BOBINA DE TESLA ''UMA PRÁTICA NO ENSINO DE FÍSICA NA ÁREA DO ELETROMAGNETISMO"
Eduardo Botelho Cabral, Fernanda Lucena Rodrigues Da Silva
- Evento
- Simpósio Nacional de Ensino de Física ↗ (SNEF)
- Edição
- XXV
- Ano
- 2023
- Data
- 10/11/2023
- Linha de pesquisa
- Formação, práticas e desenvolvimento profissional docente no ensino de física
- Tipo
- Comunicação
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Texto completo
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## UNIVERSIDADE FEDERAL DE PERNAMBUCO - UFPE CENTRO ACADÊMICO DO AGRESTE - CAA
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## BOBINA DE TESLA 'UMA PRÁTICA NO ENSINO DE FÍSICA NA ÁREA DO
## ELETROMAGNETISMO'
## Eduardo Botelho Cabral
UNIVERSIDADE FEDERAL DE PERNAMBUCO - UFPE CENTRO ACADÊMICO DO AGRESTE - CAA
boteeduardo@hotmail.com
## Resumo
Na busca de desenvolver métodos didáticos que facilite a compreensão e munir os professores de Física, no que tange o desafio contemporâneo de tornar o ensino do eletromagnetismo mais dinâmico e atrativo, desenvolveu-se essa proposta de trabalho, cujo cerne é desenvolver a bobina de tesla, desde sua construção, com material de baixo custo, pelos próprios estudantes e professores, bem como sua utilização na apresentação dos conceitos do eletromagnetismo, ao qual, se mostra um importante subsídio para a motivação dos estudantes, estimulando-os ao interessante no campo científico. Este projeto está fundamentado na teoria de aprendizagem de Piaget, inteligências múltiplas de Gardner, LDB e PCNs, técnicas de ensino de práticas experimentais, com ênfase na abordagem pedagógica do uso de experimentos físicos na escola. A presente proposta está embasada em experiência em sala de aula, a Bobina de Tesla, que é instrumento cobiçado pelos apaixonados pela eletricidade e quase desconhecido nas práticas pedagógicas, onde adequar indiscutivelmente ao ensino de Física na área de Eletromagnetismo e que a construção e utilização pelos alunos se aplica claramente a teoria do seu funcionamento geral, assim como aplicação seu funcionamento, auxiliará a apropriação dos conhecimentos aplicados ao estudo do Eletromagnetismo por parte dos Estudantes. Este trabalho foi aplicado numa turma de 3º ano do Ensino Médio da Escola Estadual Professor Antônio Carneiro leão, em Camaragibe, Pernambuco.
## PALAVRAS CHAVE:
Ensino de física, Eletromagnetismo, fenômenos de alta-tensão, eletrodinâmica, Bobina de Tesla.
## INTRODUÇÃO
Os fenômenos apresentado pela natureza conduz as pessoas em buscar seu entendimento, porem os conceitos desses fenômenos são introduzidos nas escolas por meio da Física, ao qual é consequência do ensino praticado nesta disciplina. A maioria dos professores utiliza uma prática pedagógica onde prevalece o caráter formal, em detrimento do contato com a fenomenologia. A fenomenologia, no ensino da Física, é o lado que mais atrai os estudantes, onde é pouco utilizado e até mesmo, completamente omitido. Utiliza-se excessivamente a Física matemática em detrimento de uma Física mais conceitual, mais experimental e com mais significado para a vida das pessoas, isso não implica que se deve abandonar a Física matemática, porem associar a prática experimental dando sentido aos conceitos e equações.
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Essa prática de ensino mostra-se como um dos fatores mais provável pelo pouco ou nada na aprendizagem dos estudantes no ensino da Física. Onde a maioria dos estudantes passa a ter pavor ou repudio a Física, deixando esse sentimento perpetuar consigo para toda a vida, onde, em falar de Física é ouvir-se expressões: 'Física é coisa para louco!', a qual se revela o conceito que os estudantes formam da Física na escola.
No contexto de dar sentido ao ensino de física para que as pessoas formem uma imagem mais positiva da Física, desta forma se deve introduzir mais recursos práticos e experimental, para que os estudantes tenham mais interesse pelo seu estudo e, assim, melhorar seu aprendizado, destacando os fatores de cunho metodológico, que relaciona a maneira como a Física é ensinada. As diversas dificuldades encontradas e enfrentadas pelo professor de Física em sua prática pedagógica, principalmente as relacionadas com a questão do aprender e do gostar, podem ser minimizadas por ele mesmo, com o auxílio de uma metodologia adequada de ensino.
