EVOLUÇÃO ESTELAR SOB UMA PERSPECTIVA INCLUSIVA
Débora Leite Da Silva, Naubert Moura Ribeiro, Kelvin Do Nascimento Vieira, Ruan Braga, Wanessa Santos Santana, Mirian Jonis
- Evento
- Simpósio Nacional de Ensino de Física ↗ (SNEF)
- Edição
- XXIV
- Ano
- 2021
- Data
- 21/07/2021
- Linha de pesquisa
- Políticas Públicas E De Inclusão No Ensino De Ciência
- Tipo
- Comunicação
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Texto completo
## EVOLUÇÃO ESTELAR SOB UMA PERSPECTIVA INCLUSIVA
Débora Leite da Silva 1 , Naubert Moura Ribeiro 2 , Kelvin do Nascimento Vieira 3 , Ruan Braga 4 , Wanessa Santos Santana 5 , Mirian Jonis 6
1 EEEFM Armando Barbosa Quitiba/ dedeboralautner@gmail.com 2 EEEFM Armando Barbosa Quitiba/ naubertmouraribeiro@gmail.com 3 EEEFM Armando Barbosa Quitiba/ kelvi1596@gmail.com 4 EEEFM Armando Barbosa Quitiba/ ruanbr014@gmail.com 5 UFES/ PPGEnFís /wanessasantana@gmail.com PPGEnFís/ UFES e MNPEF/ mirianjonis@yahoo.com.br
Palavras-chave : Astronomia, Ensino remoto, Linguagem de sinais.
## Introdução
Esse trabalho tem o formato de vídeo e está disponível na plataforma do Youtube, tendo sido produzido por um grupo de estudantes do ensino médio com o objetivo de desenvolver um material lúdico para a abordagem de conceitos relacionados à Astronomia, em uma linguagem popular, de modo a tornar esse conteúdo acessível para todo o tipo de público. O material lúdico de que trata este trabalho foi apresentado em um evento estadual, a III MAES (Mostra de Astronomia do Espirito Santo).
Os principais recursos utilizados foram os nossos próprios smartphones, além de fantoches confeccionados com materiais de baixo custo e softwares de edição.
Como resultado temos um vídeo de pouco mais de 6 minutos que narra o processo de evolução estelar, que trata do assunto numa linguagem coloquial e, portanto, inclusiva e acessível.
## Do nascimento à morte de uma estrelas: uma história divertida
Esse projeto teve início a partir da nossa inserção no clube de astronomia 'Estrelas do amanhã', criado em nossa escola, durante o ensino remoto em 2020, em pleno contexto da pandemia do novo coronavirus. Nossas reuniões ocorriam semanalmente pela plataforma ' Google Meet ' e em algumas ocasiões contamos com a presença de palestrantes que discorriam sobre temas de Astronomia.
Uma das palestras chamou especialmente a nossa atenção. O palestrante falava sobre evolução estelar. Pouco tempo depois, nossa professora e orientadora falou sobre a oportunidade de participarmos de um evento estadual, inicialmente de forma remota. Para isso, seria necessário que escolhêssemos um tema ligado a Astronomia. Por influência da palestra sobre evolução estelar, escolhemos esse tema de pesquisa e sob orientação da nossa professora, buscamos compreender mais sobre o assunto pesquisando em duas fontes: Os sites da UFRGS e Havard.
A partir daí, decidimos desenvolver um roteiro e criar personagens para poder traduzir o conhecimento cientifico de forma lúdica, de modo a torná-lo compreensível
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19 a 30 de julho de 2021 - Online
a todo tipo de público. Sendo assim, decidimos gravar um vídeo de animação, com personagens caracterizados como fantoches.
Reconhecendo nossas limitações, utilizamos como recursos alguns materiais de baixo custo para confecção dos personagens e dos vídeos. Em nosso grupo, havia apenas um integrante que possuía computador em casa. Os vídeos foram gravados na residência de outro aluno integrante do grupo, de forma improvisada e amadora conforme a imagem abaixo:
Figura 1: Fantoches no estúdio improvisadoFonte: Autores
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As edições das imagens foram feitas com a utilização do Chroma Kay, uma técnica de processamento de imagens que tem por objetivo eliminar o fundo de uma imagem para isolar os personagens, que posteriormente são combinados com uma outra imagem de fundo (CUNHA, 2017).
