MUSEU DE CIÊNCIAS: ESPAÇO DE EDUCAÇÃO NÃO FORMAL PARA O ENSINO DE FÍSICA
Daiane Simão Gomes Da Silva, Nelson Barrelo Jr.
- Evento
- Simpósio Nacional de Ensino de Física ↗ (SNEF)
- Edição
- XXIV
- Ano
- 2021
- Data
- 21/07/2021
- Linha de pesquisa
- Alfabetização Científica E Tecnológica E Ensino De Física
- Tipo
- Comunicação
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Texto completo
## MUSEU DE CIÊNCIAS: ESPAÇO DE EDUCAÇÃO NÃO FORMAL PARA O ENSINO DE FÍSICA
## Daiane Simão Gomes da Silva 1 , Nelson Barrelo Jr. 2 ,
1 Universidade Federal Fluminense/Instituto de Física, daianesimao@id.uff.br 2 IFT/SPRACE-Instituto de Física Teórica/São Paulo Research and Analisys Center,
nbarrelo@gmail.com
Palavras-chave : educação não formal; museu; ensino de física
## Resumo expandido
O trabalho objetiva apresentar uma sequência experimental para o aprendizado de conceitos de óptica física e geométrica utilizando a Casa da Descoberta, espaço de divulgação científica da Universidade Federal Fluminense (UFF), em cooperação com o espaço escolar. Para tanto, buscamos o histórico dos museus de ciência e da Casa da Descoberta, que reforçam o ambiente museal como espaço educador. Objetivamos também explicitar que a coexistência da educação formal e não formal pode ser de grande valia para a formação cidadã, ressaltando que as diferentes formas de educar não são opostas ou rivais. Esta monografia traz a discussão sobre o papel do Museu como espaço de educação não formal em ambiente de ensino de física.
Os Museus, que têm esse nome devido às atividades ocorridas no Mouseion de Alexandria e não propriamente à estrutura física, são espaços comuns em muitas cidades e prestam serviços à comunidade ao conservarem objetos históricos, apresentarem o passado e discutirem o presente. A tese de doutoramento de Marandino (2001), traz a relação entre pesquisa e exposição dos museus. Amparando nosso trabalho nela, tratamos museus como instituições que organizam, expõem, comunicam, conservam, pesquisam e divulgam conteúdo da história social, do trabalho humano e da natureza com uma finalidade definida na formulação de suas exposições, mas que, em princípio, se direcionam a informar e educar pessoas para o melhor exercício de suas capacidades individuais e coletivas. 'Pensamos que tornar inteligível o conhecimento científico e a sua evolução, bem como a sua integração na vivência cultural do chamado homem comum, é uma das missões mais essenciais dos museus de ciência do século XXI.'.' (Bragança Gil e Lourenço, 1999, p.15 apud Marandino, 2001, p75).
Qualquer exposição museológica tem um intento e, por este fato, se torna um espaço de educação não formal. Esta se caracteriza por ocorrer com meios e finalidades bem definidas, ou seja, é uma educação intencional e pensada para atender um público específico, não precisa de um espaço permanente, único nem físico para acontecer. Pode ser produzida por especialistas ou não (desde que haja comprometimento do comunicador com a informação e com a ciência), não tem um
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19 a 30 de julho de 2021 - Online
tempo específico para que o educando aprenda o tema exposto e contribui para a formação ou informação social dos indivíduos que têm contato com ela.
A educação é de grande importância para a formação dos indivíduos, manutenção e desenvolvimento da nossa cultura, sendo uma das ferramentas que auxiliam no conhecimento de nossos direitos e deveres. Consequentemente, estimula que as pessoas tenham contato com as primeiras noções de cidadania, dando suporte para que nos estabeleçamos como seres sociais que têm participação na construção comunitária como sujeitos ativos, mas também, pessoas que já sabem como fazer uso dos recursos que já existem na nossa sociedade. Ela pode ser entendida de três formas: formal, informal e não formal.
Neste trabalho duas delas estão em evidência: a educação formal e não formal. Na educação não formal os objetos do ensino-aprendizagem frequentemente são os mesmos da educação formal. A diferença entre educação formal e não formal se encontra, então, no objetivo de sua prática e na organização de cada uma. Ambas têm objetivos bem definidos e uma de suas principais diferenças é a certificação. Enquanto a educação não formal não necessariamente avalia e certifica, a educação formal o faz com certificados validados em todo território nacional pelo Ministério da Educação. Já uma das principais semelhanças é contribuir para a formação plena do cidadão. Para Cascais e Terán (2014):
'Observa-se que a educação não formal, em Ciências, está voltada para a utilização de vários espaços educativos onde se pode proporcionar uma aula mais dinâmica, isso pode levar o estudante à apreensão de conteúdos previstos no currículo do espaço formal'.
A Casa da Descoberta, fundada pelas professoras Daisy Luz e Ruth Bruno, com a motivação de divulgar ciência para todos, incentivar o interesse pela mesma e contribuir para a alfabetização científica, conta hoje com cerca de 30 experimentos expostos no andar 2P da Torre Velha do Instituto de Física da UFF, uma tenda na parte externa do prédio e uma área ao ar livre, que também contêm experimentos. Já as itinerâncias acontecem principalmente em eventos da cidade de Niterói e em escolas das imediações, quando as mesmas solicitam. Neste caso, são utilizados equipamentos da exposição do Centro e ou telescópios e planetário inflável.
A Casa divide seus experimentos de física em áreas, sendo as principais (com o maior número de experimentos): mecânica clássica, eletromagnetismo e óptica, mas podemos ainda encontrar experimentos de química, matemática e física moderna. Os experimentos são interativos e a proposta é fazer com que o visitante ou grupo busque explicações científicas com mediação de um monitor.
Neste trabalho, em particular, nos interessa o grupo de experimentos de óptica física e geométrica. Objetivamos que os alunos consigam compreender como os experimentos estão relacionados e suas aplicações, para que mais tarde retomem esses conceitos nas atividades escolares e principalmente, que o aprendizado seja significativo e contribua para a interpretação de fenômenos físicos do cotidiano.
Sendo assim, o que propomos aqui é a utilização dos Museus de Ciência como fonte de educação não formal de maneira simultânea à educação formal, para que a relação de colaboração entre as duas formas de educação sirva de motivação no estágio inicial do processo de aprendizagem, demonstração (para ajudar na assimilação dos novos conceitos) e para que ao fim do processo, o aprendizado seja significativo.
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## Referências
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