Validação de conteúdo da utilização de atividades práticas como avaliação no ensino de física
Sérgio L. Talim
- Evento
- Encontro de Pesquisa em Ensino de Física ↗ (EPEF)
- Edição
- XVIII
- Ano
- 2002
- Data
- 06/06/2002
- Linha de pesquisa
- Formais E Divulgação Científica Tecnologia Da Informação, Instrumentação E Difusão Tecnológica Didática, Currículo E Avaliação No Ensino De Física
- Tipo
- Pôster
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Texto completo
## VALIDAÇÃO DE CONTEÚDO DA UTILIZAÇÃO DE ATIVIDADES PRÁTICAS COMO AVALIAÇÃO NO ENSINO DE FÍSICA
Renato Júdice a [judicebh@terra.com.br] Sérgio L. Talimb mb [talim@coltec.ufmfmg.br]
a FaE / UFMG b COLTEC / UFMG
## I - Introdução
O nosso problema de pesquisa é estabelecer a validade da utilização e dos esquemas de pontuação de atividades práticas, construídas na forma de uma situação-problema, para avaliar a compmpreensão de conteúdos de física por alunos de um m curso regular do Ensino Médio 1 . Nossa opção por fazer esse recorte, focalizando a pesquisa na compmpreensão e não em m outros estágios do conhecimento, deve-se a um m estutudo sobre como os alunos aprendem m (WHITE, 1988; BRARANSFORD et al, 2000) e como é possível avaliar essa aprendizagem m (TALSMA, 1997; SHAVELSON & RUIZ-PRIMO , 1998). Como validar não se resume a um m único teste, mas ao contrário, é um m conjunto de argumentações, nossa pesquisa passa a estar dividida em m subproblemas, e não mais um m único problema. Sendo que, cada subproblema refere-se a uma das maneiras diferentes a qual propomos validar tais atividades. O somatório dessas etapas de validação representará, então, a resposta ao nosso verdadeiro problema de pesquisa.
Portanto, nossa pesquisa de campmpo será compmposta de três subproblemas. São eles:
- · Estabelecer a validade de conteúdo do uso de tais atividades práticas (será o subproblema 1).
- · Estabelecer a validade de critério ou concorrente do uso e da pontuação dessas atividades (será o subproblema 2).
- · Estabelecer a fidedignidade do critério de pontuação dessas atividades p práticas (será o subproblema 3).
Este trabalho focaliza-se exclusivamente no subproblema 1 - validação de conteúdo. Apresentamos aqui uma descrição da metodologia utilizada nesta etapa, os resultados obtidos até então, e, uma análise desses resultados .
Os resultados já obtidos nesta etapa, somados aos que virão nas próximas duas etapas garantem m a relevância desta pesquisa. Por exempmplo, uma conseqüência imediata desta pesquisa será a verificação do poder de predição do critério de pontuação das atividades práticas em m relação ao desempmpenho global dos alunos. A inovação tambmbém m está relacionada à relevância do projeto, já que a maioria dos trabalhos, que tivemos acesso, se preocupa com m a apresentação de novas propostas em m virtude de críticas às já existentes. No entanto, neste caso, estamos propondo que as atividades práticas sejam utilizadas como avaliação no cotidiano escolar, e não como estratégia de ensino. E tambmbém, o termo inovação está relacionado com m o fato de tais avaliações não serem freqüentemente adotadas aqui no Brasil . Um m terceiro ponto ligado à relevância do projeto é a peculiaridade. Quando utilizamos essa palavra estamos nos referindo à capacidade que uma atividade prática pode ter para avaliar determinados "achievement" do aluno, coisa que uma prova escrita dificilmente teria. Haladyna (1997) tenta mostrar que existem m tipos específicos de questões dependendo do que se pretende avaliar. O nosso raciocínio é o mesmo . Acreditamos que algumas habilidades psicomotoras, tais como medir, montar uma experiência, coletar dados, etc.; desenvoltutura no trabalho em m equipe; capacidade para expor uma idéia em público; e outras essenciais para se formar um m especialista em m física, seriam m extremamente difíceis para se avaliar utilizando uma prova individual e escrita (como é comumumente utilizado nas escolas). A sistematização (já que este trabalho tambmbém m servirá como uma orientação para a a construção de atividades práticas com m potencial para avaliar aprendizagens de níveis superiores, dentro da realidade das escolas particulares brasileiras) e a concordância deste projeto com m as propostas mais recentes do governo para a educação, em m especial os PCNs (1999), tambmbém m justifificam m a impmportância da pesquisa.
