ENSINANDO ASTRONOMIA PARA UM ALUNO COM MÚLTIPLA DEFICIÊNCIA: UMA PROPOSTA DE INCLUSÃO E ENSINO DE FÍSICA.
Lucas Dos Santos Quintanilha, Maria Da Conceição De Almeida Barbosa-Lima
- Evento
- Simpósio Nacional de Ensino de Física ↗ (SNEF)
- Edição
- XXIII
- Ano
- 2019
- Data
- 28/01/2019
- Linha de pesquisa
- Equidade, Inclusão, Estudos Culturais E O Ensino De Física
- Tipo
- Pôster
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Texto completo
## ENSINANDO ASTRONOMIA PARA UM ALUNO COM MÚLTIPLA DEFICIÊNCIA: UMA PROPOSTA DE INCLUSÃO E ENSINO DE FÍSICA.
## Lucas dos Santos Quintanilha 1 , Maria da Conceição de Almeida Barbosa-Lima 2
1 IOC-FIOCRUZ, IBC/MEC, lucasquintanilha01@hotmail.com
2 UERJ/IFADT, IOC/FIOCRUZ e Fac. Ciências da Universidade do Porto , mcablima@uol.com.br
## Resumo
O presente trabalho busca explicitar como foi executada uma sequência de aulas ministradas em um trimestre de ciências em um instituto federal especializado em pessoas com deficiência visual com um aluno com múltipla deficiência. O referido instituto atende pessoas com múltiplas deficiências desde que tenha também necessariamente deficiência visual, e por esse viés, a inclusão acontece como um caso atípico, tendo em vista a característica da Instituição que é de concentrar pessoas com a mesma deficiência. As aulas aconteceram seguindo os ideais do que é entendido como inclusão que preconiza a inserção do aluno com múltipla deficiência no meio escolar sem que o aluno seja segregado. O referido aluno apresenta 2 tipos de deficiências, uma intelectual e outra sensorial sendo aluno do Instituto durante praticamente toda a sua vida. A adaptação curricular e do material trabalhado com ele foi feita seguindo algumas determinações e parâmetros internos ao Instituto revelando que é possível, com algumas adaptações e muita vontade, inserir um aluno com múltipla deficiência no contexto escolar de uma turma sem que essa turma seja prejudicada em rendimento com a sua presença, além de se mostrar que a inclusão é um primeiro passo para o futuro dos cidadãos com alguma deficiência.
Palavras-chave : deficiência múltipla, inclusão, ensino de física.
## Introdução
A medida que aumenta a informação e os estudos acerca das pessoas com deficiências, vão aumentando também as oportunidades desses cidadãos serem inseridos nos espaços de educação. Primeiramente dentro das escolas, já que é o local onde o cidadão aprende E isso só é possível graças ao incentivo da legislação vigente, das resoluções nacionais em prol dos cidadãos com alguma deficiência e dos relatórios internacionais que ajudam a nortear as pesquisas.
A inclusão é dever da sociedade e todo espaço deveria estar totalmente adaptado a todas as pessoas,uma vez que todos os cidadãos brasileiros são iguais perante a Lei,em direitos e deveres.
Em âmbito escolar, essa inclusão se reflete em uma possibilidade de terminar ou pelo menos minimizar significativamente o preconceito das pessoas, uma vez que se aprende a lidar com a 'diferença' desde cedo e então a diferença passa a ser normal.
A escola que cumpre a lei e insere esses alunos em seus espaços educacionais é chamada de escola inclusiva . Nessa inclusão, o conteúdo, a ordem dos tópicos e a didática devem ser pensados em consideração aos alunos oriundos das práticas inclusivas.
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## Praticando o direito dos alunos
Em concordância com as resoluções nacionais mais recentes (BRASIL, 2001; BRASIL, 2015), bem como com a prática de permitir que a cidadania seja exercitada com os alunos a fim de garantir que no futuro sejam conscientes de seus direitos e deveres, a inclusão deve ser colocada em prática por todos os cidadãos.
Inicialmente, o primeiro passo deve ser dado pela escola e pela família. Uma prática inclusiva só foi possível após a Conferência Mundial de Educação para Todos (UNESCO, 1990).
Logo após, outra conferência gerou um relatório conhecido como Declaração de Salamanca que tratando de assuntos educacionais (UNESCO, 1994) diz que 'toda criança tem direito fundamental à educação, e deve ser dada a oportunidade de atingir e manter o nível adequado de aprendizagem ', além de garantir que ' aqueles com necessidades educacionais especiais devem ter acesso à escola regular, que deveria acomodá-los dentro de uma Pedagogia centrada na criança, capaz de satisfazer a tais necessidades ' (ibidem), por fim, ressalta que:
escolas regulares que possuam tal orientação inclusiva constituem os meios mais eficazes de combater atitudes discriminatórias criando-se comunidades acolhedoras, construindo uma sociedade inclusiva e alcançando educação para todos; além disso, tais escolas provêem uma educação efetiva à maioria das crianças e aprimoram a eficiência e, em última instância, o custo da eficácia de todo o sistema educacional.
