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Uma análise da visão de estudantes do segundo ciclo do ensino fundamental sobre tópicos de Astronomia Básica.

Samara Da Silva Morettt, Delson Ubiratan Da Silva Schramm, Marcelo De Oliveira Souza

Evento
Encontro de Pesquisa em Ensino de Física ↗ (EPEF)
Edição
XII
Ano
2010
Data
27/10/2010
Linha de pesquisa
- Física E Comunicação Em Práticas Educativas Formais, Informais E Não-Formais; Tecnologia Da Informação E Comunicação; Didática, Currículo E Inovação Educacional; Linguagem E Cognição; Ciências, Tecnologia, Sociedade E Ambiente; Políticas Públicas Em
Tipo
Pôster

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Texto completo

Uma análise da visão de estudantes do segundo ciclo do ensino fundamental sobre tópicos de Astronomia Básica.

An analysis of the vision of students of second cycle of basic education on topics of Basic Astronomy

Samara da Silva Morett 1 , Delson Ubiratan da Silva Schramm¹, Marcelo de Oliveira Souza 1

1 Laboratório de Ciências Físicas da UENF samorett@yahoo.com.br delson@uenf.br mm@uenf.br

## Resumo

Neste trabalho, inicia-se uma análise do conhecimento que alunos do segundo segmento do Ensino Fundamental possuem sobre tópicos de Astronomia Básica . Busca -se compreender r como a Astronomia está inserida no cotidiano destes alunos, se eles fazem uma simples observação do céu, se o tema os intriga ou se possuem senso crítico sobre as informações que recebem dos meios de comunicação sobre esta área de conhecimento . A Astronomia básica está envolvida no cotidiano da sociedade, ela é disseminada, principalmente, por duas formas: nas salas de aula através dos conteúdos didáticos e pela mídia. A mídia pode gerar r nas crianças e adolescentes uma visão irreal deste tema . Foram utilizados questionários com questões subjetivas para que se tentasse averiguar a percepção que estes jovens possuem sobre Astronomia, os questionários requeriam respostas discursivas para que o aluno tivesse maior oportunidade de se expressar. A aplicação dos questionários contou com a leitura de um texto que ajudava o aluno a se orientar sobre o conteúdo abordado e a explicação das dúvidas referentes às questões . Os resultados aqui apresentados são apenas a primeira parte deste projeto que buscará compreender como estas crianças e adolescentes vêem a Astronomia: como , a abordada nas escolas através de um livro didático, a introduzida em filmes de ficção científica ou uma mescla destas duas visões . Desta forma, iniciou-se este projeto, com a participação de quatro turmas do Ensino Fundamental (6º, 7º, 8º e 9º ano) do Centro Educacional Municipal Sindicato dos Trabalhadores da Indústria do Açúcar (CEMSTIAC), localizado na cidade de Campos do Goytacazes, Rio de Janeiro. Os resultados desta primeira parte refletem uma mescla entre uma visão baseada em concepções próprias dos estudantes e uma visão didática da Astronomia, algumas deficiências no ensino desta área de conhecimento e uma resistência de alguns estudantes a determinados tópicos envolvidos nesta pesquisa .

Palavras -chave: Astronomia, Ensino Fundamental, Ensino de Astronomia, Deficiências no Ensino de Astronomia.

## Abstract

In this work, begins an analysis of the knowledge that students of the second cycle of basic education have about topics of Basic Astronomy. We seek to understand how astronomy is embedded in everyday life of these students, if they make a simple observation of the sky, if the theme motivate them or if they have critical thinking about the information they receive from the media about these topics. The basic astronomy is involved in daily life, it is spread mainly by two ways: in classrooms from educational contents and by the media. The media can generate in children and teenagers an unrealistic view of this topic. Questionnaires were used with subjective questions to determine the perception that these young people have about Astronomy, the discursive answers to these questionnaires required that the student had more opportunity to express themselves. The questionnaires included the reading of a text that helped students to orient themselves about the content and the explanation of the doubts raised concerning issues. The results presented here are only the first part of this project that will seek to understand how these children and teenagers see Astronomy: as, the Astronomy they see in schools through a textbook, the Astronomy introduced by the sci-fi movies or a mixture of these two views. We began this project, involving four classes of elementary school (one of the 6th, one 7th, one 8th and 9th year) of the Educational Center Municipal Workers' Union of the Sugar Industry (CEMSTIAC) located in the city of Campos do Goytacazes, Rio de Janeiro. The results of this first part reflect a mixture of a vision based on students' own ideas and a vision of teaching astronomy, some weaknesses in teaching this area of knowledge and a resistance of some students to certain topics involved in this research.