## II - Descrição metodológica
A pesquisa consistiu em m organizar um grupo de especialistas (que serão identifificados a partir r de agora como juízes) os quais responderam m um questionário auto-explicativo. Este questionário, cujos trechos relevantes serão reproduzidos no anexo, consistia basicamente de quatro partes:
- · Uma primeira parte com m perguntas pessoais para identificação dos juízes e o estabelecimento da ligação deles com m a pesquisa e a utilização de atividades práticas. Esta parte constituía-se de perguntas sobre sua formação acadêmica, sobre o nível de ensino para o qual eles lecionam , onde e a quanto tempmpo lecionam; com m o objetivo de mapapear a experiência profissional dos juízes escolhidos. E para tentar detectar o envolvimento deles com m atividades práticas e com m a pesquisa em m ensino de física foram m colocadas perguntas sobre a quantidade e o tipo de atividades práticas que eles utilizam m durante suas aulas, bem m como a quantidade de artigos, livros, teses, etc., sobre pesquisa em m ensino de física, lidos ou publicados por r eles nos últimos anos .
- · Na segunda parte foi apresentado o que nós entendemos por compmpreensão, e com m base nessa definição foi criada uma tabela de critérios de correção. Esta tabela constitui-se de quatro critérios: um m referente ao domínio da linguagem; outro sobre as relações estabelecidas entre os conceitos; um m terceiro relacionado com m a capacidade de reflexão sobre a aprendizagem; e um quarto, referente a aplicação do conhecimento. Logo em seguida foi pedido para que os juízes emitissem m seu parecer, ou seja, expressassem m o seu grau de concordância entre a definição de compmpreensão apresentada e a tabela de critérios. Aqui deve ficar claro que o julgamento a ser feito pelos juízes é da coerência entre os critérios estabelecidos e a definição de compmpreensão apresentada, e não, entre os critérios e a definição de compmpreensão de cada juiz (que pode ser diferente da nossa).
Uma escala heurística de valores tambmbém m foi construruída, com m o objetivo de orientar o professor no momento em que ele estiver corrigindo (dando nota) a atividade prática do aluno. Tal escala foi elaborada apenas com m três opções (cumpmpriu o critério de maneira excelente; cumpmpriu o critério de maneira parcial; não cumpmpriu o critério) na tentativa de minimizar a superposição de escolhas. E, baseando-se nas orientações de uso dessa escala, os juízes deveriam m emitir r um m novo parecer de concordância.
- · A terceira parte do questionário era a descrição das quatro atividades práticas que foram m aplicadas para os alunos do 2 o ano do ensino médio de uma escola da rede particular de Belo Horizonte. Todas as atividades abordavam assuntos de Termodinâmica, em m especial, assuntos relacionados com m a transferência de calor e com as mumudanças de fase. A atividade prática 01 pretendia uma identificação direta da forma na qual a transferência de calor acontecia. A atividade prática 02 questionava a influência de um cobertor no derretimento do gelo; seria ele um m isolante térmico ou um m aquecedor? Na atividade prática 03 os alunos deveriam m fazer uma previsão de como seria o aquecimento de uma água em m um m recipientnte quando a fonte de calor fosse colocada por cima, e não por baixo como é usual . E, finalmente, na atividade 04 foi pedido que os alunos elaborassem m um m projeto de um "isolador térmico " portátil. No anexo deste artigo encontra-se uma descrição mais detalhada de todas estas atividades práticas.
Tambmbém aqui, foi pedido aos juízes que julgassem m a eficiência da utilização daqueles critérios, apresentados na primeira parte, para a avaliação de cada uma dessas atividades práticas.
