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DESIGN EDUCACIONAL PARA SMARTPHONE - TECNOLOGIA, EDUCAÇÃO E INCLUSÃO

Geraldo Felipe, Manoel Leonel, Katia De Abreu, José Roberto

Evento
Simpósio Nacional de Ensino de Física ↗ (SNEF)
Edição
XXIV
Ano
2021
Data
22/07/2021
Linha de pesquisa
Tecnologias Da Informação E Comunicação No Ensino De Física
Tipo
Comunicação

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Texto completo

## DESIGN EDUCACIONAL PARA SMARTPHONE TECNOLOGIA, EDUCAÇÃO E INCLUSÃO.

## Geraldo Felipe 1 , Manoel Leonel 2 , Kátia Abreu 3 , José Roberto 4

1 IFRN-CNAT, geraldo.felipe@ifrn.edu.br

2 IFRN-CNAT, leonel.oliveira@ifrn.edu.br

- 3 Colégio Chaminade, katia.fonseca@unesp.br
- 4 Unesp- Prudente, jose.barboza@unesp.br

Palavras-chave

: Educação, tecnologia, inclusão.

## Resumo expandido

A prática do ensino remoto, no ano letivo de 2020, ocasionado devido a pandemia de Covid-19, exigiu a produção e disponibilização de material didático, no formato digital, para ser acessado pelos alunos por meio de dispositivos eletrônicos como smartphone, tablet, notebook e computadores pessoais.

Como a transposição do ensino presencial para o ensino virtual ocorreu muito rapidamente, entendemos (e tal entendimento está presente em diversos textos jornalísticos e de sites voltados para a educação) que a prática do ensino remoto, em caráter emergencial (ERE), iniciou como a digitalização do ensino presencial, sem tempo hábil para adaptações metodológicas para esse novo formato, até porque, como citado no site da UFPR [1]:

'não se trata de uma mudança de modalidade de ensino. As disciplinas ofertadas no âmbito do período especial serão articuladas por meio do ERE e devem adaptar-se, conforme a expertise de professores e alunos no uso das TDICs'.

Contudo, a instituição na qual esse trabalho foi desenvolvido só aderiu ao ensino remoto no meio do segundo semestre de 2020, o que nos permitiu tempo hábil para pesquisar e propor algumas adequações para disponibilização de conteúdo digital para os alunos.

Neste trabalho apresentamos uma parte da nossa pesquisa, que trata de design instrucional para smartphones, com alguns elementos da educação inclusiva.

- O primeiro ponto a ser considerado foi que nem todos os nossos alunos possuíam dispositivos com telas acima de 8 polegadas, como tablets, notebooks e computadores pessoais. Nossa percepção empírica é que um quantitativo relevante dos alunos da nossa instituição usa o celular para acessar material didático na internet (videoaulas e textos). Por esse motivo, optamos por produzir material didático em uma área de 640 x 360 pixels (que é padrão mais comum para vídeos do Youtube) e que pudesse ser assistido (e compreendido) em telas acima de 5 polegadas.

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Entendemos assim que o smartphone, mais do que qualquer outro dispositivo digital, é o recurso mais presente no dia a dia do aluno para acesso a material didático digital.

O segundo ponto foi a escolha do formato de texto que iríamos utilizar.

Em um projeto anterior, produzimos textos de física para página de internet, e usamos elementos de usabilidades propostos por Jakob Nielsen [3]. Nesse sentido, optamos por parágrafos curtos, contendo preferencialmente uma ideia ou conceito por parágrafo. A esse novo contexto, acrescentamos um formato de escrita que busca facilitar a leitura para um leitor surdo (interlíngua português/Libras).

Escolhemos um conjunto de fontes com tipografia que otimizassem legibilidade e leiturabilidade [7], a fim de produzir conteúdo com características adequadas ao dispositivo no qual será acessado (para tal, além da consulta em artigos sobre designs, também consultamos diversos sites especializados em design para internet).

Separamos as fontes para parágrafos, para frases curtas e para palavras chaves, buscando manter um padrão para todo o material produzido.

- O terceiro ponto diz respeito às cores utilizadas nos textos e palavras chaves. Para tal, nos baseamos em um trabalho de Renata Scarano [8] e criamos uma paleta de cores a partir do azul, verde e laranja, que pudesse ser utilizada tanto com estudantes com hipersensibilidade a cores quanto com estudantes com hipossensibilidade a cores (buscando atender alunos autistas).
- O quarto ponto diz respeito a ênfase na apresentação visual do conteúdo, por meio de ilustrações e esquemas gráficos diversos. Objetivamos assim produzir um material a partir da percepção visual, que é própria da cultura surda. Contudo, de acordo com a revisão bibliográfica, observamos que os alunos ouvintes aceitaram muito bem essa abordagem.

Logo, em uma tela de 640 x 360 pixels precisávamos inserir parágrafos curtos, palavras chaves e esquemas gráficos de forma que, em uma sequência de telas, conseguíssemos disponibilizar uma aula completa para acesso por meio de um smartphone.