Keywords: Astronomy, Elementary Education, Astronomy Education, Problems with Astronomy Education.

## Introdução

A Astronomia não aparece apenas nos noticiarias e nos livros didáticos , mas também em filmes, onde a ficção científica aumenta a imaginação de todos os observadores, principalmente das crianças e dos adolescentes. Estes jovens desenvolvem modelos próprios, muitas vezes equivocados, sobre este tema. E cabe a escola fazer a separação entre estes dois conceitos:

Os alunos têm idéias acerca do seu corpo, dos fenômenos naturais e dos modos de realizar transformações no meio; são modelos com uma lógica interna, carregados de símbolos da sua cultura. Convidados a expor suas idéias para explicar determinado fenômeno e a confrontá -las com outras explicações trazidas pelos colegas, pelo professor e outras fontes, eles podem perceber os limites de seus modelos e a necessidade de novas elaborações. Estarão, assim, em movimento de ressignificação. Dizer que o aluno é sujeito de sua aprendizagem significa afirmar que é dele o movimento de ressignificar o mundo, isto é, de construir explicações, mediado pela interação com o professor e outros alunos e pelos instrumentos 1 culturais próprios do conhecimento científico. (BRASIL, 1997) 1

As crianças e os adolescentes são animados e questionadores e é necessário apenas uma motivação para que eles mostrem do que são capazes. A Astronomia pode ajudar a motivar estes alunos (MORETT, 2009) .

Apesar dos filmes trazerem conhecimentos equivocados, esta pode ser uma lacuna para que os professores comecem a introduzir novos conceitos. Assim:

Isso requer que a escola seja um espaço de formação e informação, em que a aprendizagem de conteúdos deve necessariamente favorecer a inserção do aluno no dia-a-dia das questões sociais marcante se em um universo cultural maior. A formação escolar deve propiciar o desenvolvimento de capacidades, de modo a favorecer a compreensão e a intervenção nos fenômenos sociais e culturais, assim como possibilitar aos alunos usufruir das manifestações 2 culturais nacionais e universais. (BRASIL, 1997) 2

Desta forma iniciamos este projeto para realizarmos uma análise de como alguns conceitos básicos de Astronomia estão sendo observados pelas crianças e pelos adolescentes. Estiveram envolvidas na pesquisa quatro turmas do segundo segmento do Ensino Fundamental (uma turma do 6º, uma do 7º, uma do 8º e uma do 9º ano). O Ensino Fundamental é muito importante para a formação do cidadão, pois além de ser onde está a maioria dos estudantes é onde a maior parte dos conteúdos é apresentado aos alunos . (CARVALHO, 1998)

## Metodologia da pesquisa

A primeira etapa do projeto foi desenvolvida no Centro Educacional Municipal Sindicato dos Trabalhadores da Indústria do Açúcar - CEMSTIAC , em Campos dos Goytacazes (figura 1) . Participaram do projeto quatro turmas do segundo segmento do Ensino Fundamental .

Figura 1: Fachada do Cemstiac.

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## Material pedagógico utilizado

Trabalhou -se com quatro turmas de diferentes séries (6º, 7º, 8º e 9º ano) totalizando noventa e nove alunos. O material utilizado foi o mesmo para todas as turmas, de forma que pudesse ser realizada uma análise do desenvolvimento de cada turma (cada faixa etária envolvida) .

Foi elaborado um texto trazendo informações básicas sobre nossa galáxia e o sistema solar.

O texto contém poucas linhas, para não ser exaustivo, e serve para orientar o aluno sobre o conteúdo que será abordado no questionário. O texto está na tabela 1:

## Tabela 1: Texto apresentado aos alunos

Vivemos em uma galáxia denominada Via Láctea. Ela possui aproximadamente 13 bilhões de anos e é composta por muitas estrelas, a quantidade destas varia entre 100 e 400 bilhões. Nosso Sistema Solar, cuja estrela é o Sol, está localizado nesta galáxia.

- O Sistema Solar é constituído pelo Sol e por vários corpos celestes. Estes astros são os: asteróides, cometas, meteoritos, planetas, planetasanões e satélites naturais e artificiais.

