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A utilização das tecnologias de informação e comunicação com o auxílio de smartphone para ensinar a lei de Ohm.

Tiago Pereira Almeida, José Victor Bezerra Teixeira, Denílson Borges Da Silva, Wanderley Vitorino Da Silva Filho

Evento
Simpósio Nacional de Ensino de Física ↗ (SNEF)
Edição
XXV
Ano
2023
Data
10/11/2023
Linha de pesquisa
Tecnologias da informação e comunicação no ensino de física
Tipo
Comunicação

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Texto completo

## A utilização das tecnologias de informação e comunicação com o auxílio de smartphone para ensinar a lei de Ohm.

Tiago Pereira Almeida 1 , José Victor Bezerra Teixeira 2 , Denilson Borges da Silva 3 , Wanderley Vitorino da Silva 4 .

- 1 Universidade Federal do Amazonas, tiago.almeida@seducam.pro.br
- 2 Universidade Federal do Amazonas, j.victorteixeira@hotmail.com.
- 3 Universidade Federal do Amazonas, dsborges@ufam.edu.br

4 Universidade Federal do Amazonas, vitorino@ufam.edu.br

## Palavras-chave : TICs, Lei de Ohm, Aprendizagem Significativa.

É notório que o uso das tecnologias de informação e comunicação (TICs) tem transformado a forma de se relacionar e viver no século XXI. Isso também pode ser visto na sala de aula onde a maioria dos alunos usa smartphones. Nesse contexto, surgem novos desafios para os educadores, que é tornar as aulas mais atrativas e dinâmicas. Santos e Dickman (2019) afirmam que se o professor utilizar apenas o método de apresentação do conteúdo e resolução de exercícios, o aluno perderá o interesse e não se sentirá estimulado a aprender.

Com esse intuito, neste trabalho teve como objetivo analisar as contribuições do uso de TICs com auxílio de um smartphone para o ensino-aprendizagem da lei de Ohm. Ressalta-se que a investigação foi desenvolvida no âmbito do Mestrado Nacional Profissional em Ensino de Física (MNPEF). Para isso, foi realizada uma pesquisa bibliográfica sobre o tema, e em seguida foi desenvolvida uma sequência de ensino baseada na Teoria da Aprendizagem Significativa (TAS), e logo após aplicada em sala de aula e por fim verificou a contribuição da sequência para o ensinoaprendizagem.

As Obras do Guerreiro (2020); Penha (2017); Pereira (2022) e Santos e Dickman (2019) mostraram que o uso das TICs melhorou a motivação e o desempenho dos alunos no aprendizado da lei de Ohm. As pesquisas chegaram à conclusão de que o simples fato do professor utilizar uma abordagem com as TICs tornou a aula mais atrativa em relação ao método tradicional. Os textos citados foram fundamentais para a construção deste trabalho.

A aplicação da sequência de ensino investigou as contribuições do uso da animação computacional denominado 'Lei de Ohm' da plataforma PHET: Interactive Simulations. A proposta foi dividida em 4 etapas e aplicada com 27 alunos do terceiro ano do ensino médio de uma escola estadual localizada na cidade de Manaus-AM e teve duração de 2 aulas de 48 minutos cada, divididas em dois dias. No primeiro dia foi realizado um teste de sondagem para levantamento dos conhecimentos prévios dos alunos, em seguida houve uma aula dialogada a fim de revisar conceitos fundamentais para a compreensão do assunto. No segundo dia realizou a interação com a animação através do navegador de internet no smatphone e por fim foi aplicado um questionário final para avaliar a aprendizagem.

A TAS afirma que a variável mais importante para a aprendizagem de conceitos é o conhecimento prévio. Moreira (2017) explica que na internalização de novas informações, novos conhecimentos devem interagir com conhecimentos preexistentes na cognição do aluno. Portanto, o teste de sondagem consistiu em 5

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questões objetivas e investigou se os alunos dominavam conceitos fundamentais para a compreensão da lei de Ohm. Esta etapa durou 15 minutos.

Figura 01: gráfico das questões da sondagem inicial.

