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ENSINO REMOTO E ESTÁGIO NO CURSO DE FÍSICA - UM RELATO DE EXPERIÊNCIA

Evellyn Maia Cardoso, Rômulo Araújo Silva, Antonio Dos Anjos P. Da Silva

Evento
Simpósio Nacional de Ensino de Física ↗ (SNEF)
Edição
XXIV
Ano
2021
Data
21/07/2021
Linha de pesquisa
Tecnologias Da Informação E Comunicação No Ensino De Física
Tipo
Comunicação

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Texto completo

## ENSINO REMOTO E ESTÁGIO NO CURSO DE FÍSICA - UM RELATO DE EXPERIÊNCIA

## Evellyn Maia Cardoso¹, Rômulo Araújo Silva², Antonio dos Anjos P. da Silva³

- 1 Universidade Federal de Lavras/Departamento de Ensino em Ciências Físicas e Educação Matemática, evellyn.maia2@gmail.com
- ² Universidade Federal de Lavras/Departamento de Ensino em Ciências Físicas e Educação Matemática, romulo.araujo643@gmail.com

³ Universidade Federal de Lavras/Departamento de Ensino em Ciências Físicas e Educação Matemática, spaanjos@ufla.br

Palavras-chave : Estágio, Ensino Remoto, TIC's.

## Resumo expandido

Devido ao infortúnio da pandemia enfrentado em 2020, as atividades de estágio em escolas tiveram de ser repensadas para que estas disciplinas continuassem ativas. Neste trabalho será relatado o processo de desenvolvimento do Estágio Supervisionado em Física IV, do curso de Física (Licenciatura) na UFLA, durante o período.

- O estágio, foi planejado em dois momentos, no primeiro realizamos o planejamento dos conteúdos e organização das aulas e no segundo, o desenvolvimento do material propriamente dito, na turma selecionada. O trabalho foi desenvolvido por uma dupla de estagiários, sob orientação do professor da disciplina, em uma turma de calouros do curso de Física/UFLA, na disciplina de GEX 189, Introdução à Física A, na qual o orientador também era o professor da disciplina. Foram desenvolvidas duas unidades didáticas com a turma, uma relacionada ao Estudo de Vetores e Suas Propriedades, e a outra versando sobre as Leis de Newton, no movimento dos corpos.

A seguir apresentamos uma breve descrição das metodologias e estratégias de ensino utilizadas no desenvolvimento destas atividades, levando em consideração o contexto, na qual foram realizadas.

É sabido que a tecnologia se faz presente na vida de muitas pessoas e sua evolução permite que ela possa ser usada em diversas áreas, inclusive no ensino. A tecnologia da informação e comunicação (TIC), quando integrada como um conjunto de recursos tecnológicos, permite a interação de diversos públicos (MORAN, 2012). Estas tecnologias são usadas para reunir, distribuir e compartilhar informações, constituindo numa estratégia inovadora, que foge do tradicionalismo educacional instaurado pelos anos (OLIVEIRA; MOURA; SOUSA, 2015).

Com o estado de pandemia instaurado, as TIC's mudaram de patamar passando a ser uma ferramenta fundamental na mediação do ensino remoto. Há várias ferramentas tecnológicas disponíveis para auxiliar as aulas, como Google Meet, Loom, Campus Virtual, Google ClassRoom, dentre outras. Assim, o professor se adequa àquela condizente com sua realidade. As salas virtuais permitem a criação de grupos colaborativos, ou seja, pequenos grupos orientados para realização de uma determinada tarefa. A metodologia dos grupos colaborativos tem

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19 a 30 de julho de 2021 - Online

como foco o desenvolvimento do conhecimento de cada um através da participação de todos (Dillenbourg; 1999). Os estudantes são estimulados a interagir, evitando a passividade tão comum que ocorre em uma sala de aula. A proximidade que se cria tanto dos estudantes entre si como deles com o professor/mediador viabiliza a participação de forma mais dinâmica, e ela por sua vez, dá um retorno mais efetivo a respeito do desenvolvimento e das necessidades individuais (GERDY, 1998, apud WIERSEMA, 2000).

E por último mas não menos importante, os Três Momentos Pedagógicos que constitui a possibilidade em se estabelecer pelo docente e a sala de aula, uma dinâmica que contribui e favorece a construção/reconstrução do conhecimento (DELIZOICOV; ANGOTTI, 1990). Caracteriza-se por três etapas: a problematização inicial, a sistematização do conhecimento e a aplicação do mesmo.

