O ENSINO DE ACÚSTICA DE FORMA INTERDISCIPLINAR NO ESPAÇO DE EDUCAÇÃO NÃO FORMAL
Tamiles Ferreira Moreira, Erika Yuri Kawashima Utumi, Cesar Bezerra Marinho
- Evento
- Simpósio Nacional de Ensino de Física ↗ (SNEF)
- Edição
- XXIV
- Ano
- 2021
- Data
- 23/07/2021
- Linha de pesquisa
- Interdisciplinaridade No Ensino De Física
- Tipo
- Comunicação
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Texto completo
## O ENSINO DE ACÚSTICA DE FORMA INTERDISCIPLINAR NO ESPAÇO DE EDUCAÇÃO NÃO FORMAL
Tamiles Moreira 1 , Erika Utumi 2 , Cesar Marinho 3
- 1 Serviço Social do Comércio/Sala de ciências/tamiles.moreira@sesc-am.com.br
- 2 Serviço Social do Comércio/Sala de ciências/erika.utumi@sesc-am.com.br
- 3 Serviço Social do Comércio/Sala de ciências/cesar.marinho@sesc-am.com.br
Palavras-chave : Acústica, ensino, interdisciplinaridade
## Resumo expandido
A sala de ciências do Sesc Amazonas é um espaço de educação não formal que desenvolve atividades voltadas para divulgação científica. No ano de 2017 foi realizada a exposição 'Prismas do Som', onde diferentes conteúdos dentro da área da física, biologia e arte foram trabalhados por meio de estações experimentais que permitiam a decomposição dos fenômenos sonoros. Com objetivo de proporcionar aos visitantes a visualização dos principais conceitos de forma objetiva e interdisciplinar foram realizados atendimentos a estudantes de diferentes escolas de Manaus, atendendo principalmente alunos da rede pública de ensino. Estes puderam perceber o som de diferentes formas e associando e relacionando esses ensinamentos a situações presentes no cotidiano.
Nas últimas décadas percebe-se que existem poucos trabalhos na área da acústica e o projeto 'Prismas do Som' vai de encontro a essa necessidade, proporcionando aos alunos uma aprendizagem significativa sobre como o som é produzindo, como ele se propaga e se manifesta no meio, possibilitando dessa forma ver de perto e na prática como esses fenômenos acontecem.
A exposição foi mediada e adaptada a diferentes públicos, e ganhou mais forma e significância ao atender uma Instituição com alunos surdos e com deficiência auditiva. Mesmo se tratando de som e instrumentos musicais, eles conseguiram ver o que eles não conseguem ouvir, como as frequências de uma onda sonora, sentir a vibração por meio do diapasão, do alto falante, emitir um som e ver a imagem formada no prato de chladin. E isso somente foi possível devido a alguns equipamentos que foram construídos e somados as estações. A metodologia utilizada com eles, juntamente com o apoio dos intérpretes fez com que o atendimento se tornasse ainda mais significativo e especial, até porque o aluno surdo assim como o aluno ouvinte traz consigo uma grande bagagem cultural.
A exposição fez uma abordagem dos fenômenos sonoros sob cinco facetas distinguíveis: o Som físico; a percepção sonora; o meio ambiente; instrumentos sonoros e o corpo humano. Por meio de estações sonoras
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foram abordados conceitos de pressão e som com os seguintes equipamentos: barômetro, manômetro, bola de futebol, bomba de encher, esfigmomanômetro, alto-falante, estetoscópio, oscilações mecânicas (pêndulo e mola), audição e orelha humana (anatomia, tímpano e equipamentos de amplificação da escuta), conceito e medição do nível de pressão sonora (som ambiente, ruído, medida de decibéis), respiração, modelo de pulmão (sopro a distância produzido com canhão de ar), fonação (laringe mecânica, demonstração da produção oral de vogais e consoantes) e um sintetizador digital. Além de vários instrumentos musicais como o monocórdio, tubos percutidos, entre outros. Tornando-se dessa forma uma importante ferramenta educacional, estabelecendo assim a transdisciplinaridade.
De acordo com a teoria ondulatória proposta e aceita pela comunidade científica atual, o som deve ser tratado como uma onda. Definimos como onda uma perturbação que se propaga transportando energia, sem envolver transporte de matéria. Ela pode ser classificada quanto a sua direção de vibração, natureza de vibração, e grau de liberdade para a propagação. Dizemos que o som é uma onda Mecânica, Longitudinal, Tridimensional e Periódica (Halliday, 1991).
Uma onda correspondente a uma perturbação simples é denominada pulso. Uma sucessão regular de pulsos iguais produz uma onda periódica. As principais características de uma onda periódica são Período, Frequência, Amplitude e Comprimento de onda. O Período (T) é o tempo de uma oscilação completa de qualquer ponto da onda; a Frequência (f) é o número de vibrações em um ponto da corda por unidade de tempo; Amplitude (A) é o maior valor de elongação da onda e o Comprimento de onda (λ) é o menor distância entre dois pontos que tem sempre mesmo sentido de movimento (Halliday, 1991).
A voz é produzida por um conjunto de órgãos chamado sistema fonatório. Os principais órgãos que compõem este sistema são cavidades nasais, boca, faringe, laringe, pregas vocais, traqueia, brônquios, pulmões e diafragma (Guyton, 1986).
A exposição teve início com a pergunta: Por quê 'Prismas do Som'? Depois de instigá-los, abordamos o conceito de prisma e o conceito de som. Em seguida, os visitantes foram convidados a vivenciar 14 (quatorze) estações experimentais sonoras, onde foi trabalhado o conceito de pressão, oscilações mecânicas, audição e a orelha humana, medição do nível de pressão sonora, instrumentos musicais, formação da voz, entre outros.
A mostra foi um sucesso, com total apoio do Coordenador da sala de ciências, mediação das professoras de área e dos monitores foi possível uma excelente troca de experiencias e compartilhamento de conhecimento com aqueles que puderam vivenciar essa exposição. Aprender sobre o que é o som, quais suas características, como a voz é produzida, através das estações, interagir, questionar, trocar informações, possibilita a obtenção de novos conhecimentos, sensibilização para com o outro, além de aprender na prática como funciona certos equipamentos. E assim foi possível realizar vários atendimentos a diferentes públicos, totalizando 711 visitantes.
A matriz curricular de ciências da natureza aborda ondas, Som e Luz tendo como subtópicos a composição da luz branca; refração e a decomposição da luz branca; propagação da luz; reflexão, absorção e as cores que vemos; onda sonora; propagação do som; frequência e altura;
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amplitude e intensidade e o timbre. Os alunos ao visitarem a mostra vivenciaram esses conteúdos escolares em uma linguagem adaptada as suas séries, com os termos adequados. Nessa mostra desenvolvemos alguns experimentos com acervo da sala de ciências que complementaram as estações sonoras, abordamos o tema de forma transversal com o intuito de transformar conhecimento em ação.
## Referência
Halliday, D., Resnick, R.Fundamentos de Físicav.2. Rio de Janeiro: LTC, 1991.
Tratado de Fisiologia Médica, de Arthur C. Guyton, no maior acervo de ... Arthur C. Guyton. Ano: 1986. Editora: guanabara.
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