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BARALHO EQUAÇÃO FÍSICA: UMA PROPOSTA DE JOGO EDUCACIONAL PARA O ENSINO DE FÍSICA NO ENSINO MÉDIO

Arthur Mendes Da Silva, Nayra Maria Da Costa Lima, Luciana Angélica Da Silva Nunes, Lázaro Luis De Lima Sousa

Evento
Simpósio Nacional de Ensino de Física ↗ (SNEF)
Edição
XXIV
Ano
2021
Data
21/07/2021
Linha de pesquisa
Materiais, Métodos, Estratégias E Avaliação No Ensino De Física
Tipo
Comunicação

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Texto completo

## BARALHO EQUAÇÃO FÍSICA: UMA PROPOSTA DE JOGO EDUCACIONAL PARA O ENSINO DE FÍSICA NO ENSINO MÉDIO

Arthur Mendes da Silva 1 , Nayra Maria Da Costa Lima 2 , Luciana Angélica da Silva Nunes 3 , Lázaro Luis de Lima Sousa 4

- 1 Universidade Federal Rural do Semi-Árido/DCME, 1arthurmendes@gmail.com
- 2 Universidade Federal Rural do Semi-Árido/NEaD, nayramcl@ufersa.edu.br
- 3 Universidade Federal Rural do Semi-Árido/DCME, lucangelica@ufersa.edu.br
- 4 Universidade Federal Rural do Semi-Árido/DCME, lazaro@ufersa.edu.br

Palavras-chave : Física; Baralho; Jogo educacional.

## Resumo expandido

Em seu primeiro contato com a Física, muitos discentes encontram dificuldades na aprendizagem de seus conteúdos até que, ou se adaptam a esta ciência ou criam bloqueios de longa duração, resultando nos estigmas de uma disciplina difícil e complicada. Essa situação é amplificada principalmente se as aulas forem pautadas em metodologias ultrapassadas, tradicionais e repetitivas. Dos conteúdos de Física, a Cinemática é o responsável por apresentar os primeiros conceitos através de leis, definições e equações, sendo introduzida aos alunos do 9° ano do Ensino Fundamental, em Ciências, mas é no 1º ano do Ensino Médio que ela se torna obrigatória na disciplina de Física. Devido à dificuldade encontrada por estes discentes no estudo e entendimento destas equações, este trabalho propõe um jogo educacional para auxiliar o ensino deste quesito.

Quando o educador encontra barreiras no aprendizado, como saída, muitas diferentes metodologias podem ser usadas para diminuir a resistência discente e propiciar um ensino diferenciado e prazeroso. Como exemplo destas ações, mesmo que ainda pouco difundida, a aplicação de jogos educacionais pode dar condições despretensiosas sobre a forma de como o processo ensino-aprendizagem deva ser conduzido. Em suas pesquisas, Vygotsky (1896-1934) estudou o desenvolvimento da criança e suas experiências sociais e culturais por meio da utilização de jogos, os apontando como facilitadores da aprendizagem (VYGOTSKY, 1988).

Seguindo essa premissa, REGO (2000) reforça que eles propiciam desafios que, por sua vez, estimulam a mente e o pensamento intelectual ou conceitual. Para KISHIMOTO (1997), os jogos educacionais podem ser usados com finalidades recreativas, diagnósticas e educativas. Por outro lado, vale ressaltar que no seu uso em sala de aula há uma linha ténue entro o ensino norteador e a brincadeira isolada e desconectada, por isso, é importante inseri-lo dentro de um contexto educacional necessário, planejado e com objetivos bem definidos.

Tendo em vista que atualmente os discentes se encontram cada vez mais críticos em relação aos meios tradicionais de ensino, aqui é apresentado um jogo educacional de cartas chamado Baralho Equação Física (BEF), visando o desenvolvimento de habilidades cognitivas e o estudo de conteúdos da disciplina de Física através da montagem de estratégias e da interação entre os jogadores e, não

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19 a 30 de julho de 2021 - Online

menos importante, entre o jogador e o objeto. As cartas foram escolhidas pois tem grande apelo popular, é de fácil confecção, permite o uso de elementos gráficos favorecendo a representação das grandezas e dos operadores matemáticos que compõem uma equação.

A forma de jogar o BEF foi baseado em jogos existentes, porém com estilos próprios para as cartas, que são divididas em quatro atribuições: carta grandeza, carta operação, carta equivalência e carta de efeito. Apesar da escolha da Cinemática, a proposta do BEF pode ser estendida a outros conteúdos. O objetivo educacional é, de uma forma descontraída, o aperfeiçoamento do domínio das equações físicas. A Figura 1 mostra o BEF já confeccionado.

