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TEORIAS DE APRENDIZAGEM PRATICADAS POR DOCENTES DO CURSO DE FÍSICA NO IFAP A PARTIR DA PERCEPÇÃO DISCENTE

Argemiro Midonês Bastos

Evento
Simpósio Nacional de Ensino de Física ↗ (SNEF)
Edição
XXIV
Ano
2021
Data
20/07/2021
Linha de pesquisa
Materiais, Métodos, Estratégias E Avaliação No Ensino De Física
Tipo
Comunicação

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Texto completo

## TEORIAS DE APRENDIZAGEM PRATICADAS POR DOCENTES DO CURSO DE FÍSICA NO IFAP A PARTIR DA PERCEPÇÃO DISCENTE

## Argemiro Midonês Bastos 1

1 Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Amapá - campus Macapá, e-mail: argemiro.bastos@ifap.edu.br

Palavras-chave : Teorias de aprendizagem; Ensino; Metodologia.

## Resumo expandido

Ensinar Física não é uma tarefa fácil ao profissional da área. O ensino de Física em curso de licenciatura, pressupõe análise de atividades cognitivas fundamentais dos futuros professores como a conceptualização, a resolução de problemas e a compreensão de textos. Neste sentido, as teorias de aprendizagem (TA) são ferramentas de estudos que procuram investigar, sistematizar e propor soluções relacionadas ao campo do aprendizado humano. No ensino da Física, há um bom número de pesquisadores que têm contribuído para melhorar a aprendizagem. Estas teorias podem ser agrupadas em cognitivistas, humanistas e comportamentalistas.

Este artigo teve como principal objetivo analisar e comparar as teorias de aprendizagem utilizadas pelos docentes que atuam no Curso de Licenciatura em Física do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Amapá (IFAP) campus Macapá, a partir da percepção discente do uso da TA pelo docente em componente curricular ministrada ao longo do curso. Foram selecionadas para análise: 1) Teoria Behaviorista de Burrhus Skinner, 2) Teoria da Mediação de Lev Vygotsky, 3) Construtos pessoais de George Kelly, 4) Teoria de aprendizagem significativa de Carl Rogers, 5) Teoria de aprendizagem Significativa de David Ausubel, e 6) Teoria de Educação de Joseph Novak.

A metodologia da pesquisa consistiu em subdividir vinte discentes do 5º semestre em quatro grupos que analisaram as teorias apresentadas, tendo como fontes os trabalhos de Moreira (1999), Moreira  Massoni (2015) e Mees (2019) e após isso discutiram primeiro individualmente e depois em grupo como cada docente poderia ser associado a uma das teorias estudadas. O curso de Licenciatura em Física do campus Macapá, começou a ser ofertado em 2017 e possui cinco professores em seu colegiado. Para coleta de dados, além do fato de os discentes já terem sidos alunos dos docentes, foi aplicado um questionário aos cinco docentes sobre sua prática em sala de aula. O questionário consistiu das seguintes perguntas: 1) Você conhece alguma teoria de aprendizagem? Em caso afirmativo qual(is)? 2) Você utiliza algum tipo de reforço (positivo e/ou negativo) em suas aulas ou prefere analisar os conhecimentos prévios dos discentes? 3) Você deixa seus alunos passarem o tempo que eles desejam para resolver uma questão ou prefere interferir antes que a resolvam? 4) Você concorda com a seguinte frase 'em algum momento na vida da pessoa, alguém precisa informar o significado das coisas, para que se possa internalizar os mesmos e se comunicar nessa linguagem'? Justifique. 5) Você

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19 a 30 de julho de 2021 - Online

concorda com a afirmação que 'a educação é um conjunto de experiências, onde o educando e você possam crescer e se desenvolver como um todo'? Justifique. 6) Suponha que sua aula já está esquematizada e agora é hora de aplicar essa esquematização; seus alunos comentam com você sobre o que aprenderam na aula, no entanto é diferente do que você explicou, nesse caso, qual seu procedimento?