- · E a quarta parte era um m anexo, no qual apresentávamos o roteiro das quatro atividades práticas exatamente da maneira como elas foram m entregues aos alunos, para que os juízes pudessem m julgar com m maior clareza a v iabilidade de se utilizar a estrututura geral apresentada para avaliar tais atividades práticas.
Para obter um m julgamento válido tentou-se montar r um m grupo de juízes envolvidos ou preocupados com a experimentação e com m a pesquisa em m ensino de física. O grupo de estudo, neste caso, foi constituído de 30 professores. Dentre eles existiam m professores do Colégio Técnico (COLTEC) da UFMG, do departamento de física da UFMG , de outras escolas públicas e professores de escolas particulares de Belo Horizonte. Apenas um professor do grupo ainda não havia terminado a graduação, mas já estava envolvido com o ensino em m escolas da rede particular.
Detalharemos melhor esse grupo de professores no item m IV - Análise dos resultados. E a seguir, apresentamos o resultado da coleta de dados das 32 questões colocadas no questionário (cada intervenção dos juízes foi numerada como se fosse uma questão). No anexo deste artigo encontra-se não só essas questões que foram m propostas aos juízes para que eles emitissem m o seu parecer, mas tambmbém a tabela de critérios de avaliação da compmpreensão dos alunos, a escala de valores correspondente a essa tabela e as suas respectivas orientações.
## III - Resultados
Os resultados são apresentados nas duas tabelas a seguir. A tabela 1 representa a quantidade de juízes que assinalou cada opção nas questões 1, 2, 3 e 4. Tais questões julgam m a concordância dos juízes em m relação aos critérios propostos.
Tabela 1
A tabela 2 tambmbém m apresenta a quantidade de juízes que assinalou cada opção nas questões de 5 a 32 (cada uma dessas questões é apresentada, em m detalhes, no anexo). Sendo que, as questões de 5 até 16 julgam m a concordância dos juízes com m as orientações propostas para a escala de valores. E as questões de 17 até 32 julgam m a possibilidade de utilização dos critérios propostos na correção das quatro atividades práticas aplicadas na pesquisa (tais atividades tambmbém m estão descritas no anexo).
A nomenclatura utilizada neste julgamento fofoi a seguinte: CF - concordo fofortemente; C - concordo; NS - não sei; D - discordo; DF - discordo fortemente.
Tabela 2
## IV - Análise dos resultados
Primeiramente, em m relação ao grupo de professores escolhidos, podemos afirmar que atingimos nosso objetivo de utilizar um m grupo de pesquisa válido, ou seja, preocupado com m o ensino de física e envolvido com m a utilização de atividades práticas. Tal inferência foi obtida a partir da primeira parte do questionário, e o grupo de 30 juízes ficou assim m caracterizado:
- · A formação ou pós-graduação desses juízes era, preferencialmente, em m física ou em educação. E o nível de formação acadêmica é elevado, já que apenas um m entrevistado ainda não havia concluído a graduação. Dos 29 restantes, 18 já possuíam m um m curso de especialização (pós-graduação lato-sensu), 9 já possuíam m o mestrado, outros 8 estão cursando o mestrado e 8 já tinham m o doutorado. Ou seja, mais de 50% do grupo tinha ou está fazendo o mestrado, o que indica uma grande ligação com m o meio acadêmico e com m a pesquisa.
- · A maioria (23) trabalha no ensino médio, apesar de alguns professores tambmbém m darem aula no ensino fundamental, na graduação e até na pós-graduação.
- · Todos lecionam m disciplinas na área da física. E, somente três juízes lecionam m tambmbém disciplinas da matemática ou de outras áreas.
- · Em m relação ao uso de atividades práticas, apenas um m professor admitiu que não utiliza atividades práticas nas disciplinas que leciona. E do restante, a maioria (19) afirmou que utiliza frfreqüentemente tais atividades.