Os planetas que atualmente compõem nosso sistema solar são: Mercúrio, Vênus, Terra, Marte, Júpiter, Saturno, Urano e Netuno. Plutão, hoje em dia, é considerado um planeta-anão, não sendo mais citado como um dos planetas principais do Sistema Solar.

No desenvolvimento das questões foram utilizados conceitos gerais com a finalidade de averiguar se os alunos possuíam conhecimentos de uma Astronomia básica .

Os questionários possuíam perguntas abertas, para que os alunos dessem respostas discursivas facilitando o entendimento do que este aluno quis expressar. (COZENDEY, 2008).

O primeiro questionário está exposto na tabela 2:

Tabela 2: Primeiro questionário respondido pelos alunos

Dê sua opinião sobre os seguintes tópicos:

- 1. O que você já estudou ou ouviu falar sobre o Sistema Solar?
- 2. Você acha que tem água em outros planetas? Justifique.
- 3. Você acredita que exista vida em outro planeta? Justifique.
- 4. Caso exista vida, como seriam estes seres?
- 5. Você acha que o homem realmente foi a Lua?

Um segundo questionário foi desenvolvido, para buscar respostas mais diretas sobre o que os alunos entendiam como sol, planetas e lua. Este questionário pedia respostas sobre o formato, a temperatura e algumas curiosidades que estes astros podem transmitir para estes alunos. O questionário está na tabela 3:

Tabela 3: Segundo questionário respondido pelos alunos

## Meu Sistema Solar

- 1. Como você vê o Sol?

Formato:

Temperatura:

- 2. Como você imagina os planetas?

Quantos são:

Formato:

Temperatura:

- 3. Como você vê a Lua?

Formato:

Temperatura:

## Utilização do material junto às turmas

O material foi aplicado turma a turma, e em todas realizou-se o mesmo procedimento, leitura do texto junto a turma e esclarecimentos de dúvidas sobre as questões, sempre deixando oportunidade para o diálogo . Pois de acordo com:

O diálogo e a escrita são atividades complementares, mas fundamentais nas aulas de ciência. Enquanto que o diálogo é importante para gerar, clarificar, compartilhar e distribuir idéias entre os alunos, o uso da escrita se apresenta como instrumento de aprendizagem que realça a construção pessoal do conhecimento . (Carvalho, 2004)

.

Figura 2: Fotos durante aplicação do material

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A aplicação do segundo questionário seguiu o mesmo procedimento do primeiro.

## Resultados e Discussão

Os resultados aqui apresentados foram extraídos do questionário referente a cada uma das turmas .

Na tabela 3 tem -se o número de alunos envolvidos na pesquisa .

Tabela 4: Número de alunos das turmas envolvidas na pesquisa

Foi realizada a análise de cada questão e assim visualizado o resultado referente a cada turma.

1º Questionário

Análise da primeira questão (O que você já estudou ou ouviu falar sobre o Sistema Solar?):

Nesta questão pretendia-se obter respostas mais voltadas para o subjetivismo dos alunos, ou seja, o que eles imaginavam ou entendiam sobre o Sistema Solar, a forma dos planetas etc., mas foram obtidas respostas bem diretas e pouco satisfatórias. Desta forma, só foi possível conhecer quais alunos já haviam tido contato com este tema.

Os alunos de todas as turmas mostraram um bom desempenho nesta questão, 77% dos alunos demonstraram conhecer o tema abordado, mas apenas 55% conseguiram expressar um conhecimento um pouco mais aprofundado.

Figura 3: Dados gerais referentes à primeira questão.

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Quando é realizada a análise por turma, mostra-se que o 9º ano é o que possui estudantes com maior conhecimento ou mais facilidade em se expressar, como era de se esperar. Embora , tenha sido uma surpresa encontrar nesta turma um aluno que diz não conhecer nada sobre o Sistema Solar.

Figura 4: Dados referentes à primeira questão por turma.

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Quando se fala sobre a realização de citação, refere-se a qualquer tipo de conteúdo, relacionado ao tema abordado, que o estudante expôs. Esta primeira questão foi aplicada, principalmente, para que se tivesse a noção de quantos alunos conheciam o tema.

Análise da segunda questão (Você acha que tem água em outros planetas? Justifique):

Nesta questão, 49% dos alunos opinaram que existiria água em outro planeta. Quando vão justificar estas questões, a grande maioria, apega-se ao fato de que sem água os seres não sobreviveriam, e como será mostrado através da terceira questão, é praticamente o mesmo percentual de alunos que dizem acreditar em vida nos outros planetas.

