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PRÁTICA EXPERIMENTAL PARA O ENSINO DE ELETRODÂMICA NO PROGRAMA DE RESIDÊNCIA PEDAGÓGICA

Fagner Santos Da Silva, Maria Eduarda Do Vale Albano, Tiago Pereira Almeida, José Estanislau Sant Anna De Souza

Evento
Simpósio Nacional de Ensino de Física ↗ (SNEF)
Edição
XXV
Ano
2023
Data
08/11/2023
Linha de pesquisa
Ensino, aprendizagem e avaliação em física
Tipo
Comunicação

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Texto completo

## PRÁTICA EXPERIMENTAL PARA O ENSINO DE ELETRODÂMICA NO PROGRAMA DE RESIDÊNCIA PEDAGÓGICA

Fagner Santos da Silva 1 , Maria Eduarda do Vale Albano 2 , Tiago Pereira Almeida 3 , José Estanislau Sant Anna de Souza 4

- 1 Instituto Federal do Amazonas, 2018000971@ifam.edu.br
- 2 Instituto Federal do Amazonas, 2020005017@ifam.edu.br
- 3 Universidade Federal do Amazonas, tiago.almeida@seducam.pro.br
- 3 Universidade Federal do Amazonas, estanislau.santanna@ifam.edu.br

Palavras-chave: Resistência elétrica; Ensino médio; Residência Pedagógica.

- O programa Residência Pedagógica A Residência Pedagógica faz parte das iniciativas incluídas nas políticas nacionais para a formação de professores, na qual recebe financiamento da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior - CAPES, através da concessão de bolsas destinadas ao apoio da Educação Básica. Seu objetivo é estimular o aprimoramento da formação prática nos programas de licenciatura, incentivando a imersão do estudante de licenciatura na escola durante a segunda metade do curso (BRASIL, 2019).

Em consonância com a fala acima, tivemos como o preceptor ou orientador campo, nos qual nos ajudou nessa caminhada durante este período realizando a residência e na realização das atividades propostas. Conforme Alves (1992), capacitar indivíduos não implica apenas instruir pessoas de senso adequado. Além disso, é preparar indivíduos possuidores de saberes organizados com fundamentos científicos, filosóficos e tecnológicos.

Assim, dizemos que a imersão deve incluir diversas atividades, como a condução de aulas e intervenções pedagógicas, sob a supervisão de um professor experiente da escola, com conhecimento na área de ensino do estudante de licenciatura, e orientado por um professor da instituição de ensino responsável pela formação do licenciando (BRASIL, 2019).

Segundo Pimenta e Lima (2005-2006), para a prática educativa é fundamental a conexão entre teoria e prática, sendo essa prática o que define o seu modo de agir e ser educador. Diante dessa premissa, algumas políticas educacionais têm direcionado recursos para o aprimoramento da formação educacional, durante o período da graduação, ou seja, na formação inicial.

Nesse sentido, o presente trabalho trata-se de um relato de experiência de um experimento realizado no âmbito do programa de residência pedagógica, com o objetivo de investigar e comparar a resistência elétrica de lâmpadas incandescentes, lâmpadas fluorescentes e lâmpadas de LED. O experimento foi realizado em uma turma de estudantes do ensino médio, com a finalidade de promover a aprendizagem sobre os conceitos de Corrente elétrica, potência elétrica, resistência elétrica e consumo de energia elétrica.

Através dessa abordagem prática, os alunos puderam vivenciar os princípios teóricos da física aplicados ao cotidiano e compreender a importância da escolha consciente dos dispositivos de iluminação. Além disso, os alunos foram incentivados a registrar os valores obtidos durante as medições e a realizar cálculos para determinar a resistência elétrica em cada configuração.

Desse modo, o ensino dos assuntos acima citados é relevante no contexto atual, no qual proporciona aos alunos a busca por fontes de energia elétrica e a redução do consumo se tornaram prioritárias. Isto permite que os alunos desenvolvam uma consciência crítica sobre o uso de recursos energéticos, estimulando a adoção de práticas mais eficientes e sustentáveis.