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A questão 01 se refere ao conceito de diferença de potencial em que os alunos tiveram 100% de aproveitamento, a questão 02 era sobre o conceito de corrente elétrica onde apenas 4 alunos erraram. A questão três visava identificar dispositivos que funcionam por efeito Joule, 19 alunos acertaram. As duas questões finais tratavam da definição de resistência elétrica e da relação entre corrente elétrica e efeito Joule, e não houve respostas corretas.

Diante disso, conclui que os alunos entenderam a relação entre a corrente elétrica e a diferença de potencial, mas ainda não dominaram a ideia dos efeitos da passagem da corrente elétrica. Em seguida, foi realizada uma aula dialogada, discutindo os conceitos de definição de resistência elétrica, o efeito Joule e os efeitos da passagem da corrente elétrica. Segundo Moreira (2017) Isso funciona no TAS como um organizador prévio. Esta etapa durou 30 minutos.

No segundo dia, os alunos acessaram o site da animação 'Lei de Ohm' em seus smartphones. É importante destacar que para a interação com a animação não é necessário instalar nenhum aplicativo, sendo possível utilizá-lo online.

Figura 02: Printe da tela do smartphone da utilização da animação.

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Assim, foi distribuído um roteiro escrito de interação com a animação. Simulações de tensão variando em função da corrente elétrica foram feitas, mantendo a resistência constante. Com os dados coletados, foi construído um gráfico da tensão em função da corrente elétrica e os alunos chegaram à conclusão de que esses parâmetros são diretamente proporcionais. Concluiu também que mantendo a tensão

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constante, a corrente elétrica e a resistência são inversamente proporcionais. Foi explicado pelo mediador que existe uma classe de resistores, os resistores ôhmicos, cuja resistência é constante. A atividade durou 30 minutos.

Por fim, para avaliar o aprendizado dos alunos, foi aplicado o questionário final, contendo 5 questões objetivas sobre a definição de resistência e lei de Ohm.

Figura 03: Gráfico do questionário final.

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O questionário final mostrou que o número de acertos dos alunos foi superior a 50% em todos os itens, com destaque para as questões 04 e 05, que tiveram 26 e 25 alunos corretos, respectivamente. As questões tratavam de interpretações de dados de tabelas e gráficos, mostrando a importância de atividades experimentais, mesmo por meio de animações computacionais.

Com a aplicação do trabalho concluiu-se que é importante diversificar as práticas de ensino utilizando ferramentas auxiliares, como a animação utilizando o smartphone, pois isso motiva e atrai os alunos para as aulas.

Percebeu uma grande participação e interação, onde os aprendizes puderam construir seus conhecimentos com o uso do smartphone. A associação da teoria da aprendizagem com a animação computacional tornou o ambiente de aprendizagem agradável para quem aprende e ensina.

## Referências

GUERREIRO, Luis Gustavo. Desenvolvimento de um laboratório virtual para o ensino da 1ª lei de Ohm usando o GeoGebra: 2020. Dissertação (Mestrado em Ensino de Física) - Universidade Federal de São Carlos, campus Sorocaba, Sorocaba, 2019.

MOREIRA, M. A. Ensino e aprendizagem significativa. São Paulo: Editora Livraria da Física, 2017. 201 p.

PEREIRA, Josiane Cristina Peres et al. Proposta didática de atividades práticas de eletrodinâmica utilizando o simulador PHET colorado . 2022. Dissertação de Mestrado. Universidade Tecnológica Federal do Paraná.

PENHA, MS da. Utilização de um ambiente virtual para o ensino de Leis de OHM no ensino básico. 2017 . 2017. Tese de Doutorado. Dissertação (Mestrado Profissional em Ensino de Física) - Universidade Federal Fluminense, Volta Redonda.

SANTOS, José Carlos dos; DICKMAN, Adriana Gomes. Experimentos reais e virtuais: proposta para o ensino de eletricidade no nível médio. Revista Brasileira de Ensino de Física , v. 41, 2018.

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Texto extraído automaticamente do PDF: podem existir erros de conversão, especialmente em fórmulas, tabelas e figuras.