Para editar as imagens e finalizar o trabalho utilizamos o software Adobe Premiere. O tempo que utilizamos para produção de todo o trabalho, desde a escolha do formato até o fim da edição dos vídeos foram 4 meses. Posteriormente, fizemos uma parceria com uma aluna do curso de licenciatura em libras da UFES que traduziu nosso vídeo para linguagem de sinais (Figura 2). Esse vídeo está disponível no Youtube no link: https://www.youtube.com/watch?v=C5MbDzmcZu8
Figura 2: Recorte do vídeo com tradução em librasFonte: Autores
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Uma das integrantes desse grupo, é poliglota e tem amigos espalhados em alguns continentes. Com intuito de atingir esse público, fizemos uma tradução da legenda para o inglês (Figura3).
Figura 3: Legenda em inglêsFonte: Autores
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Nesse contexto, ressaltamos que o formato final de nosso trabalho possui versões diferentes a fim de atingir a pluralidade de grupos sociais a que se destina.
## Evolução estelar
As estrelas surgem no universo a partir de nebulosas, que também são conhecidas como berçário estelar. Podemos descrever as nebulosas como conglomerados de gás e poeira compostos, principalmente, por hidrogênio e hélio, os elementos químicos mais básicos do universo. Esses elementos, começam a se colapsar até formar uma protoestrela. Nesse processo, as moléculas de hidrogênio e hélio se juntam iniciando o processo de fusão nuclear.
Os astrônomos descrevem essa fase como 'fase de sequência principal'. As estrelas se mantem nesse estágio por cerca de 90% de sua vida. Após bilhões de anos de reações químicas, a estrela passa para uma nova fase de evolução. Nessa fase, o hidrogênio que está em seu núcleo irá se esgotar. A estrela fica então com uma aparência avermelhada, e começará a fundir um novo elemento, o hélio. Como resultado desse processo nasce a gigante vermelha.
Essa fase é marcada pela expansão dos gases existentes no núcleo da estrela para o espaço. A partir daí a estrela inicia o processo de morte, que pode ocorrer de diferentes formas, dependendo da sua massa. Após anos de reações químicas termonucleares, as estrelas massivas se convertem em supernovas devido à grande pressão no núcleo desses astros.
Essas explosões de supernovas são capazes de espalhar os elementos químicos presentes no interior das estrelas para nebulosas, que futuramente irão gerar novas estrelas ou planetas. Estrelas como nosso sol, morrerão como anãs brancas, assim como outras estrelas menores. Estrelas mais densas podem se transformar em uma estrela de nêutrons ou buraco negro.
## Considerações finais
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- O intuito do projeto foi produzir um material de divulgação científica de forma lúdica e descontraída para chamar a atenção do espectador, criando nele um interesse que o leve saber mais sobre os temas de Astronomia.
- O trabalho submetido a MAES obteve o honroso 3° lugar na classificação entre todas as escolas estaduais participantes no ano de 2020.
Finalizamos afirmando o papel fundamental da nossa professora orientadora, não apenas por mediar o processo de construção de conceitos físicos no ensino médio, mas, sobretudo, por promover a nossa inserção na cultura científica, acreditando no desenvolvimento da autonomia e do protagonismo dos estudantes.
## Referências
CUNHA, Simone Silva; DA SILVA MESQUITA, Suely. O uso do Chroma Key como recurso pedagógico: explorando os contos de medo. Revista do Seminário Mídias & Educação , v. 3, 2017.
Saraiva, M.F.O. Etapa evolutiva das estrelas. UFRGS. Disponível em: < http://www.if.ufrgs.br/~fatima/ead/estrelas.htm> Acesso em: 21/02/2021.
Chandra x-ray observatory. Havard. Disponível em: < https://chandra.harvard.edu/edu/formal/stellar\_ev/> Acesso em: 21/02/2021.
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Texto extraído automaticamente do PDF: podem existir erros de conversão, especialmente em fórmulas, tabelas e figuras.