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Sobre a utilização de mapas conceituais no ensino de física: relato de experiência na formação de professores

Alberes Lopes De Lima, Mayara Lopes De Freitas Lima, Ruan Marinho Cunha De Barros, David Do Nascimento Almeida, Tiago Da Silva, Stela Maria Cavalcanti Silva

Evento
Simpósio Nacional de Ensino de Física ↗ (SNEF)
Edição
XXIV
Ano
2021
Data
20/07/2021
Linha de pesquisa
Materiais, Métodos, Estratégias E Avaliação No Ensino De Física
Tipo
Comunicação

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Texto completo

## SOBRE A UTILIZAÇÃO DE MAPAS CONCEITUAIS NO ENSINO DE FÍSICA: RELATO DE EXPERIÊNCIA NA FORMAÇÃO DE PROFESSORES

Ruan Marinho Cunha de Barros 1 , David do Nascimento Almeida 2 , Tiago da Silva 3 , Stela Maria Cavalcanti Silva 4 , Mayara Lopes de Freitas Lima 5 , Alberes Lopes de Lima 6

- 1 Universidade Federal de Pernambuco/Departamento de Física, ruan8marinho@hotmail.com
- 2 Universidade Federal de Pernambuco/Departamento de Física, david.nasc.almeida@gmail.com
- 3 Universidade Federal de Pernambuco/Departamento de Física, gagum.o.g@gmail.com
- 4 Universidade Federal de Pernambuco/Departamento de Física, stelacavalcantis@gmail.com
- 5 Universidade Federal Rural de Pernambuco/PPGEC, mayfreitas18@gmail.com

6 Colégio Militar do Recife, prof.alberes@gmail.com

Palavras-chave : Pibid; Formação inicial; Mapas conceituais.

## Resumo expandido

Os mapas conceituais têm por objetivo representar relações significativas entre conceitos na forma de proposições. Segundo Novak e Gowin (1996, p. 31), 'na sua forma mais simples, um mapa de conceitos consta apenas de dois conceitos unidos por uma palavra de ligação de modo a formar uma proposição' Assim, quando dizemos que 'O tempo é um grande mestre', estamos usando a representação de um mapa conceitual. Segundo Lima e Lima (2017), com exceções de alguns conceitos primitivos ou descobertos pela criança em sua mais tenra idade, a maior parte dos significados dos conceitos são aprendidos através da composição de proposições em que se inclui o conceito a ser adquirido. Assim, conforme os autores acrescentam, a utilização de mapas conceituais no processo de ensino-aprendizagem deixa mais claro tanto para professores como para os discentes, 'o pequeno número de ideias chave em que eles se devem focar para uma tarefa de aprendizagem específica' (NOVAK; GOWIN, id .). Diante disto, a prática pode ser iniciada com modelos mais simples, apenas interligando alguns conceitos relacionados ao conteúdo.

Embora tais mapas não sejam tão recentes (existem há mais de vinte anos à disposição dos educadores), sua manipulação por parte de alunos encaixa-se na proposta de metodologias ativas.

Outra vantagem do mapa conceitual é que nossa memória tem uma grande capacidade para recordar imagens visuais específicas. Conforme, Novak e Gowin (1996, p. 44), 'reconhecemos facilmente um amigo íntimo numa reunião de centenas de pessoas ou numa fotografia de grupo. Seria extraordinariamente difícil programar um computador sofisticado para fazer reconhecimentos com uma facilidade similar'. No entanto, conforme eles explicam, ao se elaborar mapas conceituais potencializase esta capacidade humana de reconhecer padrões nas imagens com o objetivo de facilitar a aprendizagem e a memória.

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XX a XX de julho de 2021 - Online

Os mapas conceituais podem ser utilizados de diversas formas no processo de ensino-aprendizagem: como ferramenta inicial na diagnose (levantamento dos conhecimentos prévios, para entender o que o aluno já sabe e o que ele precisa aperfeiçoar), ao longo da prática pedagógica (auxiliando no desenvolvimento do processo), como fechamento do ciclo do conteúdo (servindo como revisão dos conceitos) e, até mesmo, como avaliação.

Considerando uma visão epistemológica construtivista sociointeracionista (MORETTO, 2014), o conhecimento é construído com base na linguagem e esta se apoia fortemente na dialética. Nesse ponto de vista é importante levantar os conhecimentos prévios dos discentes e, através da epistemologia do professor, fazer o elo deles com a linguagem científica (LIMA; LIMA, 2017). Diante disto, podemos notar que os mapas conceituais, de acordo com prática desenvolvida, cumprem esse papel fundamental no processo ensino-aprendizagem.

No processo de avaliação, os mapas conceituais servem de apoio à hierarquização de conceitos e ajudam na 'retenção da aprendizagem por um tempo mais prolongado, podendo promover maior percepção e capacidade de abordar um problema sobre várias possibilidades' (GOMES, BATISTA, FUSINATO, 2019, p. 61).

