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INCENTIVO À FORMAÇÃO DOCENTE: REFLEXÕES EM TORNO DA EXPERIÊNCIA DO PIBID EM AULAS DE FÍSICA

Rogerio Dos Santos Bittencourt, Wagner Duarte José

Evento
Simpósio Nacional de Ensino de Física ↗ (SNEF)
Edição
XXIV
Ano
2021
Data
20/07/2021
Linha de pesquisa
Formação Inicial E Continuada Do Professor Em Todos Os Níveis De Escolaridade
Tipo
Comunicação

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Texto completo

## INCENTIVO À FORMAÇÃO DOCENTE: REFLEXÕES EM TORNO DA EXPERIÊNCIA DO PIBID EM AULAS DE FÍSICA

Rogerio dos Santos Bittencourt 1 , Wagner Duarte José 2 .

- 1 Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia / Centro Integrado de Educação Navarro de Brito, rogerio\_bittencourt@yahoo.com.br
- 2 Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia / Departamento de Ciências Exatas e Tecnológicas, wagnerjose@uesb.edu.br

Palavras-chave

: PIBID, formação docente, Paulo Freire.

## Resumo expandido

O programa Institucional de Bolsas de Iniciação à Docência (PIBID) é um programa desenvolvido pelo MEC com apoio da Capes desde 2010, destinado aos estudantes de licenciaturas, no intuito de promover a experiência docente através do contato com professores e com estudantes das escolas públicas parceiras. É de grande importância e influência nas escolas, proporcionando a relação universidadeescola-comunidade por meio das orientações desenvolvidas pelos núcleos formadores e pela troca de saberes entre futuros docentes, professores supervisores e discentes.

Neste trabalho, desenvolvemos reflexões sobre a importância do PIBID subprojeto Física desenvolvido em 2018-2019 no Centro Integrado de Educação Navarro de Brito (CIENB), escola pública estadual localizada em Vitória da Conquista -Bahia. Como referencial teórico, adotamos os pressupostos teóricos problematização e dialogicidade , de Paulo Freire. Compreendemos que a estrutura do PIBID promove situações propícias ao aprendizado dos alunos e bolsistas, a formação inicial dos pibidianos e estímulo à formação continuada dos professores supervisores, através da problematização das atividades ministradas aos alunos e do diálogo entre todos envolvidos. Para Freire (1980, p. 66), 'O sujeito pensante não pode pensar sozinho; não pode pensar sem a coparticipação dos outros sujeitos no ato de pensar sobre o objeto'.

Em relação aos pibidianos, destacamos a formação docente através da experiência inicial em sala de aula, elaboração e participação de atividades inovadoras; diálogo e reflexão das ações docentes através das reuniões de formação promovidas pelo núcleo e pelos diários de bordo; relação com os discentes adquirindo feedback sobre as atividades realizadas junto ao professor supervisor.

Para os discentes das escolas envolvidas, a presença dos pibidianos é uma novidade, em alguns momentos, uma situação problematizadora do contrato didático (BROUSSEAU, 1996). No decorrer do tempo, devido à proximidade da faixa etária entre eles, desenvolvem o diálogo com mais facilidade estabelecendo relações de tutoria, solucionando dúvidas e esclarecendo expectativas futuras que os discentes trazem sobre a iniciação acadêmica.

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19 a 30 de julho de 2021 - Online

Os professores supervisores reestabelecem o contato com a universidade, participando das reuniões em conjunto com os bolsistas e professor coordenador, vivenciando momentos de diálogo, construção de atividades, reflexão e formação. Enfatizamos que, em nossa unidade escolar, dois professores que participaram do PIBID ingressaram no Mestrado Nacional Profissional em Ensino de Física, demonstrando assim a importância do PIBID como incentivador a qualificação profissional.

O PIBID proporciona novos caminhos para o ambiente escolar, mobilizando e modificando a dinâmica das aulas com atividades diversificadas, oportunizando futuros professores ao convívio escolar, reanimando os professores supervisores em relação a sua docência e sua carreira acadêmica.

Como exemplar de uma situação de ensino, destacamos uma atividade de demonstração interativa realizada em sala de vídeo, desenvolvida pelos pibidianos com recurso didático da simulação Formas de Energia e Transformações (Figura 1) disponível na plataforma PHET (https://phet.colorado.edu/sims/html/energy-formsand-changes/latest/energy-formsand-changes\_pt\_BR.html) nas aulas de Física do 2ºAno do Ensino Médio.

