AVALIAÇÃO DO ENSINO REMOTO DE FÍSICA DURANTE A PANDEMIA
Lucas Martinho Bicalho Belo, Yalle Carolina Ferreira Da Silva, Wany Rosa De Souza, Walmir Belinato
- Evento
- Simpósio Nacional de Ensino de Física ↗ (SNEF)
- Edição
- XXIV
- Ano
- 2021
- Data
- 22/07/2021
- Linha de pesquisa
- Materiais, Métodos, Estratégias E Avaliação No Ensino De Física
- Tipo
- Comunicação
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Texto completo
## AVALIAÇÃO DO ENSINO REMOTO DE FÍSICA DURANTE A PANDEMIA
## Lucas M. Bicalho Belo 1 , Yalle Carolina F. da Silva 2 , Wany Rosa de Sousa 3 , Walmir Belinato 4
- 1 Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia/Departamento de Ciências Exatas, luccaus1.0@gmail.com
- 2 Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia/Departamento de Ciências Exatas, 201810999@uesb.edu.br
- 3 Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia/Departamento de Ciências Exatas, 201811050@uesb.edu.br
- 4 Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia da Bahia/Departamento de Ensino, wbfisica@gmail.com
Palavras-chave : Ensino Remoto, Ensino de física, PIBID.
## Resumo expandido
Devido a situação pandêmica enfrentada pelo mundo causada pelo vírus que transmite a doença COVID-19, foi necessário adotar algumas mudanças na sociedade. O ensino antes realizado em aulas práticas/teóricas presenciais, passou a ser efetuado por meio de aulas virtuais em plataformas de videoconferência. Dentre as experiências educativas, temos vivenciado, no âmbito do Programa Institucional de Bolsas de Iniciação à Docência (PIBID), em parceria Universidade e escola, o cotidiano da sala de aula de um Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do interior da Bahia (IFBA).
Neste trabalho, o nosso objetivo foi apresentar a visão dos alunos sobre o novo ensino que está sendo executado na instituição durante esse período pandêmico, o ensino remoto emergencial, com as aulas sendo ministradas ao vivo por meio da plataforma Google Meet e com o auxílio de algumas ferramentas virtuais. Tomamos por base metodológica o princípio da Espiral Investigativa de Kurt Lewin (1896 - 1946), a começar da investigação-ação - primeira fase - que se baseia em uma autorreflexão para proporcionar meios de ações e alterações dentro da escola ou no ensino-aprendizagem (FRANCO, 2006; ROCHA, 2012). A espiral consiste em planejamento (finalidade de colaborar direcionando para ação), ação (na sala de aula, no caso, uma sala virtual com aulas síncronas e assíncronas), observação (registros de nós 'pibidianos', o diário de bordo), reflexão (análise autocrítica), replanejamento (novo planejamento com base nas reflexões que obtemos em nossa autocrítica).
Para levantamento das informações acerca dessa pesquisa, foi planejada para momento da aula síncrona um questionário na plataforma google forms , cujas respostas das questões estão dispostas nas figuras de 1-5, contendo inicialmente uma questão a respeito do ensino presencial em 2019 e as demais associadas as Atividades de Ensino Não Presenciais Emergenciais (AENPE) no ano de 2020. As questões estão listadas abaixo:
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19 a 30 de julho de 2021 - Online
- 1) Aprendizagem no presencial 2019 (de 0 a 10, sendo 0=aprendi nada e 10= aprendi tudo)
- 2) Aprendizagem nas Atividades de Ensino Não Presenciais Emergenciais (AENPE). (de 0 a 10, sendo 0=aprendi nada e 10= aprendi tudo)
- 3) Tempo disponível por dia para estudos e atividades assíncronas (atividades sem estar em aula).
- 4) Turno que usa para atividades assíncronas.
- 5) Assinale motivo pelos quais não se dedica mais tempo aos estudos no período das AENPEs.
- 6) Poderia sugerir algo para nós professores?
A seguir apresentamos e discutimos os resultados obtidos. A figura 1 apresenta as notas atribuídas ao ensino presencial no ano de 2019, que se constituiu numa referência de trajetória escolar.
Figura 01: Notas atribuídas pelos estudantes para a aprendizagem presencial no ano de 2019.
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Por sua vez, na figura 2 verificamos que um percentual de 22% atribuiu nota 6, seguido de 14,6% na nota 5 e 12,2% na nota 4 para o ensino não presencial (AENPE) iniciado em 2020.
Figura 02: Notas atribuídas pelos estudantes para a AENPE no ano de 2020..
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Comparando as figuras 1 e 2, observa-se uma reorganização das notas de modo que as notas mais altas tiveram sensível queda percentual. Se considerarmos como positivo a nota acima de 7 obtemos 17% referente ao AENPE enquanto que a
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mesma faixa de nota (acima de 7) obteve 83% no presencial. Assim inferimos que o formato de ensino não presencial causa insatisfação para com a aprendizagem na maioria dos estudantes dessa turma.
Pensando na disponibilidade dos alunos para realizar atividades e estudos fora do período de aula (atividades assíncronas), a questão 3 abordou essa disponibilidade de tempo, onde pelo menos 51,2% tem um turno disponível conforme mostra a figura 3. Os demais têm uma quantidade menor de horas e apenas um aluno com uma hora ou menos. A questão 4, que questiona o turno usado para essas atividades, sendo a maioria pela tarde, conforme apresentado pela Figura 4, salientando que as aulas síncronas ocorrem no turno matutino.
Figura 03: Tempo disponível por dia para estudos e atividades assíncronas durante a AENPE no ano de 2020.
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Figura 04: Turno que usa para atividades assíncronas durante a AENPE no ano de 2020.
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Um dado importante apresentado pela figura 5 foi que os alunos da turma não trabalham, dando indícios que dedicam mais tempo aos estudos. Isso pode explicar os dados da questão 3, a qual mostrou que existe um significativo tempo para estudos disponível, grande maioria superior a uma hora-aula por dia. Parâmetros importantes para a elaboração das atividades assíncronas em relação aos prazos de entrega.
Figura 05: Motivos pelos quais não se dedica mais tempo aos estudos no período das AENPEs.
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As respostas associadas a questão 6, quanto as sugestões para o os professores, a maior parte delas se referiam a atribuir menos atividades e preparar vídeos com explicações breves para as aulas assíncronas, pois segundo os discentes o conteúdo ficaria mais compreendido. Além disso, atividades assíncronas com prazos longos, pouco tempo de explicação do conteúdo, sugestão de um quadro branco, compreender que os estudantes também se sentem sobrecarregados, foram exigências predominantes nessa questão.
Esses dados são importantes para pensar e planejar algumas demandas que podem melhorar ensino remoto imposto para amenizar os efeitos da pandemia, pois esse contexto mundial afetou de forma inesperada o ensino-aprendizagem tanto para os alunos, pois necessitaram de novos recursos educacionais para os estudos como acesso a internet e celulares/computadores, como também para os docentes, os quais demandaram de outras demandas como elaboração de materiais complementares.
## Referências
FRANCO, M. A. S. Pedagogia da Pesquisa-ação. Educação e Pesquisa, São Paulo, v. 31, n. 3, p. 483-502, set./dez. 2005.
ROCHA, T.L. Viabilidade da utilização da pesquisa-ação em situações de ensinoaprendizagem. Cadernos da FUCAMP, v.11, n.14, p.12-21/2012
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