- · O tipo de atividade prática utilizada por esses profefessores é na grande maioria demonstrativa em m sala de aula. O laboratório, sejeja para aulas demonstrativas ou para a prática do próprio aluno, não é tão utilizado como se poderia imaginar. No entanto, essa constatação não nos preocupa, já que nossa proposta, em m momento algum, restringe o uso das atividades práticas ao ambmbiente de um m laboratório.
- · Observamos tambmbém m que o grupo de juízes pesquisado caracteriza-se por ler mumuito sobre pesquisa em m ensino de fífísica (20 profefessores admitiram m ter lido mais de quatro artigos, livros, teses, etc. sobre o assunto nos últimos dois anos), mas publica pouco (23 professores afirmaram m não ter publicado nenhum m trabalho de pesquisa nessa área, nos últimos quatro anos, em m periódicos especializados).
Já em m relação a intervenção dos juízes, foi adotada uma estratégia simpmples para que se pudesses trabalhar numericamente, fazendo assim m uma análise descritiva. Foram m então elaboradas as seguintes correspondências:
- · Nas questões 1, 2, 3 e 4: muito forte = 4; f forte = 3; f fraca = 2 e muito fraca = 1.
- · E nas questões de 5 a 32: concordo fortemente (CF) = 5; concordo (C) = 4; não sei (NS) = 3; discordo (D) = 2 e discordo fortemente (DF) = 1.
Com m isso, a média aritmética, o desvio padrão e os valores máximos e mínimos das respostas dos juízes, para cada questão, são apresentados na tabela 3:
Tabela 3
Analisando os valores de média e do desvio padrão, em m conjunto com m a freqüência de respostas (nas tabelas anteriores), pode-se afirmar que:
- · de acordo com m as questões 1, 2, 3 e 4 (questões sobre os critérios), os juízes tiveram m uma alta concordância (de forte a mumuito forte) com os quatro critérios estabelecidos por nós. Isso pode ser inferido a partir do alto valor da média e do baixo valor do desvio padrão.
- · as questões de 5 a 16 (questões sobre as escalas) tambmbém m nos indicam m que os juízes tiveram m uma concordância de forte a mumuito forte com m as orientações propostas para se utilizar a escala de valores.
- · a questão 7 foi uma exceção nesse grupo, apresentando uma média inferior as demais e um m desvio padrão bem m mais elevado. Analisando a tabela de freqüência de respostas observase que 3 juízes não souberam m opinar nessa questão, 7 discordaram m e 1 discordou fortemente
do que foi proposto. Tal resultado nos fez repensar r essa orientação específica em m relação ao domínio da linguagem , já que a causa parece estar no fato dos especialistas não concordarem com m a nota zero para o aluno que não utiliza termos e conceitos científicos na sua resposta.
- · já as questões de 17 a 32 (questões sobre as atividades práticas) tiveram m tambmbém m uma média alta, indicando uma concordância forte ou mumuito forte com m a nossa proposta, além m de um m desvio padrão pequeno.
- · neste grupo a questão 20 foi uma exceção, já que o valor da média e do desvio padrão destoaram m dos demais. No entanto, essa discordância entre os juízes era esperada. Já que a atividade prática 01 era mumuito direta e a questão 20 refefere-se justamente a possibilidade de se verificar, para o conteúdo abordado, se o aluno utiliza o conhecimento para solucionar situações problemas, sejam m elas correlacionadas ou não fafamiliares. Ou seja, os juízes não estão confifiantes de que esse tipo de atividade, mumuito objetiva, possa ser utilizado para avaliar a aplicação do conhecimento.
## V - Conclusão
Após a análise e discussão dos resultados desta pesquisa podemos concluir que os juízes aprovaram m os quatro critérios que estamos propondo para a avaliação da compmpreensão de alunos de física do ensino médio. Ou seja, ao corrigir uma atividade prática o professor deve tentar verificar: se o aluno domina uma linguagem , e a utiliza para articular o conhecimento; se o aluno estabelece ligações ricas e coerentes entre conceitos; se o aluno reflete sobre o que aprendeu, explicando o que fez e como fez; e, finalmente, se o aluno utiliza o conhecimento para solucionar situações problemas, sejam m elas correlacionadas ou não fafamiliares.