(UNESCO, 1994, Ibidem)
Tendo em vista também que a Constituição da República Federativa do Brasil (BRASIL, 1988) em seu artigo 205, diz que
A educação, direito de todos e dever do Estado e da família, será promovida e incentivada com a colaboração da sociedade, visando ao pleno desenvolvimento da pessoa, seu preparo para o exercício da cidadania e sua qualificação para o trabalho. (BRASIL, 1988)
Haja vista que (BRASIL, 1988) em seu artigo 206, inciso I garante que haverá igualdade de acesso e permanência para todos os alunos. Não obstante, a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (BRASIL, 1996) que abrange os processos formativos que se desenvolvem em vários aspectos, garante que a
educação, dever da família e do Estado, inspirada nos princípios de liberdade e nos ideais de solidariedade humana, tem por finalidade o pleno desenvolvimento do educando, seu preparo para o exercício da cidadania e sua qualificação para o trabalho. (BRASIL, 1996)
## A mesma lei também ressalta que o
atendimento educacional especializado gratuito aos educandos com deficiência, transtornos globais do desenvolvimento e altas habilidades ou superdotação, transversal a todos os níveis, etapas e modalidades, preferencialmente na rede regular de ensino. (Redação dada pela Lei nº 12.796, de 2013)
O que está de acordo com a resolução CNE/CEB Nº 2, de 11 desetembrode 2001 e com aLei nº 13.146, de 6 de julho de 2015 - Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência (Estatuto da Pessoa com Deficiência) que regularizam o direito de acesso e permanência visando a inclusão social e cidadania, além, é claro, de regulamentar todos os processos educacionais dos cidadãos com uma ou mais deficiências ou altas habilidades na educação.
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## Local da experiência
A experiência ocorreu em um instituto federal de educação, instituto esse que realiza um trabalho específico com alunos com deficiência visual que, desde a Lei nº 13.146, de 6 de julho de 2015, recebe alunos com múltiplas deficiências desde que uma delas seja necessariamente visual, já que o referido instituto é referência nacional para educação básica e profissional do públicodeficiente visual (DV), além de atendimentos médicos focados na saúde dos olhos para a comunidade.
## A múltipla deficiência é entendida como
o conjunto de duas ou mais deficiências associadas, de ordem física, sensorial, mental, emocional ou de comportamento social. No entanto, não é o somatório dessas alterações que caracterizam a múltipla deficiência, mas sim o nível de desenvolvimento, as possibilidades funcionais, de comunicação, interação social e de aprendizagem que determinam as necessidades educacionais dessas pessoas.(BRASIL, 2006)
A educação nesse instituto é conhecida como Educação Especial, e a resolução CNE/CEB Nº 2, de 11 de setembro de 2001 entende:
Por educação especial, modalidade da educação escolar, entende-se um processo educacional definido por uma proposta pedagógica que assegure recursos e serviços educacionais especiais, organizados institucionalmente para apoiar, complementar, suplementar e, em alguns casos, substituir os serviços educacionais comuns, de modo a garantir a educação escolar e promover o desenvolvimento das potencialidades dos educandos que apresentam necessidades educacionais especiais, em todas as etapas e modalidades da educação básica. (BRASIL, 2001, p.1)
Portanto, o instituto é conhecido por ser especializado e, se o aluno foi inserido em uma escola ou instituto regular de ensino, a modalidade educacional é conhecida como inclusiva , visto que o educando com deficiência está inserido em um meio onde a maioria das pessoas está em condições aceitas como 'normal' para a sociedade.
Educação Inclusiva significa um novo modelo de escola em que é possível o acesso e a permanência de todos os alunos, e onde os mecanismos de seleção ediscriminação, até então utilizados, são substituídos por procedimentos de identificaçãoe remoção de barreiras para a aprendizagem. (GONÇALVES; BARBOSA-LIMA, 2013)
- O Instituto como recebeu muitos alunos com múltiplas deficiências abriu um concurso para professores substitutos a serem contratados para auxiliar os outros professores com as turmas que trabalhavam com esses alunos. O referido concurso foi inicialmente para o primeiro segmento do Ensino Fundamental ou primeira fase, como era denominado no Instituto, onde 12 professores foram aprovados em concurso público aberto ao público para o exercício de bi docência, onde ficavam sempre 1 2 professores em sala de aula com os alunos.
- A partir de uma necessidade observada, 3 desses professores foram realocados de setor, um foi para a Educação Infantil e 2 foram para o segundo segmento do Ensino Fundamental ou segunda fase.
