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Utilizando a Bússola de Cartografia como recurso didático para Ensinar Paralaxe e Distância dos Astros no Ensino Fundamental 2, 9o Ano

Antoniel Nascimento De Sousa, Claudio Ferreira Tobias, Nelson Leite Cardoso

Evento
Simpósio Nacional de Ensino de Física ↗ (SNEF)
Edição
XXV
Ano
2023
Data
08/11/2023
Linha de pesquisa
Ensino, aprendizagem e avaliação em física
Tipo
Comunicação

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Texto completo

Utilizando a Bússola de Cartografia como recurso didático para Ensinar Paralaxe e Distância dos Astros no Ensino Fundamental 2, 9º Ano

Antoniel Nascimento de Sousa ¹, Claudio Ferreira Tobias², Nelson Leite Cardoso 3

- 1 Universidade do Estado do Pará/Ans.antoniel@gmail.com

²Universidade do Estado do Pará/ claudio.tobiascft@gmail.com

3 Universidade do Estado do Pará/Departamento de Licenciatura em Física/ nelsonlc@uepa.br

Palavras-chave : Astronomia; bússola; Paralaxe;

## Resumo expandido

O estudo do universo sempre foi fascinante para a humanidade. Já no ensino Fundamental, os alunos têm a oportunidade de explorar conceitos astronômicos que podem ser trabalhados em consonância com outras áreas, como a Matemática. Dada a grandiosidade do universo, a mensuração de distância entre as estrelas é um desafio emocionante. Nesse caso, a paralaxe estelar, que nos permite calcular as distâncias entre as estrelas, inclusive em relação à Terra. Discutiremos como a bússola de cartografia pode ser uma ferramenta simples e valiosa para ensinar paralaxe e distância das estrelas de maneira prática, envolvente e interdisciplinar. Apesar de encontrarmos que, desde os registros indígenas, a Astronomia já era ensinada no currículo brasileiro (LEITE et al. , 2014), desde 2019 já faz parte das Bases Nacional Curricular Comum (BNCC) para o ensino fundamental também.

Antes de mergulharmos na utilização da bússola de cartografia é importante entender o conceito de paralaxe estelar. 'Esse deslocamento aparente na direção do objeto observado devido à mudança de posição do observador chama-se paralaxe' (KEPLER, 2003, p.168). Em astronomia, a paralaxe pode ser geocêntrica ou heliocêntrica e seu estudo é previsto na BNCC no componente Ciências, 9º Ano, unidade temática 'Terra e Universo', Habilidade EF09CI16.

Historicamente, a paralaxe pôde ser calculada por meio de um instrumento chamado Astrolábio conforme ilustram livros de Ciências do 9º ano do Ensino Fundamental e aprovados pelo Plano Nacional do livro didático (Figura 01).

FIGURA 01: Livro Sou+Ciência

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Nesta proposta vamos formular uma representação planificada do universo representada em um campo de futebol, e nesta situação planar representativa do

Universo iremos substituir o Astrolábio pela Bússola de cartografia, para medir ângulos em um espaço plano.

A bússola de cartografia é uma ferramenta utilizada para medir direções e orientações geográficas. Embora seja projetada para a navegação terrestre, ela pode ser adaptada para este fim. Outro instrumento que poderia ser utilizado seria o teodolito, mas que não é explorado aqui por seu alto custo e dificuldade de operação para alunos do Ensino Fundamental.

FIGURA 02: Bússola Cartográfica de Acrílico

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A utilização do campo de futebol como modelo planificado do universo caracteriza-se como um recurso didático alternativo para simular o processo de cálculo de sua distância até um ponto do espaço utilizado, apenas mudando sua posição como observador.

