CONTEÚDOS E ESTRATÉGIAS METODOLÓGICAS EM ENSINO DE ASTRONOMIA NOS CURSOS DE FORMAÇÃO CONTINUADA: UM ENFOQUE DOS PROFESSORES DA EDUCAÇÃO BÁSICA
Marcos Rincon Voelzke, José Ivan Spinardi
- Evento
- Simpósio Nacional de Ensino de Física ↗ (SNEF)
- Edição
- XXIV
- Ano
- 2021
- Data
- 20/07/2021
- Linha de pesquisa
- Formação Inicial E Continuada Do Professor Em Todos Os Níveis De Escolaridade
- Tipo
- Comunicação
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Texto completo
## CONTEÚDOS E ESTRATÉGIAS METODOLÓGICAS EM ENSINO DE ASTRONOMIA NOS CURSOS DE FORMAÇÃO CONTINUADA: UM ENFOQUE DOS PROFESSORES DA EDUCAÇÃO BÁSICA
## Marcos Rincon Voelzke¹, José Ivan Spinardi²
¹Universidade Cruzeiro do Sul, mrvoelzke@hotmail.com
²Universidade Cruzeiro do Sul, spina.1917@gmail.com
Palavras-chave: Ensino de Astronomia, Formação Continuada, Metodologias Ativas
## Resumo expandido
A apropriação dos saberes conceituais da Astronomia, assim como a metodologia de ensino e aprendizagem aplicada aos alunos, são elementos inseparáveis. Caso o professor não domine os saberes disciplinares em Astronomia essencial, devido, principalmente, à ocorrência de lacunas durante a sua formação inicial, é preocupante imaginá-lo trabalhando em sala de aula com saberes disciplinares construídos a partir de outras fontes de consulta (nem sempre seguras), tais como a mídia sensacionalista, livros didáticos contendo erros conceituais (LANGHI, 2005), ou sua própria experiência advinda dos anos no Ensino Fundamental, enquanto aluno. Na área de Ensino de Astronomia, autores de pesquisas alertam e destacam o problema da formação (inicial e continuada) deficitária de professores, no Brasil, com relação ao conteúdo específico de Astronomia (LANGHI; NARDI, 2007) (OLIVEIRA; FUSINATO; BATISTA, 2018). Por outro lado, as Metodologias de Ensino revestem-se de fundamental importância para o ensino de tópicos de Astronomia na sala de aula. Nesta fase em que o país passa por uma pandemia, os professores têm utilizado de Metodologias Ativas, como diferentes tipos de plataformas, Blogs , WhatsApp e diversos aplicativos que se constituem em ferramentas de ensino a distância.
A apropriação desse ferramental, aliada ao treinamento de formação dos professores, configura-se uma aquisição de habilidades para que o professor possa fazer frente aos novos desafios do ensino remoto. A Base Nacional Comum Curricular (BNCC) prevê o uso da tecnologia na escola, tendo em vista que a sociedade está imersa no meio digital (BRASIL, 2018).
