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A FÍSICA MODERNA E AS ARTES: RECURSOS DIDÁTICOS CRIATIVOS PARA UMA APRENDIZAGEM SIGNIFICATIVA NUMA PERSPECTIVA COMPLEXA

Gilson Yuri Silva Moura, Luiz Fernando Mackedanz

Evento
Simpósio Nacional de Ensino de Física ↗ (SNEF)
Edição
XXIV
Ano
2021
Data
21/07/2021
Linha de pesquisa
Interdisciplinaridade No Ensino De Física
Tipo
Comunicação

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Texto completo

## A FÍSICA MODERNA E AS ARTES: RECURSOS DIDÁTICOS CRIATIVOS PARA UMA APRENDIZAGEM SIGNIFICATIVA NUMA PERSPECTIVA COMPLEXA.

## Gilson Yuri Silva Moura 1 , Luiz Fernando Mackedanz 2

Palavras-chave : Física moderna, arte e complexidade.

## Resumo expandido

Explorando as contribuições da utilização da Arte no Ensino de Física, permeando pelas Teorias da Complexidade de Edgar Morin e da Aprendizagem Significativa de Ausubel, proponho uma discussão para a prática docente em espaços não-formais, unindo esses campos do conhecimento e identificando as dificuldades de aprendizagem que tornam a Física Moderna um desafio, tanto para o professor, quanto para o aluno. Com a globalização e o desenvolvimento tecnológico, não é mais uma alternativa buscar meios alternativos que corroboram com o Ensino das Ciências de forma transdisciplinar, mas uma obrigação, fazendo parte da formação dos educandos e do educador, assim como também colaborar para uma cultura científica.

A Arte é uma forma de expressar sensações e vontades do homem, e a Ciência não é tão diferente, podendo essa ser uma forma de realizar essas aspirações de fruto sensitivo. Podemos utilizar as Artes para servir de discussões, debates filosóficos, registro histórico e, principalmente, de fonte para análise intelectual.

Testemunhamos nos últimos cinquenta anos um crescimento de iniciativas que procuram estabelecer uma ponte entre essas duas culturas (A Arte e a Ciência). Podemos mencionar uma série de iniciativas muito ricas em nosso país focalizando a ligação da Física com a literatura, com a música, com o teatro, com o cinema, com as artes plásticas, enfim, já temos um bom acúmulo de experiências nessa área. (Zanetic, 2006, p. 44)

A modernidade e a globalização requerem ao indivíduo uma adaptação às novas tecnologias, fazendo com que costumes antigos passam a se tornar obsoletos, e isso se aplica também na educação, englobando o ensino tradicional. A aula expositiva não pode ser mais a única forma de ensinar, principalmente a respeito de temas tão complexos como os de Física Moderna. O processo de aprendizagem necessita acompanhar essa modernidade e buscar, portanto, um aprendizado significativo, e não mais mecânico, que não faz sentido para o aluno e ao contexto atual. A Teoria da Aprendizagem Significativa de Ausubel se torna tão importante para o Ensino de Física Moderna, tanto para os professores, quanto para os alunos principalmente, que precisam ter uma formação adequada para que auxiliem no desenvolvimento de habilidades e competências, utilizando novos recursos didáticos

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19 a 30 de julho de 2021 - Online

e assim proporcionando um letramento científico em relação às novas demandas aos avanços científicos e tecnológicos. Isso porque, não se pode apenas decorar fórmulas e resolver problemas, porque o aluno trataria de esquecê-las logo em seguida, e no mundo moderno não se pode apenas ter uma aprendizagem mecânica, pois o cenário social mundial exige que o ser humano passe a ter criticidade, possa transformar o meio em que vive e ter a capacidade de se desenvolver sustentavelmente.

É preciso também incorporar, ao ensino da Física, as tecnologias de informação e comunicação, assim como aspectos epistemológicos, históricos, sociais, culturais. Ensinar Física é um grande desafio, mas pode ser apaixonante se conseguirmos melhores condições de trabalho para os professores, livrar-nos do ensino para a testagem e, metaforicamente, abandonarmos o modelo da narrativa, o quadro-de-giz e o livro de texto. (MOREIRA, 2017, p. 11-12)

Com os pensamentos de Morin e a Teoria da Complexidade, e a partir da perspectiva da Teoria da Aprendizagem de Ausubel, pode-se pensar no indivíduo que está aprendendo de forma mais complexa, e não de forma simplória como imaginamos. Portanto, o pensamento complexo ou a Teoria da Complexidade dará o embasamento para o estudo mais difuso dos envolvimentos das Artes com a Física, ou melhor, do processo de ensino que interliga as várias áreas do conhecimento. De acordo com Morin (ALMEIDA; CARVALHO, 2002, p. 37), 'é importante ressaltar, porém, que os princípios transdisciplinares fundamentais da ciência, como a matematização e a formalização são precisamente os que permitiram desenvolver o enclausuramento disciplinar'. Neste mesmo viés, Petraglia (2001), subsidiada pelas ideias de Morin, nos esclarece:

O currículo escolar é mínimo e fragmentado. Na maioria das vezes, peca tanto quantitativa como qualitativamente. Não oferece, através de suas disciplinas, a visão do todo, do curso e do conhecimento uno, nem favorece a comunicação e o diálogo entre os saberes; dito de outra forma, as disciplinas com seus programas e conteúdos não se integram ou complementam, dificultando a perspectiva de conjunto e de globalização, que favorece a aprendizagem. (DE ALMEIDA; PENA-VEGA; PETRAGLIA, 2001, p. 69).

É necessário buscar meios para conectar saberes, fazendo com que as áreas do conhecimento possam se comunicar e podemos concluir que o todo necessita do entendimento das partes. Visto isso, podemos reforçar esse pensamento complexo:

Não se trata de dar todas as informações sobre um fenômeno estudado, mas de respeitar as suas diversas dimensões; assim, como acabo de dizer, não devemos esquecer que o homem é um ser biosociocultural e que os fenômenos sociais são, simultaneamente, econômicos, culturais, psicológicos, etc. Dito isto, o pensamento complexo, não deixando de aspirar à multidimensionalidade, comporta no seu cerne um princípio de incompleto e de incerteza (MORIN, 2008, p.176-177).

Com esses conhecimentos de que o esclarecimento na perspectiva da complexidade aglutinando saberes distintos de diversas áreas, pode-se obter uma

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melhor compreensão do todo, faz necessário articular de forma transdisciplinar o ensino da Física e das Ciências. Ser transdisciplinar é ser pesquisador. Conforme Rocha Filho, Basso e Borges (2007), buscar construir em si mesmo as atitudes transdisciplinares corresponde a ir gradualmente substituindo explicações simplistas para situações complexas; significa também ir deixando de alimentar preconceitos. Cultivar em si mesmo tais atitudes indica a recusa em receber informações como se fossem conhecimentos, mas questionar e buscar ativamente suas próprias compreensões com argumentos e elaborando o próprio saber. Proponho, portanto, uma análise qualitativa pelo método observacional da visitação de pessoas na cidade de Vitória da Conquista na Bahia ao Planetário professor Everardo Públio de Castro, para reforçar as potencialidades de explorar espaços não-formais.

## Referências

ALMEIDA, C. de; CARVALHO, E. A. (org.). Edgar Morin. Educação e complexidade: os sete saberes e outros ensaios . Trad. Edgar de Assis Carvalho. São Paulo: Cortez, 2002. Disponível em: http://abdet.com.br/site/wpcontent/uploads/2015/04/Educa%C3%A7%C3%A3o-e-complexidade.pdf Acesso em: 28 dez. 2020.

DE ALMEIDA, C. R. S.; PENA-VEGA, A.; PETRAGLIA, I. Edgar Morin: ética, cultura e ducação . [s.l.] : Cortez Editora, 2001. ISBN: 978-85-249-0828-6. Disponível em: https://books.google.com.br/books?id=7mLlAAAACAAJ.

FILHO, J. B. R.; BORGES, R. M. R.; BASSO, N. R. S.. Transdisciplinaridade: A natureza íntima da educação científica . [s.l.] : EDIPUCRS, 2015. Accepted: 201806-25T17:28:06Z. ISBN: 978-85-397-0791-1. Disponível em: https://repositorio.pucrs.br/dspace/handle/10923/11835. Acesso em: 28 dez. 2020.

MOREIRA, M. A. A Teoria da Aprendizagem Significativa e sua Implementação em Sala de Aula. Brasília: Universidade de Brasília, 2006. Disponível em: https://books.google.com/books/about/A\_teoria\_da\_aprendizagem\_significativa\_e.ht ml?hl=pt-BR&id=SLY2QQAACAAJ. Acesso em: 28 dez. 2020.

\_\_\_\_\_\_\_\_, M. A. GRANDES DESAFIOS PARA O ENSINO DA FÍSICA NA EDUCAÇÃO CONTEMPORÂNEA. Revista do Professor de Física, [s. l.], v. 1, n. 1, p. 1-13, 2017. Disponível em: https://doi.org/10.26512/rpf.v1i1.7074

MORIN, E. Ciência com Consciência. Tradução de Maria D. Alexandre e Maria Alice Sampaio Dória. Ed. revista modificada pelo autor. 11ª ed. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 2008. Disponível em: https://docero.com.br/doc/x5enn. Acesso em: 28 dez. 2020.

ZANETIC, J. Física e Arte: Uma Ponte entre duas Culturas . Pro-Posições, v. 17, n.1, p. 39-57, jan./abr. 2006. ISSN: 1980-6248.

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