CONCLUSÃO
A importância da Olimpíada brasileira de astronomia e astronáutica ficou evidente, pois sem ela os alunos da educação básica , mais especificamente nos anos finais não teriam uma base do ensino de astronomia que se mostra muito importante para matérias posteriores como a física no ensino médio.
## REFERENCIAS
ANDRADE, G. L.; SANTANA, I. L.; SILVA, F. M. O uso de experimentos no ensino de física como uma ferramenta de ensino e melhoramento da aprendizagem. In: XVIII Encontro de Pesquisa em Ensino de Física-2020.
ECKERT, GIOVANA LAÍS. Experiências na formação inicial: primeiras interações com a sala de aula.
Revista Insignare Scientia, RIS. Vol. 2, n. 3 -Edição Especial: Ciclos Formativos em Ensino de Ciências, 2019.
GOMES, DYÉSSICA SIOCHETTA. Uso da experimentação no ensino das aulas de ciências. Revista Insignare Scientia, RIS. Vol. 2, n. 3 Edição Especial: Ciclos Formativos em Ensino de Ciências, 2019.
Bartelmebs, R. C. & Moraes, R. (2013). Astronomia nos anos iniciais:
possibilidades e reflexões. Revista Espaço Pedagógico, 19 (2), 341-352, jul./dez. Recuperado de
https://doi.org/10.5335/rep.2013.3149
Canalle, J. B. G., Neto, E. R., Rojas, G. A., Nascimento, J. O. Pessoa, J. B., Klafke, J. C., & Caraviello, T, P. (2019).
XXII.Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica. Rio de Janeiro: OBA, Recuperado de:http://www.oba.org.br/sisglob/sisglob\_arquivos/Relatorio.pdf
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