## Objetivos
## Objetivo geral
Apresentar alternativas metodológicas e recursos que venham a compor e contribuir para formar uma nova forma para o ensino de Física, com ferramentas que enfatizem e valorizem os conteúdos e a criação de atividades para uma aprendizagem significativa, por intermédio de construção e uso de experimentos mais motivadores.
## Objetivos específicos
Projetar e construir um equipamento 'Bobina de Tesla', utilizando-o em demonstrações experimentais e desenvolvendo os cálculos de equações de eletricidade.
Propor metodológicas que auxiliem na compreensão dos conteúdos, conceitos e equações no ensino e aprendizagem de Física, especialmente eletrostática, eletrodinâmica e eletromagnetismo.
Motivar a investigação crítica, criatividade, interesse, participação e pesquisa nos assuntos científicos e tecnológicos.
Desenvolver habilidades e competências dos estudantes no fator aprendizado de Física, como construir, visualizar e manusear o experimento para entender os conceitos e problemas propostos.
## O projeto
A estratégia compatível de ensino com a visão de ensino aprendizagem se baseia na construção e demonstração do funcionamento de uma Bobina de Tesla. Revela-se uma ferramenta de baixo custo bem relativo e com um potencial didático de grande valia, onde envolve totalmente a interdisciplinaridade e transversalidade para ensino de Física. Adequada, perfeitamente, à didática do eletromagnetismo, A Bobina de Tesla se mostra um poderoso instrumento didático, para a prática de um professor que detenha o conhecimento da fenomenologia eletromagnética. Uma ferramenta bastante eficaz para o ensino de conceitos de Física que, são transmitidos pelo professor, de certa forma abstrata, tais como: capacitância, corrente alternada, campo eletromagnético, indução eletromagnética, ressonância, rigidez dielétrica do ar, altas tensões com as altas frequências, efeitos fisiológicos do choque elétrico, emissão de ondas de rádio, circuitos ressonantes, ionizações de gases, produção de ozônio, etc.
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A 'Bobina de Tesla' foi criada por Nikolas Tesla (1856-1943), um grande cientista croata erradicado nos Estados Unidos. Tesla foi um homem a frente de seu tempo que mostrou ao mundo os grandes benefícios da utilização da corrente alternada.
A bobina de Tesla é capaz de criar elevadas tensões em altíssimas frequências que são capazes de romper o dielétrico do ar, formando descargas que variam de acordo com a configuração da bobina. Seu funcionamento baseia na elevação da tensão através de fenômeno da ressonância de um circuito composto por indutores e capacitores. Possui uma bobina primária de poucas espiras, na faixa de 2 a 35 e uma secundária podendo passar de alguns milhares de espiras.
Então, uma bobina de Tesla clássica é composta basicamente por duas etapas de aumento de tensão. A primeira etapa se trata de um transformador de núcleo de ferro convencional com impedância elevada que tem a função de intensificar a tensão de linha disponível a uma tensão no intervalo de 5 a 50 kV, em 60 Hz. A segunda etapa funciona como um circuito ressonante que se torna um transformador de núcleo de ar que trabalha com ressonância oriunda do acoplamento entre capacitores e indutores. Nesta etapa a tensão é intensificada para valores entre 200 kV a 1 MV. Estes níveis elevados de tensão rompem o dielétrico do ar fazendo com que se criem descargas espalhadas pelo ar, tornando-o condutor de eletricidade.
## Montagem
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No primeiro momento é necessária a verificação dos materiais a serem utilizados para a montagem de seu equipamento. O item que possui o maior valor para compra é o transformador de entrada, porém todos os outros materiais utilizados são de baixo custo e em alguns casos são materiais
que seriam descartados e que podem ser reaproveitados.
Primeiramente devemos ter uma base para fixação do modelo, podendo ser esta de madeira ou outro material isolante que forneça sustentação mecânica.
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O transformador elevador de tensão poderá ser um transformador utilizado em lâmpadas de neon, que
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possui alta elevação da tensão e é disponibilizado comercialmente nos valores desejados no projeto. O transformador usado por nos é um transformador de tensão de entrada de 220 Volts com saída de voltagem de 15.000 Volts '15kV' que era usado em letreiro luminoso de Neon, adquirido junto ao Mercado Livre,
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onde, hoje, já vendem transformadores para essa finalidade.