Figura 1 Tela da Simulação Formas de Energia e Transformações .

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A proposta dessa atividade foi abordar o tema transformações da energia, presente em simples movimentos ou atividades comuns ou mesmo na distinção entre calor e energia. Distinguimos as diversas modalidades de usinas de obtenção de energia elétrica, destacando a relação existente nas bandeiras tarifárias e suas cores na conta de energia. No amplo leque de possibilidades didáticas, em atividades como a realização de experimentos físicos ou virtuais e auxílio nas aulas com os professores regentes, os licenciandos em física percebem a importância de tal projeto para a

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formação e aprendizado por meio da interação na sala de aula com os alunos (GASPAR, 2014).

Para a introdução do conteúdo, apresentamos os conceitos de calor, energia, temperatura e transferência de calor, a partir da representação de uma torneira, roda d'água, ebulidor e termômetro. Na simulação, abre-se a torneira e a água cai direto na roda d'água fazendo o ebulidor aquecer e aumentar o valor da medida termométrica no termômetro. Nesse experimento, observa-se a água cair na roda, gerando a energia mecânica, que é transformada em energia elétrica e, no ebulidor, em energia térmica. Com essa observação, questionamos aos alunos como a energia foi transformada e como isso é observado no cotidiano. Era esperado dos alunos, relacionarem todos os conceitos trabalhados com a simulação, além de correlacionarem com situações do cotidiano.

Além do primeiro exemplo, apresentamos outra situação, substituindo a torneira pelo sol, a roda d'água pela placa de energia solar e o ebulidor pela lâmpada, buscando mostrar como a energia solar seria transformada em energia elétrica. Discutimos alguns exemplos do cotidiano sobre a posição de destaque dessa forma de geração de energia elétrica. Para a finalização da aula, mencionamos a energia química e sua transformação em energia elétrica. Trocamos o sol pela bicicleta, a placa solar pela roda dentada e a lâmpada pelo ventilador. Há uma demonstração apropriada para o objetivo, explicar o que é a energia química, como ela pode ser observada na natureza, em situações do cotidiano e se a mesma é uma forma de energia renovável.

Utilizamos o registro em diário de bordo dos pibidianos como estratégia para a reflexão em torno da atividade realizada e análise de dados numa abordagem de pesquisa do tipo qualitativa. Percebemos que os alunos participaram da aula de maneira dinâmica, participando com maior intensidade, apresentando suas opiniões e dúvidas sobre os conteúdos. Sugeriram que houvesse outras atividades como essa, pois suas experiências foram gratificantes, por haver um método que possibilitava as observações e compreensões do assunto de maneira interativa e distinta do método tradicional de aula.

Verificamos que houve uma interação maior dos alunos com os docentes (pibidianos e regente), diferente do que ocorre habitualmente em sala de aula, percebemos a importância do diálogo professor-aluno (MENEZES, 1980), da troca de conhecimento e saberes na apropriação dos conhecimentos através da interação social (GASPAR, 2014) com os colegas e docentes. Por meio de aulas diversificadas, alcançamos a valorização do ensino de física e desmitificação de preconceitos que os alunos possuem dessa disciplina.

Concluímos que ações propostas pelo PIBID promovem o diálogo entre pibidianos, alunos, professores supervisores e professor coordenador, no propósito de desenvolver atividades que favorecem a melhoria da prática docente e valorização do magistério.

## Referências

BROUSSEAU, G. Fundamentos e Métodos da Didáctica da Matemática. In: BRUN, J. Didática das Matemáticas . Lisboa: Instituto Piaget, 1996.

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FREIRE, P. Extensão ou comunicação? 5e. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1980.

GASPAR, A. Atividades experimentais no ensino de física : uma nova visão baseada na teoria de Vygotsky. 1° edição. São Paulo; Livraria da Física. 2014.

MENEZES, L. C. Novo(?) Método(?) para Ensinar(?) Física(?). Revista Brasileira de Ensino de Física , v. 2, n. 2, 1980, p. 89-97.

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Texto extraído automaticamente do PDF: podem existir erros de conversão, especialmente em fórmulas, tabelas e figuras.