A proposta do presente trabalho foi utilizar mapas conceituais em aulas de Física do 2º. ano do ensino médio em uma escola pública no âmbito de atividades do Pibid. Após a conclusão do conteúdo estudado no trimestre (termologia), realizou-se uma atividade de Brainstorming. Com isso, foram levantadas as palavras-chave relativas ao conteúdo estudado e, em seguida, os alunos foram orientados sobre como desenvolver um mapa conceitual. Coube a cada aluno desenvolver um mapa conceitual, utilizando como base as palavras-chave, mas deixando-os à vontade para incluir ou suprimir palavras que acreditassem ser relevantes para seus mapas. Apresentados, os mapas serviram como revisão do conteúdo e também como avaliação somativa.

Figura 1Mapa conceitual produzido por aluno do ensino médio.Fonte: capturado pelos autores

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Dentre os diversos mapas conceituais apresentados pelos alunos, escolhemos dois para referenciar nossa análise: um ainda incipiente (figura 1) e um construído com o auxílio de um software (figura 2). Houve outros, inclusive construídos numa concepção artística, porém menos originais, os quais podem ser utilizados como elementos de ensino-aprendizagem, mas não convém apresentá-los aqui.

Figura 2 Mapa conceitual desenvolvido por aluno do ensino médio utilizando recursos de software.Fonte: capturado pelos autores

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Os significados cognitivos expressos nos diversos tipos de mapas conceituais apresentados para serem compreendidos dependem de trocas, compartilhamentos e diálogos. Alguns deles demonstraram utilizar a mesma hierarquia, outros hierarquias diferentes, o que comprova as diversas trajetórias que levam a uma aprendizagem significativa do mesmo conteúdo. Deve-se perceber que alguns dos mapas apresentados ainda careciam de correções, mas o próprio processo é um desenvolvimento. O próprio aluno, algum tempo depois, pode fazer um mapa conceitual bastante diferente, no entanto, apesar de diferente pode refletir o mesmo patamar ou um patamar diferente. O fato é que aparentemente não se pode negar sua eficiência num ensino que tenha como meta a aprendizagem significativa.

Convém destacar que não há um único mapa conceitual para abordar determinado tema. Assim, a construção de mapas conceituais tornou possível que os alunos pudessem revisar o conteúdo, vissem outras formas de abordá-lo e percebessem que várias soluções são igualmente válidas para representar determinado conteúdo através de mapas conceituais.

Na experiência realizada com os alunos construindo mapas conceituais verificamos que estes evoluíram bastante na sequência dado, informação,

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conhecimento e saberes. Com o auxílio de sites de busca, eles adquiriram informações sobre determinados dados e, com a discussão dialogada na apresentação dos mapas, o conhecimento foi aprofundado, evoluindo para a construção dos saberes.

No processo, verificou-se também que, na comparação entre os diversos mapas conceituais apresentados, a argumentação e a contra-argumentação realizadas pelos alunos permitiu que estes construíssem e reconstruíssem o significado dos conceitos.

Finalmente, uma vez que a imagem visual tem efeito significativo em nossa memória, pode-se verificar que, com a construção dos mapas conceituais, os alunos, além de compreender melhor o conteúdo, ficaram mais atentos aos conceitos fundamentais, o que comprovou a capacidade desses mapas em atuar como um importante elemento provedor de ensino-aprendizagem.

Essa experiência pedagógica foi bastante relevante para a formação dos estudantes do programa do Pibid, pois colocou-os na prática diante de desempenho efetivo de metodologias ativas associadas ao processo de aprendizagem.

Fica registrado aqui o agradecimento à CAPES pelo fomento ao Pibid.

## Referências

GOMES, Ederson Carlos; BATISTA, Michel Corci; FUSINATO, Polônia Altoé. A utilização de mapas conceituais como instrumento de avaliação no ensino de Física. Revista de Ensino de Ciências e Matemática , v. 10, n. 3, p. 58-78, 2019.

LIMA, Alberes Lopes de; LIMA, Mayara Lopes de Freitas Lima. Sobre a utilização de mapas conceituais como elementos provedores de ensino-aprendizagem. In: CONGRESSO NACIONAL DE EDUCAÇÃO (CONEDU), IV, v. 1, 2017, João Pessoa. Anais IV CONEDU. Campina Grande: Editora Realize, 2017.

MORETTO, Vasco Pedro. Planejamento : planejando a educação para o desenvolvimento de competências. 10. ed. Petrópolis: Vozes, 2014.

NOVAK, Joseph D; GOWIN, D. Bob. Aprender a aprender . Tradução de Jorge Valadares. Lisboa: Plátano Edições Técnicas, 1996.

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Texto extraído automaticamente do PDF: podem existir erros de conversão, especialmente em fórmulas, tabelas e figuras.