O ESTUDO AVALIATIVO DO PIBID/CEFET-RJ: UMA ANÁLISE QUANTITATIVA E AS CONTRIBUIÇÕES PARA FORMAÇÃO DE PROFESSORES DE FÍSICA
Alexandre J P Ferreira, Wellerson Kneipp, Glauco S F Silva
- Evento
- Simpósio Nacional de Ensino de Física ↗ (SNEF)
- Edição
- XXIV
- Ano
- 2021
- Data
- 20/07/2021
- Linha de pesquisa
- Formação Inicial E Continuada Do Professor Em Todos Os Níveis De Escolaridade
- Tipo
- Comunicação
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Texto completo
## O ESTUDO AVALIATIVO DO PIBID/CEFET-RJ: UMA ANÁLISE QUANTITATIVA E AS CONTRIBUIÇÕES PARA FORMAÇÃO DE PROFESSORES DE FÍSICA
## Alexandre J P Ferreira 1 , Welerson Kneipp 2 , Glauco S F Silva 3
- 1 Licenciatura em Física/PIBIC/CEFET-RJ - Campus Petrópolis, ajpf44@gmail.com
- 2 Licenciatura em Matemática/CEFET/RJ - Campus Petrópolis, welerson.kneipp@cefet-rj.br
- 3 Licenciatura em Física/CEFET/RJ - Campus Petrópolis, glauco.silva@cefet-rj.brl
Palavras-chave : PIBID, Ensino de Física, Formação de Professores.
## Resumo expandido
- O presente estudo tem por objetivo analisar os dados do Programa Institucional de Bolsas de Iniciação à Docência (PIBID), dos cursos de licenciatura em física do CEFET/RJ. Durante o período analisado, coexistiram somente dois cursos de formação de professores no CEFET/RJ, ambos de licenciatura em física, situados nos campus de Nova Friburgo (NF) e Petrópolis (PET).
- O PIBID é um programa gerenciado e criado pela CAPES em 2007, regulado pelo decreto presidencial nº 7.219 em junho de 2010. O Programa é voltado para os cursos de licenciaturas em geral. Em sua origem contemplava apenas instituições e universidades públicas, a partir do edital de 2013, abriu-se para instituições privadas desde que fossem filantrópicas ou sem fins lucrativos. Os principais objetivos do programa são o incentivo à formação docente e a elevação da qualidade do magistério, como o foco sendo o momento de formação inicial (CURY, 2013).
Em consonância com Gatti (2014), o PIBID não se configura como um simples programa de bolsas. Trata-se de uma relação de ganho e retorno, entre a universidade-escola, e também o docente e o licenciando, buscando promover uma maior articulação entre as instituições. De acordo com a autora, a relação entre o bolsista de iniciação à docência e o professor da educação básica também é relevante na medida em que, por um lado, o professor pode revitalizar o conhecimento específico e ter contato com novas ideias que ainda estão em desenvolvimento, e por outro, os bolsistas têm a oportunidade de exercer atividades pedagógicas, supervisionadas por um docente com experiência. O PIBID, portanto, configura um espaço de formação inicial para os bolsistas, de formação continuada para os professores supervisores e de benefício mútuo entre a universidade e a escola.
- É importante salientar que apesar do período instável e incerto sobre a continuidade do programa em 2018, ele ainda existe e está ativo, porém com algumas diferenças nas diretrizes em comparação aos editais anteriores. Portanto, neste trabalho, os dados analisados,relativos especificamente ao PIBID, constam de
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19 a 30 de julho de 2021 - Online
abril/2010 a fevereiro/2018, durante esse período os editais tinham diretrizes e objetivos similares, portanto sendo passíveis de agrupamento para análise estatística.
Os dados utilizados no estudo foram obtidos junto às secretarias de ambos os campus e também extraídos do registro online do PIBID. A partir da análise exploratória dos dados foram elaboradas representações gráficas e tabulares, a fim de dar uma descrição geral de como o programa se desenvolveu nos dois campi , eventualmente comparando-os. Dessa forma, foi possível: (i) estabelecer tendências que confirmam o impacto do programa no curso, correlacionando o número de bolsistas com o de formados, (ii) mensurar a participação dos licenciandos com o programa e (iii) evidenciar as características dos participantes.
