OFICIN@S INTEGRATIVAS REMOTAS NO ENSINO DE FÍSICA: DESAFIOS E POSSIBILIDADES NA EXTENSÃO UNIVERSITÁRIA
Edite Maria Dos Anjos, Ana Paula Teixeira Bruno Silva, Flávia Portela Santos, Adalmeres Cavalcanti Da Mota, Abdias José Da Silva Filho, Alexandre Oliveira Silva .
- Evento
- Simpósio Nacional de Ensino de Física ↗ (SNEF)
- Edição
- XXIV
- Ano
- 2021
- Data
- 21/07/2021
- Linha de pesquisa
- Alfabetização Científica E Tecnológica E Ensino De Física
- Tipo
- Comunicação
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Texto completo
## OFICIN@S INTEGRATIVAS REMOTAS NO ENSINO DE FÍSICA: DESAFIOS E POSSIBILIDADES NA EXTENSÃO UNIVERSITÁRIA
Edite Maria dos Anjos 1 , Ana Paula Teixeira Bruno Silva 2 , Flávia Portela Santos 3 , Adalmeres Cavalcanti da Mota 4 , Abdias José da Silva Filho 5 , Alexandre Oliveira Silva 6
- 1 Universidade Federal Rural de Pernambuco/UAEADTec, edite.anjos2013@hotmail.com
Palavras-chave : Ensino de Física; Alfabetização Científica; Inclusão Social.
## Resumo expandido
As pesquisas e debates sobre o ensino de Física têm contribuído para a adoção e reflexão de estratégias didáticas que favoreçam a construção de conhecimentos científicos pelos indivíduos. Nesse sentido, diversos pesquisadores (PIETROCOLA, 2005; NÓVOA, 2009; CARVALHO et al ., 2010; CACHAPUZ et al ., 2011; GARCIA et al. , 2012; GATTI, 2014; CARVALHO et al ., 2017; SASSERON, SOUZA, 2017; CHASSOT, 2018; BACICH, MORAN, 2018; SILVA, MERCADO, 2020) têm mostrado a necessidade de buscarmos novos caminhos para o ensino de física, a formação de professores e para a prática de metodologias inovadoras. Para uma nova visão na Educação Básica e no Ensino Superior, o Ministério de Educação aprovou a Base Nacional Comum Curricular (BNCC) para a Educação Básica, e a Resolução CNE/CP nº 2, de 20 de dezembro de 2019, que define as Diretrizes Curriculares Nacionais para a Formação Inicial de Professores para a Educação Básica e institui a Base Nacional Comum para a Formação Inicial de Professores (BNC-Formação). Considerando essas ideias, este trabalho apresenta um relato de experiência do Projeto de Extensão 'Oficin@s Integrativas de Ciências e Letramento Digital: Cultura, Tecnologia e Inclusão Social', aprovado no Edital BEXT 2020/UFRPE, referente apenas às oficinas de Física, cujo objetivo foi promover um ensino investigativo no estudo de fenômenos da natureza, contribuindo para a Alfabetização Científica. As práticas de ensino em contextos formais e não formais de educação precisam ser pensadas de forma dialógica, possibilitando a relação entre ensino, pesquisa e extensão. A proposta de oficinas integrativas deste projeto concebe o fazer metodológico, envolvendo diversos conteúdos de várias áreas do conhecimento, de forma interdisciplinar, com foco na Alfabetização Científica. A vivência do projeto ocorreu no período de agosto/2020 a dezembro/2020. O público
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participante foi licenciandos, da modalidade a distância, professores e estudantes do Ensino Médio, de escolas públicas e público em geral. Os eixos temáticos das oficinas contemplaram o Consumo e Desperdício de Energia Elétrica; Fontes Alternativas de Energia; Meio Ambiente; Experimentação em Física; Inteligência Artificial; Astronomia e Astronáutica. As oficinas de Física foram planejadas e executadas por uma equipe de 06 professores/pesquisadores, sendo 05 de Física e 01 de Matemática; 01 técnico de laboratório de Física; 15 licenciandos de Física/monitores. Dentre os monitores, 01 era bolsista de extensão. Foram vivenciadas quatro oficinas, intituladas: 1. Oficina de Ciência Aeroespacial: Foguetes de Garrafas PET e Combustível Sólido; 2. Oficina de Energia Ativa e Reativa: Como Economizar na Conta de Luz?; 3. Oficina de Experimentos de Física: Explorando os Fenômenos do Cotidiano e 4. Oficina de Tecnologias na Cozinha: da Colher de Pau à Inteligência Artificial . Diante da situação emergencial, devido ao cenário da Pandemia do COVID-19, as oficinas foram desenvolvidas de modo remoto, com atividades no Google Meet , nos dias e horários divulgados para os participantes inscritos, através de e-mail, grupo de WhatsApp e Instagram do projeto. As oficinas viabilizaram a construção de materiais didáticos para o ensino de Física, como kits de experimentos e a produção de vídeos, contribuindo para as atividades práticas, especialmente direcionadas para a educação básica. Dentre as ferramentas utilizadas nas oficinas para conduzir a interação, apresentação e