FERRAMENTAS FACILITADORAS DIGITAIS ASSOCIADAS À SALA DE AULA INVERTIDA: UMA EXPERIÊNCIA NO ENSINO DE ÓPTICA GEOMÉTRICA COM ESTUDANTES DO ENSINO INTEGRADO
Jeisa Patricia Da Silva Joaquim, Énery Gislayne De Sousa Melo
- Evento
- Simpósio Nacional de Ensino de Física ↗ (SNEF)
- Edição
- XXIV
- Ano
- 2021
- Data
- 21/07/2021
- Linha de pesquisa
- Materiais, Métodos, Estratégias E Avaliação No Ensino De Física
- Tipo
- Comunicação
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Texto completo
## FERRAMENTAS FACILITADORAS DIGITAIS ASSOCIADAS À SALA DE AULA INVERTIDA: UMA EXPERIÊNCIA NO ENSINO DE ÓPTICA GEOMÉTRICA COM ESTUDANTES DO ENSINO INTEGRADO
Jeisa Patricia da Silva Joaquim 1 , Énery G. de Sousa Melo 2
- 1 Universidade Católica de Pernambuco, jeisa.2018112900@unicap.br
2 Universidade Católica de Pernambuco, enery.melo@unicap.br
Palavras-chave : Ferramentas Digitais; Óptica Geométrica; Sala de Aula Invertida
## Resumo expandido
A sociedade atual, caracterizada pelo constante desenvolvimento tecnológico, tem provocado a renovação dos processos metodológicos do ensino. A cada dia surgem novos recursos e formatos indicados para se trabalhar no ensino online . Esses formatos proporcionam ambientes, processos e estruturas mais adequadas para que o aluno percorra uma trilha de aprendizagem de maneira mais engajada e motivadora. Nesse contexto, são disponibilizadas várias ferramentas digitais de mediação do processo de ensino-aprendizagem para uso dos professores, como por exemplo, o Google Education ( Google Classroom , Google Forms etc.). E do ponto de vista metodológico, destacamos a proposta da Sala de Aula Invertida - SAI, também conhecida como Flipped Classroom , considerada uma grande inovação no processo de aprendizagem (BERGMANN; SAMS, 2016).
Nesse cenário, este trabalho apresenta resultados preliminares de uma investigação qualitativa, do tipo estudo de caso (LÜKDE; ANDRÉ, 1986), em que investigamos potencialidades do uso de ferramentas do Google Education associadas à SAI, no ensino de conteúdos de óptica geométrica, na disciplina de Física. A amostra consistiu em 90 estudantes do ensino integrado - manhã e tarde dos cursos de Saneamento, Eletrotécnica e Eletrônica, sendo 30 de cada, de um Instituto Federal de Ensino do Estado de Pernambuco.
A abordagem metodológica desenvolveu-se em três etapas. A primeira teve por objetivo identificar traços do perfil do grupo investigado e foi realizada por meio de dois formulários, criados no Google Forms e disponibilizados através do Google Classroom . Os questionários continham perguntas acerca do grau de interesse e de dificuldades dos estudantes em relação à escola e à disciplina de Física, bem como, sobre o desempenho didático do professor e a sua relação interpessoal com os discentes. A segunda etapa, de caráter avaliativo e instrutivo, foi desenvolvida com base das diretrizes da SAI. Os estudantes foram submetidos a uma instrução do conteúdo de óptica geométrica, através de vídeos disponibilizados, a partir de um recurso criado no Google Forms , que os apresentavam também questões sobre os temas abordados na mídia. Os alunos recebiam prazos para as realizações das tarefas avaliativas associadas a diferentes níveis de dificuldade. A última etapa, consistiu no momento de os alunos confrontarem os conhecimentos adquiridos nas atividades online em um ambiente presencial, mediados pelo docente e em contato com o restante da turma, conforme orienta VALENTE (2014). Esse momento foi
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19 a 30 de julho de 2021 - Online
realizado por meio de uma atividade presencial avaliativa em dupla, caracterizada por questões abertas e de múltiplas escolhas, inclusive com perguntas do formulário instrucional. Assim, os estudantes puderam discutir os conhecimentos adquiridos entre si e tirar possíveis dúvidas com a ajuda e orientação do professor.
Entre os resultados, detectamos que um dos motivos da 'falta' do estudante às aulas é a distância casa-escola. Um grupo significativo dos estudantes informaram que costumam não comparecer às aulas por dificuldades de deslocamento para a escola. Nesse sentido, entendemos que a abordagem SAI pode minimizar o impacto das ausências, promovendo o 'complemento de atividades educacionais presenciais, para incrementar atividades de pesquisa, auxiliar a mobilidade e colaboração entre professores e alunos' (VALENTE, 2014, p.83).
Também percebemos que, de modo geral, as ferramentas do Google Education contribuíram para o uso efetivo do método da Sala de Aula Invertida. Entre as potencialidades identificadas temos que, o aluno participa mais ativamente no processo de construção do seu conhecimento e desenvolve sua autonomia nos estudos. O conceito de sala de aula invertida reflete muito bem este aspecto, conforme apresenta Valente (2014, p.93) 'o aluno pode trabalhar com esse material no seu ritmo e tentar desenvolver o máximo de compreensão possível'. Além disso, a intervenção aplicada mostrou-se eficiente como forma de revisar os conteúdos de Física, mas sendo necessária o encontro presencial para a avaliação construtiva do discente e como forma de promover as relações interpessoais.
Destacamos como dificuldade a indisponibilidade de internet gratuita e de qualidade na escola, de forma que possibilitasse o uso de mais ferramentas digitais facilitadoras do ensino-aprendizagem.
Este estudo foi realizado durante o desenvolvido do Programa Institucional de Bolsas de Iniciação à Docência - PIBID, no período de agosto de 2018 até janeiro de 2020. Os resultados estão em fase de sistematização e de análise aprofundada. Contudo, pode-se ressaltar que, a realização da pesquisa contribuiu com uma mudança na didática dos professores dos cursos, pois passaram a utilizar as ferramentas e metodologia empregada para revisão de conteúdo antes das provas. Em relação à pesquisadora, a experiência propiciou um conhecimento sobre o uso didático do Google Education e maior preocupação com as necessidades específicas de aprendizagem dos estudantes, que demandam estratégias de ensino inovadoras.
## Referências
BERGMANN, J.; SAMS, A. Sala de Aula Invertida : uma metodologia ativa de aprendizagem. Rio de Janeiro: LTC, 2016.
LÜDKE, M.; ANDRÉ, M. E. D. A. Pesquisa em Educação : abordagens qualitativas. São Paulo: EPU, 1996.
VALENTE, J. A. Blended learning e as mudanças no ensino superior: a proposta da sala de aula invertida. Educar em Revista , n. 4, 2014.
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