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PHYPHOX PARA ABORDAGEM DE QUEDA LIVRE: EXPERIÊNCIAS NA RESIDÊNCIA PEDAGÓGICA DE FÍSICA

Bruno Cesar Banaszewski, Bryan Felipe De Andrade, Noemi Sutil, Silmara Alessi Guebur Roehrig, Eduardo Massahiko Higashi

Evento
Simpósio Nacional de Ensino de Física ↗ (SNEF)
Edição
XXV
Ano
2023
Data
08/11/2023
Linha de pesquisa
Tecnologias da informação e comunicação no ensino de física
Tipo
Comunicação

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Texto completo

## PHYPHOX PARA ABORDAGEM DE QUEDA LIVRE: EXPERIÊNCIAS NA RESIDÊNCIA PEDAGÓGICA DE FÍSICA

## Bruno Cesar Banaszewski 1 , Bryan Felipe de Andrade 2 , Noemi Sutil 3 , Silmara Alessi Guebur Roehrig 4 , Eduardo Massahiko Higashi 5

- 1 Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), bbanaszewski@alunos.utfpr.edu.br
- 2 Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), bryanandradefisica@gmail.com
- 3 Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), noemisutil@utfpr.edu.br
- 4 Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), roehrig@utfpr.edu.br
- 5 Secretaria Estadual de Educação do Estado do Paraná (SEED), eduardo.higashi@escola.pr.gov.br

Palavras-chave : Gravidade; Tempo; Altura.

## Resumo expandido

Segundo Pauli (2015), Física está entre as disciplinas que mais reprovam; conforme Miranda Neto (2019), a disciplina se destaca entre as que mais causam desinteresse nos alunos. Uma das alternativas para tornar a Física mais interessante para os alunos é fazê-los ver os fenômenos ocorrendo na prática, como em atividades educacionais experimentais.

Entre os anos de 2020 e 2021, muitas aulas precisaram ser remotas devido à pandemia de Covid-19. Segundo Alves, Ribeiro e Silva (2022), uma maneira de contornar essa situação em aulas experimentais foi fazer as atividades com aplicativos para celular, como o indicado pelos autores, o Phyphox, que trabalha essencialmente com sons captados pelo celular. No referido trabalho foi citada uma maneira de se fazer o experimento da queda livre (queda de corpos a partir do repouso de uma determinada altura a uma aceleração de 9,8 m/s², aceleração da gravidade na Terra), em casa, uma vez que essa era uma demanda na época. No entanto, é possível fazer essa atividade presencialmente no ambiente escolar.

Neste trabalho, apresentam-se especificações do desenvolvimento dessa atividade, presencialmente, no contexto do Programa de Residência Pedagógica (PRP) de Física em turmas de 3 o ano de Técnico em Administração (TA) e 1 o ano de Formação Docente (FD), no primeiro semestre de 2023, em colégio público, Curitiba, Paraná. Na Figura 01, ilustra-se o cronômetro acústico, ferramenta do aplicativo que foi utilizada no experimento relatado no presente artigo.

Figura 01: Ferramenta de cronômetro acústico dentro do aplicativo Phyphox

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Neste trabalho, destaca-se o objetivo de evidenciar potencialidades e limitações associadas à utilização do software PhyPhox para a abordagem de queda livre em aulas de Física. As análises apresentadas se reportam a relatórios de atividades semanais elaborados por uma dupla de residentes que desenvolveu as ações explicitadas neste artigo.

Na atividade experimental com a utilização do PhyPhox, intencionou-se proporcionar aos alunos uma experiência prática e significativa, relacionando a teoria com a experimentação. Para conduzir a atividade, foi acompanhado um plano de aula do professor preceptor que envolveu a demonstração do fenômeno da queda livre, a exploração das variáveis envolvidas e a coleta de dados. Os procedimentos incluíram a definição de parâmetros experimentais, como a altura, posicionamento e uso dos objetos e o registro das medidas de tempo e aceleração durante a queda.