Os juízes tambmbém m aprovaram m a escala de valores. Com m exceção do problema surgido na questão 7 (domínio da linguagem), os especialistas concordaram m fortemente com m as orientações que propusemos para a distribuição dos pontos em m cada critério. Este problema da questão 7 está sendo solucionado. Estamos fazendo entrevistas semi-estruturadas com m os juízes que discordaram , para tentar identificar r a falha na orientação. Assim m que essa falha for identificada, estaremos alterando este item m da nossa escala.
E por fim , eles julgaram m que através das respostas dadas nas quatro atividades práticas, que foram m aplicadas para os alunos durante a segunda parte da pesquisa, é possível sim verificar se o aluno tem m a compmpreensão do conteúdo abordado.
Nossa pesquisa está dividida em m três partes, e o resultado positivo alcançado nesta primeira parte, evidentemente, ainda não garante a validação da nossa proposta. No entanto, já é um m primeiro indício que devemos estar no caminho certo.
## VI - Referências bibliográficas
BRANSFORD, J. D., BROWNWN, A. L., COCKING, R. R. (2000) - How people learn: brain, mind, experience and school. Committee on Developments in the Science of Learning - National Research Council. [Available at: http://books.nap.edu]
BRARASIL. MEC . SEF. (1999) - P Parâmetrtros curriculares para o Ensino Médio. Brasília.
HALADYNA, M . T. (1997) - Writing test t items to evaluate higigher order ththinking. Editora Allyn and Bacon.
JÚDICE, R., TALIM , S. L. (2001) - Atividades práticas como momento de avaliação da compreensão dos alunos de fífísísica do ensino médio in Atas do XIV Simpmpósio Nacional de Ensino de Física - 2001, Natal - RNRN .
SHAVELSON, R . J., RURUIZ-PRIMO, M . A. (1998) - On the assessment of science achievement - Conceptual underpinnings for the design of performance assessments: report of year 2 activities. CSE Technical Report 491. Los Angeles, CA: Center for the Stutudy of Evaluation - National Center for Research on Evaluation, Standards and Stutudent t Testing.
TALSMA, V. L. (1997) - How can we measure student t understandings in science? School of Education - University of f Michigan. [Available at: http://dil.sched . pitt.edu/p/people/faculty/talsma/meas.sciu . html]
WHITE, R . T. (1988) - L Learning Science. Oxford, UK. Editora Blackweell. VII - Anexos
Anexo 1 - Aqui são apresentados trechos do questionário entregue aos juízes, contendo as questões sobre os critérios de correção e a escala de valores:
## 9 CRITÉRIOS DE CORREÇÃO:
A seguir apresentamos uma escala de valores e uma série de orientações que devem ser seguidas no momento em que o professor estiver corrigindo (dando nota) a atividade prática do aluno.
## 9 E ESCALA DE VALORES:
## ORIENTAÇÕES:
- ♦ Para totodos os quatrtro crititétérérios, o professor deve optar pela nota 0,0 quando o aluno não responder à questão ou quando a sua resposta não fofor compreensívível .
✐Na Na s próximas questões, especifififique o seu grau de concordância entrtre as orientações que serão apresentadas a seguir e a escolhlha de cada nota na escala de valores, usando para isisso as seguintes categegorias: concordo fofortemente (C(CFCF); concordo (C(C)C); não sei (N(NSNS); disiscordo (D(D)D); disiscordo f fofortemente (DFDF) .
Anexo 2 - Aqui são apresentadas as descrições das quatro atividades práticas usadas com m os alunos na pesquisa e as questões, sobre essas atividades práticas, propostas aos juízes.
Nesta parte, você fará a análise de quatro atividades p práticas que serão utilizadas na pesquisa com os alunos. Sua tarefa é, portanto, julgar r a viabilidade de se utilizar a estrutura geral apresentada anteriormente (n(na 1 a parte) e) para avaliar tais is atividades práticas.
## ¾ ATIVIDADE PRÁTICA - - 01
## 9 CoConteteúdo abordado:
- -Transfeferência de calor.
