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O ESTÁGIO SUPERVISIONADO NO ENSINO FUNDAMENTAL DO CURSO DE LICENCIATURA EM FÍSICA: CONTRIBUIÇÕES PARA A FORMAÇÃO DOCENTE NA PERSPECTIVA DOS ESTÁGIÁRIOS

Heydson Henrique Brito Da Silva, Mauro Parnaiba Duarte

Evento
Simpósio Nacional de Ensino de Física ↗ (SNEF)
Edição
XXIV
Ano
2021
Data
20/07/2021
Linha de pesquisa
Formação Inicial E Continuada Do Professor Em Todos Os Níveis De Escolaridade
Tipo
Comunicação

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Texto completo

## O ESTÁGIO SUPERVISIONADO NO ENSINO FUNDAMENTAL DO CURSO DE LICENCIATURA EM FÍSICA: CONTRIBUIÇÕES PARA A FORMAÇÃO DOCENTE NA PERSPECTIVA DOS ESTÁGIÁRIOS

## Heydson Henrique Brito da Silva 1 , Mauro Parnaiba Duarte 2

- 1 Universidade Federal de Pernambuco / Centro Acadêmico do Agreste / Núcleo de Formação Docente, heydson.henrique@ufpe.br
- 2 Universidade do Estado do Rio Grande do Norte / Programa de Pós-Graduação em Física, mauropduarte12@gmail.com

Palavras-chave : Ensino de Física; Estágio Supervisionado; Ensino Fundamental.

## Resumo expandido

O estágio supervisionado possibilita uma melhor compreensão de como é dinâmico e complexo o contexto escolar, principalmente na Educação Básica (se tratando de crianças e adolescentes), constituindo assim, um importante aspecto para a formação, não apenas acadêmica e da nossa prática pedagógica, mas também como pessoa, ao se relacionar com pessoas de diferentes contextos sociais, culturais e intelectuais.

Tal componente curricular tem como finalidade desenvolver habilidades práticas do que foi aprendido na teoria dos cursos de licenciatura (PIMENTA, 2013; PIMENTA e LIMA, 2012; SILVA; MIRANDA, 2008). Já Carvalho (2009) ressalta o estágio como sendo um momento que possibilita a construção de um estilo próprio, fundamentado nos diversos saberes que compõem a nossa formação profissional, unificada a valores éticos, sociais, humanos e estéticos calcados na nossa história pessoal.

Percebe-se, em geral, que pouco é discutido, de forma reflexiva, sobre as contribuições e os desafios que poderão ser encontrados pelos estagiários. Desafios estes que vão desde a relação entre estagiário e aluno (pois se trata de alunos jovens e adolescentes de diferentes contextos, em geral) até o processo de transposição didática, uma vez que o Ensino da Física no Ensino Fundamental implica em adaptações e mudanças metodológicas para uma melhor aprendizagem (COUTINHO et al. 2014; DUARTE 2005).

Neste trabalho buscamos investigar algumas contribuições e desafios do componente curricular Estágio Supervisionado I para a formação docente, sob a perspectiva dos estagiários, no curso de Licenciatura em Física do Centro de Formação de Professores (CFP) da Universidade Federal de Campina Grande (UFCG). Trata-se de um estudo de caso, onde aplicamos um questionário aberto a 25 estudantes que já realizaram a disciplina de Estágio Supervisionado I (o qual aborda o ensino de ciências no Nível Fundamental) no Curso de Licenciatura em Física do CFP. Estes dados foram analisados de modo qualitativo e esquematizados como propõe Bardin (1977, 2011).

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A partir dos dados apresentados foi possível perceber com clareza os principais desafios, as principais críticas, e as considerações dos estagiários em relação a essa etapa em especial. Enquanto aos empecilhos burocráticos, observamos que os estagiários apresentam queixas diversas, que vão desde a elaboração da documentação inicial até a anuência da escola pretendida. Devemos compreender que esta etapa é inerente ao processo e não pode ser ignorada. No entanto, como sugerem os participantes, pode haver uma diminuição da burocracia envolvida, facilitando o processo.

No que diz respeito à contribuição do estágio para a formação do estagiário, podemos destacar o apontamento da maioria dos sujeitos em relação ao fato de que houve melhoria em relação às produções acadêmicas de caráter pedagógico do curso, ou seja, no que se refere tanto na perspectiva de produção acadêmica (na apresentação de trabalhos, na escrita de texto, na produção de relatórios, etc.) como também nas discussões teóricas relacionadas ao ensino. Isto é coerente com o que traz a literatura discutida neste trabalho, onde o estágio não deve ser enxergado apenas como a 'hora da prática', mas também como uma oportunidade de dar significado aos conteúdos teóricos aprendidos no curso.

Também devemos evidenciar o fato de que apenas uma parcela minoritária dos estudantes, de acordo com a pesquisa, reconhece o estágio como um meio de identificação como docente, bem como na construção da sua própria prática pedagógica. Isto corrobora as teses iniciais discutidas, onde mostra-se uma carência do estagiário em desenvolver uma prática docente que o promova a um profissional reflexivo.

Destarte, percebe-se também a necessidade inerente no âmbito do curso de Física em se buscar discutir e refletir nas disciplinas que antecedem a etapa do estágio sobre a realidade no qual os discentes irão se deparar. Isto permitirá desenvolver vivências que possibilitem uma articulação de modo significativo entre o que é discutido teoricamente sobre o Ensino de Física e a realidade de sala de aula, como também 'vivências que não se limitem a um reforço de práticas tradicionais' (MARTINS, 2009, p.6). Para tanto, podemos reforçar a ideia de se considerar as atividades e os trabalhos desenvolvidos pelos estagiários, já que os mesmos se apresentam como fontes potenciais para a construção de saberes significativos referente à prática docente nas escolas, e que podem, assim, contribuir para a formação docente e para a formação dos estudantes da Educação Básica.

## Referências

BARDIN, L. Análise de Conteúdo . São Paulo: Edições 70, 2011.

BARDIN, L. L'Analyse de Contenu . Paris: Pressesuniversitaires de France, 1977.

COUTINHO, R.X.; FOLMER, V.; PUNTEL, R.L. Aproximando universidade e escola por meio do uso da produção acadêmica na sala de aula. Ciência & Educação , v. 20, n.3, p. 765-783, 2014.

DUARTE, J.B.A. (2005) Contestação escondida: As críticas de jovens à escola atual. São Paulo: Cortez, 2005.

MARTINS, A.F.P. Estágio supervisionado em Física: o pulso ainda pulsa.... Revista Brasileira de Ensino de Física , v. 31, n. 3, p. 3402-1-3402-7, 2009.

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PIMENTA, S.G. O estágio na formação de professores: unidade, teoria e prática? 11ª ed. São Paulo: Cortez, 2013.

PIMENTA, S.G.; LIMA, M.S.L. Estágio e docência . 7ª edição. São Paulo: Cortez, 2012.

SILVA, L.C.; MIRANDA, M.I. Estágio Supervisionado e Prática de Ensino: Desafios e Possibilidades . 1ª ed. V. 1. Araraquara: Junqueira & Marin editores, 2008.

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