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MIDIAS DIGITAIS E NOVAS TECNOLOGIAS: UMA NOVA ABORDAGEM PARA A FORMAÇÃO CONTINUADA

Paulo Henrique Taborda, Hércules Alves Oliveira

Evento
Simpósio Nacional de Ensino de Física ↗ (SNEF)
Edição
XXIV
Ano
2021
Data
20/07/2021
Linha de pesquisa
Formação Inicial E Continuada Do Professor Em Todos Os Níveis De Escolaridade
Tipo
Comunicação

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Texto completo

## MIDIAS DIGITAIS E NOVAS TECNOLOGIAS: UMA NOVA ABORDAGEM PARA A FORMAÇÃO CONTINUADA

Paulo Henrique Taborda 1 , Hércules Alves Oliveira 2

- 1 Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR)/Programa de Pós-Graduação em Ensino de Ciência e Tecnologia - UTFPR, paulinhotaborda@gmail.com
- 2 I Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR)/Programa de Pós-Graduação em Ensino de Ciência e Tecnologia - UTFPR, hercules@utfpr.edu.br

Palavras-chave : Formação continuada, mídias digitais

## Resumo expandido

O cenário atual para a educação em todo o mundo é de mudança. Estamos vivendo uma pandemia e em virtude disso o ensino remoto e híbrido (parte presencial, parte remoto) foi acelerado a ponto de se tornar uma realidade em diversas localidades. No Brasil, além disso, enfrentamos uma mudança no currículo da educação básica, impulsionada pela Base Nacional Comum Curricular (BNCC) (BRASIL, 2018), que já tem seu processo formalizado para o ensino fundamental e está em fase de implementação para o ensino médio. O professor inserido nesse contexto de mudança precisa atualizar suas metodologias e aprender a utilizar a tecnologia em suas aulas. Fizemos, a partir dessa perspectiva, uma análise bibliográfica sobre os trabalhos de Carvalho (2017), Demo (2009, 2011), Imbernón (2010, 2011), Mercado (1999) e Nóvoa (1992), cruzando com o trabalho de Martino (2014). Refletindo sobre como a formação continuada pode ser aplicada através das mídias digitais e com a utilização de novas tecnologias. Analisamos a situação do ponto de vista da formação permanente, das novas tecnologias e das mídias digitais aliadas para uma atualização dos professores no universo digital. A formação continuada é apontada pelos autores como essencial para esse processo de mudança, no qual estamos inseridos, e através dela, o professor conseguirá planejar e executar um plano de aula que facilite o processo de ensino-aprendizagem. Se considerarmos apenas a prática como fator de aprendizado, sem um compartilhamento de ideias os professores podem ficar presos a metodologias que aprenderam quando ainda eram alunos, alguns sob uma educação mais autoritária tem grandes dificuldades em ensinar de maneira diferente pois não aprenderam a aprender (DEMO, 2011). A mudança nas relações sociais influencia diretamente no ensinar e no aprender (IBERNÓN, 2010). A escola inserida no contexto pandêmico não possui a possibilidade do contato físico entre professor aluno, o convívio no ambiente escolar e a relação de aprendizagem que existe pela troca de experiência entre os indivíduos. Inferimos que a distância física é prejudicial, mas pode ser compensada pelas mídias digitais que ficaram mais comuns a esse meio, como os vídeos e áudios disseminados pelas redes sociais e de streaming. Segundo Demo (2011), essas ferramentas devem ser utilizadas pelos professores no auxílio do processo de ensino-aprendizagem, mas com a ressalva de que não se pode tornar uma determinada tecnologia a única a ser utilizada, pois a empolgação pelo seu uso

