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ADAPTAÇÃO DO PREPARATÓRIO PARA A OLIMPÍADA BRASILEIRA DE ASTRONOMIA E ASTRONÁUTICA(OBA) NO IFCE FORTALEZA DURANTE A PANDEMIA DE COVID-19

Vitoria Hellen Juca Dos Santos, Victor Lindemberg Barros De Sousa, Guilherme Mendes Cruz, Heitor Rocha Assunção, Mairton Cavalcante Romeu

Evento
Simpósio Nacional de Ensino de Física ↗ (SNEF)
Edição
XXIV
Ano
2021
Data
23/07/2021
Linha de pesquisa
Interdisciplinaridade No Ensino De Física
Tipo
Comunicação

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Texto completo

## ADAPTAÇÃO DO PREPARATÓRIO PARA A OLIMPÍADA BRASILEIRA DE ASTRONOMIA E ASTRONÁUTICA(OBA) NO IFCE FORTALEZA DURANTE A PANDEMIA DE COVID-19

Vitoria Hellen Juca dos Santos¹, Victor Lindemberg Barros de Sousa 2 , Guilherme Mendes Cruz 3 , Heitor Rocha Assunção 4 , Mairton Cavalcante Romeu 5

1 Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Ceará, vitoria.hellen.juca06@aluno.ifce.edu.br

- 2 Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Ceará, victorlindemberg8@gmail.com
- 3 Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Ceará, guilhermecruzfisica@gmail.com
- 4 Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Ceará, heitorrochafisica@gmail.com
- 5 Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Ceará, mairtoncavalcante@ifce.edu.br

Palavras-chave : Ensino; Astronomia; Preparatório;

## Resumo expandido

A educação tem como objetivo promover o progresso do ser humano na sociedade. A partir do processo de ensino-aprendizagem formalizado obtêm-se resultados significativos para a formação do indivíduo, visto que, esse processo de ensino, como afirma (CASCAIS, 2014), é metódico e segue uma organização com diferentes períodos. Entretanto, nesse sistema alguns conteúdos interdisciplinares como astronomia são desconsiderados na formação básica. Realidade essa identificada por (LANGHI, 2009), quando expressa que os conteúdos interdisciplinares como o ensino de Astronomia deixam de ser fundamentais ou pouco oferecidos como opção. O ensino de astronomia nas instituições públicas educacionais no Brasil é escasso. Apoiado no fato de que os Parâmetros Curriculares Nacionais (PCN 's) propõem a Astronomia apenas como componente curricular interdisciplinar no conjunto das ciências naturais. Já no que se refere a Base Nacional Comum Curricular, esta área do conhecimento está prevista como conteúdo obrigatório a partir do ensino fundamental, mas não consegue ser efetivamente aplicada nas escolas públicas. No ensino básico, esses fundamentos astronômicos se concentram em grande parte na disciplina de ciências-física, onde nem todos os docentes se encontram com a formação específica. Apesar da falta de apoio governamental no desenvolvimento e progresso da ciência no Brasil, na década de 90, houve a criação amadora da primeira Olimpíada Brasileira de Astronomia (OBA) em 1998. Esse foi um passo fundamental na divulgação da astronomia no país. De acordo com o levantamento apresentado no relatório da I OBA, 53 escolas em 12 estados participaram da primeira edição, mesmo considerando a falta de estrutura e orçamento, obteve-se um número significativo de participações. Por meio da obtenção dos bons resultados nas primeiras olimpíadas de astronomia, a comissão organizadora da OBA, juntamente com a Agência Espacial Brasileira passou a incluir o conteúdo de Astronáutica em 2005, com a premissa de motivar alunos e professores das escolas de ensino fundamental e médio do país, como se afirma no relatório da

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19 a 30 de julho de 2021 - Online