- O Instituto busca conhecer o aluno que está inserido no espaço, com o objetivo de permitir que essas informações sejam fornecidas aos professores e outros profissionais que vão trabalhar com o referido aluno em seu relatório. Esse processo de conhecimento é feito a partir de avaliações diagnósticas, conversas
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com o aluno e com os responsáveis, a fim de se ter um panorama geral sobre o comportamento e costumes doeducando, além do conhecimento escolar prévio trazido por ele até o momento da avaliação.
## O aluno com múltipla deficiência
O aluno Felipe 2 frequentava o Instituto desde os seus 7 meses de vida. Na época que esta prática foi realizada ele contava com 16 anos e as aulas aconteciam em uma turma de 7º ano, já que, os alunos eram agrupados de acordo com a idade e o nível de escolaridade. Os alunos da referida turma estavam entre 12 e 23 anos de idade e todos estavam em condições plenas de cursar o 7º ano. O público da turma era composto de 14 alunos, sendo 8 alunos cegos e 6 alunos com baixavisão, desses, 4 apresentavam múltiplas deficiências, sendo um deles, o Felipe, que é autista, como estava relatado em seu laudo-médico e é cego.
Na época em questão, Felipe apresentava certa aversão àbarulhos altos e possuíacerto gosto musical por músicas suaves e lentas. Da mesma forma, não gostava de frio e gostava de dançar e abraçar os outros alunos quando estava muito feliz ou animado. Seu horário escolar era reduzido, ou seja, estudava somente as terças e quartas-feiras pela manhã quando dividia o horário da sala de aula com os atendimentos de musicoterapia, fonoaudiologia e psicomotricidade. Suas aulas favoritas eram as de Ciências e Língua Portuguesa, sentia muito sono em aulas mais conversadas como as de História, nas aulas de teatro não gostava do ambiente já que era frio, mas construía poesias nas aulas de redação quando era bastante estimulado. Apresentava comunicação oral, mas não se expressava por vontade própria, com exceção de uma única vez, relatada pela professora de Ciências, que em um dado momento em que a turma estava envolvida em uma grande discussão relacionada a lugares marcados e mesas que foram modificados no dia anterior, o aluno tapou o ouvidos e repetia 'isso não tem graça nenhuma'.
## Como a sequência de aulas ocorreu
Em todas as aulas, o professor substituto que foi selecionado para estar na referida turma, acompanhou o aluno.
Com o tempo, o aluno criou um vínculo com o professor substituto que sempretrabalhava com ele e com os outros alunos da turma.
Logo no primeiro trimestre, um mês depois do início das aulas, os tópicos: 'Sistema Solar' e 'Universo e Movimentos da Terra' foram apresentados à turma.
As apostilas foram entregues com rapidez, visto que a professora era muito organizada. Esses tópicos foram trabalhados por cerca de um mês com a turma e o Instituto preconiza que o trabalho feito com os alunos com múltiplas deficiências sejafeito do mesmo assunto que o restante da turma estiver estudando, com o objetivo de o aluno se sentir parte do grupo, sendo que fosse feito dentro do nível e dos objetivos de cada aluno.
Primeiro, foi trabalhado o conceito do Sistema solar, que de acordo com (KRASILCHIK, 2003, p.77) 'Qualquer curso deve incluir uma diversidade de modalidades didáticas, pois cada situação exige uma solução própria'e assim foi feito pela professora, cada aula era uma situação diferente, uma semana eles
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estavam tateando uma representação do planeta Terra cortado ao meio a fim de estudar as partes do planeta.
Felipe fez uma atividade de colar algodão onde seria o manto do planeta Terra, atividade que foi feita no dia que o professor substituto faltou por razões médicas e foi substituído por outra professora que elaborou a atividade.
Se tratando ainda do período da experiência, ele gostava de tatear texturas diferentes que fossem desse estilo, macias e felpudas. Na outra aula que se tratou do Universo onde a Terra estava inserida, Felipe tateou algumas bolinhas de tecido diferentes e uma, de tamanho maior que era de plástico, cujo objetivo era relacionar o tamanho da estrela Sol comos planetas do sistema solar. Essa atividade, que como todas as outras foram planejadas pelo professor substituto Artur, tendo como base o material que a professora Odete forneceu antecipadamente.
Figura 1 - Bolinhas que representam parte do Sistema Solar. Acervo do autor.
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Na sequência, Felipe, que só assistia, nesse período, 2 tempos semanais de ciências de um total de 4 tempos, devido ao seu horário reduzido, relacionou o tamanho entre os planetas, utilizando materiais similares aos da aula anterior. Quando a ideia da órbita dos planetas foi exposta para a turma, Felipe estava ausente, porém Odete realizou uma prática com a turma de colocar um aluno como sendo o Sol no meio da sala e os outros deveriam dar uma volta ao seu redor, cada aluno representava um planeta, com a finalidade dos alunos entenderem que todos os planetas giram ao mesmo tempo e que o sistema é heliocêntrico.
