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O ENSINO DE ACÚSTICA UTILIZANDO O APP PHYPHOX NO CONTEXTO DO PCI/COIL NO PERÍODO DA PANDEMIA

Pedro Rosa, Dulce Villa Nova, Machele Kindle, James Goodwin, Osvaldo Succi Junior

Evento
Simpósio Nacional de Ensino de Física ↗ (SNEF)
Edição
XXIV
Ano
2021
Data
22/07/2021
Linha de pesquisa
Interdisciplinaridade No Ensino De Física
Tipo
Comunicação

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Texto completo

## O ENSINO DE ACÚSTICA UTILIZANDO O APP PHYPHOX NO CONTEXTO DO PCI/COIL NO PERÍODO DA PANDEMIA

Pedro Rosa 1 , Machele Kindle 2 , Dulce Villa Nova 3 , Osvaldo Succi Junior 4 , James Goodwin 5

1 Fatec/Tatuí/SP - pedro.rosa@fatec.sp.gov.br 2 Bridge Valley Community & Technical College - Machele.Kindle@bridgevalley.edu 3 Fatec/Tatuí/SP - dulce.nova@fatec.sp.gov.br 4 Centro Paula Souza - CESU/SP - osvaldo.succi@cps.sp.gov.br

5 Bridge Valley Community & Technical College - James.Goodwin@bridgevalley.edu

## Resumo expandido

O Centro Paula Sousa, através da Cesu (Unidade do Ensino Superior de Graduação) tem como objetivo proporcionar aos estudantes das Fatecs, intercâmbios virtuais. Neste contexto, estabeleceu-se um PCI - Projeto Colaborativo Internacional entre Fatec/Tatuí/SP e a Bridge Valley Community & Technical College/West Virginia/USA. Neste trabalho iremos apresentar uma alternativa estratégica de ensino de acústica no contexto das limitações do ensino presencial em função da pandemia. Com a formação de grupos de alunos das duas instituições, criou-se na plataforma Microsoft Teams equipes de trabalho que utilizarão o app Phyphox para a aprendizagem de acústica nas disciplinas de Acústica Aplicada à Produção Fonográfica (Fatec/Tatuí) e Sonography (Bridge Valley). A interação pedagógica foi dividida em 5 fases: 1) Atividade Quebra-Gelo 1, 2) Atividade Quebra-Gelo 2, 3) Criação de amostras (voz masculina, voz feminina, flauta, violão e tambor) de áudio e análise dos espectros de frequência do som através do Phyphox, cálculo do comprimento de onda, determinação da amplitude, 4) Apresentação dos grupos de trabalho e 5) Avaliação. Esta proposta multidisciplinar de aprendizagem dos conceitos de acústica permite aos alunos melhorarem suas habilidades interculturais, linguísticas, digitais e de trabalho em equipe, além de praticarem os conceitos de Física, podendo tornar-se uma estratégia permanente de cooperação internacional.

É fundamental do ponto de vista epistemológico o debate dentro do ensino de ciência, a despeito dos processos conclusivos serem dinâmicos, alterando-se no espaço das novas descobertas. A física, seu ensino e sua aprendizagem são muito dinâmicos e devem ser adaptados ao contexto em que está o estudante naquele momento, por isso destacamos sempre os escritos de Poincaré (1995), Bachelard (2015), Ausubel (2000) et.al, cujo valor crítico nas construções teóricas aprofundam o processo de formação do pensamento, criando estruturas ontológicas que permitem aplicar às explicações dos conceitos teóricos e também na aprendizagem dos fenômenos naturais, cuja experimentação é necessária para a fundamentação do conhecimento do conhecimento científico humano e individual.