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No capacitor de placas paralelas de alumínio e vidro, as placas podem ser dispostas de maneira intercalada, variando isolante e condutor, tendo cada condutor polaridade inversa ao condutor próximo e seu condutor anterior. Ambas
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as extremidades do conjunto devem ser encerradas por vidro
visando melhor isolação entre os condutores e a madeira do suporte. Vale lembrar que polos opostos não podem ter contato para não causar curto-circuito. Assim, o conjunto pode ser fixado na horizontal de maneira que por prensagem dispensou-se o uso de colas ou adesivos, o que interferiria na rigidez dielétrica do meio isolante. A imagem ilustra a montagem do capacitor. Para
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concretizar a ligação em paralelo devemos conectar os terminais de mesma polaridade, tomando-se o cuidado para que as conexões sejam bem feitas.
Usamos 3 placas de vidro de 40 x 40 cm, uma para cada capacitor, papel alumínio, cola para isopor, placas de circuito integrado de tv, rádio e modem,
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fios 1,5 mm e conectores para os encaixes. Atualmente estamos usando como conectores, uma nova técnica, composta por fios de cobre enrolados sob uma chave de venda com um determinado diâmetro, que caracteriza como
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fêmea e o conector macho é feito com estanho derretido com o ferro de solda formando uma ponta maciça que encaixa perfeitamente na fêmea, ao qual são presos nos capacitores. Esses conectores são usados
em todos os casos da Bobina de tesla.
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O centelhador deverá ser de material condutor que tolere temperaturas elevadas sem sofrer deformações. Seus suportes, no entanto devem ser de material isolante, como madeira, plástico ou borracha. Um lado do centelhador poderá ser fixo, porém o outro lado deverá ser móvel
para oferecer a possibilidade de ajustes da distância, visando a melhor eficiência do sistema. As pontas
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dos eletrodos devem ser afinadas para uma melhor quebra da rigidez dielétrica e depois de algum tempo de funcionamento devem ser lixadas para a remoção de material depositado que altera a condutividade.
Usamos dois pedaços de cano de latão usado em conexão de fluido de embreagem de carro, que foi adquirido em uma oficina mecânica de automóveis 'Reno Peças'.
Ainda no circuito primário haverá a bobina primária, que deverá ser feita de condutor com alta isolação, e de seção transversal de aproximadamente 2,5 mm², dependendo das características de cada modelo. Para fixação das espiras, podemos utilizar fios rígidos, e se não forem disponíveis utilizaremos uma
base de material isolante.
Usamos restos de bancas quebradas, para formarmos 8 polígonos de 5 lados, estilo trapezoide, aonde distribuímos de forma circular gradualmente. Enrolamos fio encapados número 12, fazendo assim 2 bobinas com 12 e 6 espiras. Onde verificamos que a de 12 espiras tinha melhor desempenho.
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Na montagem do indutor secundário 'bobina secundária', poderá ser utilizado um cano de PVC, no qual deverá ser colocada uma demão de verniz isolante típico de isolamento de motores. Poderão ser utilizados fios de cobre com esmalte isolante de
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31AWG, que deverão ser enrolados de maneira que não se sobreponham uns aos outros. É um trabalho que exige muita paciência, pois o fio de cobre é muito fino e de fácil ruptura. Após enrolar as espiras, mais duas demãos de verniz isolante devem ser aplicadas sobre o conjunto de espiras para auxiliar na isolação e
principalmente na fixação das
espiras de cobre.
Foi colocado no topo desta bobina um módulo metálico de bronze, de forma arredondada com o intuito de distribuir as faíscas em todas as direções além de contribuir para a capacitância da bobina secundária. Este módulo pode ser substituído por um toróide, que é utilizado na maioria das bobinas.
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Finalmente os componentes da bobina de Tesla poderão ser fixados no suporte, sendo que se faz necessário manter uma distância segura entre os componentes para evitar fugas ou centelhas em pontos específicos do circuito e que são indesejáveis.
Usamos 1m de cano PVC de 100 mm, verniz, fio encapado 'envernizado' número 24, dois tampões de igual espessura, apropriados ao cano, adquirido a um armazém de construção, 1 parafuso de latão. Para enrolamento da bobina secundária construímos uma máquina com essa finalidade, com objetivo de facilitar o trabalho.
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## Segurança
'Segurança em primeiro lugar', este será nosso tema durante toda a montagem da bobina e principalmente durante o funcionamento da mesma.
