Pular para o conteúdo
Buscador da Pesquisa em Ensino de Física Busca em texto completo · v0.3.0

UMA EXPERIÊNCIA DO PIBID - MONITORIA PARA AS OLIMPÍADAS CIENTÍFICAS DE FÍSICA EM UMA ESCOLA PÚBLICA DE SALVADOR

Paulo Roberto Sousa Dos Santos, Eliana Alcântara Lisboa

Evento
Simpósio Nacional de Ensino de Física ↗ (SNEF)
Edição
XXIV
Ano
2021
Data
20/07/2021
Linha de pesquisa
Materiais, Métodos, Estratégias E Avaliação No Ensino De Física
Tipo
Comunicação

Abrir o PDF original ↗ Baixar referência .bib Ver todos do SNEF 2021

Texto completo

## UMA EXPERIÊNCIA DO PIBID - MONITORIA PARA AS OLIMPÍADAS CIENTÍFICAS DE FÍSICA EM UMA ESCOLA PÚBLICA DE SALVADOR

## Paulo Roberto Sousa dos Santos , Eliana Alcântara Lisboa 1 2

1 IFBA/Física/probertosds@gmail.com

2 IFBA/Física/elianalis9@gmail.com

Palavras-chave : Olimpíadas Científicas; PIBID; Ensino de Física

## Resumo expandido

As olímpiadas científicas são competições do conhecimento cujo foco principal são alunos do Ensino Fundamental e alunos do Ensino Médio. Estas competições tem um impacto muito positivo sobre os estudantes, pois além de servirem como uma espécie de atividades extracurriculares nas escolas elas dão a oportunidade aos estudantes de se envolverem com outras atividades além das atividades ofertadas pela própria escola.

Tanto professores quanto alunos são positivamente impactados com as Olimpíadas do Conhecimento, os alunos conhecem outros lugares, outras oportunidades, novos conhecimentos. Além do que Segundo a SBF (Sociedade Brasileira de Física) ao organizarem as Olimpíadas de Física, por exemplo, um dos seus objetivos é o de aproximar o estudante do Ensino Superior Público, além de identificar talentos para a Física, estimulando-os a seguir carreira científicotecnológica.

A proposta de monitoria foi pensada dentro do PIBID (Programa Institucional de Bolsas de Iniciação a Docência) no ano de 2019 com quatro bolsistas deste programa. Um dos pilares do PIBID é o de aproximar o estudante de licenciatura que ainda está na primeira fase do curso da realidade da escola pública.

A princípio os bolsistas não foram para a escola determinados a realizar esse projeto de monitoria para as Olimpíadas Científicas. A ideia de preparar monitoria para os alunos do CPM (Colégio da Polícia Militar) unidade do Lobato, veio depois que um dos bolsistas aplicou uma sequência didática nas turmas da primeira série do Ensino Médio. A sequência didática era uma espécie de um jogo de perguntas e respostas feitas e respondidas pelos próprios alunos no intuito deles entenderem melhor conceitos relacionados a Cinemática. Após a aplicação do jogo constatou-se que os alunos eram altamente competitivos e que a própria escola gostava bastante de

\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_

atividades competitivas, pois já tinha histórico de realização de atividades com este viés.

Após constatarem que os estudantes gostavam bastante de atividades competitivas e que ficavam entusiasmados e motivados diante dessas atividades. O grupo de bolsistas do PIBID teve a ideia de preparar os alunos para as competições científicas com foco em Física. Os bolsistas do programa prepararam os alunos para as seguintes competições: OBF, OBFEP, OBA e ONC.

Inicialmente os bolsistas monitores tinham a obrigação de ir até o CPM no máximo uma vez por semana para dar as aulas de monitoria. Porém a pedido dos próprios alunos, os bolsistas iam até a escola dar aulas de preparação para as Olimpíadas até três vezes na semana e em alguns meses iam todos os dias da semana.

As aulas de monitoria ministradas pelos bolsistas do PIBID eram supervisionadas pela professora supervisora do programa da CAPES. As aulas de monitoria foram divididas por série, por exemplo, havia um monitor para alunos da primeira série do Ensino Médio, um monitor para alunos da segunda série do Ensino Médio e um outro monitor para alunos da terceira série do Ensino Médio.

Ademais, as aulas de monitoria eram expositivas e planejadas com base nas últimas provas das competições anteriores, os bolsistas também usaram atividades experimentais nas aulas de monitoria por acreditar que realizar uma atividade experimental seja ela simulada ou presencial terem uma grande influência na compreensão de fenômenos físicos. Por exemplo, durante uma das aulas fizemos uma atividade experimental de baixo custo para exemplificar as Leis de Newton, construímos aparatos com os recursos que tínhamos na própria escola e que possivelmente iria para o lixo.

Gaspar e Monteiro salientam sobre o papel do professor em realizar cada vez mais atividades experimentais demonstrativas em sala de aula e sobre o seu real impacto sobre a aprendizagem do estudante. Segundo os autores não é necessário um laboratório físico para a realização dessas atividades, pois o professor pode realizar estas atividades de maneira informal na própria sala de aula, tal abordagem pode ser feita no meio da apresentação teórica e desta maneira o professor conseguirá fazer uma excelente contextualização.

Após a realização das aulas de monitoria os alunos do CPM-Lobato foram submetidos às provas das competições e os que se saíam melhores nas provas avançavam para as próximas fases. Ao final de todas as competições, foi possível chegar à conclusão que a escola teve um desempenho histórico nessas competições que jamais foi visto pelo CPM-Lobato de Salvador.

Tivemos seis alunos medalhistas na ONC (Olimpíada Nacional de Ciências), dez alunos medalhistas na OBA (Olimpíada de Astronomia e Astronáutica) e três alunos pré selecionadas para a IAO (Olimpíada Internacional de Astronomia). Aparentemente esse resultado pode parecer pequenos, mas por se tratar de uma escola pública relativamente pequena e com poucos recursos, nós bolsistas do PIBID consideramos esse resultado satisfatório não só para os medalhistas e para a escola,

\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_

mas principalmente para os bolsistas do PIBID que se aproximaram da realidade presente naquela escola pública de Salvador e que de maneira ainda tímida vivenciaram um pouco da rotina de um professor de Física. Outrossim, o projeto de monitoria para as Olimpíadas Científicas impactou desde os alunos que participaram das competições até os bolsistas do PIBID.

## Referências

AZEVEDO, M. Z. P.S. Ensino por Investigação: problematizando as atividades em sala de aula . Ensino de Ciências: Unindo a Pesquisa e a Prática. São Paulo: Thomson, 2004.

BORGES, A. T. Novos rumos para o laboratório escolar de ciências. In: Caderno Brasileiro de Ensino de Física , 2002.

CAMPAGNOLO, J. C. N.; ANDRADE, B. L. de; PEREIRA, F. A. C. Olimpíada e formação , 2009.

MARQUES, A. J.; SILVA, C. E. da. Utilização da Olimpíada Brasileira de Astronomia como introdução à Física Moderna no Ensino Médio . Física na Escola, 2005.

\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_

Texto extraído automaticamente do PDF: podem existir erros de conversão, especialmente em fórmulas, tabelas e figuras.