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UMA PROPOSTA PARA O ENSINO DO EFEITO FOTOELÉTRICO E SUAS APLICAÇÕES NO COTIDIANO DO ALUNO UTILIZANDO JOGO EDUCACIONAL

Soetânia Santos De Oliveira, Antonio Xavier Gil

Evento
Simpósio Nacional de Ensino de Física ↗ (SNEF)
Edição
XXV
Ano
2023
Data
08/11/2023
Linha de pesquisa
Ensino, aprendizagem e avaliação em física
Tipo
Pôster

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Texto completo

## UMA PROPOSTA PARA O ENSINO DO EFEITO FOTOELÉTRICO E SUAS APLICAÇÕES NO COTIDIANO DO ALUNO UTILIZANDO JOGO EDUCACIONAL

Soetânia Santos de Oliveira 1 , Antonio Xavier Gil 2

- 1 Universidade Federal do Amazonas/Seduc-AM, soetaniaoliveira@gmail.com

Palavras-chave : efeito fotoelétrico; ensino de física; jogos avaliativos.

## Resumo expandido

Diariamente fazemos uso de tecnologias desenvolvidas graças aos conhecimentos decorrentes de estudos realizados na área de Física Moderna e Contemporânea (FMC), porém poucos fazem essa associação. Então, cabe ao professor trabalhar o tema contextualizando-o de modo que o aluno possa relacionálo com aplicações usuais do seu cotidiano.

- A inserção do conteúdo de FMC no Ensino Médio (EM) é de grande relevância, uma vez que devemos formar cidadãos que estejam capacitados para agir na sociedade, e sua formação deve ser integral, para que ele possa compreender e intervir na realidade a qual está imerso. Portanto, ao propor um conteúdo que se relacione com o meio em que o aluno está inserido, contribui-se para sua formação intelectual e funcional na sociedade (TERRAZZAN, 1992; PENA, 2006; apud LIMA, 2018, p. 1).

Dentre os conteúdos estudados em FMC, optou-se por trabalhar o Efeito Fotoelétrico (EFE), uma vez que ele encontra várias aplicações tecnológicas, que estão presentes no dia a dia dos alunos. Além disso, a escolha do tema justifica-se também pelo motivo do fenômeno fazer parte dos conteúdos que devem ser abordados em Física na 2ª série de acordo com a grade curricular do Novo Ensino Médio (NEM). Nesse contexto, a proposta apresentada fundamenta-se na teoria de aprendizagem significativa de David Ausubel, e tem a intenção de facilitar a abordagem e a compreensão desse fenômeno, por meio da produção de material potencialmente significativo.

No cenário atual a utilização de jogos educativos tem se mostrado uma ferramenta didática bastante promissora como apontado por Maurício (2007, p.3), Paiva (2018, p. 37), Silva (2012, apud PAIVA, 2018, p. 37). Os jogos educativos surgem como uma opção para motivar e prender a atenção dos alunos durante as aulas e é cada vez maior o número de professores que buscam utilizar esse tipo de ferramenta, a fim de auxiliar e melhorar a compreensão dos alunos sobre determinados assuntos.

Ausubel afirma que o jogo educativo permite ao indivíduo estabelecer interrelação entre conceitos novos e os já existentes, gerando novas experiências e aprendizagens cognitivas. Por meio do jogo o aprendiz pode desenvolver

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habilidades e domínio sobre situações de aprendizagem de forma humanizada e significativa (SILVA, 2012, apud PAIVA, 2018, p. 36).

Então, sendo o jogo um convite tentador a diversão para os jovens e um recurso didático poderoso usado no auxílio à aprendizagem, propõe-se utilização de um jogo educativo criado a partir do editor de apresentação Powerpoint 2016 e os recursos nele disponíveis. Crivelli e Gama (2015, p. 1), acreditam ser viável a utilização do PowerPoint como uso de ferramenta pedagógica para atividades educacionais, uma vez que proporcionam ao educador desenvolver suas próprias aulas de forma mais atrativa.

Os recursos do editor PowerPoint possibilitam uma gama de projetos, incluindo a criação de jogos educativos, uma vez que permite a utilização de botão de ação, navegação através de hiperlinks, sons, efeitos etc. Então, utilizando-se desses recursos, o professor pode desenvolver um jogo educativo, por exemplo, um quiz sobre o EFE. Na Figura 1 têm-se alguns trechos do quiz criado pela autora como parte de sua pesquisa de Mestrado em Ensino de Física (MNPEFUFAM/IFAM) (OLIVEIRA, 2023), que breve será publicada.

