Pular para o conteúdo
Buscador da Pesquisa em Ensino de Física Busca em texto completo · v0.3.0

PRODUÇÃO DE AULAS DE LABORATÓRIO DE FÍSICA V NO ENSINO REMOTO

Greici Gubert, Luiz Fernando Da Silva, Angelisa Benetti Clebsch

Evento
Simpósio Nacional de Ensino de Física ↗ (SNEF)
Edição
XXIV
Ano
2021
Data
22/07/2021
Linha de pesquisa
Materiais, Métodos, Estratégias E Avaliação No Ensino De Física
Tipo
Comunicação

Abrir o PDF original ↗ Baixar referência .bib Ver todos do SNEF 2021

Texto completo

## PRODUÇÃO DE AULAS DE LABORATÓRIO DE FÍSICA V NO ENSINO REMOTO

## Greici Gubert 1 , Luiz Fernando da Silva 2 , Angelisa Benetti Clebsch 3

1 Instituto Federal Catarinense (IFC) - Rio do Sul, greici.gubert@ifc.edu.br 2 IFC - Rio do Sul/Licenciatura em Física/estagiário, luiz.ifc.riodosul@gmail.com 3 IFC - Rio do Sul, angelisa.clebsch@ifc.edu.br

Palavras-chave : Laboratório de Física V, ensino remoto, videoaulas.

## Resumo expandido

Este trabalho tem como objetivo apresentar o desenvolvimento de videoaulas da disciplina de Laboratório de Física V. Essa disciplina foi ministrada remotamente para os alunos do curso de Licenciatura em Física do Instituto Federal Catarinense campus Rio do Sul. Considerando o cenário em que ocorreu a disciplina em questão, durante a pandemia de COVID-19, planejar aulas experimentais de Física V de forma remota não era uma tarefa simples. Isso por que, havia o interesse de garantir a qualidade do ensino/aprendizagem nas aulas não presenciais. No total, foram estudados quatro experimentos através do uso de observações, demonstrações, investigações, medições e análises para cada atividade. Assim, realizaram-se experimentos sobre 'Reflexão e Refração da Luz', 'Espelhos Planos e Esféricos', 'Lentes Esféricas' e 'Difração da Luz'. Foi disponibilizado um roteiro para cada experimento, a fim de orientar os estudantes quanto às discussões relevantes acerca dos resultados obtidos em cada atividade prática. Quando necessárias, aulas síncronas eram realizadas para sanar eventuais dúvidas dos alunos e fazer discussões a certa do experimento. Vale acrescentar que as aulas síncronas não ocorriam com frequência, já que mais de 50% dos acadêmicos estava trabalhando no horário estabelecido para ocorrer a disciplina. Nela, os estudantes foram avaliados a partir do desenvolvimento e entrega individual de relatórios. Assim, as videoaulas dos experimentos tinham como propósito substituir as atividades experimentais presenciais. Segundo o plano de ensino da disciplina de Laboratório de Física V, seu principal papel é contribuir na formação dos estudantes em relação aos conhecimentos da parte experimental dos conceitos da Óptica Física e Geométrica. Tratando-se de experimentos de óptica, as dificuldades na execução de videoaulas são ainda maximizadas. Eram necessárias condições especiais na sala de laboratório, para que os vídeos fossem suficientemente nítidos, a fim de que os alunos pudessem observar os experimentos com clareza. Neste caso, o auxílio do aluno estagiário do laboratório de Física foi indispensável para tal processo. Supervisionado pela professora da disciplina, o estagiário realizou a filmagem dos experimentos, ao mesmo tempo que monitorava a iluminação externa ao experimento, enquanto a professora desenvolvia a aula. Usufruiu-se da iluminação artificial controlada, pois enquanto a formação da imagem era nítida na observação presencial, sem o uso de

\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_

19 a 30 de julho de 2021 - Online

lâmpadas, na filmagem o mesmo normalmente não acontecia. Alguns testes eram feitos pela professora antes da gravação das videoaulas tais como, a verificação de possíveis artifícios no experimento, devido a iluminação externa necessária para a filmagem, e o ajuste da posição da câmera, para que os alunos conseguissem verificar as medições e efeitos físicos relevantes (Figura 1). A partir disso, a professora instruía o estagiário sobre como conduzir a câmera e a iluminação externa. Pelo menos duas iluminações externas eram utilizadas, a iluminação proveniente do celular do acadêmico e uma luminária direcional. Dependendo do experimento, era possível deixar as lâmpadas da sala do laboratório ligadas, ou, ainda era necessária a utilização de uma luminária extra para a execução da aula (Figura 2). A gravação das aulas iniciava com uma breve exposição e contextualização histórico/teórico/prática no quadro branco, fazendo uso de esquemas e desenhos; após era apresentado o aparato experimental e sua montagem. Essa prática vai de encontro com as hipóteses de Ausubel (2000) , de que todas as experiências de aprendizagem passadas influenciam na nova aprendizagem significativa, devido ao impacto que elas produzem sobre as propriedades relevantes da estrutura cognitiva. Por fim, a professora realizava as medições e encerrava a aula com discussões e indagações sobre o experimento. Dessa forma, desejava-se proporcionar aulas experimentais baseadas na ' (...) construção de um ambiente motivador, agradável, estimulante e rico em situações novas e desafiadoras' (ARAÚJO e ABIB, 2003). Durante as medições (por exemplo, utilizando um paquímetro), a câmera era aproximada do instrumento de medida, sem que o professor mencionasse o valor indicado. Esse processo foi realizado em todos os experimentos, para que o aluno fizesse a leitura da medida, permitindo a familiarização do estudante com os equipamentos de medida. Durante as gravações, tanto a professora como o bolsista tomaram os cuidados necessários, do uso de máscara, o distanciamento mínimo recomendado e cada equipamento encostado por eles tinha, em seguida, sua superfície higienizada com álcool gel 70%. Vale considerar, que mesmo os eventuais problemas durante as medições e tomadas de decisão não pertinentes durante a experimentação, eram discutidas e/ou apresentadas nas filmagens, para que os acadêmicos, ao assistirem as videoaulas, tivesse consciência do porquê tal ação deveria ser evitada na prática. Assim, foi possibilitado aos estudantes terem ciência dos diversos caminhos que poderiam escolher durante a medição, e de porquê determinada opção foi escolhida pela professora na realização do experimento. Essas tomadas de decisão auxiliaram no processo de ensino/aprendizagem dos alunos da disciplina de Laboratório de Física V, contribuindo na formação de discentes durante a pandemia de COVID-19.

\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_

Figura 01: Montagem do ambiente experimental para a realização da atividade experimental de lentes esféricas. Na foto a professora está posicionando o objeto para a observação da imagem na tela branca.

<!-- image -->

Figura 02: A imagem invertida do objeto, produzida pela lente esférica, só foi possível de ser visualizada na videoaula devido a manipulação adequada de iluminações externas, a quantidade de lâmpadas e o posicionamento ideal para as mesmas.

<!-- image -->

## Referências

ARAÚJO, Mauro Sérgio Teixeira. ABIB, Maria Lúcia Vital dos Santos . Atividades Experimentais no Ensino de Física: Diferentes Enfoques, Diferentes Finalidades. Revista Brasileira de Ensino de Física, v. 25, n. 2, p. 190, 2003.

AUSUBEL, David P. The acquisition and retention of knowledge: A cognitive view. 1. ed. Lisboa: Kluwer Academic Publishers, 2000.

\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_

Texto extraído automaticamente do PDF: podem existir erros de conversão, especialmente em fórmulas, tabelas e figuras.