## 9 A ApApresentatação:
Esta atividade prática consisistirá de uma aula demonstrtrativa no laboratório de fífísísica (q(que é montado em f forma de um anfiteatro) . As experiências serão conduzidas pelo professor e observadas pelos aluno. Cada aluno fafará suas anotações escritas (p(preencherá o roteiro) individualmlmente.
## 9 D Descrição da prátitica:
Esta parte da atividade consisiste de trtrês experimentos bem simples, onde o objetivo é que o aluno idedentifique (nomeie) os três tipos possíveis de de transfsferência de de calor.
A primeira montagem consisiste de uma haste de metal l (f(fifio de cobre), na qual l estarão dependurados alguns clipes, todos presos por cera de vela. Será aquecido apenas uma p ponta do fio de cobre e o aluno deve observar como é a ordem em que os clipipes de soltam, devido ao derretimento da cera. A s segunda é s simplesmente uma lâmpada incandescente próxima a um termômetrtro. CaCaberá ao aluno constatar se houve variação na leitura do termômetrtro após a lâmpada fificar um certo tempo acesa. É impmportante ressaltar que a lâmpada, apesar de próxima, não estará encostando no termômetrtro. E, fifinalmlmente, a terceira montagem consisiste num béquer cheio d'água com um pouco de serragem misisturada. O fofogareiro será aceso embaixixo do béquer e será pedido ao aluno que fifique observando, atentamente, como é o movimento da serragem (e (e consequentemente da água) enquanto a água está esquentando.
Após a realização dos três experimentos ele deverá nomear o processo predominante de transferência do calor em cada caso. Ele deverá também justificar o porquê de cada uma das escolhas.
## 9 P Produto to ou formato to de respostata:
CoComo produto desta atividade espera-se que o aluno seja capaz de seguir o roteiro, respondendo a todas as questões propostas.
✐Após ler essa descrição da atividade p prática 01 e analisisar, cuidadosamente, o roteiro que será entrtregue aos alunos, especifique o seu grau de concordância em relação ao uso dos critérios estabelecidos.
## ¾ ATIVIDADE PRÁTICA - - 02
## 9 CoConteteúdo abordado:
- -Transfeferência de calor. CoCondutores e isisolantes. Mudança de fafases.
## 9 A ApApresentatação:
Esta atividade prática consisistirá de uma aula la com experiências demonstrtrativas, que estarão organizizadas segundo a técnica POE (P(Previsisão; Observação; Explicação). Todos os alunos, de cada turma, reunir-se-ão no laboratório de Físísica e as demonstrtrações serão conduzidas pelo profefessor. Apesar de estarem todos os alunos reunidos na sala, cada um fafará suas anotações escritas (d(da previsisão e da explicação) individualmlmente.
## 9 D Descrição da prátitica:
A atividade vai consisistir, r, basicamente , em observar a fufusão de trtrês cubos de gelo durante o mesmo intervalo de tempo. Onde o objetivo é que o aluno explique a infnflfluência de isisolantes e condutores na trtransfeferência de calor, durante uma mudança de fafase. CaCada um será colocado sobre um prato (r(recipipiente, onde o líqíquido foformado a partir r da fufusão fificará acondicionado) . Só que, um deles fificará exposto ao ar, durante alglguns minutos; o segundo será "embrulhlhado" em um cobertor; e o terceiro será "embrulhlhado" em papel alumínínio .
Primeiramente, será pedido que cada aluno fafaça uma previsisão sobre o resultado fifinal l dessa experiência . Ou seja , será que os trtrês cubos de gelo vão derreter da mesma maneira? Isso será constatado, visualmente, pela quantidade de líqíquido que aparecer ou pelo tamanho final da pedra de gelo. Será enfatizado que, caso os alunos achem que o resultado final será diversificado, eles devem explicitar as diferenças.
Observação: durante toda a atividade será sempre cobrado uma justificativa das respostas apresentadas pelos alunos.
A segunda parte da aula consiste na observação da experiência acontecendo.