Esta arte muito importante para todos que pretendam projetar e montar sua própria da bobina de Tesla. A bobina tem seus perigos que devemos respeitá-los, pois a eletricidade pode ser muito perigosa, ainda mais com níveis altíssimos de tensão.
Apesar da maior tensão estar na saída da bobina secundária de onde sairá as descargas, o maior perigo da bobina está em seu circuito primário onde a potência é suficientemente alta para causar sérios acidentes e podendo levar à óbito.
Prezamos muito pela segurança de todos, então aconselhamos que a operem em um local isolado, longe de crianças, e que sempre isole o local de testes, devendo também o operador não estar muito próximo do equipamento.
NUNCA faça qualquer ajuste ou toque na bobina se o transformador estiver ligado, e também não se esqueça de que o capacitor mantém a sua carga se nenhum aterramento for realizado, e então para poder tocá-la descarregue o capacitor ligando ele a terra por algum tempo, o necessário para que toda a carga do circuito seja descarregada. Certifique-se que ao religar a bobina foi retirado o aterramento que descarrega o capacitor para evitar qualquer dano ao transformador.
Os principais riscos são:
Alta tensão: a principal precaução que se deve ter é com a saída do transformador. Nessa parte, como em todo o circuito primário, existem corrente elétricas consideráveis que podem acarretar choques fatais. O transformador é especialmente perigoso, por fornece vários milhares de volts e, se ao operar uma bobina, se estiver trabalhando em estreita proximidade com ele. É fácil acidentalmente deixá-lo ligado, pois exceto por um zumbido quase imperceptível, não há nenhuma indicação de que está ligado. Em relação à tensão de saída em L2 os riscos são menores. A corrente é de alta frequência (MHz) e, embora da ordem de 100 a 1000 kV, não é mortal. Porém, dependendo da potência de saída (variável com a maior ou menor aproximação entre os terminais do faiscador) ela pode queimar a pele.
Ozônio: Quando em operação, os terminais de L2 ionizam o ar circundante e, consequentemente, produzem ozônio; um gás que, em grande concentração, é altamente tóxico para seres humanos. A produção de ozônio é decorrência da alternância da liberação e captura de elétrons nos terminais de L2. É aconselhável se fazer as demonstrações em lugar ventilado e não deixar a bobina ligada mais que alguns minutos.
## Experimentos
A bobina de Tesla traz a todos que presenciam suas apresentações experiências fantásticas, ilustrações interessantes de conceitos de eletromagnetismo, campos magnéticos, altas tensões, altas frequências, princípios de telecomunicações, ressonância entre circuitos com indutores e capacitores, rigidez dielétrica do ar, entre outros aspectos existentes no estudo da eletricidade.
Outro fato que impressiona é a quantidade de experimentos que se é capaz de realizar com a bobina, e isto com muita facilidade. Demonstrações da eletrostática e eletrodinâmica podem ser realizados com o seu protótipo. Tais como:
## Ressonância
Ao se montar outra bobina com as mesmas características da bobina secundária (diâmetro, altura, quantidade de espiras, diâmetro do fio), e colocarmos essa nova bobina nas proximidades de L2 , ela, por ressonância, se comportará da mesma maneira que L2 lançando arcos elétricos e raios corona. Ambas terão o mesmo funcionamento mesmo que a cópia da bobina L2 esteja a alguma distância de L2 original. Este princípio é o mesmo de um enlace de telecomunicação, onde o sinal da antena transmissora será transmitido para a antena receptora.
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## Ionização de gases
Aproximando-se da bobina secundária, uma lâmpada fluorescente, que pode estar queimada, observase que a lâmpada se ilumina. Quanto maior a proximidade do secundário, maior é a intensidade da luminosidade do gás. Essa luminescência da lâmpada é decorrente da ionização do gás em seu interior, e por colisão entre as moléculas ocorrem transições eletrônicas que no retorno liberam o excesso de energia na forma de fótons, o que é provocada pelo campo eletromagnético de alta frequência emitido pelo secundário.
## A blindagem eletrostática ou eletromagnética
Prenda, com fita adesiva, duas pequenas lâmpadas néon, uma dentro e outra fora, em uma pequena lata metálica ou rede metálica. Segure a lata com as mãos, formando o condutor terra, próximo ao terminal de saída da bobina. Constata-se que a lâmpada de néon interna, contrariamente à que está forada lata, não acende. Logo, a lata cria uma blindagem ao campo elétromagnético na parte interna da lata, não acendendo a lâmpada.