Felipe, em sua aula seguinte, somente trabalhou com o sistema solar adaptado que foi trazido pelo professor. Todos os alunos puderam ter uma ideia, tanto do tamanho do Sol em relação a cada planeta, como da distância das suas órbitas.
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Figura 2 - Sistema Solar tátil. Acervo do Instituto.
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Figura 3 - Sistema Solar tátil. Acervo do instituto.
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Na última aula do tópico do estudo, objetivando explorar o lado musical de Felipe, Artur junto com a professora Odete trabalhou a música 'Terra, planeta água' com o referido aluno. Inicialmente na voz de Guilherme Arantes que não foi muito bem recebido pelo aluno, percebendo isso, Artur mudou a versão para a voz da Sandy, cuja versão o aluno adorou e ainda ficou repetindo planeta Terra. Além de repetir a Terra quando era questionado em qual planeta ele morava. Esse e o conceito de maior e menor foram os critérios de avaliação que Artur considerou para essa atividade de Felipe, visto que segundo (LUCKESI, 1995, p. 85) ' A avaliação subsidia decisões a respeito da aprendizagem dos educandos, tendo em vista garantir a qualidade do resultado que estamos construindo ' e como o objetivo era o crescimento do educando, respeitando suas especificidades, com base nisso foi elaborado seu relatório pelo professor Artur.
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## Considerações finais e próximas experiências
O presente trabalho mostra que a inclusão de alunos com múltipla deficiência é possível num espaço de educação especial, como em qualquer outro espaço e podemos concluir também que com as adaptações e com boa vontade, a turma que recebe o aluno não é prejudicada em termos de rendimento e comportamento, tanto uma turma especial, quanto uma turma dita regular.
A importância desse tipo de trabalho é inenarrável para a sociedade, visto que aqueles cidadãos podem deixar de ser marginalizados no sentido de não se ter local para que sejam educados e que as outras pessoas podem ter acesso à pesquisa sobre esse público e podem iniciar o processo de aprendizagem e inclusão do sujeito com múltiplas deficiências na sociedade.
Em sequência a esse trabalho foi planejada uma visita a um museu, que fica localizado próximo ao Instituto em questão, com o objetivo de contextualizar o conteúdo estudado na sala de aula. Sabendo também que como as famílias dos alunos não possuem renda ou instrução escolar para proporcionar uma visita dessas aos alunos essa seria a primeira visita a um museu de alguns dos alunos da turma. A visita será guiada por mediadores do museu e irá trabalhar com os alunos alguns tipos de rochas e alguns artefatos sobre a Origem do Universo.
## Referências
BRASIL. Conselho Nacional de Educação. Câmara de Educação Básica. Resolução N°2 de 2001. Institui Diretrizes Nacionais para a Educação Especial na Educação Básica.Diário Oficial da União, Brasília, 14 de setembro de 2001.
\_\_\_\_\_\_. Constituição (1988). Constituição da República Federativa do Brasil. Brasília, DF: Senado Federal: Centro Gráfico, 1988.
\_\_\_\_\_\_. Lei N° 9.394, de 20 de dezembro de 1996. Estabelece as Diretrizes e Bases daEducação Nacional. Diário Oficial da União, Brasília, 23 de dezembro de 1996.
\_\_\_\_\_\_. Lei nº 13.146, de 6 de julho de 2015. Institui a Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência (Estatuto da Pessoa com Deficiência). Diário Oficial da União, Brasília, 06 de julho de 2015.
\_\_\_\_\_\_. Saberes e práticas de inclusão. Dificuldades acentuadas de aprendizagem Deficiência Múltipla. Ministério da Educação. Secretaria de Educação Especial. Brasília, 2006.
KRASILCHIK, M. Prática de Ensino de Biologia. São paulo: Editora da Universidade de São Paulo, 2005.
GONÇALVES, C. O; BARBOSA-LIMA, M. C. Inclusão de deficientes visuais no programa de visita escolar programada do museu deAstronomia e ciências afins
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(MAST) . Revista Latino-Americana de Educação em Astronomia - RELEA, n. 15, p. 7-26, 2013.
LUCKESI, C. Avaliação da aprendizagem escolar. São Paulo: Cortez, 1995.
UNESCO. Declaração de Salamanca sobre Princípios, Políticas e Práticas na Áreanecessidades básicas de aprendizagem . Jomtien, 1990.
UNESCO. Declaração mundial sobre educação para todos: satisfação das Necessidades Educativas Especiais . Salamanca, 1994.
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