E p por último, será pedido que os alunos elaborem uma explicação p para o fenômeno observado. Vale ressaltar que se o resultado observado for diferente do previsto pelo aluno, ele deverá apresentar uma justificativa para o fato .
## 9 P Produto to ou formato to de respostata:
Ao fifinal l desta atividade prática espera-se que o aluno produza, como resposta, um texto escrito na própria folha de roteiro. O texto deverá conter dois parágrafofos, sendo que no primeiro deverá estar a p previsão do fefenômeno e no segundo a explicação do mesmo.
✐Após ler essa descrição da atividade p prática 02 e analisisar, cuidadosamente, o roteiro que será entrtregue aos alunos, especifique o seu grau de concordância em relação ao uso dos critérios estabelecidos, usando as categegorias: concordo fofortemente (C(CFCF); concordo (C(C)C); não sei (N(NSNS); disiscordo (D(D)D); disiscordo f fofortemente (DFDF) .
## ¾ ATIVIDADE PRÁTICA - - 03
## 9 CoConteteúdo abordado:
- -Transferência de calor. Condutores e isolantes.
## 9 A ApApresentatação:
Esta atividade prática também consisistirá de uma aula com experiências demonstrtrativas, que estarão organizizadas segundo a técnica POE (P(Previsisão; Observação; Explicação). NoNovamente, cada um fafará suas anotações escritas (d(da previsisão e da explicação) individualmlmente.
## 9 D Descrição da prátitica:
Este experimento consisiste em colocar água dentrtro de um grande béquer e providedenciar o aquecimento da parte superior do líqíquido com um ebulidor (q(que será intrtroduzido apenas na superfífícície da água). O objetivo desta p prática é que o aluno foformule uma explicação de p por que a água chega a entrtrar em ebulição na parte superior, mas praticamente não altera sua temperatura na parte infnfeferior (f(fufundo do béquer). As variações de temperatura serão constatadas com um termômetrtro.
## 9 P Produto to ou formato to de respostata:
Ao fifinal l desta atividade prática espera-se que o aluno produza, como resposta, um texto escrito na própria folha de roteiro. O texto deverá conter dois parágrafofos, sendo que no primeiro deverá estar a p previsão do fefenômeno e no segundo a explicação do mesmo. Espera-se também que o aluno responda a uma questão proposta no roteiro da prática.
✐Após ler essa descrição da atividade p prática 03 e analisisar, cuidadosamente, o roteiro que será entrtregue aos alunos, especifique o seu grau de concordância em relação ao uso dos critérios estabelecidos.
## ¾ ATIVIDADE PRÁTICA - - 04
## 9 CoConteteúdo abordado:
- -Transferência de calor. Condutores e isolalantes. Capacidade térmica e calor específico
## 9 D Descrição da prátitica:
Esta atividade prática é um pouco dififeferente das outrtras desenvolvlvidas até então nesta empreitada. Dififeferente, pois is não envolvlve uma aula demonstrtrativa ou então o desenvolvlvimento de experimentos no laboratório. NeNesta parte da atividade os alunos f fificarão envolvlvidos com a elaboração de um projeto de um "isisolador térmico". Portanto, o objetivo nesta p parte é f fafazer com que os alunos apliquem todos os conhecimentos de de termodinâmica disiscutidodos até então na resolução de de um problema: como construir um disispositivo que seja efificiente para minimizizar as trtransfeferências de calor. Essa tarefa fa será realizizada individualmlmente.
## 9 P Produto to ou formato to de respostata:
CoComo produto desta atividade espera-se que cada aluno seja capaz de entrtregar o roteiro da atividade com o projeto de um "isisolador térmico". Entenda-se p por projeto, não só um desenho detalhlhado mostrtrando suas características, mas também um texto justificando cada material l (ou procedimento) proposto.
- ✐Após ler essa descrição da atividade p prática 04 e analisisar, cuidadosamente, o roteiro que será entrtregue aos alunos, especifique o seu grau de concordância em relação ao uso dos critérios estabelecidos.
Texto extraído automaticamente do PDF: podem existir erros de conversão, especialmente em fórmulas, tabelas e figuras.