A análise dos resultados obtidos pelos alunos foi direcionada para a compreensão da eficiência energética de cada tipo de lâmpada. Ao relacionar a resistência elétrica com a quantidade de energia consumida, foi possível explorar a importância da adoção de tecnologias mais eficientes, como as lâmpadas de LED, que convertem uma maior proporção da energia elétrica em luz, em comparação com as lâmpadas incandescentes e fluorescentes.

As atividades ocorreram em uma Escola Estadual na cidade de Manaus - AM, no período matutino, com 39 alunos em uma turma do 3° ano do Ensino Médio. No primeiro momento, foi necessário organizar a turma em pequenos grupos, totalizando seis grupos. Os alunos tiveram a liberdade de formar os grupos com aqueles com quem tinham afinidade.

Foi realizada uma breve revisão dos conteúdos que seriam abordados nessa experiência, como corrente elétrica, potência elétrica, resistência elétrica e consumo de energia elétrica. Após a explicação, foram feitos alguns testes com as lâmpadas, acendendo todas elas para que os alunos pudessem observar visualmente a eficiência da lâmpada fluorescente, incandescente e LED, sem analisar o consumo de energia elétrica.

No segundo momento, foram dadas as orientações gerais para os grupos. Cada grupo receberia uma lâmpada aleatória para analisar de cada vez. Nas embalagens das lâmpadas, havia informações que os alunos precisavam verificar, como o tipo de lâmpada (incandescente normal ou halógena, fluorescente ou LED), o consumo de energia expresso em watts (W), ou seja, a quantidade de energia que a lâmpada gasta, e a voltagem (V), a tensão elétrica necessária para o bom funcionamento da lâmpada.

A estratégia utilizada nesse momento foi proporcionar uma oportunidade para que os alunos compartilhassem o material estudado entre si, incluindo as lâmpadas e suas embalagens. Por exemplo, o grupo A recebeu uma lâmpada aleatória X, verificou e anotou as informações relevantes, e então compartilhou a lâmpada X com o grupo B, que, por sua vez, compartilhou a lâmpada aleatória Y com o grupo C, e assim por diante.

Após anotarem todas as informações pertinentes, os grupos iniciaram um diálogo sobre a tarefa, discutiram as informações adquiridas e as dificuldades encontradas para concluir a atividade, entre outros aspectos. Na Figura 1 abaixo, observa-se alguns momentos de desenvolvimento das atividades.

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Figura 1: momento da prática experimental

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No terceiro momento, os grupos receberam um pequeno desafio para resolver. O desafio consistia em calcular o consumo mensal (30 dias) de cada lâmpada, considerando que elas ficam ligadas seis horas por dia cada. Para resolver esse problema, os grupos tiveram que investigar a potência e a tensão elétrica, e calcular a corrente e a resistência elétrica para cada tipo de lâmpada.

Ao final da atividade, os grupos conseguiram solucionar o desafio, apresentando uma solução satisfatória e comparando os valores obtidos no cálculo do consumo de energia. Os alunos chegaram à conclusão de que a lâmpada que menos consome energia elétrica é a lâmpada LED, apresentando um consumo de 1 620 Wh.

Essa atividade prática permitiu que os alunos aplicassem os conhecimentos adquiridos em sala de aula, relacionando-os a situações reais. Além disso, o trabalho em grupo estimulou a troca de informações e a discussão sobre as dificuldades encontradas durante a realização da tarefa. A conclusão alcançada pelos alunos reforça a importância da utilização de lâmpadas LED como uma opção mais eficiente em termos de consumo de energia elétrica.

Dessa forma, essa experiência contribuiu para o desenvolvimento dos alunos, promovendo um aprendizado significativo e a conscientização sobre o uso consciente e eficiente da energia elétrica no cotidiano.

## Referências

ALVES, Nilda. Formação de professores: pensar e fazer. São Paulo: Cortez, 1992 BRASIL. Programa de Residência Pedagógica . Disponível em: Acesso em: 20 de jul de 2019.

PIMENTA, Selma Garrido. LIMA, Maria do Socorro Lucena. Estágio e docência: diferentes concepções. In. Revista Poíesis. Volume 3. Números 3 e 4. p. 5-24. 20052006.

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