APLICAÇÃO DE METODOLOGIAS ATIVAS EM PROJETOS DE EXTENSÃO NOS INSTITUTOS FEDERAIS: UM RELATO DE EXPERIÊNCIA
Elcimar Pessoa Rocha, Francisco Bandeira Amaral Filho, Ione Dos Santos Canabarro Araujo, Nelson Barrelo Júnior, Diego De Souza Moreira, Kleber Da Luz Bastos, Thiago Queiroz Costa, Carlos Eduardo Gadelha Kelly
- Evento
- Simpósio Nacional de Ensino de Física ↗ (SNEF)
- Edição
- XXIV
- Ano
- 2021
- Data
- 21/07/2021
- Linha de pesquisa
- Materiais, Métodos, Estratégias E Avaliação No Ensino De Física
- Tipo
- Comunicação
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Texto completo
## APLICAÇÃO DE METODOLOGIAS ATIVAS EM PROJETOS DE EXTENSÃO NOS INSTITUTOS FEDERAIS: UM RELATO DE EXPERIÊNCIA
Elcimar Pessoa Rocha 1 , Francisco Bandeira Amaral Filho 2 , Ione dos Santos Canabarro Araujo 3 , Nelson Barrelo Júnior 4 , Kleber da Luz Bastos 5 , Thiago Queiroz Costa 6 , Carlos Eduardo Gadelha Kelly 7 , Diego de Souza Moreira 8
- 1 Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia da Bahia - Campus Eunápolis / elcimar@ifba.edu.br
2 Faculdade Eduvale/Jaciara - MT / amaral777@gmail.com
- 3 Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Sul - Campus Rolante, ione.araujo@rolante.ifrs.edu.br
- 4 IFT/SPRACE - Instituto de Física Teórica/São Paulo Research and Analisys Center / nbarrelo@gmail.com
- 5 Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Amazonas - Campus Manaus Centro / kleber.bastos@ifam.edu.br
- 6 Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Paraná - Campus Ivaiporã, thiago.costa@ifpr.edu.br
- 7 Fundação Apoio à Escola Técnica do Rio de Janeiro / mestrecadu2013@gmail.com 8 Faculdade Pitágoras Juiz de Fora / diegosouzamoreira88@gmail.com
Palavras-chave : Astronomia na Sala de Aula, Metodologias Ativas, Exoplanetas.
## Resumo
Este trabalho situa-se como relato de experiência feita junto às comunidades dos Institutos Federais do Amazonas (IFAM) e da Bahia (IFBA), em dois momentos, onde a atividade remota: CAÇANDO EXOPLANETAS foi aplicada como minicurso. Na intenção de fomentar a inserção de temas da Física Moderna e Astrofísica no Ensino Médio. A atividade teve como público alvo estudantes do Ensino Médio Integrado e alguns professores em formação que foram convidados a participar da atividade. A dinâmica das mudanças em nossa sociedade nos dias atuais, exige indivíduos melhores preparados e mais qualificados com aptidões profissionais diferenciadas, corroborando a necessidade de uma nova formação profissional, onde qualidades inovadoras, criativas e participativas devem ser ativas e
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presentes no cotidiano do trabalho. Buscando essa capacitação em nossos discentes, procuramos inovar nas práticas pedagógicas, onde este sujeito visado é ativo e participativo, direcionando-o ao ambiente de pesquisa, tal descrição, inova numa postura autônoma de novas descobertas, visão apoiada por Minayo, 2011. Assim, a aplicação das metodologias ativas abre caminho para um espaço investigativo, onde o professor procura resoluções construtivas, delineadas pelo pensamento reflexivo de Perrenoud, 2002, partindo de práticas educativas que justificam as diretrizes curriculares dos recentes projetos pedagógicos com os novos saberes e paradigmas. A educação em suas relações com a tecnologia, pressupõe uma rediscussão de seus fundamentos em termos de desenvolvimento curricular e formação de professores, assim como a exploração de novas formas de incrementar o processo ensinoaprendizagem. (CARVALHO, KRUGER, BASTOS, 2000). Aplicamos uma proposta da metodologia mãos na massa (hands-on), alicerçada na observação, predição e explicação de fenômenos e princípios físicos comumente trabalhados nos currículos de física moderna das escolas. A atividade é modelada para que o conteúdo, que só seria ministrado nos últimos anos e de forma corrida, possa ser trabalhada junto à física clássica desde os primeiros anos do ensino médio. Dessas atividades tivemos retorno satisfatório dos participantes, sendo notória a motivação aumentada junto às turmas. Durante as atividades a turma foi dividida, algumas vezes, em grupos de trabalho menores para responderem a situações problemas. Em cada um desses grupos há um colaborador (professor e/ou professor estudante) com o objetivo de auxiliar na discussão sem atrapalhar o processo de investigação dos participantes. O ideal é que o colaborador passe despercebido aos estudantes. Após essas discussões os participantes são novamente reunidos e convidados a compartilhar suas experiências e considerações, e neste ambiente novas discussões são fomentadas, para assim, a plenária chegar, com a condução do professor mediador, às considerações finais e fechamento da aula. É importante notar que não se encerram as discussões, apenas direcionamos a discussão a fim de explanar e sedimentar conceitos trabalhados nessas atividades, fomentando novos debates. Em especial, quando temos professores estudantes como participantes há um cuidado na execução da atividade em orientar esses professores, para fazerem um dos exercícios da docência: o de se colocar na posição do estudante, podendo assim exercitar a avaliação do processo ali desenvolvido. Também são convidados a pensar em estratégias de adequação dessas atividades às suas turmas e compartilhá-las com a
