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CONSTRUÇÃO DE QUESTIONÁRIO PARA COLETA DE DADOS ACERCA DA PERCEPÇÃO DO PROFESSOR DE FÍSICA SOBRE DO USO DO LABORATÓRIO DIDÁTICO NUMA INSTITUIÇÃO DA REDE FEDERAL DE ENSINO

Maria Clara Sampaio Pereira, Danilo Almeida Souza

Evento
Simpósio Nacional de Ensino de Física ↗ (SNEF)
Edição
XXIV
Ano
2021
Data
20/07/2021
Linha de pesquisa
Materiais, Métodos, Estratégias E Avaliação No Ensino De Física
Tipo
Comunicação

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XXIV Simpósio Nacional de Ensino de Física - SNEF 2021

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CONSTRUÇÃO DE QUESTIONÁRIO PARA COLETA DE DADOS

ACERCA DA PERCEPÇÃO DO PROFESSOR DE FÍSICA SOBRE O

USO DO LABORATÓRIO DIDÁTICO NUMA INSTITUIÇÃO DA REDE

FEDERAL DE ENSINO

Maria Clara Sampaio Pereira¹, Danilo Almeida Souza²

## ¹Instituto Federal da Bahia/ campus Ilhéus, e-mail: maria2clarinha12@gmail.com ² Instituto Federal da Bahia/ campus Ilhéus, e-mail: danilofisico@gmail.com

Palavras-chave

: Ensino de Física; Laboratório didático

Resumo expandido A agenda do ensino de Física emergiu no Brasil na década de 1970, junto às reformas curriculares e desde então tem avançado consideravelmente em amplitude e volume (PENA, 2004). Todavia, é um assunto vasto que pode ser explorado, contextualizado e aprofundado, sem que se torne saturado ou repetitivo. A replicação de resultados de pesquisas concluídas demanda análise do contexto econômico e sociocultural de cada instituição; tornando as proposições eficazes, condizentes e sustentáveis. Nesse cenário, são percebidos grandes esforços dos pesquisadores da área de ensino de Física no sentido de romper o ensino tradicional através da proposição de novas ferramentas didáticas, ou por provocar releituras de métodos já consolidados, numa abordagem que valorize a autonomia do estudante, como pode ser visto com o laboratório didático de Física. Como aponta Moreira (2018), o ensino tradicional é pautado numa lista de conteúdos a serem cumpridos visando testar os alunos, seja para provas da escola ou vestibulares. A aprendizagem não é medida através de conhecimentos adquiridos, mas em quão bom se é em resolver questões. O laboratório didático de Física, que se constitui num espaço de descobertas

e experimentações, onde os conceitos são aplicáveis no mundo vivido e o aluno prova

o caminho do cientista, passível de questionamentos e incertezas, apesar de ser

\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_ 19 a 30 de julho de 2021 Online apontado como um espaço para a geração de um ensino de Física mais reflexivo, tem limitações que se apresentam sobretudo em função da abordagem utilizada pelo professor. Borges (2002), no artigo 'Novos rumos para o laboratório escolar de ciências', discute o papel das atividades práticas no ensino de ciências/Física e nos apresenta questões que devem ser levadas em conta na utilização do laboratório escolar, enquanto Taha et al. (2016) concentra-se na discussão do uso desse espaço. É nesse

- XXIV Simpósio Nacional de Ensino de Física - SNEF 2021 2 contexto que propomos uma investigação de modo a captar a percepção do professor de Física do Instituto Federal da Bahia (IFBA) acerca do laboratório didático no ensino da disciplina.

Este trabalho integra uma pesquisa maior, qualitativa e pretende abordar o

processo de construção do instrumento para coleta de dados acerca da percepção docente sobre o uso do laboratório didático de Física. Aqui nos preocupamos em descrever os fundamentos teórico-metodológico utilizados na construção do questionário, descrevendo os objetivos de cada seção e as questões que integram o instrumento. Ressaltamos que no contexto do IFBA, instituto no qual a pesquisa será aplicada, essa investigação é inédita e certamente as discussões decorrentes deste estudo trarão contribuições relevantes para o exercício docente das aulas de Física especialmente no que tange a utilização de atividades experimentais no ensino.

