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CARTOGRAFIA DE CONTROVÉRSIAS NA FORMAÇÃO DE PROFESSORES: OS BASTIDORES DO PROCESSO DE FORMAÇÃO

Letícia Nunes Andreatta, Luiz Gonzaga Roversi Genovese.

Evento
Simpósio Nacional de Ensino de Física ↗ (SNEF)
Edição
XXIV
Ano
2021
Data
20/07/2021
Linha de pesquisa
Formação Inicial E Continuada Do Professor Em Todos Os Níveis De Escolaridade
Tipo
Comunicação

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Texto completo

## CARTOGRAFIA DE CONTROVÉRSIAS NA FORMAÇÃO DE PROFESSORES: OS BASTIDORES DO PROCESSO DE FORMAÇÃO

## Letícia Nunes Andreatta 1 Luiz Gonzaga Roversi Genovese 2

1 Universidade Federal de Goiás, Instituto de Física, letyfisica@gmail.com 2 Universidade Federal de Goiás, Instituto de Física, Pós-Graduação em Educação em Ciência e Matemática, Instituto de Física, lgenovese@ufg.br

Palavras-chave : Formação de Professores; Cartografia de Controvérsias; Escola.

## Resumo expandido

O presente trabalho, intitulado -'Cartografia de controvérsias na formação de professores: os bastidores do processo de formação' - visa analisar a perspectiva da autora, sobre a escola, a universidade e a relação escola-universidade ao longo de sua formação, usando o método da cartografia de controvérsias e os conceitos da Teoria Ator-Rede (LATOUR, 2012). Esse projeto foi construído e desenvolvido em meio a uma relação hierarquizada entre o campo escolar e o campo universitário, externada num campo interseccional conhecido como Grande Grupo de Pesquisa (GGP) que produz, divulga e valida o conhecimento através de pesquisas ligadas ao ensino de ciências e matemática. O GGP é constituído por Pequenos Grupos de Pesquisa (PGP) formados por escolas das redes municipal, estadual e federal da cidade de Goiânia e pelo Instituto de Física da Universidade Federal de Goiás (IF-UFG), ao qual está vinculado institucionalmente (GENOVESE & GENOVESE, 2012). A jornada da autora foi dividida em quatro momentos significativos e decisivos do seu processo formativo e redes de controvérsia foram montadas para cada um, nas quais a autora é também uma atriz. As redes são formadas nas relações entre os actantes e não na infraestrutura pela qual eles agem, os atores só fazem sentido dentro da rede, pois eles são compostos por elas e componentes das mesmas, por isso o termo Ator-Rede, é preciso acompanhar os actantes envolvidos e as conexões que eles fazem (LATOUR, 2012). A centralidade é o indicador de quais são os atores que têm mais influência dentro da rede de acordo com as ligações que são estabelecidas no cenário. Neste trabalho foram empregadas três tipos: a de grau, que sinaliza o número de contatos diretos que um ator faz na rede; a de intermediação, que assinala os responsáveis pelo fluxo de informação num local da rede; e a de proximidade, que aponta os actantes que percorrem o menor caminho para alcançar os outros. As redes foram construídas usando o programa GEPHI 0.9.2 e descritas pelos nós, as arestas e o tipo de ligação. O cenário formado pelas relações entre os atores são representadas por grafos que são fundamentais para visualizar como cada ator atua dentro da rede e com quem ele está atuando. Os nós representam os actantes, que podem ser humanos e não humanos. As arestas são as conexões, os vínculos, os laços entre dois nós. A ligação pode ser de dois tipos: direta, ou unidirecional, o acesso é em um único sentido, de um nó para outro através da aresta; e indireta, ou bidirecional, o acesso ocorre nos dois sentidos, um nó leva ao outro através do vínculo e vice-versa (WELLMAN, 1983). A análise aponta que a formação de professores só faz sentido dentro da rede em que eles estão envolvidos. Indica, também, que é preciso assumir que a formação de

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19 a 30 de julho de 2021 - Online

professores acontece de maneira dinâmica, complexa e ligada a vários atores, humanos e não humanos, para que seja possível ressignificar os campos escolar e universitário e a relação escola-universidade. Um processo que forma professores conscientes, responsáveis, críticos e ativos - formadores - no campo escolar e da escola precisa abrir espaço e tempo para que os atores dessas redes se façam emergir.

## Referências

GENOVESE, L. G. R. & GENOVESE, C. L. C. Estágio supervisionado em física. Goiânia: UAB, 2012.

GENOVESE, L. G. R. Obstáculos à consolidação da relação entre o campo escolar e o campo universitário: os Pequenos Grupos de Pesquisa de Goiás em foco. In: Encontro Nacional de Pesquisa em Educação em Ciências , 9., 2013, Águas de Lindóia. Anais.

GENOVESE, L. G. R. et al. Programa Institucional de Bolsa à Docência: termos em reflexão à luz dos pressupostos do GGP-PIBID - Física do Instituto de Física- UFG. In:\_ et al.(Orgs.). Diálogo entre as múltiplas perspectivas em ensino de Física. 1.ed. São Paulo: Editora Livraria da física, 2016. cap.16, p. 345-398.

LATOUR, B. Ciência em ação: como seguir cientistas e engenheiros sociedade afora. 2. ed. São Paulo: Editora Unesp, 2000.

LATOUR, B. Reagregando o social: uma introdução a Teoria do Ator-Rede. Salvador-Bauru: EDUFBA-EDUSC, 2012.

VENTURINI, T. Diving in magma: How to explore controversies with Actor-Network Theory (draft version). Public Understanding of Science , v.9, n.3, 2010.

WELLMAN, B. Network Analysis: some basic principles. Sociological Theory, v.1, 1983.

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