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plenária. A atividade foi pensada para grupos de aproximadamente 50 participantes. Escolhemos o Zoom (outras plataformas também são viáveis). Na primeira sessão, a atividade foi ministrada numa turma composta por estudantes dos terceiros e quartos anos do médio técnico em informática do IFBA campus Eunápolis. No segundo momento, foi apresentado a estudantes do IFAM campus Manaus Centro, onde além de estudantes da licenciatura em Física, tínhamos uma maioria de estudantes do segundo ano do médio técnico. Nas duas oportunidades, contamos com a colaboração de professores-pesquisadores do GEDEP-Fis (grupo o qual fomenta a aplicação das atividades e que fazemos parte). A atividade se inicia com os estudantes reunidos numa plenária onde o professor mediador começa explanando sobre o tema. Como nas duas atividades o tema foi exoplanetas, a explanação básica foi a de como e são feitas as detecções desses corpos celestes. Como mencionado, em momentos chave a plenária foi dividida em grupos menores sob orientação de um colaborador a fim de auxiliar, sem atrapalhar, o processo de investigação dos participantes. Como estamos utilizando tecnologias de informação e comunicação ( TIC ) e muitas vezes não é de domínio de todos, a presença do colaborador facilita a feitura da atividade evitando a dispersão dos participantes, também, por problemas de uso da plataforma, tornando a discussão mais fluida, fazendo interrupções apenas quando estritamente necessário ou quando solicitado. Para os colaboradores, o papel de observador se faz um excelente laboratório didático pois, ao menos em tese, é possível acompanhar as dificuldades e êxitos que cada grupo enfrenta. Essas informações são muito úteis para o processo de formação de um professor, mas não só, também se faz importante e necessário para o trabalho de um professor já formado e em contínuo processo de aprendizado. Dessa forma o estudante deixa de ser mero espectador e coadjuvante e tem a oportunidade de ter uma voz mais ativa, onde seu protagonismo passa a ter importância, uma vez que o foco são as discussões por eles realizadas. Essas discussões tentam promover uma participação mais efetiva dos estudantes com o intuito de facilitar o processo de ensino-aprendizado, de modo que o aprendizado seja de fato significativo, por meio da interação entre os conhecimentos prévios e novos conhecimentos, os quais os participantes passam a ter contato, esses conhecimentos ganham significados, ou novos significados e uma estabilidade cognitiva (MOREIRA, 2011). Concluímos que as atividades com o uso de metodologias ativas utilizadas através de recursos tecnológicos, são elementos motivadores e corroboram para o processo de ensino-aprendizagem no contexto acadêmico-escolar. Vimos também o
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importante papel e impacto que essas atividades podem desempenhar na boa formação docente, além de fornecer um método de inserção de conteúdos relegados e às vezes quase esquecidos nos currículos de algumas escolas, ajudando na consolidação da prática docente, exemplificando pelo menos dois aspectos do dia a dia docente: o de se colocar na posição do estudante e a de pensar adequações e estratégias para a implementação de uma proposta de aula.
## Referências
MINAYO, Maria Cecília de Souza; GOMES, Romeu; DESLANDES, Suely Ferreira.;/ PESQUISA SOCIAL- Teoria, método e criatividade. /MINAYO, 16 2 Edição Nº. 2, Vol. 1, jul-dez. 2012. Maria Cecília de Souza; Cap: 1- O Desafio da Pesquisa SocialPetrópolisRJ: Vozes, 2011.
BRASIL. Diretrizes Curriculares Nacionais para o Ensino Médio 4/5/2011. Projetos Políticos Pedagógicos/ Cap: VIII (Pág. 38). Equipe Técnica do DPEM/ NETO, Alípio dos Santos; LAZZARI, Maria de Lourdes; QUEIROZ, Maria Eveline Pinheiro Villar de; AMARAL, Marlúcia Delfi no; ARAÚJO, Mirna França da Silva de; NETO, Pedro Tomaz de Oliveira.
PERRENOUD, Philippe. A prática reflexiva no ofício de professor: profissionalização e razão pedagógica. Porto Alegre: Artmed, 2002.
CARVALHO, Marilia G.; Bastos, João A. de S. L., Kruger, Eduardo L. de A./ Apropriação do conhecimento tecnológico . CEEFET-PR, 2000. Cap. Primeiro
MOREIRA, M. A. O que é aprendizagem significativa? In: MOREIRA, M.A. Aprendizagem significativa: a teoria e textos complementares. São Paulo: Editora Livraria da Física, 2011.
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