Os professores, ao criarem condições para que os estudantes possam ser capazes de avaliarem seus processos de aprendizagem permitem que o ambiente de

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discussão e debate seja natural, mesmo que as divergências ocorram, aliás, estas são sempre necessárias para o aprimoramento e o aprofundamento da aprendizagem. Aspectos históricos, sociológicos, filosóficos sempre tendem a mostrar estruturas formativas em função da variação cultural. No caso específico deste trabalho de cooperação internacional, apesar de serem de cursos distintos, os estudantes não só promovem discussões centralizadas nos conceitos da acústica, como tem a oportunidade de interagir com a estrutura de aprendizagem de um idioma completamente diferente do seu. Cada aluno, ao criar a sua apresentação individual e postar no Teams, descrevendo aspectos individuais e culturais permite que o outro estudante interaja de forma construtiva, rompendo a barreira da diferença cultural, numa fase que denominamos de Icebreaker ou quebrando o gelo.

Após esta interação inicial, pode-se perceber que já há um ambiente propício à discussão e execução da atividade experimental. Nesta fase, os estudantes da Fatec/Tatuí/SP na disciplina de Acústica Aplicada à Produção Fonográfica gravarão as amostras (samples) de vários instrumentos musicais como flauta, violão, instrumento de percussão, além das vozes humanas (masculina e feminina), que serão utilizadas na captação dos espectros de áudio pelo app Phyphox, de acordo com a figura abaixo.

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Em seguida, os estudantes, seguindo um roteiro desenvolvido pelos professores serão capazes de calcular a velocidade angular, a energia e o comprimento de onda do som, a partir dos valores de frequência e amplitude obtidas a partir do espectro de frequências de cada medida.

Após realizado o experimento, os estudantes deverão se reunir virtualmente para discutir e calcular algumas grandezas físicas exigidas a partir do roteiro prévio. Deverão construir uma planilha no Excel, comparando os resultados dos espectros de frequência de cada amostra de som e vozes e calcular outras grandezas como comprimento de onda, energia e velocidade angular. Após a conclusão desta etapa, os estudantes farão o vídeo de apresentação dos resultados e conclusões devendo apresentar no power point uma introdução teórica e significado das equações matemáticas utilizadas, a captura de tela do espectro para cada instrumento específico e para as vozes humanas, a análise dos resultados e as conclusões.

## Considerações Finais

Por estarmos em uma fase de aprendizagem totalmente diferente das aulas presenciais tradicionais, temos que nos adaptar e sermos ainda mais rigorosos no planejamento das instruções e na transposição didática (CHEVALLARD, JOHSUA,

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1991), pois, nestas condições em que os estudantes aprendem em um ambiente virtual, as dificuldades são novas, por exemplo, a dificuldade com a aprendizagem digital e o domínio de elementos que não apareciam anteriormente. Os grupos de trabalho devem aprender novas ferramentas, como a gravação em mídias digitais. Este aspecto não pode ser encarado como negativo porque pode mostrar aos professores a autonomia do estudante em face ao novo desafio. Neste sentido, recordando a pedagogia de Paulo Freire (1997), onde ensinar é uma característica humana, podemos aprender com nossos estudantes.

Palavras-chave: colaboração, acústica, Phyphox.

## Referências

AUSUBEL, D. P. The Acquisition and Retention of Knowledge: A Cognitive View. New York: Springer-Science+Business Media Dordrecht, 2000.

BACHELARD, Gaston. Les intuitions atomistiques : Paris, Librairie Philosophique J. Vrin, 2015.

CHEVALLARD, Y.; JOHSUA, M.-A. La transposition didactique: du savoir savant au savoir enseigné. Suivie de Un exemple d'analyse de la transposition didactique. [2e éd. r ed. Paris: La Pensée Sauvage, Editions, 1991.

FEYNMAN, R. P., SANDS, M. Lectures on Physics. California: Addison-Wesley Publishing Company, 1964.

FREIRE, P. Enseñar es una especificidad humana. Madrid: Siglo Veintiuno de Espanã Editores SA, 1997.

POINCARÉ, Henri. O Valor da Ciência: Rio de Janeiro, Editora Contraponto, 1995.

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Texto extraído automaticamente do PDF: podem existir erros de conversão, especialmente em fórmulas, tabelas e figuras.