Figura 1. Esboço do quiz: (a) tela inicial, (b) tela exibindo o progresso do aluno no jogo, (c) modelo de questão a ser respondida . Fonte: OLIVEIRA (2023).

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- O jogo pode ser apresentado aos alunos durante a aula sobre o fenômeno. A seguir apresentamos uma sugestão de como trabalhar o tema 'EFE e suas aplicações' e utilizar o jogo ao longo de uma aula de 48 minutos de duração.
- O recomendado é que o professor inicie com uma aula expositiva e dialogada para apresentar as aplicações do EFE em nosso cotidiano. É interessante que o professor prepare sua aula de modo que o material utilizado seja potencialmente significativo. Nesse sentido, é oportuno abordar o funcionamento de alguns equipamentos que fazem parte da vivência diária dos seus alunos, por exemplo, o sistema de iluminação pública, a abertura e fechamento de portas automáticas, sistemas de alarme etc. Na oportunidade, o professor deve explicar o funcionamento desses equipamentos de forma que o aluno consiga relacioná-los a aplicações do EFE. A fim de ilustrar o funcionamento básico do sistema de iluminação pública, o professor pode ainda utilizar um arranjo experimental composto por uma lâmpada, um soquete com célula fotoelétrica, fios condutores e lanterna. Após as explicações, os alunos poderão testar o conhecimento adquirido através do jogo educativo (quiz) sobre o EFE. O ideal é que o quiz tenha, ao menos, dez questões sobre o tema abordado na aula. Ao professor caberá avaliar o

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desempenho dos alunos ao longo da aula, podendo este utilizar a pontuação obtida pelo aluno no jogo como auxílio na avaliação.

Para Gomes (2019, p. 67), a utilização de jogos educacionais em sala de aula pode proporcionar situações de ensino-aprendizagem que aumentam a construção do conhecimento, introduzindo atividades lúdicas e interessantes para os alunos, desenvolvendo a capacidade de iniciação, imaginação e motivação.

Com a proposta aqui apresentada espera-se contribuir com a inserção da Física Moderna no Novo Ensino Médio, além de melhorias no processo ensinoaprendizagem da Física. Adicionalmente, espera-se proporcionar momentos de aprendizagem de forma divertida, bem como tornar aula mais dinâmica e atrativa.

Os autores agradecem a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (FAPEAM), pelo suporte financeiro, a Universidade Federal do Amazonas e ao Instituto Federal do Amazonas.

## Referências

CRIVELLI, L. O. F.; GAMA, A. S. A Produção De Jogos No Powerpoint: Explorando Possibilidades Com Alunos Portadores De Necessidades Especiais. Revista Funec Científica - Educação , v.1, n.1, p. 15-29, 2015.

GOMES, L. B. A . Uso de jogos no ensino de Física: da aprendizagem à avaliação . 2019. TCC (Graduação em Física) - UFF, Niterói - RJ, 2019. Disponível em: Leonardo de Brito Aparício Gomes.pdf (uff.br). Acesso: 25 set 2022.

LIMA, A. F. Proposta de uma UEPS para ensinar o efeito fotoelétrico no Ensino. 2018. Dissertação (Mestrado Profissional em Ensino de Física) - Universidade de Brasília, Brasília - DF, 2018.

MAURÍCIO, J. T. Aprender Brincando: O Lúdico na Aprendizagem . 2007, p. 3. Disponível em: http://www.profala.com/arteducesp140.htm. Acesso: 21 jan 2023.

OLIVEIRA, S. S. Modelagem e jogos avaliativos como ferramentas para o aprendizado do efeito fotoelétrico em situações do cotidiano dos alunos. 2023. Qualificação (Mestrado Nacional Profissional em Ensino de Física) Universidade Federal do Amazonas, Manaus-AM, 2023.

PAIVA, A. K. Dominó didático de física: uma estratégia para o estudo de conceitos de física no ensino médio. 2018. Dissertação (Mestrado Profissional em Ensino de Física) - Universidade Federal do Rio Grande do Norte, Natal-RN, 2018.

PENA, F.L.A. Por que, nós professores de Física do Ensino Médio, devemos inserir tópicos e ideias de física moderna e contemporânea na sala de aula? Revista Brasileira de Ensino de Física , São Paulo, v.28, n.1, p.1-2, 2006.

SILVA, H. A. O uso do jogo no Ensino de Física com foco nas competências e Habilidades do novo ENEM . 2012. Dissertação (Mestrado Ensino de Ciências e Matemática) - CEFET/RJ, 2012.

TERRAZZAN, E. A. A inserção da física moderna e contemporânea no ensino de Física na escola de 2º grau. Cad. Bras. Ens. Fis . v.9, n. 3, Florianópolis, 1992.

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