O

questionário

foi

estruturado

em

três

seções,

compostas

por:

a)

apresentação da pesquisa, e versão digital do Termo de Consentimento Livre

- Esclarecido (TCLE); b) perfil do professor de Física respondente e c) concepção do professor acerca da utilização do laboratório didático de Física nas aulas e estrutura da instituição de lotação do respondente. Além das questões expostas, há espaço para que esses docentes partilhem sua experiência, sobretudo quanto a utilização (ou não) do laboratório, os objetivos e método de didática do laboratório. A primeira seção apresenta a pesquisa, expondo a relevância do estudo, os objetivos e disponibiliza a leitura integral do TCLE que agrega as condições éticas da

pesquisa.

\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_ Na segunda seção, para diagnosticar se a formação e atuação como professor estão relacionados ao uso ou não-uso do laboratório, perguntamos há quanto tempo o respondente leciona a disciplina de Física, o grau de instrução quanto ao uso do laboratório que adquiriu em seu curso de formação inicial (e de pósgraduação, quando se aplicar), e se esta foi de licenciatura; há quantos anos atua no IFBA (supondo que, após o período probatório, o respondente já está acostumado com o funcionamento do instituto e tem conhecimento suficiente para utilizar as ferramentas dispostas pela instituição); quais os principais métodos e espaços pedagógicos utiliza em aula (atividades práticas, teóricas, laboratório, etc.). A terceira seção foca no uso do laboratório pelo professor e constitui a essência do trabalho. Aqui pretendemos saber quais as abordagens utilizadas pelos respondentes, tanto quanto aos objetivos do uso do laboratório, bem como pelo grau de liberdade que a atividade prática proporciona. Grande parte das questões são elaboradas pela classificação apresentada por Borges (2002). Além disso buscamos identificar se os campi do IFBA têm laboratórios devidamente equipados e se o instituto oferece algum tipo de apoio pedagógico ou técnico para o uso destes e as maiores dificuldades encontradas para ministrar essas aulas. O objetivo é entender se o uso (ou não uso) do laboratório relaciona-se a crença do professor, e no quanto as questões estruturais interferem para essa escolha. Abordar as etapas para construção do questionário, que servirá para uma reflexão sobre o laboratório didático de Física e sua utilização no IFBA, demonstra a necessidade do cuidado na elaboração de instrumentos de pesquisa que atenda uma coerência metodológica desde os objetivos, ao tipo de pesquisa que se pretende realizar, incluído aí sua análise. Compõe as etapas seguintes, a validação do

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Online

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instrumento e análise dos dados a partir da coleta junto ao público pesquisado, que constitui professores de Física do IFBA, em exercício, nos diferentes campi. Esperamos mapear o uso do laboratório didático nos campi do IFBA, juntamente com os métodos utilizados no espaço das aulas de Física e quais

possíveis causas para seu suposto desuso. Acreditamos que abrir uma discussão

sobre o tema é fundamental, na expectativa de trazermos contribuições quanto ao uso

do laboratório didático, destacado aqui, numa abordagem não tradicional, que

resgatem a autonomia, a inovação e aspectos de natureza da ciência, como esperado

pela Física, e que se intercepta com os objetivos de cursos de ensino médio técnico

ofertados nos Institutos Federais no Brasil.

Referências: BORGES, A. T. Novos Rumos para o Laboratório Escolar de Ciências. Caderno Brasileiro de Ensino de Física . v. 19, n.3: p.291-313, dez. 2002.

MOREIRA, Marco Antônio. Uma análise crítica do ensino de Física.

Estudos

avançados

, São Paulo, v. 32, n. 94, p. 73-80, dez. 2018.

PENA, Fábio Luís Alves. Por que, apesar do grande avanço da pesquisa acadêmica

sobre ensino de Física no Brasil, ainda há pouca aplicação dos resultados em sala de aula?

Revista Brasileira de Ensino Física, São Paulo, v. 26, n. 4, p. 293-295, dez. 2004. TAHA, Marli Spat; CARRAZONI, Cátia Silene Lopes; SOARES, Emerson de Lima; FOLMER, Vanderlei. Experimentação como ferramenta pedagógica para o ensino de Ciências. Experiências em Ensino de Ciências V.11, No. 1 2016. Pág. 138-154.

Online

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