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O USO DE APPS NO ENSINO DE ASTRONOMIA NA EDUCAÇÃO BÁSICA: POSSIBILIDADE METODOLÓGICA

Ana Paula Butzen Hendges, Julia De Oliveira Lange, Rosemar Ayres Dos Santos

Evento
Simpósio Nacional de Ensino de Física ↗ (SNEF)
Edição
XXIV
Ano
2021
Data
21/07/2021
Linha de pesquisa
Tecnologias Da Informação E Comunicação No Ensino De Física
Tipo
Comunicação

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Texto completo

## O USO DE APPS NO ENSINO DE ASTRONOMIA NA EDUCAÇÃO BÁSICA: POSSIBILIDADE METODOLÓGICA

## Ana Paula Butzen Hendges 1 , Julia de Oliveira Lange , Rosemar Ayres dos 2 Santos 3

- 1 Universidade Federal da Fronteira Sul, abhendges@gmail.com
- 2 Universidade Federal da Fronteira Sul, juliadeoliveiralange@gmail.com

Palavras-chave : Ensino-Aprendizagem; Ensino de Física; TDIC.

## Resumo expandido

Na atualidade, em decorrência das nomeadas Terceira Revolução Industrial e tecnológica, também, conhecida como Revolução Técnico-Científico-Informacional e/ou, para alguns autores, a quarta revolução industrial e tecnológica (SCHWAB, 2019), vivemos em um mundo rodeado pelas denominadas Tecnologias Digitais de Informação e Comunicação (TDIC), tais como a web 2.0, 3.0 e 4.0, notebooks , smartphones , tablets , aplicativos (Apps) e até mesmo uma moeda digital, o bitcoin . E, considerando tecnologias menos acessíveis a sociedade em geral, estão interligadas a essa revolução, entre outras, a inteligência artificial, robótica, internet das coisas, veículos autônomos, impressão em 3D, bio e nanotecnologia, ciência dos materiais e computação quântica (SCHWAB, 2019). E, as gerações nascidas dos anos 2000 em diante são denominadas de nativas digitais.

Nesse sentido, nos questionamos do porque de utilizarmos ainda de forma restrita essas tecnologias disponíveis para os processos de ensino-aprendizagem na formação inicial e continuada de professores/professoras e esses/essas professores/professoras, no seu contexto escolar, porque não as utilizam para a interação com seus/suas estudantes em sala de aula na Educação Básica (EB) de forma mais abrangente.

E, considerando mais especificamente o ensino de Física, estudos indicam que a utilização de TDIC tem contribuído significativamente para a compreensão dos conteúdos e fenômenos pelos/pelas estudantes e a ressignificação do conceito de conhecimento (MELO, 2010; MONTEIRO, 2016; MARTINHO, POMBO, 2009), visto que, são oportunizadas experiências, simulações/testes, textos, imagens, vídeos e sons que estimulam a observação, discussão e análise dos conceitos teóricos e aplicação na realidade vivida. Porém, a tecnologia, por si só, não resolve todos os problemas do processo de ensino-aprendizagem nas escolas, sendo ela um instrumento para criar novas possibilidades (MARTINHO, POMBO, 2009).

Nessa perspectiva, buscamos instigar o ensino de Física com o auxílio de novas metodologias de ensino envolvendo TDIC e, por conta disso, focalizamos esse estudo em conceitos de Astronomia para a EB com o uso de Apps. Entendendo que o estudo desses conceitos, muitas vezes, podem apresentar defasagens educacionais, uma delas pode estar relacionada aos/às

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19 a 30 de julho de 2021 - Online

professores/professoras que não são familiarizados/familiarizadas com o assunto, provocando equívocos em suas explicações (SAMPAIO; RODRIGUES, 2015).

Outro problema refere-se à adoção do livro didático, por vezes, como única ferramenta de ensino, sendo que, de acordo com Langhi e Nardi (2007), esses podem apresentar constantes erros conceituais e de conteúdo referente às estações do ano, Lua e suas fases, movimentos planetários, constelações, estrelas, astros, entre outros. Ou ainda, a ideia de que para estudar e discutir Astronomia na EB é necessário, como pondera Aquino et. al. (20??), haver grandes observatórios e aparelhos sofisticados.

