EDUCAÇÃO EM TEMPOS DE PANDEMIA E O ENSINO HÍBRIDO
Karina De Oliveira Gonçalves, Regis Godoy Barros, Rodrigo Aparecido Dos Santos, Jorge Luís Magalhães Da Silva Braggio
- Evento
- Simpósio Nacional de Ensino de Física ↗ (SNEF)
- Edição
- XXIV
- Ano
- 2021
- Data
- 22/07/2021
- Linha de pesquisa
- Materiais, Métodos, Estratégias E Avaliação No Ensino De Física
- Tipo
- Comunicação
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Texto completo
## EDUCAÇÃO EM TEMPOS DE PANDEMIA E O ENSINO HÍBRIDO
## Karina de Oliveira Gonçalves 1 , Regis Godoy Barros 2 , Rodrigo Aparecido dos Santos 3 , Jorge Luís Magalhães da Silva Braggio 4
- 1
Diretoria de Ensino de Taboão da Serra / Núcleo Pedagógico, karinag@prof.educacao.sp.gov.br 2 E.E. Maria Bernadete Amgarten Peres, regisbarros@professor.educacao.sp.gov.br E.E. Brigadeiro Gavião Peixoto, rodrigoasantos@prof.educacao.sp.gov.br
- 3 4 E.E. Brigadeiro Gavião Peixoto, seujorge.sp@gmail.com
Palavras-chave : Metodologias Ativas, Ensino Híbrido, Ensino de Física.
## Resumo expandido
O Com o avanço do vírus no país e no mundo, atitudes tiveram que ser tomadas em relação ao distanciamento social e o fechamento de serviços considerados não essenciais (Farias, 2020). A escola entrou nesse grupo, contudo as aulas não poderiam parar ( Resolução SE nº 28, de 19-3-2020 ). A educação passou a ter que ser feita de maneira remota, apresentando diferenças em relação a educação a distância típica, que já vinha sendo feita, em vários aspectos. Podemos citar como exemplo, a rapidez para implementação, pois diante de uma necessidade imprevista, as instituições de ensino tiveram que se adaptar, sem mesmo, nenhuma regulamentação prévia nem preparação (SERPA; SÁ, 2020, p.525). E como segundo exemplo, a expansão. A educação a distância excedeu sua zona normal, de cursos de graduação e pós- graduação, tornando-se um meio de instrução para todas as faixas etárias, do jardim de infância ao doutorado (ALVES, 2011, p.10).
Novas nomenclaturas como blended learning, educação bimodal e ensino híbrido, dentre outros sinônimos, surgem como modelo de ensino, que reúne momentos presenciais e momentos de ensino remoto (BACICH, 2016).
- O ensino híbrido, possibilita ao estudante interagir com os colegas, mesmo que de maneira virtual, utilizar simuladores para a construção de seu conhecimento, promovendo um processo de transformação.
- As tecnologias nessa perspectiva, são facilitadoras, pois permitem novas possibilidades de aprendizagem, como por exemplo, a simulação de um fenômeno físico, utilizando um simulador ou então uma abordagem voltada para a Ciência, Tecnologia e Sociedade (CTS), por meio da utilização de um vídeo (BACICH; TANZI NETO; TREVISANI, 2015).
Para tanto, é necessário que se conheça as tecnologias digitais disponíveis para que se possa inseri-las pedagogicamente na sala de aula, elaborando projetos e roteiros de estudos centrados na matriz curricular e relacionados com as competências da Base Nacional Comum Curricular (BNCC), em específico a competência 5 que diz respeito ao uso de tecnologias digitais,
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Compreender, utilizar e criar tecnologias digitais de informação e comunicação de forma crítica, significativa, reflexiva e ética nas diversas práticas sociais (incluindo as escolares) para se comunicar, acessar e disseminar informações, produzir conhecimentos, resolver problemas e exercer protagonismo e autoria na vida pessoal e coletiva' (BRASIL, 2017, p. 9).
Fazer essas correlações entre competências e habilidades, com as ferramentas e plataformas de ensino, se fez um desafio para os professores e ao mesmo tempo, a possibilidade de crescimento e de melhorar as aulas, no sentido de torná-las mais dinâmica e interligada com o uso das tecnologias.
Diante da impossibilidade de se frequentar as escolas, a Secretaria de Educação do Governo de São Paulo desenvolveu o Centro de Mídias SP (CMSP) publicado no Decreto nº 64.982, de 15/5/2020, com o intuito de garantir aulas para os estudantes da rede estadual, durante o período de distanciamento social. Assim, CMSP, passou a ofertar videoaulas no aplicativo, no Canal do Youtube e na TV Educação, além de canais específicos para a formação de professores. Dentre as formações ofertadas para os professores, foram apresentadas, por meio de videoaulas e cursos, tecnologias que podem ser utilizadas nas elaborações das aulas a distância como também nas aulas híbridas.
- O presente trabalho constitui um levantamento de dados em relação as tecnologias mais utilizadas em sala de aula pelos professores das escolas que compõem a Diretoria de Ensino do Município de Taboão da Serra - São Paulo durante o ano letivo de 2020, como foco no ensino de física. O levantamento dos dados sobre o uso das ferramentas tecnológicas pelos professores, para elaboração de suas aulas, foi realizado por meio de uma pesquisa descritiva (MANZATO; SANTOS, 2012). A pesquisa foi realizada pelo Núcleo Pedagógico (NPE) da Diretoria de Ensino da região de Taboão da Serra. Para tanto, foi criado um questionário semiestruturado com 12 questões, sendo algumas delas abertas. As questões foram produzidas no Google Formulário. O link foi disponibilizado para os professores e coordenadores das 71 escolas da nossa DE. Após a compilação dos dados, foi feita a análise quantitativa das informações obtidas.