Figura 1: BEF confeccionado

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A carta grandeza é aquela que representa as grandezas físicas relacionadas ao conteúdo da Cinemática, sua simbologia é a mesma encontrada comumente em livros de Física. A carta operação é àquela relacionada às operações matemáticas. A carta equivalência é o símbolo de igual. A carta efeito não tem peso e é aquela que provoca uma mudança inesperada para os jogadores.

O BEF pode ser jogado por 2 a 4 jogadores, em times de 2 ou individualmente. Na partida é objetivado a montagem de uma sequência equacionada, que é um conjunto de cartas alocadas em linha que forma integralmente uma equação do conteúdo de estudo. A Tabela 1 mostra as equações que fazem parte do BEF.

Tabela 1: Lista de equações usadas no BEF

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Assim, se o jogador obtém em sua mão as cartas a formar uma sequência equacionada, então, na sua vez, ele poderá baixar na mesa para acumular pontos. Uma sequência equacionada pode ser suja, quando é formada por cartas com cores diferentes, e a real formada exclusivamente por àquelas de mesma cor. A Figura 2 mostra estas duas sequências montadas para a equação ∆𝑆 = 𝑆 𝑓 -𝑆0 .

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Figura 2: Exemplos de sequência equacionadas

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Para realizar uma partida é necessário embaralhar todas as cartas juntas. Separar dez cartas por participante, o restante vira o monte. Seguindo um sentido, cada participante pega uma carta do monte e descarta outra. Durante a sua vez, o jogador poderá baixar uma sequência equacionada ou manter as cartas em sua mão. Uma sequência equacionada baixada deve ser conferida pelos outros participantes e, caso não esteja de acordo com o conteúdo estudado, poderão solicitar a recolha das cartas. Sequências baixadas contabilizam pontos a favor do jogador ou da equipe, cartas na mão serão avaliadas como pontos a pagar na partida, que acaba quando o monte é finalizado ou quando um jogador acabar de uma única vez as cartas de sua mão.

No final da partida os jogadores precisam contabilizar os pontos adquiridos, bem como determinar o valor da 'conta', que é a soma total dos pesos das cartas não baixadas durante a partida, que deve ser pago com os pontos ganhos pelas sequências equacionadas baixadas em seus valores individuais, e pelo tipo de sequência formada. O jogador poderá ganhar pontos extras se ele realizar a batida.

Apesar deste jogo ainda não ter sido aplicado, devido à pandemia, os testes preliminares realizados com envolvidos do projeto dão indícios de que o jogo pode ser aplicado em sala de aula e, de forma direta, contribuir para o entendimento da montagem das equações da Cinemática, o que dará maior significado ao aprendizado, aumentar a memorização destes conceitos e o fortalecimento destes aprendizados, bem como facilitar a interação entre os jogadores, melhorando a comunicação.

## Referências

KISHIMOTO, T. M. (org). Jogo, brinquedo, brincadeira e a educação . 10. ed. São Paulo: Editora Cortez, 2007.

REGO, T. C. Vygotsky: uma perspective histórico-cultural da educação . Petrópolis: Ed. Vozes, 2007.

VYGOTSKY, L. S. A formação social da mente: o desenvolvimento dos processos psicológicos superiores . 2. ed. Porto Alegre: Martins Fontes, 1988.

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- M.C. FERREIRA; L.M.O. DE CARVALHO. A evolução dos jogos de Física, a avaliação formativa e a prática reflexiva do professor . Revista Brasileira de Ensino de Física, v. 26, p. 57-61, 2004.
- C. SCHROEDER. A importância da física nas quatro primeiras séries do ensino fundamental . Revista Brasileira de Ensino de Física, v. 29, p; 89-94, 2007.
- J. F. B NETO. Uma metodologia de desenvolvimento de jogos educativos em dispositivos móveis para ambientes virtuais de aprendizagem . 152 folhas, Dissertação de Mestrado, Universidade Federal de Pernambuco, 2013.
- A. DA S. FONTES, F. P. RAMOS, R. C. SCHWERZ, C. CARGNIN. JOGOS ADAPTADOS PARA O ENSINO DE FÍSICA . Ensino, Saúde e Ambiente, v. 3, p. 226259, Dez. 2016.
- I. DE C. S. DA SILVA; T. DA S. PRATES; L. F. S. RIBEIRO. As Novas Tecnologias e aprendizagem: desafios enfrentados pelo professor na sala de aula . Revista Em Debate (UFSC), Florianópolis, v. 16, p. 107-123, 2016.
- W. OLIVEIRA, S. ISOTANI. Novas Tecnologias na Educação , v. 16, p. 180, 2018.
- F. DAMASIO E M.H. STEFIANI. Revista Brasileira de Ensino de Física . v. 30, 4503-1 2008.

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Texto extraído automaticamente do PDF: podem existir erros de conversão, especialmente em fórmulas, tabelas e figuras.