O LÚDICO NO ENSINO DE FÍSICA: UMA PROPOSTA DIDÁTICA PARA O ENSINO FUNDAMENTAL II
Adrielly Moreira Da Silva, Jamima Lima Da Rocha, Thais Caldas Veles, Deniz Dos Santos Mota, Wanderley Vitorino Da Silva Filho
- Evento
- Simpósio Nacional de Ensino de Física ↗ (SNEF)
- Edição
- XXV
- Ano
- 2023
- Data
- 08/11/2023
- Linha de pesquisa
- Ensino, aprendizagem e avaliação em física
- Tipo
- Pôster
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Texto completo
## O LÚDICO NO ENSINO DE FÍSICA: UMA PROPOSTA DIDÁTICA PARA O ENSINO FUNDAMENTAL II
Adrielly Moreira da Silva 1 , Jamima Lima da Rocha 2 , Thais Caldas Veles 3 , Deniz dos Santos Mota 4 , Wanderley Vitorino da Silva Filho 5
- 1 Universidade Federal do Amazonas/Instituto de Ciências Exatas /dri.moreira1304@gmail.com
- 2 Universidade Federal do Amazonas/ Instituto de Ciências Exatas /jamimarocha17@gmail.com
- 3 Universidade Federal do Amazonas/ Instituto de Ciências Exatas / caldasthais031@gmail.com
- 5 Universidade Federal do Amazonas/ Instituto de Ciências Exatas / vitorino@ufam.edu.br
Palavras-chave : Aprendizagem significativa; Educação básica; Ensino de ciências.
- O Ensino de Física na maioria das vezes apresenta-se de forma descontextualizado, simplista, representando pouco ou nenhum sentido aos estudantes. Os professores têm desenvolvido aulas baseando-se em livros didáticos, isoladamente, sem referências ao cotidiano de seus estudantes, sem atualidades e sem os enredar nas diversas manifestações da Física e no mundo que nos cerca (Ferreira, 2011).
Um exemplo disso é o que podemos encontrar dentro das salas de aulas, onde notamos um desinteresse constante e crescente por parte dos estudantes, muito devido as aulas terem se tornado mecanizadas, onde eles passam a memorizar equações sem compreender os fenômenos físicos envolvidos. Isso se deve a vários motivos, um deles é comentado por Ferreira (2013) que relata:
'Embora a física envolva vários tipos de leitura, os textos predominantes nos livros didáticos mais utilizados pelos professores são curtos, enxutos, com pouca ou nenhuma referência a elementos próximos ao aluno, constituindo o material que melhor se adapta ao padrão fragmentado de aula. (Ferreira, 2013, p.87)'
O uso de jogos na educação, principalmente nos conteúdos de exatas, tem se mostrado uma alternativa muito pertinente como meio de motivação e melhora na relação entre ensino e aprendizagem, para Souza (2007) a utilização de recurso didático nas aulas faz com que os estudantes assimilem melhor o conteúdo. De modo atual, um dos grandes desafios na Educação Básica é promover atividades que favoreçam o entendimento pleno de temas relacionados à Física, sabe-se que muitos estudantes do Ensino Fundamental e Médio têm dificuldades na aprendizagem dos conceitos físicos, evidenciando a necessidade de aprofundamento nas estratégias que tornem o ensino mais eficaz e promova uma aprendizagem significativa dos conceitos, leis e fenômenos estudados.
Objetiva-se, por meio de práticas lúdicas e interativas, incluir o estudo de conceitos de física clássica relacionados com Leis de Newton, Cinemática, Energia e Colisões. Envolvendo atividades lúdicas infantis como boliche, cabo de guerra, bolinha de gude, pipa, molas, jogo de futebol, entre outros.
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No Ensino da Física o professor pode proporcionar aos estudantes aulas contextualizadas, dinâmicas e criativas, utilizando materiais de baixo custo e que seja do seu cotidiano, como destacou Paulo Freire (1985), que sugere a inclusão dos estudantes no processo entre Ensino e Aprendizagem, através da relação professor-aluno, bem como um currículo conectado à realidade social da comunidade em que os estudantes estão inseridos.