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19 a 30 de julho de 2021 - Online

pode gerar uma frustração por não conseguir atingir a todos e a sua utilização se sobrepor aos conteúdos ensinados. Surgem aqui, questões sobre a prática do professor: O professor é capacitado para ministrar aulas nas modalidades EaD, remoto ou híbrido? A formação continuada através das mídias digitais pode se tornar um caminho para a formação? Pensando em todo esse cenário e nos questionamentos supracitados a formação continuada deve vir em forma de formação permanente, uma formação pensada na individualidade do sujeito, profissional da educação, proporcionando um ambiente de estudo, pesquisa e debate constante. Uma alternativa para que isso ocorra são as mídias digitais, uma vez que através delas é possível criar ambientes de interação como os chats e comentários, ou a partir delas criar fóruns de discussão. Segundo Demo (2011), com elas, também é possível que o professor caminhe entre teoria e prática reconstruindo a prática através da teoria e vice-versa. Nóvoa (1992) sugere que a formação, seja ela inicial ou continuada, deve perpassar por essa reflexão sobre as práticas construindo e reconstruindo a sua identidade profissional e não apenas se configurar em um acúmulo de cursos, conhecimentos e técnicas. É preciso o debate para que haja crescimento profissional. Segundo Martino (2014), a arquitetura proporcionada pelas redes é um cenário propício a circulação de informações que são fornecidas a todo o momento em tempo real, gerando instabilidade constante. Um espaço como esse gera a necessidade de (re)aprender e de se reinventar constantemente, o que reforça a ideia da formação permanente em que o professor precisa ser um eterno estudante e aprender com seus alunos. A tecnologia aplicada a favor do processo ensino aprendizagem deve ser aprendida em algum momento, pois seu manuseio não é simples como segurar um giz e escrever em um quadro negro. Podemos concluir a partir dessa reflexão que o professor teve que reinventar sua prática de lecionar, o quadro e giz já não são mais opções, em seu lugar aparecem as videochamadas, em aulas síncronas e assíncronas. Quando síncronas o professor tem uma maior interação com o estudante e quando assíncronas elas devem ser pensadas de uma maneira em que o estudante não seja marginalizado no processo. Além disso, vídeos e podcasts foram inseridos no cotidiano da escola, além das plataformas de salas virtuais. A necessidade de mudança supera qualquer preconceito vindo dos professores, mas como não estavam preparados para o momento a solução foi buscar cursos de capacitação nessas novas ferramentas, só que dessa vez o professor é obrigado a aprender através das mesmas ferramentas que usará com seus alunos. Reforçando a ideia de que é preciso aprender como aprender para poder ensinar e que o processo de mudança é inerente a formação permanente do sujeito, não só como profissional da educação, mas como cidadão crítico.

## Referências

BRASIL. Secretária da Educação Básica. Base Nacional Comum Curricular. Brasilia: MEC, 2018.

CARVALHO, A. M. P. (org.). Formação continuada de professores. 2. ed. São Paulo, SP: Cengage, 2017.

DEMO, P. Professor do futuro e reconstrução do conhecimento. 6 ed. Petrópolis, RJ: Editora Vozes, 2009.

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\_\_\_\_\_\_\_\_\_Formação permanente e tecnologias educacionais. In: Formação permanente e tecnologias educacionais. 2 ed. Petropolis, RJ: Editora Vozes, 2011.

IMBERNÓN, F. Formação continuada de professores. Porto Alegre: Artmed Editora, 2010.

\_\_\_\_\_\_\_\_\_Formação docente e profissional: formar-se para a mudança e a incerteza. 9 ed. São Paulo: Cortez, 2011.

MARTINO, L. M. S. Teoria das Mídias Digitais: Linguagens, ambientes, redes. Petrópolis, RJ: Vozes, 2014.

MERCADO, L. P. L. Formação continuada de professores e novas tecnologias. Maceió AL: Ufal, 1999.

NÓVOA, A. A Formação de professores e profissão docente. In: NÓVOA, A. Os professores e a sua formação. Lisboa: Publicações Don Quixote, 1992. p. 13-33.

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