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CONTRIBUIÇÕES DE OBJETOS EDUCACIONAIS VIRTUAIS SUGERIDOS NO LIVRO DIDÁTICO AO ENSINO DE FÍSICA

Thaianne Lopes De Souza Rezende, Sandro Rogério Vargas Ustra

Evento
Simpósio Nacional de Ensino de Física ↗ (SNEF)
Edição
XXIV
Ano
2021
Data
22/07/2021
Linha de pesquisa
Tecnologias Da Informação E Comunicação No Ensino De Física
Tipo
Comunicação

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Texto completo

## CONTRIBUIÇÕES DE OBJETOS EDUCACIONAIS VIRTUAIS SUGERIDOS NO LIVRO DIDÁTICO AO ENSINO DE FÍSICA

Thaianne Lopes de Souza Rezende 1 , Sandro Rogério Vargas Ustra 2 ,

- 1 CEPMG Professor Ivan Ferreira, thaiannefisica@gmail.com

2 Universidade Federal de Uberlândia, srvustra@ufu.br

Palavras-chave : Objeto Educacional Virtual; Livro didático; Ensino de Física

## Resumo expandido

Neste trabalho, contemplamos resultados de uma análise de livros didáticos de Física quanto à apresentação de objetos educacionais virtuais e sua articulação a contextos escolares do Ensino Médio. Ao sinalizar suas potencialidades e limitações, representa contribuições importantes, especialmente em tempos de ensino remoto.

Os objetos educacionais virtuais (OEV) possuem diversas definições que se entrelaçam e estabelecem algum consenso. De modo geral são recursos digitais dinâmicos, interativos e reutilizáveis em diferentes ambientes de aprendizagem, elaborados a partir de uma base tecnológica e que foram desenvolvidos com fins educacionais, possibilitando tanto o uso de imagens, fotos, quanto trechos de vídeos, animações, páginas da web, simulações, entre outras possibilidades (LEÃO; SOUTO, 2015; REZENDE, 2019).

A análise tinha como objetivos compreender as principais características desses objetos, a partir das sugestões contidas no livro didático de Física, visto que, muitas vezes, apesar de propostos nesse que é um dos principais recursos didáticos de apoio ao professor, não são utilizados em sala de aula.

A partir dos livros didáticos de Física do PNLD 2018 utilizados nas escolas de Uberaba/MG, focamos nas edições da coleção mais utilizada na região. Assim, escolhemos a coleção 'Física: Ciência e Tecnologia, dos autores Carlos Magno A. Torres, Nicolau Gilberto Ferraro, Paulo Antônio de Toledo Soares e Paulo Cesar Martins Penteado, da Editora Moderna'.

Considerando os objetos sugeridos na coleção, percebemos que são sugeridos OEV em quantidade expressiva, mas ainda não apresentam atributos (viabilidade e orientações quanto à sua utilização pedagógica) que os destaquem como um recurso mais vantajoso em relação ao texto impresso nas condições usualmente encontradas nas salas de aula.

Dentre todos os objetos educacionais virtuais escolhemos seis, os quais analisamos sua apresentação e funcionalidades, aprofundando o estudo para identificar possíveis obstáculos pedagógicos/epistemológicos que podem surgir de sua utilização.

Procurando identificar possíveis obstáculos pedagógicos, utilizamos a definição de obstáculos epistemológicos proposta por Bachelard (1996). Bachelard propõe os obstáculos epistemológicos que se referem às dificuldades inerentes ao

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processo de construção do conhecimento científico. Para ele, os obstáculos epistemológicos estão ligados à noção de 'ruptura' e podem ser entendidos como 'perturbações que se incrustam no próprio ato de conhecer e que constituem retardos ou causas da inércia do pensamento' (BULCÃO, 1981, p. 46).