Figura 6: Dados gerais referentes à justificativa da segunda questão.

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Figura 5: Dados gerais referentes à segunda questão.

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Uma justificativa recorrente dos que optaram por não ter água em outros planetas, foi a de relacionar chuva e água, muitos alunos colocaram que em outros planetas não havia chuva, logo não poderia ter água.

Figura 7: Dados referentes à segunda questão por turma .

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Uma justificativa que chamou muita atenção foram a de quatro alunos (dois do 6º, um do 8º e o outro do 9º) que dizem ter assistido uma reportagem que afirmava que havia sido encontrado água em Marte.

Análise da terceira questão (Você acredita que exista vida em outro planeta? Justifique):

Nesta questão, apareceram respostas bem subjetivas e o tema causou grande polêmica em todas as turmas.

A maioria dos estudantes (50%) acredita que existe vida em outros planetas.

Figura 9: Dados gerais referentes à justificativa da terceira questão.

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Figura 8: Dados gerais referentes à terceira questão.

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Um percentual de 34% dos estudantes demonstrou não ter conhecimento deste tema, enquanto 60% destes deixaram bem claros seus pontos de vista e 6% não responderam.

Alguns alunos justificaram fazendo alusão a existência dos outros planetas: "se não existe vida nos outros planetas porque eles existem?"

Figura 10: Dados referentes à terceira questão por turmas .

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As turmas que demonstraram maior ousadia em suas justificativas foram o 8º e o 9º . Dentre as respostas ressaltamos três:

Tabela 5: Exemplo de justificativa de três alunos na terceira questão.

Análise da quarta questão (Caso exista vida, como seriam estes seres?):

Nesta questão, como já era imaginado e agora comprovado, os alunos possuem uma visão sobre esta questão muito voltada para o que eles vêem nos filmes.

Foram consideradas, como visão fictícia , todas as respostas que remetiam a figuras monstruosas, coloridas, deformadas etc. , (estas

apreenderam 75% das respostas) e como visão realista, embora não muito aceita, as respostas que colocaram os seres de outros planetas como pessoas normais vivendo em seus planetas.

Figura 11: Dados gerias referentes à quarta questão.

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Todas as turmas deram respostas semelhantes e voltadas para filmes: Tabela 6: Exemplo de justificativa de cinco alunos na quarta questão.

A resposta que foi considerada a mais realista foi a de um aluno do 6º ano, ele disse que os seres de outros planetas seriam "diferentes da gente porque eles conseguiriam respirar e nós não conseguimos respirar em outros planetas."

Figura 12: Dados referentes à quarta questão por turma .

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Análise da quinta questão (Você acha que o homem realmente foi a Lua?):

Surpreendentemente apenas 68% dos alunos acreditam que o homem foi à Lua. Neste tópico, achava-se que este percentual seria muito mais perto dos 100%, pois quando é realizada a análise das outras questões é visto como os aspectos fictícios, gerados pelos meios de comunicação, principalmente, os filmes, estão presentes nas respostas destes.

Figura 13: Dados gerias referentes à quinta questão.

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O 6º ano neste tópico demonstra que não acredita em tudo o que vê na televisão, tendo a maior parte da turma, 52%, não acreditado que o homem realmente foi a Lua. Muito interessante é o relato de um aluno que diz: "na televisão passa muita mentira".

Figura 14: Dados gerias referentes à quinta questão.

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## 2º Questionário

A realização deste questionário foi para abordar como os alunos visualizam ou imaginam alguns astros do Sistema Solar.

Na análise dos resultados percebeu-se que muitos alunos não sabem quantos planetas tem o Sistema Solar e não ocorreu distinção entre as turmas, todos demonstraram grandes dificuldades para expor este dado.

Quanto ao formato dos astros, a maioria dos alunos, os considera redondo, a não ser a Lua que eles classificam-na como se tivesse várias formas.

Tabela 7: Exemplo de resposta de alunos sobre o formato da Lua forma.

Os exemplos na tabela 7, refletem o que a maior parte dos alunos, em cada turma, citou. O 9º ano foi a única turma que considera a Lua "redonda" em todas as suas fases. As outras turmas acreditam de dependendo da fase lunar ela muda de forma.