- O formulário foi respondido por 1164 professores, o que corresponde a 41% do total de professores na nossa DE. As questões elaboradas, não eram obrigatórias, o que não limitava a continuação do formulário, caso o professor não respondesse uma das questões. Dentre as questões formuladas, foi possível identificar a porcentagem de professores que utilizaram alguma plataforma de ensino durante o ano de 2020. Do total de professores que responderam à pesquisa, 59,2 % lecionam para o ensino médio.
Em relação ao uso de plataformas de ensino, os resultados obtidos são apresentados na Figura 01. O WhatsApp foi um dos aplicativos de mais fácil acesso pelos professores e estudantes, quando a pandemia se iniciou. Muitas escolas optaram por criar grupos com os integrantes de uma mesma sala de aula e assim, facilitaram a comunicação com os alunos. O Google formulários também se destacou como excelente plataforma para a realização de atividades.
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Figura 01: As plataformas mais utilizadas pelos professores da rede estadual de ensino, durante o ano letivo de 2020.
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Com a análise dos resultados obtidos, foi possível detectar que, muitos dos professores que lecionam física, tiveram dificuldades para elaborar seus roteiros de estudos, uma vez que não conheciam muito bem quais ferramentas, plataformas e simuladores poderiam utilizar. Alguns simuladores e softwares foram listados no questionário, como por exemplo, o Stellarium (0,5 % utilizaram) e o Phet Colororado (2,2 % utilizaram), mas a porcentagem de professores que utilizaram foi baixa.
Foi possível também saber quais as plataformas/sites mais utilizadas e as consideradas mais eficazes para realização de avaliações pelos estudantes. Estes resultados são apresentados nas Figuras 02. Com a análise dos gráficos é possível obter as seguintes informações:
## Plataformas usadas para realização de avaliações
Figura 02: As plataformas utilizadas pelos professores para a aplicação de avaliações durante o Ensino Remoto.
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Os resultados obtidos com a pesquisa indicam que é necessário investir na formação continuada dos professores, possibilitando o conhecimento e acesso a novas ferramentas de ensino, uso de aplicativos e tecnologias educacionais para que as aulas sejam atualizadas, permitindo novas possibilidades de aprendizagem, como ensino híbrido e outras metodologias de ensino.
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## Referências
FARIAS, Heitor Soares de. O avanço da Covid-19 e o isolamento social como estratégia para redução da vulnerabilidade. Espaço e Economia. Revista brasileira de geografia econômica , 2020.
SÃO PAULO (Estado). Secretaria de Educação. Resolução SE nº 28, de 19 de março de 2020. Dispõe sobre medidas temporárias de prevenção ao contágio e à transmissão do Covid-19 (Novo Coronavírus) no âmbito da Secretaria da Educação, em complementação àquelas previstas no Decreto 64.864/2020. Disponível em:
http://siau.edunet.sp.gov.br/ItemLise/arquivos/28\_20.HTM?Time=21/03/2021%2012:43:56
Acesso em: 14 dez. 2020.
SERPA, Sandro; SÁ, Maria José. The global crisis brought about by SARS-CoV-2 and its impacts on education: An overview of the Portuguese panorama. Sci Insigt Edu Front , v. 5, n. 2, p. 525-530, 2020.
ALVES, Lucineia. Educação a distância: conceitos e história no Brasil e no mundo. Revista Brasileira de Aprendizagem Aberta e a Distância , v. 10, 2011.
BACICH, Lilian. Ensino híbrido: Relato de formação e prática docente para a personalização e o uso integrado das tecnologias digitais na educação. Simpósio Internacional de Educação e Comunicação-SIMEDUC , n. 7, 2016.
BACICH, Lilian; NETO, Adolfo Tanzi; DE MELLO TREVISANI, Fernando. Ensino híbrido: personalização e tecnologia na educação . Penso Editora, 2015.
BRASIL. Base Nacional Comum Curricular (BNCC). Educação é a Base. Brasília, MEC/CONSED/UNDIME, 2017. Disponível em: http://basenacionalcomum.mec.gov.br/images/BNCC\_EI\_EF\_110518\_versaofinal\_site.pdf
Acesso em: 12 dez. 2020.
SÃO PAULO (Estado). Secretaria de Educação. DECRETO Nº 64.982, de 15 de maio de 2020. Institui o Programa Centro de Mídias da Educação de São Paulo - CMSP e dá providências correlatas. Disponível em:
https://www.al.sp.gov.br/repositorio/legislacao/decreto/2020/decreto-6498215.05.2020.html#:~:text=Decreta%3A,educacionais%20e%20oportunidades%20de%20apren dizado
Acesso em: 12 dez. 2020.
MANZATO, Antônio José; SANTOS, Adriana Barbosa. A elaboração de questionários na pesquisa quantitativa. Departamento de Ciência de Computação e Estatística-IBILCEUNESP , p. 1-17, 2012.
HORN, Michael B.; STAKER, Heather; CHRISTENSEN, Clayton. Blended: usando a inovação disruptiva para aprimorar a educação . Penso Editora, 2015.
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