A partir da análise dos objetos escolhidos, compreendemos sua função enquanto uma aproximação entre os conceitos envolvidos e um contexto mais familiar ou acessível ao aluno. Dessa forma, pudemos abordar suas limitações e potencialidades, estabelecendo um paralelo com estratégias didáticas fundamentadas em analogias e metáforas propostas na área de Ensino de Ciências/Física (LARA, 2014).

Ao longo das análises, apontamos que os OEV apresentam grandes potencialidades, dentre elas, a interação, a aplicação da teoria, o desenvolvimento de habilidades como o raciocínio lógico, a autonomia e a criatividade, além da promoção do interesse e da motivação dos alunos.

Entretanto, destacaram-se também a suas limitações em relação à representação gráfica, ao foco em dados quantitativos e à contextualização no que tange às analogias e metáforas usadas. Essas limitações podem levar a obstáculos epistemológicos, como definidos por Bachelard (1996).

Esses obstáculos se constituem como entraves para a compreensão do conhecimento científico, uma vez que criam obstáculos pedagógicos. Nessa visão, é importante que esses obstáculos sejam retificados a fim de mostrar que existem rupturas na construção do pensamento científico, isto é, a ciência não foi construída de maneira linear e como tal deve ser trabalhada com os estudantes.

Para minimizar esses obstáculos, ao usar os OEV como ferramentas didáticas em sala de aula, destacamos a importância da atuação criteriosa do professor. O professor é o mediador entre os conhecimentos científicos e os alunos, desse modo, cabe a ele organizar o cenário didático para que os estudantes compreendam como o pensamento científico se formou.

Nesse sentido, seria importante que no próprio livro didático houvesse sugestões ou orientações quanto às formas de utilização e implementação desses OEV nas aulas e no processo de ensino-aprendizagem.

Dessa maneira, ao optar por esta coleção, seria importante que o professor buscasse uma articulação criteriosa das sugestões de OEV do livro didático ao seu planejamento didático, na perspectiva de aprimorar o processo de ensinoaprendizagem, além de utilizar efetivamente essa tecnologia em sala de aula.

A inclusão de Tecnologias Digitais de Informação e Comunicação (TDIC) em sala de aula se faz cada dia mais importante e se constituem em alternativas viáveis em contextos como os que vivemos atualmente (em meio a uma pandemia). Planejamentos pedagógicos que se valham de recursos dessa natureza podem contribuir para minimizar os impactos sofridos pela educação. Entretanto, essa inclusão seria mais efetiva enquanto parte de uma problematização em que o aluno ou o próprio professor teria meios para a sua implementação em sala de aula.

Dessa forma, é importante poder contar com análises, levantamentos, subsídios práticos, experiências, enfim, contribuições efetivas que auxiliem os professores e alunos a implementarem o uso das tecnologias em sala de aula, especialmente a partir dos objetos educacionais virtuais.

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## Referências

BACHELARD, G. A formação do espírito científico: contribuição para uma psicanálise do conhecimento. Tradução Esteia dos Santos Abreu. Rio de Janeiro: Contraponto,1996. 316p.

BULCÃO, M. O Racionalismo da ciência contemporânea: uma análise da epistemologia de Gaston Bachelard . Rio de Janeiro: Edições Antares, 1981.

LARA, M. da S. Elaboração de significados com Analogias em atividades na sala de aula de Química . Dissertação de Mestrado em Educação de Ciências e Matemática, Universidade Federal do Paraná, Curitiba, 2014.

LEÃO, M. F.; SOUTO, D. L. P. Objetos educacionais digitais para o Ensino de Física. In: Revista Tecnologias na Educação . Ano 7, n.13, p. 01-12, 2015.

REZENDE, T.L.S. Objetos educacionais virtuais em livros didáticos de física: limites e potencialidades. Tese de Doutorado em Educação, Universidade Federal de Uberlândia, Uberlândia, 2019.

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Texto extraído automaticamente do PDF: podem existir erros de conversão, especialmente em fórmulas, tabelas e figuras.