O professor tem o papel de inserir o estudante no processo de ensino, para que sua aprendizagem seja eficiente e significativa, para Ausubel, a aprendizagem é um processo pelo qual o indivíduo relaciona uma nova informação a um conhecimento previamente já estabelecido em seu desenvolvimento (Moreira, 1982). Desse modo, fazendo com que o indivíduo observe, compare e conclua algo novo, corroborando com o seu aprendizado. Neste sentido, ensinar Física por meio de metodologias alternativas para estudantes do Ensino Fundamental II, podem fazer com que compreendam melhor o mundo a sua volta, desde os fenômenos físicos mais simples até as tecnologias que interagem conosco. A principal valia desses métodos provém do apoio do preceptor em ajudar a expandir o conhecimento do estudante sobre os fenômenos naturais instigando-os correlacionar com o cotidiano (Silva, 2005).
A proposta sugerida de levar jogos e brinquedos lúdicos para a sala de aula pode tornar-se um aliado aos educadores, considerando que a aulas práticas são de extrema relevância no Ensino das Ciências. O intuito dessas atividades além de apresentar novas ferramentas didáticas para o professor irá facilitar o aprendizado dos estudantes fazendo-os resolverem as questões que lhes são propostas correlacionando a teoria aprendida em sala de aula com sua vivência pessoal (Foucault, 1984). À vista disso, conforme a Base Nacional Comum Curricular (BNCC), foram identificados e separados por assuntos referentes ao 9º ano, brinquedos que podem ser utilizados como objetos potencializadores da aprendizagem (Quadro 1).
Quadro 01: Brinquedos a serem utilizados
Fonte: dos autores (2023)
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Deste modo, ao levar-se brinquedos para a dentro do âmbito escolar, podese elevar a motivação melhorando a aprendizagem dos estudantes, desenvolvendo as suas habilidades intelectuais e sociais de forma participativa, descontraída e eficaz, proporcionando uma vivência, na prática, de temas abordados no estudo da Física no Ensino Fundamental II, agregando às aulas teóricas atividades que despertará nos envolvidos curiosidades e integração social, e que não necessariamente precisará de um ambiente exclusivo para sua realização.
Na Educação Básica, os livros didáticos são ferramentas essenciais entre ensino e aprendizagem, principalmente quando se tratando dos anos finais do Ensino Fundamental II. Todavia, agregar formas inovadoras de ensinar é somar para a aquisição de conhecimentos científicos de forma significativa. O uso de jogos em sala de aula permite envolver estudante no processo de construção de conhecimento, percebendo de forma mais clara e objetiva a relação entre a teoria e a prática, de acordo com Fontes et al. (2016). Assim, acredita-se que interligando o conceito e a prática na disciplina de Ciências, a aprendizagem pode-se tornar efetiva ou melhor recebida, apresentando um instrumento novo que possa ser trabalhado de forma diferente do cotidiano escolar.
## Referências
FERREIRA, Júlio César David. Aproximações entre a obra de Júlio Verne e o ensino de física. Universidade Estadual Paulista, Presidente Prudente - SP. 2011.
FERREIRA, Júlio; RABONI, Paulo . A Ficção Científica de Júlio Verne e o Ensino de Física: uma análise de 'vinte mil léguas submarinas'. Programa de PósGraduação em Educação - UFPR, Curitiba - PR. Caderno Brasileiro de Ensino de Física, v. 30, n. 1: p. 84-103, 2013.
FOUCAULT, Michel. A vontade de saber. Rio de Janeiro, editora Graal, 1984.
FONTES, Adriana da Silva., RAMOS, Fernanda Peres., SCHWERZ, Roseli Constantino., & CARGNIN, Claudete. Jogos adaptados para o ensino de física. Ensino, saúde e ambiente v. 9, n. 3, 2016.
FREIRE, Paulo. A política da educação: cultura, poder e libertação. Westport, CT: Bergin and Garvey, p. 209, 1985. Título original: The politics of education: culture, power, and liberation.
MOREIRA, Marco Antônio; MASINI, Elcie. Aprendizagem significativa: a teoria de David Ausubel. São Paulo - SP, editora Moraes, p. 7-25, 1982.
SILVA, Marcelo. Os brinquedos e o ensino de física . Instituto de Física - UFRJ, Rio de Janeiro - RJ. 2005.
SOUZA, Salete Eduardo de. O uso de recursos didáticos no ensino escolar. Universidade Estadual de Maringá, Maringá - PR. I Encontro de Pesquisa em Educação, IV Jornada de Prática de Ensino, XIII Semana De Pedagogia da UEM: 'Infância e Praticas Educativas', p. 110-114, 2007.
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