OBA de 2005. Destaca-se também o fato de que os alunos que obtiveram bons desempenhos na OBA são selecionados para compor uma turma especial que será preparada para participar das olimpíadas Internacionais como a Olimpíada Internacional de Astronomia (IOA - sigla em inglês), a Olimpíada Latino-Americana de Astronomia e Astronáutica (OLAA) e a Olimpíada Internacional de Astronomia e Astrofísica (IOAA - sigla em inglês). Visto o crescimento exponencial do número de participantes, de acordo com o relatório de 2019 da OBA aproximadamente dez mil escolas em todo o Brasil foram inscritas, é perceptível que há uma necessidade latente para que se tenha uma formação voltada para o ensino de astronomia integrada como componente curricular dos cursos de física e ciências naturais, além de incentivos a pesquisa em astronomia e em metodologias aplicadas ao ensino de astronomia. Em 2019, o Ceará foi o segundo maior estado com participações de escolas e alunos na seleção. Neste contexto, as Instituições de Ensino Superior (IES) devem estar aptas há necessidades que surgem na educação básica. O curso de licenciatura em física no Instituto Federal do Ceará (IFCE), campus Fortaleza, tem como um dos objetivos gerais formar os profissionais com ampla e base sólida teórica-metodológica no exercício crítico da docência em física e nas diversas modalidades da educação e em espaços não formais, de modo a contribuir para a melhoria e para o desenvolvimento da educação básica. Assim, com a ajuda dos docentes da coordenação de física, foi criado o preparatório para a OBA, com o objetivo de auxiliar os docentes do ensino médio do campus e lapidar os graduandos a terem pleno domínio na área de Astronomia, ao qual, futuramente esse conhecimento específico pode ser cobrado no ambiente profissional de ensino. O objetivo deste trabalho é apresentar um relato de experiência sobre o projeto intensivo OBA 2020, realizado no IFCE campus Fortaleza, que supriu uma necessidade gerada pela pandemia da covid 19 e qualificou futuros docentes para difundir o ensino da Astronomia nas escolas públicas do Ceará, buscando ampliar o ingresso dos alunos da rede pública na olimpíada. Com a declaração de pandemia reconhecida pela Organização Mundial da Saúde (OMS), o governo brasileiro determinou a suspensão das aulas presenciais nas escolas e universidades de todo o país, e além desta crise mundial, o nosso país enfrenta desigualdades sociais extremas. Tentando minimizar os danos na educação brasileira, o Conselho Nacional da Educação trouxe alternativas e regulamentações para a retomada das aulas de forma remota, garantindo o direito à educação em todo território nacional. A partir desse desdobramento, iniciaram-se reuniões centradas para a volta do preparatório onde retornou de modo intensivo para a OBA de forma virtual, que devido à crise endêmica estava suspenso. Além das aulas ministradas de forma remota através do software Google Meet , utilizando slides e vídeos sobre os assuntos sugeridos pela olimpíada, que abrangem desde a história da astronomia, falando sobre os principais preceptores dessa ciência, até a astronomia moderna, onde estuda-se temas de compreensão mais difíceis devido ao grau de abstração necessário para o seu entendimento, como, por exemplo, a evolução estelar. Foram também realizadas atividades de fixação do conteúdo exposto, que tiveram como base as questões já aplicadas pela OBA. E por meio dessas atividades realizadas no Google Forms , pôde-se acompanhar a evolução e o nível de compreensão dos discentes. O preparatório contou com a participação de 14 alunos no campus Fortaleza, as aulas também foram acessíveis para discentes de outras escolas tendo em média 10 alunos por aula. Os resultados foram satisfatórios levando em consideração que tivemos acesso apenas a listagem de alunos do campus, que do total, dez alunos foram medalhistas, nos quais quatro obtiveram medalhas de ouro, um obteve prata e outros cinco obtiveram bronze. Em virtude dos fatos apresentados

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foi observado que o projeto preparatório para a Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica, corroborou para o bom desempenho dos alunos na olimpíada, além de auxiliar na proficiência dos futuros docentes em ministrar o conteúdo.

## Referências

CASCAIS, Maria das Graças. TERÁN, Augusto. Educação formal, informal e não formal na educação em ciências. Ciência em Tela [online]. 2014, vol. 7, n.2. ISSN 1984-154X. Disponível em:

<http://www.cienciaemtela.nutes.ufrj.br/volume7/2/index.html>. Acesso em: 11 de março de 2021.

LANGHI, Rodolfo. NARDI, Roberto. Ensino da astronomia no Brasil: educação formal, informal, não formal e divulgação científica. Rev. Bras. Ensino Fís. [online]. 2009, vol.31, n.4, pp.4402-4412. ISSN 1806-1117. Disponível em: <https://doi.org/10.1590/S1806-11172009000400014>. Acesso em: 11 de março de 2021.

BRASIL. Base Nacional Comum Curricular. Brasília: MEC/CNE, 2018. Disponível em: <http://basenacionalcomum.mec.gov.br/abase/>. Acesso em: 11 de março de 2021.

BRASIL. Parâmetros Curriculares Nacionais: Parte III - Ciências da Natureza, Matemática e suas Tecnologias. Brasília: MEC/SEF, 1998. Disponível em: <http://portal.mec.gov.br/conaes-comissao-nacional-de-avaliacao-da-educacaosuperior/195-secretarias-112877938/seb-educacao-basica-2007048997/12598publicacoes-sp-265002211>. Acesso em: 11 de março de 2021.

LAVOURAS, D.F. CANALLE, J.B.G., Boletim da Sociedade Astronômica Brasileira, vol. 18 (3), 39 - 42, 1999.

CANALLE, João Batista. et al. VIII Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica. 2005. Disponível em:

<http://www.oba.org.br/site/?p=conteudo&idcat=4&pag=conteudo&m=s>. Acesso em: 11 de março de 2021.

CANALLE. João Batista. et al. XXII Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica. 2019. Disponível em:

<http://www.oba.org.br/site/?p=conteudo&idcat=4&pag=conteudo&m=s>. Acesso em: 11 de março de 2021 .

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