Outro tópico foi pedir r para falar sobre a temperatura destes astros, não se imaginava que os alunos fossem demonstrar tanta dificuldade em se expressar, pois a resposta era para ser bem simples, por exemplo, o Sol é muito quente, mas as respostas refletiram uma grande deficiência que estes alunos possuem sobre o tema temperatura. A única turma que não demonstrou esta dificuldade foi o 9º ano. As demais turmas, principalmente o 6º ano, não possuem muito conhecimento sobre este tema, alguns alunos consideram 100° Celsius uma temperatura muito alta, podendo ser a temperatura solar.

Quando se iniciou este projeto, achava-se que diferentes turmas, diferentes faixas etárias , iriam trazer respostas bem divergentes, e a cada nível de ensino alcançado seriam obtidas respostas melhor formuladas e completas, mas o que foi constatado é que todas as turmas deram respostas muito próximas, praticamente não divergiram de opinião, ou seja, todas as turmas, desde o 6º até o 9º, possuem um déficit de aprendizagem quando se refere à Astronomia.

## Conclusão

Com os resultados que aqui estão sendo apresentados, estamos conseguindo compreender como a Astronomia é vista pelos alunos, e estamos descobrindo grandes lacunas em seu ensino.

Os alunos demonstram criatividade em suas respostas e exprimem com exatidão onde estão os déficits de aprendizagem referentes a este tópico. Isto de acordo com Langhi , ocorre pois:

No âmbito da educação básica, as escolas de educação infantil, ensino fundamental e ensino médio atuam de modo formal no papel de instituições que promovem o processo de ensino/aprendizagem de conteúdos de astronomia, embora de modo reduzido, e muitas vezes até nulo, como mostram os resultados das pesquisas da área de educação em astronomia. (LANGHI E NARDI, 2009)

Os meios de comunicação fazem parte da vida dos estudantes e exercem grande influência sobre estes, isto pode ser observado nas respostas obtidas nas questões envolvidas. Os filmes influenciam e os noticiários, normalmente, são mal compreendidos (MORETT, 2010). Apenas uma pequena parcela de alunos demonstra senso crítico sobre os tópicos analisados.

Portanto, é possível perceber r que a Astronomia está inserida no cotidiano destes alunos e que algumas informações sobre esta área de conhecimento necessitam está presentes na sala de aula, para ajudar ao estudante a compreender vários aspectos astronômicos envolvidos em seu diaa-dia .

## Referências

BRASIL¹. Ministério da Educação e do Desporto. Secretaria de Educação Fundamental. Parâmetros Curriculares Nacionais: ciências naturais. Brasília: MEC/SEF, 1997. v 4.

BRASIL² . Parâmetros Curriculares Nacionais: introdução aos parâmetros curriculares nacionais. 1ª a 4ª séries. Brasília: MEC/SEF, 1997. v 1.

CARVALHO, A. M., VANNUCCHI, A. I., BARROS, M. A., GONÇALVES, M. E.; REY, R. C. Ciência no ensino fundamental: o Conhecimento físico. São Paulo, Scipione, 1998.

CARVALHO, A. M. P. Física no Ensino Fundamental: Introduzindo os Alunos no Universo das Ciências. 2004

COZENDEY, S. G. Uma análise do uso de vídeos monoconceituais como ferramenta auxiliar na tarefa de tornar o aprendizado de Física significativo.Campos dos Goytacazes, 2008. Dissertação (Mestrado em Ciências Naturais). Centro de Ciências Tecnológicas,Universidade Estadual do Norte Fluminense Darcy Ribeiro.

LANGHI, R.; NARDI, R. Ensino da astronomia no Brasil: educação formal, informal, não formal e divulgação científica. Revista Brasileira de Ensino de Física, São Paulo, v. 22, n. 1, p. 94-99, abril 2000.

MORETT, S. S., SOUZA, M.O. Desenvolvimento de Recursos Pedagógicos para Inserir o Ensino de Física e Astronomia nas Séries Iniciais do Ensino Fundamental. XVIII Simpósio Nacional de Ensino de Física. Vitória - ES, 2009.

MORETT, S. S.; SOUZA, M.O. Desenvolvimento de Recursos Pedagógicos para Inserir o Ensino Astronomia nas Séries Iniciais do Ensino Fundamental. Revista Latino -Americana de Educação em Astronomia - RELEA , n.9, p. 33-45, 2010 .

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