Percebe-se que os recursos tecnológicos de comunicação se apresentam como uma ferramenta pedagógica que poderá auxiliar a integração do aluno ao mundo digital, por meio do acesso aos conteúdos disponíveis, o que possibilitará ao sujeito apropriarse do conhecimento de forma dinâmica, autônoma e prazerosa. A metodologia utilizada é a análise de conteúdo de Bardin (2011), de cunho descritivo, aplicada ao universo da pesquisa, especificamente do Ensino Fundamental e Médio, que
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19 a 30 de julho de 2021 - Online
trabalham com conteúdo de Astronomia na sala de aula. A pesquisa foi desenvolvida por via de um questionário, no período de 09 a 16 de fevereiro de 2021, tipo Google Forms , dirigido a professores de Ciências, Física, Geografia e Matemática, que trabalham com o tema da Astronomia. Na pesquisa havia perguntas previamente elaboradas sobre escolaridade, faixa de atuação no ensino, disciplinas que ministram, e até sobre seus anseios com relação aos cursos de formação continuada em Ensino de Astronomia. No presente trabalho, buscou-se investigar quais os anseios dos professores, do universo pesquisado, com relação aos cursos de formação continuada, tanto em conteúdo como em práticas metodológicas, que lhes capacitariam a viabilizar o Ensino de Astronomia aos alunos. Dessa forma, foram verificadas também as mídias tecnológicas e seu ferramental na consecução do ensino e aprendizagem. A pesquisa foi realizada com 18 professores da Educação Básica, dos quais 34% são de escola pública do município de São Paulo, 50% de escola pública estadual e 16% de escola particular. Com relação a gênero, temos 72% do sexo feminino e 28% do sexo masculino, demonstrando, assim, uma grande predominância do sexo feminino na Educação Básica. No que se refere ao ciclo em que ministram aulas, 11 professores (62%) lecionam no Ensino Médio e 7 atuam no Ensino Fundamental II (38%). Quanto às disciplinas pertinentes ao Ensino Básico, verificou-se que 39% dos docentes são responsáveis por Ciências; 12%, por Física; 12% lecionam Geografia, 12%, Informática Educativa e 25% são de áreas ligadas a projetos de ensino e tecnologias. Disciplinas essas que implementam o Ensino de Astronomia na sala de aula, configurando uma novidade o Ensino de Astronomia pela disciplina de Informática Educativa. A pesquisa ficou circunscrita à área de Exatas e de Geografia. No que tange às Metodologias Ativas utilizadas na sala de aula, para contextualizar o conteúdo, 70% dos professores já faziam o uso frequente e 30% recorrem a elas por conta da pandemia. Dessa forma, o recurso tecnológico é amplamente utilizado pelos professores e, na pandemia, seu uso se estendeu. As tecnologias adotadas com os alunos em sala de aula pelos professores se revestem das seguintes modalidades: o Classroom é utilizado por 72% dos professores, seguidos do Whatsapp 11%, Teams 11% e Blog 6%, denotando uma aplicação com leque muito amplo de ferramental tecnológico.
Em relação aos cursos de formação continuada em Ensino de Astronomia, 90% dos professores consideram importante que tais cursos abordem conteúdos conceituais e Metodologias de Ensino, expressando preocupação com suas práticas pedagógicas, tanto conceituais, quanto em estratégias metodológicas. Ou seja, existe o reconhecimento de que há lacunas em suas formações acadêmicas e a necessidade de suplantá-las pelos cursos de formação continuada, principalmente na área da Astronomia, 5% com conteúdo conceitual e 5% com práticas metodológicas de ensino. Com relação as visitas a planetários e museus, 50% dos professores pesquisados nunca os visitam com os alunos, 36%, às vezes e 14%, muito raramente. Nessa pesquisa, fica patente a necessidade dos cursos de formação continuada implementarem, tanto os conteúdos, como as estratégias metodológicas de Ensino da Astronomia e que esses cursos podem ser desenvolvidos a distância ou por meio remoto, já que a grande maioria dos professores manipula o ferramental tecnológico, de modo aprofundado, durante o processo da pandemia.
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## Referências
BARDIN, L. Análise de conteúdo . São Paulo: Edições 70, 2011.
BRASIL. Ministério da Educação. Base Nacional Comum Curricular . Brasília, 2018.
LANGHI, R. Ideias de senso comum em Astronomia. In: Observatórios Virtuais . São Paulo: IAG/USP, v. CDROM, p. 1-9, 2005.
LANGHI, R.; NARDI, R. Ensino de Astronomia: erros conceituais mais comuns presentes em livros didáticos de ciências. Caderno Brasileiro de Ensino de Física , 24(1), 87-111, 2007.
OLIVEIRA, A. A.; FUSINATO, P. A.; BATISTA, M. C. A. Astronomia nos currículos dos cursos de Ciências Biológicas no estado do Paraná. Revista Valore . 1(3), 334-342, 2018.
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