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CONCEITOS DE LANÇAMENTO DE PROJÉTEIS POR MEIO DE ATIVIDADES EXPERIMENTAIS: UMA PROPOSTA DE ALFABETIZAÇÃO CIENTÍFICA NO ENSINO MÉDIO

Samuel Henrique Da Silva Andrade, Vinícius De Assis Silva

Evento
Simpósio Nacional de Ensino de Física ↗ (SNEF)
Edição
XXIV
Ano
2021
Data
21/07/2021
Linha de pesquisa
Alfabetização Científica E Tecnológica E Ensino De Física
Tipo
Comunicação

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Texto completo

## CONCEITOS DE LANÇAMENTO DE PROJÉTEIS POR MEIO DE ATIVIDADES EXPERIMENTAIS: UMA PROPOSTA DE ALFABETIZAÇÃO CIENTÍFICA NO ENSINO MÉDIO

Samuel Henrique Da Silva Andrade 1 , Vinícius de Assis Silva 2

1 Faculdade Frassinetti do Recife, fisicosam10@gmail.com

2 Colégio e Curso Mickeylândia, viniciusassisilva@gmail.com

Palavras-chave : Ensino de física; Experimentação; Lançamento oblíquo

## Resumo expandido

A Física está presente em nosso cotidiano. Podemos observar os fenômenos físicos ao cozinharmos alimentos, praticarmos esportes e, até mesmo, quando jogamos uma bolinha de papel no lixo. Já em sala de aula, percebemos o distanciamento entre aquilo que se ensina e sua aplicabilidade ao nosso dia a dia; uma vez que o professor regente tem um cronograma a cumprir (repleto de conteúdos), acaba por não aliar teoria e prática contribuindo para que os educandos rotulem a física como sendo uma disciplina muito difícil de se aprender.

A caracterização de que física se resume a aplicações de fórmulas e cálculos é um dos fatores que frustram os alunos uma vez que apresentam dificuldades em sua base matemática, dificultando o entendimento de conceitos e a aprendizagem significativa. Outro fator que contribui nesse sentido é a falta de uma abordagem experimental, seja pela ausência de um laboratório de física no âmbito escolar, seja pela ausência de propostas que acrescentem a experimentação como ferramenta de investigação. Segundo Pereira (2017), "o trabalho laboratorial não demanda necessariamente o espaço físico de um laboratório, podendo ser um trabalho prático'. Dessa forma, a interação dos alunos com a experimentação os permite alcançar saberes que a falta de estrutura (ausência de um laboratório de física) que no âmbito escolar os limita.

A nova Base Nacional Curricular Comum (BNCC) na área de Ciências da Natureza visa à construção do conhecimento contextualizado, crítico e com o uso de tecnologias digitais de informação e comunicação (TDIC). A interação do educando com esses novos saberes e com as demais áreas do conhecimento formará um aluno apto a enfrentar os desafios da contemporaneidade ao ponto que a atualidade demanda que o ensino seja personalizado, reconhecendo as diversidades, interesses e interações na sociedade de cada aluno (BRASIL, 2018).

Para que as competências e habilidades estabelecidas pela BNCC sejam desenvolvidas, são necessárias mudanças na forma de como ensinar, reduzindo o número de aulas expositivas e rompendo a barreira que existe entre aula teórica e experimental. Essa mudança no ensino de física necessita de um professor com a sensibilidade de compreender o contexto no qual o aluno está inserido, propor ações

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19 a 30 de julho de 2021 - Online

e condições de tornar o conteúdo estudado em sala concreto e real à vivência do aluno a fim de conciliar teoria e experimentação.

- A experimentação, elaborada com o propósito de potencializar a aprendizagem do educando, exerce papel fundamental para que o professor consiga conciliar teoria e prática por meio de atividades investigativas (AZEVEDO, 2010).

A alfabetização científica surge nesse cenário como proposta de contornar as lacunas presentes nos currículos escolares. Assim como uma pessoa alfabetizada deve ter a capacidade de ler, escrever e interpretar o mundo que a rodeia, a alfabetização científica propõe conhecimentos científicos necessários ao ser humano de modo que este possa interpretar fenômenos e resolver problemas de sua realidade. Segundo Furió et al (2010) são as 'possibilidades de que a grande maioria da população disponha de conhecimentos científicos e tecnológicos necessários para se desenvolver na vida diária, ajudar a resolver os problemas e as necessidades de saúde e sobrevivência básica, tomar consciência das complexas relações entre ciência e sociedade'. Trabalhamos a alfabetização científica através de atividades problematizadoras com o objetivo de mostrar aos alunos a relação entre o conteúdo estudado em sala de aula e os fenômenos presentes em seu cotidiano e como a tecnologia facilita essa compreensão.

Fomos motivados pelo seguinte problema de pesquisa: A alfabetização científica conceitual e procedimental contribui para que os educandos tenham uma aprendizagem significativa do conteúdo de lançamento oblíquo?

Dessa forma, neste artigo apresentamos os resultados de uma pesquisa realizada em sala de aula com estudantes do primeiro ano do ensino médio acerca do uso das atividades experimentais como forma de alfabetização científica conceitual e procedimental no ensino de física. A proposta de alfabetização científica foi elaborada tendo como ferramenta atividades experimentais investigativas de maneira contextualizada e interdisciplinar do conteúdo de lançamento oblíquo.

- A pesquisa foi realizada na Instituição Casa Pe. Melotto, situada na cidade de Olinda -Pernambuco - Brasil, nas turmas do 1° ano A e B com respectivos quantitativos de alunos participantes de 16 e 18. Aplicamos a proposta de alfabetização científica conceitual e procedimental na turma do 1°A, sendo este o grupo experimental, enquanto que na turma do 1°B seguimos o modelo tradicional de ensino, sendo este o grupo de controle. Ao final do processo metodológico de ensino aplicamos uma avaliação de caráter somativo com o objetivo de avaliar aspectos quantitativo e qualitativo acerca dos conhecimentos adquiridos e desta contemporânea metodologia de ensino.

Comparando os resultados entre o grupo experimental e o de controle, temos um maior desempenho do grupo experimental nas questões propostas e o crescente interesse dos alunos pelas aulas de física, mostrando assim a validade da proposta da alfabetização científica conceitual e procedimental.

Portanto, acreditamos na validade dessa proposta e em sua implementação como metodologia de ensino nas escolas, onde iremos formar estudantes críticos com domínio e uso do conhecimento científico e seus desdobramentos em diferentes esferas de sua vida.

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