A consolidação da investigação em sala de aula se relaciona ao trabalho simultâneo de modelagem e de argumentação; pois para colocar uma investigação em curso é necessário argumentar com os pares para construir e executar planos de ações, analisar dados e construir modelos explicativos; de mesmo modo, é preciso argumentar pelas propostas e investigar contextos, situações e informações para propor modelos explicativos, possibilitando a predição de fatos. Assim planejadas, investigação, modelagem e argumentação necessitam do empreendimento de práticas epistêmicas de proposição, comunicação, avaliação e legitimação (Sasseron LH., 2021)

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FIGURA 04: Representação da Geométrica do Campo de futebol como se fosse o universo./ Representação da Geometria por trás do cálculo da distância dos astros

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Para o desenvolvimento das ações dessa atividade devemos encaminhar os alunos para uma área externa, propor que que considerem o campo de Futebol como se fosse a parte do universo, em que estrariam contidos a Terra, o Sol e um corpo

celeste, como uma outra estrela qualquer. Os alunos assumem as posições de dois dos corners de um mesmo lado do campo, como sendo a posição da Terra, no equinócio de março e no equinócio de setembro. O Sol o local do gol. O corpo celeste assume a posição de um corner oposto. A problematização foco visa descobrir meios para o cálculo da posição e distância a que se encontra o corpo celeste. O único dado conhecido - por medição direta - será a distância 'Terra-Sol'. Com o uso da bússola inicia-se a discussão de como poderia ser calculada a distância Terra-Estrela ou SolEstrela de prova. A discussão envolve não só os meios, mas, principalmente, os significados dos conceitos envolvidos na situação-problema.

Cálculo da distância estelar, após obter as medições da paralaxe, os alunos podem utilizar fórmulas trigonométricas simples para calcular a distância da estrela. É importante fornecer orientações passo a passo e auxiliar os alunos durante esse processo e esta aula pode acontecer com a participação do professor de Matemática.

Alguns conteúdos principais relacionados à Astronomia são: localização, a olho nu, de diferentes constelações e estrelas ao longo do ano e dos planetas; ..., compreensão das diferentes distâncias dos corpos celestes vistos no céu; cometas, planetas e satélites do Sistema Solar e outros corpos celestes; modelo de Sistema Solar com tamanhos proporcionais de seus planetas e satélites e respectivas distâncias em escala, ...; (Langhi, 2010)

Ao utilizar a bússola de cartografia como uma ferramenta prática para ensinar paralaxe e distância das estrelas no ensino Fundamental, os alunos têm a oportunidade de compreender um conceito astronômico complexo de forma mais tangível e envolvente.

## Referências

Oliveira Filho, Kepler de Souza; SARAIVA, Maria de Fátima Oliveira. Astronomia e Astrofísica . 2. ed. São Paulo: Editora Livraria da Física, 2004.

Sasseron; LH. PRÁTICAS CONSTITUINTES DE INVESTIGAÇÃO PLANEJADA POR ESTUDANTES EM AULA DE CIÊNCIAS: ANÁLISE DE UMA SITUAÇÃO. Ens Pesqui Educ Ciênc (Belo Horizonte) [Internet]. 2021;23:e26063. Available from: https://doi.org/10.1590/1983-21172021230101

Langhi, Rodolfo; Nardi, Roberto. Formação de Professores e seus saberes disciplinares em Astronomia essencial nos anos iniciais do Ensino Fundamental . Revista Ensaio , BH, Volume 12 nº 02, p. 205-224, 2010

LEITE, C.; BRETONES, P. S.; LANGHI, R.; BISCH, S. M. Astronomia na educação básica. In: MATSUURA, O. T. (org.). História da astronomia no Brasil (2013) . Recife: Cepe, 2014. p. 542-585. Disponível em: http://site.mast.br/HAB2013/index.html. Acesso em: 18 mai. 2023.

Artuso, Alysson; Raimondi, Angela; Lazarini, Luciani; Bobato, Vilmarizi. #Sou + Ciência. Editora Scipione, 2023

BRASIL. Ministério da Educação. Base Nacional Comum Curricular . Brasília, 2018.

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