Ao final das entrevistas, os discentes apresentaram relatórios nos quais expuseram suas percepções da TA praticada individualmente por docente, que não teve sua identidade revelada. Como resultados da pesquisa, aponta-se que: 1) todos os docentes sabem o que são as teorias de aprendizagem, mas tiveram dificuldades de citar mais de uma teoria; 2) as teorias cognitivistas de Teoria da Mediação de Lev Vygotsky e a Teoria de aprendizagem Significativa de David Ausubel foram identificadas em quatro dos docentes; 3) mesmo sem conhecer uma TA específica, há docentes que se adequam a mais de uma teoria, o que pode ser comprovado pelo comentário de um dos discentes: ' A medida que progredimos ele (professor A) nos incentiva de forma positiva para que continuemos a progredir cada vez mais. Como ele ministra aula para nós desde o primeiro semestre, já existe uma relação fraterna entre professor e alunos, sendo assim ele já conhece nossos pontos fortes e fracos e então adapta suas aulas para que elas possam nos atingir. Utiliza as teorias de: Ausubel, Kelly e Skinner '; 4) há docentes que por mais que façam o uso contínuo de determinada teoria, buscam em outras teorias, métodos para complementar sua eficiência de ensino; segundo o comentário de outro discente: ' durante suas aulas, ele (professor B) atua como um mediador pois ele apresenta os conteúdos, fornece as orientações e em seguida propõe que o grupo realize uma atividade e em seguida responda alguma questão a partir da atividade realizada. Durante suas explicações procura contextualizar da forma mais acessível possível com situações da nossa realidade para que a aprendizagem ocorra de forma significativa. Sempre interage com a turma, Conhecendo a turma desde o início, adapta suas aulas para que a aprendizagem ocorra de maneira significativa e dinâmica. Utiliza as teorias de: Ausubel, Kelly e Vygotsky '.

Em síntese, os docentes A, B, C, e E estão enquadrados no grupo Cognitivo: onde é considerada principalmente a questão intelectual do discente e centrada na questão da aprendizagem através de novos conhecimentos e experimentações, e neste aspecto se enquadram as teorias de Lev Vygotsky, David Ausubel, Joseph Novak. Quanto à área comportamentalista, identificamos que os docentes A e B são adeptos dessa corrente, pois em sala de aula, notou-se a utilização de reforços de aprendizagem como preconizado pela Teoria Behaviorista de Burrhus Skinner. Quanto ao grupo humanista, os docentes A, C e D, apresentaram aspectos tanto dos Construtos pessoais de George Kelly quanto da Teoria de aprendizagem significativa de Carl Rogers, com uma reunião ou círculo de conversas e deixando os discentes decidirem se aquilo pode ou não ser aprendido por ele.

Partindo da premissa de conhecer teorias de aprendizagem, cremos que, a nova geração de professores (em formação/concluintes) está mais ciente do impacto dessas teorias nas metodologias de ensino, qualificando o seu desempenho em sala de aula e minimizando as dificuldades de aprendizagem dos alunos. Estas teorias estão ganhando ênfase nas áreas de licenciatura, por motivos óbvios, melhoram o ensino, notadamente na área de Física, pois a aprendizagem fica comprometida quando o egresso dos cursos de licenciatura não possui uma formação adequada.

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## Referências

MEES, Alberto Antonio. Implicações das teorias de aprendizagem para o ensino de física. Disponível em: http://www.if.ufrgs.br/cref/amees/teorias.htm. Acesso em: 29 nov. 2019.

MOREIRA, Marco Antônio. Teorias de Aprendizagem. EPU, São Paulo, Brasil. 195 p, 1999.

MOREIRA, Marco Antônio; MASSONI, Neusa Teresinha. Interfaces entre teorias de aprendizagem e Ensino de Ciências/Física, Porto Alegre: UFRGS. 42 p., v. 26, n.6, 2015.

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