Os primeiros testes foram feitos com videoaulas. Para essa combinação de textos e sequências gráficas cunhamos o termo ' Narração Descritiva por Frames ', uma vez que o conteúdo é apresentado com ênfase na sua apresentação visual, contendo palavras chaves e elementos visuais que chamamos de ' apontadores ' (setas e círculos que guiam o olhar do aluno na tela do decorrer da apresentação), buscando não excluir alunos surdos do consumo desse material, além de uma narração curta e objetiva, que pode ser verbal (no caso de videoaulas) ou textual (no caso de slides).

Em seguida, utilizamos os mesmos parâmetros de produção para slides acessados diretamente em uma página de internet.

Para esse protótipo de material didático digital, com ênfase na apresentação visual do conteúdo apresentado, com textos curtos e objetivos, palavras chaves compondo as ilustrações, fontes e cores adaptados, cunhamos o termo ' material didático não excludente '. Embora não seja um material produzido especificamente para estudantes surdos (não temos intérpretes de Libras para tal), nem para alunos com transtorno de déficit de atenção e hiperatividade, nem para alunos autistas ou

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com déficit intelectual, desde o planejamento até a finalização, o material é pensado para que esses alunos possam compreender essas aulas.

Inclusive, para as videoaulas, nosso objetivo que é seja possível compreender a ideia central da aula mesmo sem ouvir a narração.

Nesse sentido, buscamos a produção de um material didático que seja acessível, tanto como recurso digital, tanto como recurso metodológico.

Após criar um algumas telas, como protótipos, fizemos avaliação de usabilidade e eficiência com alunos integrantes de um projeto de extensão criado para esse fim, colegas de trabalho e outros alunos da nossa instituição com os quais mantivemos contato por meio de grupos de WhatsApp.

Nossos primeiros resultados são promissores, com ampla aceitação de todos os nossos alunos, em 6 turmas do ensino médio.

A seguir, vamos apresentar as imagens de algumas telas de slides, observando que algumas imagens são obtidas de um banco de imagens, com assinatura anual, feita especificamente para esse projeto.

Figura 01: aula de calorimetria

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Figura 02: aula de calorimetria

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Figura 03: aula de calorimetria com animação em Java Script

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Figura 04: mapa conceitual de cinemática

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## Referências

[1] ERE - ENSINO REMOTO EMERGENCIAL. http://www.cipead.ufpr.br/. Disponível em: http://www.cipead.ufpr.br/portal1/index.php/cipead/periodo-especial-ufpr/ere- ensino-remotoemergencial/. Acesso em: 21 mar. 2021.

[2] NIELSEN GLOBAL MEDIA. BRASILEIROS COM INTERNET NO SMARTPHONE JÁ SÃO MAIS DE 70 MILHÕES. https://www.nielsen.com/. 2015. Disponível em: https://www.nngroup.com/articles/content-strategylong-vs-short/. Acesso em: 21 mar. 2021.

[3] NIELSEN GLOBAL MEDIA. Long vs. Short Articles as Content Strategy. https://www.nielsen.com/. 2007. Disponível em: https://www.nngroup.com/articles/content-strategy-long-vs-short/. Acesso em: 21 mar. 2021.

[4] NIELSEN GLOBAL MEDIA. Usabilidade na web. https://books.google.com.br/. 1999. Disponível em: https://books.google.com.br/books?hl=ptBR&amp;lr=&amp;id=5hhFqx9TMtYC&amp;oi= fnd&amp;pg=PA213&amp;dq=Jakob+Nielsen&amp;ots=2rb9EcB6qg&amp;sig=UHBI8suinObbvyAmGMShNPBWSgw#v=onepage&amp;q =Jakob%20Nielsen&amp;f=false. Acesso em: 21 mar. 2021.

- [5] Nielsen Norman Group. Typography for Glanceable Reading: Bigger Is Better. https://www.nngroup.com/. 2017. Disponível em: https://www.nngroup.com/articles/glanceable-fonts/. Acesso em: 21 mar. 2021.
- [6] KARINE ITAO PALOS. TIPOGRAFIA E TELEVISÃO DIGITAL INTERATIVA: COMO A MIGRAÇÃO DA INTERNET PARA A TELEVISÃO INFLUENCIA A PERCEPÇÃO DA TIPOGRAFIA. Disponível em: http://conicsemesp.org.br/anais/files/2014/trabalho-1000017931.pdf. Acesso em: 21 mar. 2021.
- [7] Kamisaki, Margareth Sayuri . Bulas e Cartelas de Medicamentos: Possíveis soluções de leiturabilidade através do Design Gráfico. https://repositorio.unesp.br/. Disponível em: Bulas e Cartelas de Medicamentos: Possíveis soluções de leiturabilidade através do Design Gráfico. Acesso em: 21 mar. 2021.

[8] A influência das cores e materiais para as crianças autistas, no âmbito escolar. Renata Scarano Pietra. Disponível em: https://ipog.edu.br/wp-content/uploads/2020/12/renata-scarano-pietra-89829.pdf. Acesso em: 21 mar. 2021.

[9] SILVA, Camila Michelyne Muniz da. A interlíngua Português-Libras na produção textual escrita de pessoas surdas adultas usuárias de Libras aprendizes do português escrito como segunda língua. 2018. Disponível em: https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/30690. Acesso em: 21 mar. 2021.

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Texto extraído automaticamente do PDF: podem existir erros de conversão, especialmente em fórmulas, tabelas e figuras.