## O efeito corona
Só pelo fato da bobina estar ligada, já se pode observar o efeito nos terminais de saída na bobina secundária L2 . Para demonstrar este fenômeno fixe uma lâmpada incandescente (mesmo queimada) a uma haste de vidro ou material isolante. Ao aproximar a lâmpada de L2 observa-se o efeito no interior da lâmpada.
## I - Para-raios
Adaptar uma pequena plataforma de papelão duro, colocando-se um alfinete de pé no centro da plataforma. O alfinete deve estar aterrado. Na saída da bobina liga-se um fio de cobre rígido com ponta na extremidade livre. Esse fio representará a nuvem carregada que liberará a descarga. Vale observar que a tendência da descarga não é atingir a plataforma e, sim, o alfinete (para-raios). Observar que há uma região de proteção em torno do para-raios - que é aproximadamente 2,5 vezes a altura do para-raios - onde não há descargas quando realizamos um movimento com a plataforma em torno do fio de descarga.
## II. Isolantes e altas tensões
Acople um fio isolado na saída da bobina com o faiscador no mínimo de funcionamento. Aproxime a palma da mão do fio. Se, nesse momento, escurecer-se temporariamente a sala, observar-se-á que há fugas (descargas) do fio para a mão através do isolante do fio.
## III. Descargas elétricas em água doce e salgada
Usando um fio de cobre conectado a um dos terminais do secundário L2 , como na experiência com o para-raios pode-se estudar as diferenças entre as descargas elétricas em água doce e água salgada contidas, por exemplo, em dois recipientes. Observa-se que as descargas em água doce espalham-se mais sobre a superfície do que as descargas em água salgada.
## Aplicação do Projeto
O projeto tem como recursos didáticos as aulas expositivas que incluirão conceitos de eletrostática e eletrodinâmica da Física do 3º ano, constando:
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Em seguida, os estudantes serão conduzidos se envolver e compreender as orientações, dar início aos preparativos, iniciar a construção do experimento, e determinar o prazo para entrega, onde serão avaliados de forma continua e processual de acordo com o desenvolvimento do projeto, ao qual será estipulado um prazo de conclusão.
Dessa maneira, na continuidade das ações, pré-estabelecidas, os estudantes, sob supervisão e monitoramento, poderão manusear e aplicar nos seus conhecimentos e cálculos das equações ou fórmulas de Física que serão ensinadas no eletromagnetismo e em cujo programa ao qual terá os conteúdos sobre:
Campo Magnético; Força Magnética e Indução Eletromagnética.
A construção da Bobina de Tesla se dará pelos estudantes quando estiverem devidamente preparados, aonde os conceitos serão desenvolvidos nas aulas de eletrostática e eletrodinâmica paralelamente a construção da Bobina. As partes a serem construídas serão distribuídas entre os estudantes ou equipes de estudantes, que construirão (adquirirão) separadamente as seguintes partes:
Capacitor de topo; Bobina primária; Bobina secundária; Plataforma do Experimento; Faiscador; Aspirador do Faiscador; Capacitor de vidro; Transformador de entrada (NST).
Todas os estudantes ou equipes de estudantes receberão um plano geral da Bobina, definido reuniões específicas para deliberar todos os detalhes de dimensões e características elétricas de todo o equipamento. Depois dessas reuniões, as equipes serão separadas e incumbidas de suas contribuições no plano geral, quando receberão, cada uma, um plano detalhando sua tarefa. As equipes também receberão um cronograma para a realização das etapas da construção e apresentação do experimento.
Se faz necessária a orientação aos grupos, para a aquisição dos materiais, do local ou dos locais que tenham os materiais padronizados, procurando investigar e pesquisar com antecedência onde consegui-los e trazer comprovantes, que facilitem a localização dos objetos e peças.
No nosso caso formos adaptando a nossa bobina os materiais que conseguimos, aproveitando exclusivamente os materiais em reciclável, sempre que possível.
## CONSIDERAÇÕES FINAIS
- O desenvolvimento deste projeto, teve como base de orientação os PCN's, que é o de promover melhoria qualidade no processo de ensino-aprendizagem no pressuposto da motivação do estudante desde a proposta e preparativos do trabalho, enfatizando a ansiedade e expectativa do estudante em querer ver concluído o trabalho em equipe, a montagem final e o seu funcionamento, no qual aspira desde o começo para ver a tarefa cumprida com êxito.