Na realização do experimento foi posta uma bolinha de gude no interior de um balão que foi enchido e preso a um grampo de roupa conectado a um tripé de altura ajustável que pode chegar a 2,5 m. O balão já cheio, após estar devidamente preso ao topo do tripé com o cronômetro acústico ajustado, foi estourado. O Phyphox marcou o tempo entre dois eventos acústicos, o primeiro foi o estouro do balão e o segundo o do impacto da bolinha de gude com uma panela grande e grossa colocada embaixo do tripé.

Na atividade, os alunos manipularam os objetos envolvidos na realização dos experimentos e mediram o tempo pelo aplicativo. No âmbito dessa atividade, identificou-se o estabelecimento de relações, por parte dos alunos, entre conceitos teóricos de queda livre com os resultados experimentais obtidos. Além disso, elaborou-se uma tabela com os resultados obtidos pelos alunos, em que foi analisada a média dos valores encontrados, a variância e o erro percentual; os resultados se mostraram favoráveis, em comparação com o valor esperado teoricamente. Na Tabela 01 , evidenciam-se dados obtidos pela turma 3 o TA , que fez a atividade em laboratório, e pela turma 1 o FD, que fez a atividade em sala de aula.

Tabela 01: Resultados Turmas 3 o TA e 1º FD

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Analisando os dados, conclui-se que na turma 3º TA os resultados se aproximaram mais do esperado em teoria com menor variação. O isolamento acústico de cada ambiente onde foi feita a atividade pode ter influenciado nos resultados - o laboratório se mostrou espaço mais propício para as ações realizadas.

É possível fazer o experimento com equipamentos mais sofisticados como eletroímans e interruptores elétricos, como no experimento realizado por Pinto e Saraiva (2021) para a escrita de um artigo sobre o uso do Phyphox. O resultado da aceleração da gravidade medido pelos alunos foi de 9,726 m/s², pelos autores foi de 9,73 m/s². Considerando apenas duas casas decimais após a vírgula, pode-se dizer que o valor obtido pelos alunos que fizeram o experimento com equipamento menos sofisticado foi o mesmo obtido pelos autores do artigo supracitado.

A atividade proporcionou aos alunos melhor compreensão do conceito de queda livre, uma vez que viram a situação e por si próprios fizeram os cálculos. Para os residentes, a atividade permitiu explorar o potencial da tecnologia como ferramenta de apoio no ensino de Física.

O presente trabalho foi realizado com apoio da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior Brasil (CAPES) - Código de Financiamento 001.

## Referências

MIRANDA NETO, H. S. Uma proposta de ensino de força e movimento no ensino fundamental através do futebol . 2019. Dissertação (Mestrado Nacional Profissional em Ensino de Física) -Programa de Pós-Graduação em Ensino de Física, Instituto Federal do Espírito Santo, Cariacica, 2019.

PAULI, A. M. Física e o futebol no Ensino Fundamental . 2015. Dissertação (Curso de Pós-Graduação em Educação Matemática e Ensino de Física da Universidade Federal de Santa Maria, UFSM-RS) - Programa de Pós-Graduação em Educação Matemática e Ensino de Física, Universidade Federal de Santa Maria, Santa Maria, 2015.

ALVES, R. R.; RIBEIRO, A. O.; SILVA, G. P. Relato de Prática Pedagógica: Queda Livre de um Corpo Usando o App Phyphox. Simpósio , [S.l.], n. 10, abr. 2022. Disponível em:

&lt;http://revista.ugb.edu.br/ojs302/index.php/simposio/article/view/2464&gt;. Acesso em: 10 jul. 2023 .

PINTO, A. R.; SARAIVA, C. Determinação do valor da aceleração gravítica com a aplicação phyphox. Gazeta de Física , Lisboa , v. 44, n. 1, p. 18-20, jun. 2021. Disponível em: &lt;https://www.spf.pt/magazines/GFIS/482/article/1819/pdf&gt;. Acesso em: 10 jul. 2023.

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Texto extraído automaticamente do PDF: podem existir erros de conversão, especialmente em fórmulas, tabelas e figuras.