participação dos envolvidos, destacam-se o uso do aplicativo Google Forms , para a aplicação de questionários com análise e discussão de resultados; e da plataforma online Mentimeter , que permitiu a construção de nuvens de palavras sobre temas das oficinas, com a geração de feedbacks em tempo real durante os encontros síncronos. As práticas experimentais realizadas envolveram observação, construção de aparato junto com os participantes e realização de experimentos em conjunto, sempre analisando os fenômenos físicos e realizando articulações com situações do cotidiano. Os resultados mostraram que os participantes, aproximadamente 200 pessoas, tiveram a oportunidade de atuar nas discussões e reflexões de fenômenos da natureza, colaborar no levantamento de hipóteses, observação e exposição de ideias. Foi possível perceber em cada oficina, a efetiva participação de estudantes e professores da educação básica, trazendo questionamentos e emitindo suas impressões acerca de cada tema abordado. Na preparação de cada encontro, os licenciandos/monitores trabalharam em grupo, na troca de ideias e experiências, dividindo os trabalhos e aperfeiçoando a prática docente de forma colaborativa. Finalmente, durante a avaliação pela equipe executora, foram verificados que os objetivos e metas foram alcançados, considerando o público-alvo; o plano de trabalho; metodologia desenvolvida com a utilização de Tecnologias Digitais de Informação e Comunicação (TDIC); materiais didáticos construídos; formas de avaliação e cronograma. Observou-se também que as ações de planejamento e execução de cada momento promoveram a troca de saberes entre professores e licenciandos, contribuindo para a prática docente de ambos. Os resultados alcançados foram motivadores para a oferta de novas edições do projeto.
## Referências
BACICH, L.; MORAN, J. (Orgs.) Metodologias ativas para uma educação inovadora: uma abordagem teórico-prática. Porto Alegre: Penso, 2018.
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BRASIL. Ministério da Educação. Base nacional comum curricular: educação infantil e fundamental. Brasília: MEC/Secretaria de Educação Básica, 2017.
\_\_\_\_\_\_\_. Ministério da Educação. Base nacional comum curricular: ensino médio. Brasília: MEC/Secretaria de Educação Básica, 2018.
\_\_\_\_\_\_\_. Ministério de Educação. Resolução nº 2, de 20 de dezembro de 2019. Conselho Nacional de Educação. Conselho Pleno. Define as Diretrizes Curriculares Nacionais para a formação de professores inicial da educação básica e institui a Base Nacional Comum para formação inicial de professores. Diário Oficial da União : seção 1, Brasília, DF, n. 247, p.115, 23 dez. 2019. Disponível em: <http://portal.mec.gov.br/docman/dezembro-2019-pdf/135951-rcp002-19/file>. Acesso em: 14 fev. 2020.
CACHAPUZ, A. et al. A necessária renovação do ensino das ciências . 2. ed. São Paulo: Cortez, 2011.
CARVALHO, A. M. P. et al . Ensino de física . São Paulo: Cengage Learning, 2010.
CARVALHO, A. M. P. et al . Ensino de ciências por investigação: condições para implementação em sala de aula. São Paulo: Cengage Learning, 2017.
CHASSOT, A. Alfabetização científica: questões e desafios para a educação. 8. ed. Ijuí: Ed. Unijuí, 2018.
GARCIA, N. M. D. et al . (Orgs.) A pesquisa em ensino de física e a sala de aula: articulações necessárias. São Paulo: Editora Livraria da Física, 2012.
GATTI, B. A. Formação inicial de professores para a educação básica: pesquisas e políticas educacionais. Revista Estudos em Avaliação Educacional . Fundação Carlos Chargas, São Paulo, v. 25, n. 57, p. 24-54, jan./abr., 2014.
NÓVOA, A. Para una formación de profesores construida dentro de la profesión. Revista de Educación , 350, p. 203-218, Septiembre-diciembre 2009.
PIETROCOLA, M. et al. Ensino de física: conteúdo, metodologia e epistemologia em uma concepção integradora. 2. ed. Florianópolis: Editora da UFSC, 2005.
SASSERON, L. H.; SOUZA, V. F. M. Alfabetização científica na prática: inovando a forma de ensinar física. 1. ed. São Paulo: Editora Livraria da Física, 2017.
SILVA, I. P.; MERCADO, L. P. L. Laboratórios de ensino de física mediados por interfaces digitais. EDUCA - Revista Multidisciplinar em Educação , v. 7, n. 17, p. 322, jan./dez. 2020.
SPERANDIO, M. R. C.; ROCHA, Z. F. D. C. Contribuições para o ensino de ciências por investigação: um estudo da sistematização do conhecimento. Revista Ensino, Educação e Ciências Humanas , Londrina, v. 18, n. 3, 2017, p. 331-339.
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