O USO DE GRAFOS PARA ANÁLISE DE UM GRUPO DE PROFESSORES E ESTUDADES DE ENSINO DE CIÊNCIAS
Gabriel Gomes Dos Santos, Marcos Correa, Glauco S F Silva
- Evento
- Simpósio Nacional de Ensino de Física ↗ (SNEF)
- Edição
- XXV
- Ano
- 2023
- Data
- 08/11/2023
- Linha de pesquisa
- Formação, práticas e desenvolvimento profissional docente no ensino de física
- Tipo
- Comunicação
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Texto completo
## O USO DE GRAFOS PARA ANÁLISE DE UM GRUPO DE PROFESSORES E ESTUDADES DE ENSINO DE CIÊNCIAS
## Gabriel Gomes dos Santos 1 , Marcos Correa 2 , Glauco S F Silva 3
1 CEFET/RJ - Campus Maracanã/Mestrado em Ciência, Tecnologia e Educação/gomesgabrielggs@gmail.com
2 CEFET - Campus Petrópolis/Licenciatura em Física/ Núcleo de Atividades e Pesquisa em Ensino de Física (NAPEF)/ marocs.silva@cefet-rj.br
3 CEFET - Campus Petrópolis/Licenciatura em Física/ Programa de Pós-graduação em Ciência, Tecnologia e Educação (PPCTE)/ glauco.silva@cefet-br
Palavras-chave : Grafos, Ensino de Física, Horizontalidade
## Resumo expandido
Este trabalho tem como objetivo apresentar os resultados preliminares de um projeto de mestrado em andamento, cuja proposta é utilizar os grafos como uma ferramenta para a análise de um grupo potencialmente colaborativo, no contexto do Futurando com Ciência. Trata-se de um projeto financiado pela Fundação de Amparo de Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro (FAPERJ), de parceria universidade e escola. Os participantes do projeto variam entre professores da licenciatura em Física de uma universidade do interior do Estado do RJ, professores da educação básica (CIEP), alunos de mestrado, licenciandos em física e matemática e alunos do ensino médio (CIEP), como apresentado no quadro 1. O Futurando com Ciência é um projeto no qual a colaboração da escola com universidade é prezada.
Quadro 01: Participantes do Projeto (nomes fictícios).
O projeto é organizado por um cronograma, no qual ocorrem reuniões presenciais, com possibilidade de participação remota de alguns participantes. A dinâmica desses encontros se alterna entre discussões de artigos teórico-práticos sobre letramento científico e questões sociocientíficas, apresentações de propostas de realização de atividades, entre elas de montagem do laboratório de ciências da escola, ou discussões gerais sobre o desenvolvimento do projeto. No entanto, devido a limitações de espaço deste resumo expandido, será apresentado a análise de apenas uma das reuniões.
- O uso da análise dos grafos é de interesse de pesquisadores de diversos campos do conhecimento, que propõem novas alternativas metodológicas para a compreensão sobre a vida social (MARTELETO, 2004). Desta forma, ao visualizar os grafos, chama-se de nós os atores sociais que o envolvem, representados por
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círculos, enquanto a ligação entre os atores é chamada de aresta , que é um segmento de reta. As imagens que representam os grafos demonstram como se origina o fluxo da informação, possibilitando o uso de análises qualitativas (CASTELLS, 2009).
Através das conexões realizadas numa determinada rede, é possível analisar a partir de umas das métricas do grafo, as centralidades .
Neste trabalho, é utilizado o conceito das centralidades de grau, proximidade e intermediação. De maneira geral, a centralidade de grau é referente a quantidade direta de conexões de um determinado ator, a centralidade de proximidade é referente a média de passos que um determinado ator necessita para encontrar um outro e, por fim, a centralidade de intermediação está relacionada aos principais atores responsáveis por fazer a conexão entre outros atores.
Para análise, foram utilizadas videogravações das reuniões, as quais são necessárias para gerar o grafo, de tal modo que . cada segundo de fala foi considerado uma interação para a modelagem do grafo, ou seja, era anotado o intervalo de tempo de quem era o emissor e o seu receptor de uma determinada interação verbal.
A reunião analisada teve duração média de duas horas e ela foi escolhida pelo fato de ser a primeira vez que um integrante do CIEP faz uma apresentação, coordenando o grupo. A reunião foi guiada pela professora Amélia, gerando o seguinte grafo da figura 01.
Figura 01: Grafo referente a reunião analisada
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A Figura 01 está modelada de acordo com a centralidade de grau, sendo assim, o tamanho dos nós está referente ao seu grau, quanto maior ele for, maior sua importância de acordo com esta centralidade. No entanto, a tabela 01 mostra os valores das centralidades de grau, intermediação e proximidade.
Tabela 01: Valores das centralidades da Figura 02
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A partir da tabela 01 é possível observar alguns dados interessantes. A professora Amélia, por ser a responsável pela apresentação, aparece como a mais relevante, de acordo com a centralidade de grau. Pelo fato de a medida do fluxo estar diretamente ligado ao tempo de fala, este era um resultado esperado. Manteve-se no topo os professores da graduação, dois professores do CIEP e Noele, que é licencianda. Analisando a centralidade de intermediação, é interessante o fato de que Amélia e Fabrício, respectivamente, são os mais centrais e são os mesmos responsáveis por fazer a ligação entre os demais membros com os alunos do CIEP. A centralidade de intermediação 0 significa que o ator não é responsável por realizar nenhuma ponte, está na extremidade da rede. Por fim, a centralidade de intermediação converge para valores acima de 0.5, indicando uma proximidade do grupo.
Através dos dados da centralidade de proximidade, pode-se inferir que o grupo, apesar de nem todos participarem verbalmente, assim como os principais do caso analisado, é indicado um potencial colaborativo do grupo. É demonstrado que, apesar das diferentes filiações, não é necessário percorrer por diversos atores para uma conexão. Além disso, o recurso metodológico dos grafos na pesquisa em ensino de física, como é o caso, pode proporcionar maior objetividade na medida das relações colaborativas entre atores sociais, ao mesmo tempo que é possível identificar a circulação de conceitos científicos nas discussões, especialmente ao dar voz e protagonismo aos alunos. As etapas seguintes do projeto a que este trabalho é parte vão justamente nessa direção.
## Referências
CASTELLS, M. A sociedade em rede : A era da informação: economia, sociedade e cultura; v. 1. rev. amp. São Paulo: Paz e Terra, 2009.
MARTELETO, Regina Maria; SILVA; Antonio Braz de Oliveira. Redes e capital social: o enfoque da informação para o desenvolvimento local. Ciência da informação , v. 33, p. 41-49, 2004 .
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Texto extraído automaticamente do PDF: podem existir erros de conversão, especialmente em fórmulas, tabelas e figuras.