Pensando no cenário atual, tempo e benefício, ambas as sequências foram planejadas da mesma maneira. Ao contrário de desenvolver as aulas em formato de lives , esta dupla resolveu gravar as aulas e depois fazer uma live para tirar as dúvidas, assim, os alunos teriam acesso livre para assistir às aulas quando e quantas vezes se fizesse necessário, sem se limitar a um horário ou a rede, pois poderiam baixar os vídeos.

Os estagiários produziram um total de treze videoaulas, onde apresentaram a discussão conceitual e resolução de exercícios, disponibilizadas ao longo do estágio na plataforma Google Classroom .

A execução consistiu da seguinte maneira: um primeiro momento live - em que seria apresentado o tema e como se daria seu desenvolvimento; o segundo momento em que seria disponibilizado as aulas gravadas e os exercícios para a apropriação do conhecimento (listas); e um terceiro momento onde um novo encontro live - seria feito para consolidar os conhecimentos (tirar dúvidas, correção dos exercícios e dinâmica com os alunos).

Essa dinâmica com os alunos consiste em dividir a turma em grupos e sortear alguns exercícios para que eles apresentem na live .

O primeiro contato com a turma se iniciou em uma live com a fala do professor/orientador, que explicou como se daria o estágio. Logo, os estagiários se apresentaram e falaram sobre sua trajetória no curso. Em seguida, foi descrito como seria o desenvolvimento das aulas.

A entrega das atividades da sequência sobre vetores foi agendada para uma semana após a entrega das aulas. Neste dia, sete alunos enviaram a lista.

Durante a correção, foi percebido que eles conseguiram resolver as questões, no entanto, alguns deixaram de resolver uma questão em específico e erraram notações científicas.

A live para o fechamento desta sequência didática (S.D.), se iniciou com uma discussão sobre a lista, onde houve um momento para tirar dúvidas dos alunos acerca dos conteúdos trabalhados nesta S.D. Em seguida, ocorreu a dinâmica, em que cada grupo resolveu um exercício proposto. Alguns participantes faltaram, mas os que estavam presentes participaram das discussões, puderam ter esclarecidas várias dúvidas e mostrar o que aprenderam.

A execução da segunda unidade - leis de Newton ocorreu um tempo depois. Essa segunda imersão foi bem parecida com a primeira. No dia de recolher as atividades, os estagiários perceberam algumas dificuldades dos alunos na identificação de forças e terceira lei de Newton, que foram discutidas posteriormente na live, último dia da unidade didática. Ainda neste encontro, realizou-se a dinâmica com os grupos alunos.

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Quando começaram a apresentar os exercícios, percebeu-se que estavam com dificuldade para entender a importância do diagrama de forças. Eles não fizeram o diagrama dos problemas por julgar algo bobo e perda de tempo. Por esse motivo, a maioria errou os exercícios. As discussões foram produtivas e esclarecedoras e contou com a participação de outros estagiários. E assim, foi encerrado o estágio nesta turma.

Diferente dos estágios anteriores, os desafios dessa vez era produzir conteúdos utilizando as TIC's como ferramentas de ensino-aprendizagem. Essa experiência foi riquíssima do ponto de vista educacional, pois foi a oportunidade de desenvolver habilidades que ainda não haviam sido trabalhadas no curso.

## Referências

DELIZOICOV, D.; ANGOTTI, J. A.; PERNAMBUCO, M. M. Ensino de ciências: fundamentos e métodos. São Paulo: Cortez, 2002.

DELIZOICOV, D.; ANGOTTI, J. A. Física . São Paulo: Cortez, 1990a.

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Metodologia do ensino de ciências . São Paulo: Cortez, 1990b.

DILLENBOURG, P. What do you mean by collaborative learning?. In: DILLENBOURG, P. (Ed.). Collaborative Learning: Cognitive and Computational Approaches. Oxford: Elsevier, 1999. p.1-19.

MORAN, J. M.; MASETTO, M. T.; BEHRENS, M. A. Novas tecnologias e mediações pedagógicas. Campinas, SP. Papirus, 2012.

OLIVEIRA, C. de; MOURA, S. P.; SOUSA, E. R. de. TIC'S na educação: A utilização das tecnologias da informação e comunicação na aprendizagem do aluno. Periodicos PUC. 2015. Disponível em: <http://periodicos.pucminas.br/index.php/pedagogiacao/article/view/11019/8864>.

Acesso em: 08 de set, 2020.

WIERSEMA, N. How does Collaborative Learning actually work in a classroom and how do students react to it? A Brief Reflection. Disponível em: <http://www.lgu.ac.uk/deliberations/collab.learning/wiersema>. Acesso em: 08 de set de 2020.

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Texto extraído automaticamente do PDF: podem existir erros de conversão, especialmente em fórmulas, tabelas e figuras.