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Sala de aula invertida - Relato de alunos do 7 ano sobre sua participação ativa nas aulas experimentais.

Priscilla Juciely Da Silva França, João Eduardo Fernades Ramos

Evento
Simpósio Nacional de Ensino de Física ↗ (SNEF)
Edição
XXV
Ano
2023
Data
08/11/2023
Linha de pesquisa
Ensino, aprendizagem e avaliação em física
Tipo
Comunicação

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Texto completo

## Sala de aula invertida: Relato de alunos do 7º ano sobre sua participação ativa nas aulas experimentais.

## Priscilla Juciely da Silva França 1 , João Eduardo Fernandes Ramos²

1 Universidade Federal de Pernambuco, Graduanda de Física-Licenciatura do Núcleo de Formação Docente, priscilla.juciely@ufpe.br

2 Universidade Federal de Pernambuco, Docente do Núcleo de Formação Docente, joao.framos@ufpe.br

Palavras-chave : Sala de aula invertida; Experimentação;

Este trabalho tem como objetivo dialogar a respeito da utilização e eficácia do método flipped classroom, mais conhecido como sala de aula invertida, nas aulas de laboratório, a partir do relato dos próprios alunos após vivenciarem a aplicação da atividade.

Nos modelos tradicionais de ensino, o conteúdo é exposto pelo professor que tem um papel ativo nesse processo de ensino-aprendizagem, com isso, o aluno desenvolve o papel de agente receptor. Tratando-se de sala de aula invertida, os papeis se invertem, e agora o aluno passa a ser o agente ativo dessa metodologia. Partindo da perspectiva de Bergmann, Overmyer e Wilie (2013), esse modelo promove a autonomia do aluno, o tornando responsável por sua aprendizagem e promove-a em uma perspectiva construtiva, além disso, também favorece a interação entre o professor e o estudante.

Como o aluno assume um papel de protagonista em sua aprendizagem, este ganha mais autonomia para formular hipóteses e compreender novos conceitos. Na perspectiva de experimentação, ele pode utilizar-se dela para comprovar essas hipóteses e concretizar seu conhecimento prévio, quando existente. A ideia é que o aluno estude e aprenda sobre o conteúdo fora do ambiente escolar e ponha em prática na sala de aula, demonstrando como e explicando o porquê do que está sendo exposto.

A partir disso, foi proposta uma atividade experimental para os alunos de 7º ano do EF, onde eles separavam-se em grupos e escolhiam entre experimentos de conceitos físicos e de conteúdos geográficos, após isso, estudar e interligar os conceitos abordados nas duas disciplinas, para pôr em prática o experimento de demonstração. Para execução da atividade, foi separado um momento da aula no qual todos pudessem apresentar suas pesquisas e realizarem seus experimentos. Os alunos tinham um roteiro a ser seguido, onde o relatório e a apresentação deveriam conter: Nome do experimento; Materiais utilizados; Passo a passo de montagem e execução. Além disso, precisavam explicar conceitualmente de que seu experimento se tratava.

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Figura 01: Demonstração de um vulcão em erupçãoFigura 02: Demonstração do comportamento dos gases.

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Por fim, os alunos foram convidados a responderem abertamente a duas perguntas, onde precisavam expor sua visão sobre a metodologia utilizada, na qual eles mesmos eram incentivados a pesquisarem e apresentarem o experimento, diferente do habitual, onde a professora realizava todo processo. Também era preciso que falassem como foi o processo de aprendizagem identificado por eles.

Figura 3: Relato dos alunos sobre realizarem seu próprio experimento.

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É possível identificar uma aceitação quase que unânime, por parte dos alunos, onde 87% da turma diz aprender mais dessa forma. Entre os relatos, nos deparamos com falas do tipo: 'Foi legal e divertido trabalhar com os amigos'; 'Depois desse trabalho descobri mais sobre meus amigos'; 'No começo fiquei

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meio receosa, mas foi muito divertido'. Além disso, foi possível identificar um certo desconforto de uma minoria, que pode ser justificado pela mudança repentina da metodologia, tendo em vista que nessa posição, o aluno ficou totalmente responsável por desenvolver sua própria atividade. Nessa perspectiva, 13% dos alunos argumentam que: 'Achei legal, porém entediante porquê dá trabalho e não tenho paciência'; 'Chato, pois deu muito trabalho e foi desafiador'. Engajar o aluno não é fácil, mas, fica evidente que dessa forma torna-se possível um interesse maior por parte da turma.

Ao analisarmos a perspectiva de aprendizagem, fica claro que durante o processo de busca e pesquisa sobre o assunto abordado, o aluno passa a adquirir mais conhecimento. Destacando a aprendizagem individual, pode-se dizer que ela se dá de forma mais eficaz, tendo em vista que posteriormente o aluno também teve que explicar para seus colegas como se desenvolveu seu trabalho. Partindo para uma aprendizagem geral, relacionada ao momento em que o aluno passa a ser telespectador do trabalho do outro, percebe-se mais uma forma de assimilação do conteúdo, por tratar-se de um colega explicando, por vezes, torna-se mais fácil ou até mais atrativo para o aluno o que está sendo apresentado. Como destacando anteriormente, engajar o aluno não é fácil, e na fala dos alunos que preferem a explicação da professora é dito que: 'Prefiro a professora pois dá muito trabalho'. Assim, pode-se concluir que ao tornar o aluno protagonista e instigá-lo a investigação, a aprendizagem pode se tornar mais significativa.

Os resultados em análise evidenciam que, além de tornar as aulas mais dinâmicas e interativas, a participação do aluno é claramente maior e sua aprendizagem se dá de forma mais efetiva, tendo em vista que além de estudarem sobre o conteúdo previamente, em sala eles poderão esclarecer e debater suas dúvidas. Os alunos são capazes de relacionar os conceitos físicos com situações naturais e cotidianas a partir de experiências simples, proporcionando também fortalecendo a relação entre professor-aluno durante o processo de aprendizagem.

Com isso, podemos concluir que a utilização da sala de aula invertida nas aulas experimentais tem significado relevante na aprendizagem do aluno, promovendo a independência e a socialização. Desenvolvendo e aprimorando suas habilidades para realização das atividades, assim como estimulando o raciocínio lógico e mobilizando uma aprendizagem autônoma e eficaz.

## Referências

BERGMANN, J.; SAMS, A. Flipped learning: Gateway to student engagement. Washington DC: International Society for Technology in Education, 2014.

BERGMANN, J.; Aprendizagem Invertida para Resolver o Problema do Dever de Casa; RICARDO LACERDA; Desafios da Educação, 2019.

ANDRADE, M. J. P. d., &amp; Coutinho, C. P. (2018). THE FLIPPED CLASSROOM AND ITS IMPLICATIONS FOR TEACHING.

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Texto extraído automaticamente do PDF: podem existir erros de conversão, especialmente em fórmulas, tabelas e figuras.