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Técnicas de determinação do centro de massa em corpos com forma não regular: uma abordagem prática na mecânica clássica

Vinicius Paglione De Aviz, Cláudio Ferreira Tobias, Aldrey Gabriel Costa Silva, Breno Batista Nonato Da Silva, Benedito Lobato

Evento
Simpósio Nacional de Ensino de Física ↗ (SNEF)
Edição
XXV
Ano
2023
Data
10/11/2023
Linha de pesquisa
Tecnologias da informação e comunicação no ensino de física
Tipo
Comunicação

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Texto completo

## Técnica de Determinação do Centro de Massa em Corpos com Forma Não Regular: Uma Abordagem Prática na Mecânica Clássica

Autor: *Vinicius Paglione de Aviz¹, Claúdio Ferreira Tobias², Aldrey Gabriel Costa Silva³, Breno Batista Nonato da Silva⁴, Benedito Lobato⁵

¹Universidade do Estado do Pará/ viniciuspaglione1@hotmail.com

²Universidade do Estado do Pará/ claudio.tobiascft@gmail.com

3 Universidade do Estado do Pará/ aldreygabriel@hotmail.com

⁴Universidade do Estado do Pará/ Breninszzz@gmail.com

5 Universidade do Estado do Pará/ beneditolobato@gmail.com

Palavras-chave: Centro de massa, corpos extensos, mecânica clássica Resumo expandido

A partir de estudos da mecânica de corpos extensos, de constituição uniforme (densidade de massa constante) ou não, é indispensável a descrição de um centro de massa, que consiste em considerar a quantidade total de matéria do mesmo em um único ponto hipotético.

Este trabalho teve como objetivo determinar o centro de massa de um corpo de dimensões não uniformes, ou seja, que não é possível fazer uma aproximação geométrica simples. Taylor (2005, p.367) no início do capitulo 10, destaca as propriedades principais do centro de massa, sendo de extrema importância para determinar o momento linear e angular de um corpo, junto, até mesmo, dos cálculos para energia mecânica do corpo.

Para a realização do trabalho, foram feitas medidas em uma rampa de lançamento horizontal (Fig.01) cuja densidade consideramos constante, porém o objeto é um prisma, ou seja, possui faces iguais, contudo em planos diferentes. Sendo assim, fez-se medidas do objeto dividido em três partes: (Fig.02)

Figura 1 Rampa

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Utilizando lápis e régua, transcrevemos a borda da rampa no papel. Dividimos a rampa em três corpos: dois retângulos e um corpo curvilíneo. Traçamos um eixo no vértice da figura curvilínea e inserimos pontos ao longo da curva. Com a régua, alinhamos esses pontos aos eixos, obtendo as coordenadas da curva. Calculamos o centro de massa dos corpos retangulares e, em seguida, do corpo curvilíneo. Para calcular a distribuição de massa, realizamos uma integral da função da curva.

Com os dados coletados, inserimos os pontos na ferramenta 'LibreOffice cálc. 5' e plotamos o gráfico com base nesses pontos de dispersão, usando a análise de regressão e a linha de tendência do gráfico, colocamos a função 'mostrar equação do gráfico' foi então disponibilizado a equação, aonde poderíamos realizar os cálculos necessários para encontrar o centro de massa.

Halliday (2011, p.218-220) demonstra as equações necessárias para calcular o centro de massa de um corpo:

Com a utilização das medidas do ponto inicial até os pontos finais da função e da equação da função, foi possível resolver as integrais para encontrar os pontos de o centro de massa do corpo não regular.

Integral da distribuição de massa no corpo.

Os cálculos utilizados foram obtidos através de medidas com régua e a equação proporcionada pelo LibreOffice, tendo a seguinte resolução passo a passo:

- 1- Desenhar a figura no papel
- 2- Obter sua equação F(x) e sua inversa F(y)
- 3- Delimitou-se uma região do objeto restrita de altura (dy) e largura (dx)
- 4- Resolvermos a integral do centro de massa para a taxa de variação para x e depois para y, se baseando na integral de centro de massa.

Figura 2: Desenho da curva transcrita

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Com isso, vale ressaltar que foi realizada uma divisão em três corpos, e que os eixos traçados do corpo curvilíneo estão deslocados. Para o ponto (2.25,2.0) tais coordenadas estão relacionadas a largura do retângulo à esquerda do corpo curvilíneo e altura do retângulo abaixo do corpo. Sendo assim, foram valores do deslocamento aos resultados do par ordenado do centro de massa tendo o Ponto P3(2.25+4.56,2.0+3.1) = (6.81,5.1).

Calculado o ponto de centro de massa do corpo curvilíneo, calculamos então o centro de massa dos retângulos, P1(1.125,6) e P2(12.65,1), sendo (P1) o ponto de centro de massa do retângulo ao lado do corpo curvilíneo, e (P2) o do retângulo abaixo do mesmo.

Com os três pontos conhecidos, realizou-se uma média ponderada dos valores de cada coordenada e suas respectivas áreas, para encontrar o centro de massa do corpo inteiro:

Então o ponto do centro de massa da rampa é P = (7.72,3.9). Além disso não foi possível equilibrar a rampa na ponta de um prego, entretanto conseguimos equilibrar na ponta do dedo, comprovando a metodologia aplicada.

Resultados mostram que equilibrar a rampa na ponta de um prego requer maior precisão na análise de dados, pois como são dados manuais, estes são mais suscetíveis a erros. Isso pode ser aprimorado aumentando o número de pontos, afiando a ponta do lápis e utilizando uma régua mais fina para alinhar os pontos aos eixos. Assim, seria possível colocar a rampa sobre a ponte de um prego.

Desta forma, um professor pode utilizar essa metodologia, ensinando junto disso as aplicações do centro massa e suas propriedades como destaca Taylor (2005).

## Referências

HALLIDAY, D.; RESNICK, R.; WALKER, J. Fundamentos da Física. 8. ed. Rio de Janeiro: LTC, 2008.

TAYLOR, John R. Classical Mechanics. 1st ed. San Francisco: University Science Books, 2005.

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Texto extraído automaticamente do PDF: podem existir erros de conversão, especialmente em fórmulas, tabelas e figuras.