Frente a essas questões, acreditamos que o uso das TDIC facilitam o acesso a um conjunto de informações e recursos cuja utilização pode favorecer o desenvolvimento da capacidade de avaliação, interpretação e reflexão crítica (MARTINHO; POMBO, 2009). Entretanto, se faz necessário o rompimento da resistência que muitos professores/professoras apresentam quanto ao uso dessa ferramenta em sala de aula. Dessa forma, com a pesquisa que está em andamento, investigaremos com que objetivos e como se apresentam os materiais didáticopedagógicos sobre Astronomia nos ambientes virtuais de aprendizagem móvel, os Apps? Objetivando, de forma geral Identificar, caracterizar e analisar o material didático-pedagógico referente à Astronomia presente nos Apps selecionados e propor estratégias de sua utilização em sala de aula, na EB.

E, a partir da análise em curso, a qual segue metodologicamente de acordo com a análise textual discursiva (MORAES; GALIAZZI, 2007), será desenvolvido um catálogo digital que permita o acesso a diferentes meios de difusão de conhecimentos, sendo estes focados no atrativo audiovisual, no intuito de auxiliar os/as professores/professoras com a utilização, apresentando o passo a passo de utilização dos Apps, bem como, quais conhecimentos podem ser discutidos a partir de cada um deles. Mas, não se limita disponibilizar apenas a esses/essas, mas, também, ao público em geral.

Como primeira etapa da seleção do corpus análise da pesquisa, realizamos um levantamento dos Apps que tratam de Astronomia no Google Play Store utilizando os descritores: Astronomia, Astrofísica, Astronáutica e Cosmologia na barra de pesquisa e catalogamos quais são públicos e quais são pagos, 108 e 35, respectivamente.

Essa coleta dos dados se dará de forma contínua durante o desenvolvimento do projeto, visando verificar a inserção de conteúdo novo no sistema à medida que forem sendo disponibilizados na rede, além dos já coletados. Em segunda etapa, definimos e delimitamos o corpus de análise, o qual está constituído pelo conteúdo digital educacional presente nos Apps gratuitos, para esses comporem o catálogo digital, pelo fato de poderem ser acessados por público de qualquer classe social. Após essas etapas, classificamos os conteúdos digitais educacionais obtendo 41 Apps que se enquadram como hipertexto, 12 em simulação, 5 tanto em vídeos quanto imagens, 23 em software educacionais, 23 como imagens e 4 como vídeos.

O próximo passo será testar esses conteúdos, avaliando quanto ao seu potencial de funcionalidade e grau de dificuldade para o Ensino de Astronomia na EB, conforme indicado em cada App. Assim como, a criação e publicização do catálogo digital, no intuito servir como um estímulo ao saber científico e de discussão desses conceitos por professores em formação inicial e continuada.

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## Referências

AQUINO, K. S. et al. Uma ferramenta para o auxílio ao ensino da astronomia para alunos do ensino fundamental utilizando a Realidade Virtual como tecnologia de apoio . Disponível em:

http://www2.fc.unesp.br/#!/wrva/artigos/50125.pdf. Acesso em: 26 out. 2020.

LANGHI, R.; NARDI, R. Ensino em Astronomia: erros conceituais mais comuns presentes em livros didáticos de ciências. Caderno Brasileiro de Ensino de Física , v. 24, n. 1, p. 86-111, abr. 2007.

MARTINHO, T.; POMBO, L. Potencialidades das TIC no ensino das Ciências Naturais: um estudo de caso. Revista Electrónica de Enseñanza de las Ciencias , v. 8, n. 2, 2009.

MELO, R. B. F. A Utilização das TIC'S no processo de Ensino e Aprendizagem da Física. In : Terceiro Simpósio Hipertexto e Tecnologias na Educação. Anais eletrônicos... p. 01-12, 2010.

MONTEIRO, M. A. O uso de tecnologias móveis no ensino de física: uma avaliação de seu impacto sobre a aprendizagem dos alunos. Revista Brasileira de Pesquisa em Educação em Ciências , v. 16, n. 1, 2016.

MORAES, R.; GALIAZZI, M. do C. Análise Textual Discursiva . 2. ed. Ijuí, RS: Editora UNIJUÍ, 2007, 224 p.

SAMPAIO, T. A. S. M.; RODRIGUES, E. S. Método didático para o ensino de astronomia: utilização do software Stellarium em conjunto com aulas expositivas no Ensino Médio. C&D-Revista Eletrônica da Fainor , Vitória da Conquista, v. 8, n. 2, p. 87-97, jul./dez. 2015.

SCHWAB, K. A Quarta Revolução Industrial . Bauru: EDIPRO, 2019.

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Texto extraído automaticamente do PDF: podem existir erros de conversão, especialmente em fórmulas, tabelas e figuras.