Aplicação de um barômetro de baixo custo como meio de ensino.
Ariane Guanini Da Silva, Gabriel Tolardo Colombo, João Augusto Alves Leite Gleden, Marcos Cesar Danhoni Neves
- Evento
- Simpósio Nacional de Ensino de Física ↗ (SNEF)
- Edição
- XXIV
- Ano
- 2021
- Data
- 22/07/2021
- Linha de pesquisa
- Materiais, Métodos, Estratégias E Avaliação No Ensino De Física
- Tipo
- Comunicação
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Texto completo
## APLICAÇÃO DE UM BARÔMETRO DE BAIXO CUSTO COMO MEIO DE ENSINO
## Gabriel Tolardo Colombo 1 , Ariane Guanini da Silva 2 , João Augusto Alves Leite Gleden 3 , Marcos Cesar Danhoni Neves 4
- 1 Universidade Estadual de Maringá, Departamento de Física, gabriel.tolardo.colombo@hotmail.com
- 2 Universidade Estadual de Maringá, Departamento de Física, arianeguanini@gmail.com
- 3 Universidade Estadual de Maringá, Departamento de Física, jaalgleden@gmail.com
- 4 Universidade Estadual de Maringá, Departamento de Física, macedane@yahoo.com
Palavras-chave : Ensino de Física; Experimentação; Barômetro.
## Resumo expandido
Ao longo das últimas décadas, os modos de se comunicar, produzir e agir vêm se modificando, tornando a sociedade cada vez mais fluída e ativa. Isso cobra uma nova postura de cada cidadão. Esse comportamento influencia no sistema educacional, pois os alunos, que participarão dessa sociedade futuramente, devem estar preparados de forma eficiente para que essa atuação seja condizente com o que se espera de cada um. Assim, torna-se papel da escola preparar seus estudantes, entretanto, quando o sistema de ensino é analisado, vê-se que se segue um caminho tradicional de ensino, no qual o professor age como o mensageiro encarregado de distribuir conhecimento e os alunos recebem tal conhecimento e o reproduzem (BATISTA, FUSINATO, BLINI, 2009), resultando na ineficácia do processo de ensinoaprendizagem, tanto para alunos quanto para professores. (SOUSA, 2010). Essa atuação pedagógica não fornece o amparo necessário para que alunos críticos e ativos sejam formados. Cabe, então, aos docentes, buscarem formas de transformar seus alunos por meio de novas metodologias de ensino. Uma dessas formas, quando se fala sobre o ensino de Física, é a experimentação. Com a experimentação, o aluno explora materiais, fenômenos, formulação de hipóteses e processos de tentativa e erro. Todas essas variáveis tornam o aprendizado mais eficiente, pois acredita-se que a utilização adequada de diferentes metodologias experimentais como a demonstração, verificação ou investigação, podem possibilitar a formação de um ambiente propício ao aprendizado de diversos conceitos científicos sem que sejam desvalorizados ou desprezados os conceitos prévios dos estudantes (ARAÚJO, ABIB, 2003).
Com o intuito de levar aos alunos um aparato de baixo custo que permita a verificação do fenômeno da variação de pressão, podendo assim discorrer com eles sobre as variáveis envolvidas no fenômeno, o barômetro consiste num copo vedado com uma bexiga, com um canudo preso na mesma. Esse conjunto encontra-se num pote maior, também vedado, que possui apenas uma mangueira que liga o interior deste pote com o meio. É sugerido que o experimento seja realizado em conjunto com os alunos, fornecendo os materiais ou ainda pedindo que tragam de casa, dividindoos em grupos que tenham o tamanho suficiente para que todos possam tomar partido na construção e manipulação do objeto, procurando suprimir a dispersão de atenção.
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19 a 30 de julho de 2021 - Online
O professor deve, antes de começar a construção, dedicar uma aula sobre o conteúdo a ser estudado, apresentando aos alunos os conceitos envolvidos, como pressão e volume, para que os alunos tenham conhecimento das grandezas envolvidas, assim como uma breve história do instrumento. Em seguida pode nortear a construção enquanto constrói para si mesmo um exemplar. Ao longo da construção espera-se que alguns grupos ou alunos tenham mais facilidade que outros, sugere-se que esses alunos ajudem aqueles com mais dificuldades e também que o diálogo entre os grupos seja estimulado a fim de que haja uma troca de conhecimentos.
Quando o trabalho estiver concluído, cabe o estímulo aos alunos para que explorem o objeto e vejam o fenômeno ocorrendo, seja apertando o pote externo ou assoprando ar pela mangueira, assim será visível a variação da pressão e suas variáveis. Sabe-se da dificuldade em realizar esse tipo de atividade, considerando que o trabalho experimental por vezes é impraticável nas salas de aulas de escolas (SOUSA, 2010), entretanto, a proposta do experimento é que sejam dedicadas três aulas para sua realização, sendo a primeira aquela onde o professor contextualiza os materiais, conceitos e história do barômetro; a segunda para confecção do aparato e a terceira para que os alunos explorem o experimento e façam um relato de como foi a montagem e o que aprenderam ao longo das aulas. O professor pode avaliar os alunos aplicando um relatório antes e um depois do experimento. A ideia do primeiro relatório é verificar o conhecimento prévio de cada aluno, deixando com que eles escrevam tudo o que souberem sobre o assunto. Durante o experimento, o professor atuará como mediador das relações teórico-práticas, partindo daquilo que os alunos conhecem, e ajudando-os a construir e aprofundar o aprendizado proveniente do experimento. Em seguida, o professor aplica o segundo relatório permitindo que os alunos escrevam tudo o que aprenderam sobre o fenômeno. Ao comparar ambas as atividades, o professor consegue verificar o aprendizado efetivo dos alunos.
As dificuldades mais comuns encontradas para a realização de aulas experimentais estão relacionadas à estrutura da escola, bem como dos laboratórios, falta de materiais para a realização dos experimentos e principalmente a falta de tempo do professor para preparar, organizar e planejar as aulas (SOUSA, 2010) e garantir que tudo corra bem durante o experimento, entretanto o barômetro consegue contornar grande parte dessas adversidades. Como a falta de tempo do professor pode ser um problema, o professor pode racionar seu tempo para preparar uma aula de cada vez, sem se preocupar em desenvolver o experimento todo em uma única aula. Nesse sentido, a aplicação do barômetro traz mais vantagens se comparado com as dificuldades para aplicá-lo em sala de aula, pois o aluno torna-se ativo e preparado para ingressar na sociedade que o aguarda. Assim, segue que o aparelho cumpre o seu objetivo de aproximar a teoria da realidade facilitando a compreensão e relação das leis da natureza com o meio em que os alunos vivem. O hábito da experimentação torna os alunos críticos, capazes de questionar e buscar formas de entender determinada questão quando diante dela, o barômetro, nesse contexto, é parte importante para a construção desse perfil de alunos.
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## Referências
ARAÚJO, M. S. T. de.;ABIB, M. L. V. dos. S. Atividades experimentais no ensino de física: diferentes enfoques, diferentes finalidades Rev. Bras. Ensino Fís. vol.25 no.2 São Paulo June 2003.
BATISTA, M. C.; POLÔNIA, A. F.; BLINI, R. B. Reflexões sobre a importância da experimentação no ensino de física Acta Scientiarum. Human and Social Sciences, vol. 31, núm. 1, 2009, pp. 43-49
SOUSA, A. J. A importância da Física Experimental no Processo de Ensino e Aprendizagem . Universidade Federal de Uberlândia, 2010.
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