- O estudante, desenvolver as habilidades e as competências durante as atividades de construção, tendendo a absorver com mais facilidade os conceitos mais abstratos, a compreender, intuir, visualizar e realizar o manuseio do experimento. Adquire a familiaridade com a Física, tornando-se mais preparado para aplicação de seus conhecimentos em sua vida futura após a conclusão.
Assim, a proposta se apresenta uma proposta motivadora para o ensino de eletrostática e eletrodinâmica para o ensino médio e/ou superior. Aonde o principal objetivo é facilitar a compreensão de fenômenos elétricos, mediante a construção, experimentação, visualização, utilização a fim de reforçar os conceitos que foram ou que estão ou que serão vistos na teoria e motivando os estudantes para outros estudo posterior dos referidos temas, sendo mais aprofundados, e/ou em caráter científico.
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Os experimentos podem ser feitos em sala de aula, em feiras de ciências, etc, sem a necessidade de equipamentos e acessórias de elevadas potências e sofisticados sistemas de segurança. Simplesmente aplicamos uma ferramenta didática de grande versatilidade capaz de reproduzir qualitativamente e quantitativamente fenômenos associados à eletricidade.
Após sua idealização e execução, a experiência tem provado ser positiva para os estudantes, principalmente em dois aspectos relevantes:
- a) subsídio na compreensão dos fenômenos elétricos e b) motivação.
Sendo assim, este projeto cumpri seus objetivos levantados desde a sua criação, permanece o desafio de continuar nos aspectos metodológicos desta e de outras experiências que possibilitem que grande número de estudantes compreendam adequadamente e corretamente a manifestação de fenômenos através da visualização e que é refletido no aproveitamento da disciplina e nas avaliações.
## REFERÊNCIAS
ANGOTTI, J. A. P. Desafios para a formação presencial e à distância do físico educador. Revista Brasileira do Ensino de Física , Porto Alegre, v. 28, n. 2, p.143-150, 2006.
ARAÚJO, M. S. T; ABIB, M. L. V. S. Atividades Experimentais no Ensino de Física: Diferentes Enfoques, Diferentes Finalidades. Revista Brasileira do Ensino de Física , Porto Alegre, v. 25, n. 2, p.176-194, 2003.
BORGES, O. Formação inicial de professores de Física: Formar mais! Formar melhor! Revista Brasileira do Ensino de Física , Porto Alegre, v. 25, n. 2, p.135-142, 2006.
CAMARGO, E. P.; SILVA, D. É possível ensinar Físicas a alunos cegos ou com pouca visão? Proposta de atividades de ensino de Física que enfocam o conceito de aceleração Física na Escola , Porto Alegre, v. 8, n. 1, p.30, 2007.
CARVALHO, S. H. M. Uma viagem pela Física e Astronomia através do teatro e da dança. Revista Brasileira de Física , Porto Alegre, v. 7, n. 1, 2006.
CATELLI, F.; MARTINS, J. A.; SILVA, F. S. Um estudo de cinemática com câmara digital. Revista Brasileira de Ensino de Física , Porto Alegre, v.32, n.1, 2010.
CAVALCANTE, M.; BONIZZIA, A.; GOMES, L. C. P.. O ensino e aprendizagem de física no Século XXI: sistemas de aquisição de dados nas escolas brasileiras, uma possibilidade real. Revista Brasileira de Ensino de Física , Porto Alegre, v. 31, n. 4, p. 4501, dez. 2009.
CHIQUITO, Adenilson J.; LANCIOTTI JR, Francesco. Bobina de Tesla: dos Circuitos Ressonantes LC aos Princípios das Telecomunicações. Revista Brasileira de Ensino de Física, v. 22, n. 1, 2000.
BRITTAIN, James E. Electrical engineering hall of fame: Nikola Tesla. Proceedings of the IEEE, v. 93, n. 5, p. 1057-1059, 2005.
TESLA, Nikola; MARINČIĆ, Aleksandar. Colorado Springs Notes, 1899-1900. Nolit, 1978.
SILVA, D. S. S. E. A versatilidade da bobina de tesla na prática docente do ensino. 2012. 68f. Monografia (Licenciatura em Física) - Universidade Estadual do Ceará, Fortaleza, Ceará, 2012.
Texto extraído automaticamente do PDF: podem existir erros de conversão, especialmente em fórmulas, tabelas e figuras.