Ao analisar os formados, dividindo-os em bolsistas e não bolsistas (Gráfico 1 e Gráfico 2), foi observado em ambos os campus que mais de 50% dos formados participaram do Programa, é perceptível então o impacto do programa na permanência dos estudantes em ambos os cursos de licenciatura em Física do CEFET/RJ
Figura 01 : Gráficos da porcentagem de bolsistas e não bolsistas entre os formados, em Nova Friburgo e Petrópolis.
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Outra variável estudada foi o tempo de permanência dos bolsistas no programa (Figura 2). Com esses dados, é possível explorar quanto tempo os bolsistas tendem a ficar no programa, quanto tempo os bolsistas que se formaram ficaram no programa, entre outras informações que dão um panorama de como o PIBID foi desenvolvido no CEFET/RJ.
É possível observar que a maior parte dos bolsistas permanecem no programa até 2 anos, sendo a minoria que ultrapassa esse tempo. Isso indica uma alta rotatividade de bolsistas, principalmente em Petrópolis. Em Nova Friburgo é possível observar uma distribuição mais homogênea em comparação ao outro campus.
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Figura 2: Gráfico tempo de permanência, em meses, dos bolsistas no programa, em Nova Friburgo e Petrópolis.
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Quando elaboramos o mesmo modelo gráfico anterior (Figura 2), mas restringido aos bolsistas formados, observamos um comportamento diferente.
Figura 3: Gráfico tempo de permanência, em meses, dos bolsistas formados, no programa, em Nova Friburgo e Petrópolis.
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Quando restringimos a análise aos bolsistas do programa que já se formaram, é perceptível a mudança do comportamento do gráfico. A região densa, onde contém o maior número de bolsistas, está agora na segunda metade do gráfico, ou seja, permaneceram por mais de 2 anos. É importante salientar que apenas um bolsista formado permaneceu por menos de 9 meses no programa.
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Outra forma de se observar essa diferença é o tempo de permanência médio no programa pelos bolsistas. Os bolsistas em geral ficam em média 20 meses no programa, enquanto ao olhar somente para os formados, a adesão ao programa ocorre por mais tempo.
Tabela 1: Tempo de Permanência médio aparado em 10%
Esses resultados demonstram como se comporta o PIBID dentro do CEFET/RJ especificamente dos campi Nova Friburgo Petrópolis. É notório o impacto do programa principalmente nos momentos iniciais dos dois cursos de licenciatura, também é demonstrado o aproveitamento e engajamento dos estudantes com ele, principalmente entre os formados. É possível dizer portanto que mais da metade dos formados em licenciatura no CEFET/RJ durante o período analisado foi pibidiano.
Os resultados obtidos são locais, apenas dois pontos (NF e PET) dentre vários, porém nos fornece um panorama de como o PIBID se comportou durante esse período em grande escala. O estudo, portanto, não esclarece todas as dúvidas, e pelo contrário, abre mais possibilidades para pesquisas futuras. Assim, segundo Pimenta (2019), as principais questões seguem sem ser respondidas, sendo a principal delas: Como, onde e de que forma os alunos bolsistas do PIBID se inseriram profissionalmente? É neste sentido que a pesquisa se encaminha, análise estatística com o foco atual sendo as experiências docentes dos bolsistas formados.
## Referências
CURY, C. R. J. Programa institucional de bolsa de iniciação à docência da Capes e a formação docente. Arquivo Brasileiro de Educação , v. 1, n. 1, p. 13-26, 30 ago. 2013.
GATTI, B. Um estudo avaliativo do Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência (Pibid) . São Paulo: FCC, 2014.
PIMENTA, S. G. et al. Estágios supervisionados e o Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência:duas faces da mesma moeda? Revista Brasileira de Educação , v. 24, 2019.
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