O DESAFIO DOCENTE NO ENSINO DE FÍSICA EM TRADUZIR CONCEITOS EM LÍNGUA BRASILEIRA DE SINAIS (LIBRAS)
Darlene Pereira Freitas, Gabriella Vieira Ambrósio, Kleiane Negalho Gatinho, Edvan Moreira
- Evento
- Simpósio Nacional de Ensino de Física ↗ (SNEF)
- Edição
- XXIII
- Ano
- 2019
- Data
- 28/01/2019
- Linha de pesquisa
- Equidade, Inclusão, Estudos Culturais E O Ensino De Física
- Tipo
- Pôster
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Texto completo
## O DESAFIO DOCENTE NO ENSINO DE FÍSICA EM TRADUZIR CONCEITOS EM LÍNGUA BRASILEIRA DE SINAIS (LIBRAS)
## *Darlene Pereira Freitas 1 ; Gabriella Vieira Ambrósio 2 ; Kleiane Negalho Gatinho 3 ; Edvan Moreira 4
- 4 Professor e Diretor do Curso de Física Licenciatura, Universidade Estadual do Maranhão, Líder do Grupo de Pesquisa Grupo de Modelagem Computacional (GMC); E-mail: edmoreira2050@gmail.com.
## Resumo
É notória a dificuldade que temos em transmitir conhecimentos Físicos aos alunos Surdos, mesmo que ultrapassar essa barreira tenha se tornado mais fácil, nem sempre foi dessa forma, pois por muito tempo os Surdos foram tratados como inúteis e anormais, e durante essa época foram privados de seus direitos básicos. A mudança teve início, quando no âmbito educacional foram criadas as primeiras escolas para Surdos, ideia introduzida pelo Monge Pedro Ponce de León, e hoje difundida essa iniciativa no Brasil em escolas da rede pública que acolhem alunos surdos. A transferência de conhecimento para esses alunos é de forma específica, de modo a não tratar-se de uma tarefa fácil, uma vez que existem terminologias próprias da disciplina que está sendo ministrada, como é caso da Física que possui um vocabulário técnico e conceitos abstratos, e desta forma os intérpretes precisam de um tempo maior até mesmo para habilitar e traduzir esses conceitos. Diante desta análise despertou-se a necessidade de examinar as dificuldades na exposição dos conteúdos de Física para os alunos Surdos em algumas escolas da rede pública da cidade de São Luís - MA, com a finalidade de analisar os métodos que possam contribuir na compreensão das aulas de Física.
Palavras-chave: Surdo, Ensino, Física.
## Introdução
Por muito tempo os Surdos foram tratados como inúteis, incompetentes e anormais. Eram privados de direitos básicos como acesso à saúde, à educação e até mesmo à religião; começaram então a superar todos esses estigmas que a sociedade tinha sobre eles, e lutar por seus direitos como cidadãos. No âmbito educacional, a mudança começou com o Monge Pedro Ponce de Leon, na Espanha, que estabeleceu a primeira escola para Surdos e mais tarde ele criou uma escola para professores de Surdos (MORI e SANDER, 2015).
A história da educação dos Surdos teve início em 1855, no Brasil, quando Ernert Huet (conde Francês) trouxe até aqui a língua francesa de sinais. Porém, o Bilinguismo que daria aos Surdos a oportunidade de utilizarem a língua francesa de sinais como língua, só teve início em 1990. Antes disso, a Libras não existia como disciplina escolar, foi com o Decreto 5.626 em 22 de dezembro que regulamentou a Lei 10.436, que proporcionou uma revisão nos estudos e procedimentos a respeito do ensino da Língua Brasileira de Sinais. Com isso novos profissionais surgem no
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cenário educativo: o professor de LIBRAS e o intérprete, com papel indispensável para o acesso aos conhecimentos dos alunos surdos. A pessoa Surda necessita de um auxílio para ser inserido no âmbito escolar, esse direito é garantido pela LDB (Lei de Diretrizes e Bases da Educação), 'Haverá, quando necessário, serviços de apoio especializado, na escola regular, para atender às peculiaridades da clientela de educação especial. ' (LDB, Capítulo V, Art. 58. § 1o).
Neste estudo apresentaremos e constataremos a possibilidade do auxílio dos intérpretes e dos professores na dimensão escolar, na inserção de alunos Surdos no mesmo ambiente de aprendizagem dos alunos ouvintes. Sendo uma tarefa árdua, pois a Física é uma disciplina com vocabulário muito técnico, trazendo assim uma dificuldade maior no processo da transmissão de conhecimento (DE SOUSA e DA SILVEIRA, 2010; MEC, 2006). A fim de examinar as dificuldades enfrentadas por professores de Física e interpretes na exposição dos conteúdos para os Surdos, buscamos primeiramente identificar escolas da rede Estadual da cidade de São Luís do Maranhão que possuem educandos Surdos, e assim analisar as condições para o acesso às aulas de Física lecionadas a esses alunos.
## Metodologia
A Secretaria Executiva de Estado de Educação (SEDUC), nos disponibilizou uma relação com todas as escolas da rede estadual da cidade de São Luís- MA, então foram selecionadas nove dessas escolas: Centro de Ensino João Francisco Lisboa; Liceu Maranhense; U.I. Governador Acher; U.I. Emesio Dario de Araujo; C.E. São Cristóvão; C.E. Paulo VI; C.E. Margarida Pires Leal; C.E. Pio XII e C. E. Benedito Leite Escola Modelo.
Nas escolas selecionadas tivemos o contato direto com os 14 professores de Física e os 28 alunos Surdos. A opinião do professor foi exposta através de um questionário online no qual continha perguntas relacionadas a dificuldade encontrada para habilitar e expor os conceitos de Física em Libras. Ao questionário dos alunos Surdos foi introduzido vídeos do software Hand Talk, aplicativo que faz a tradução automática de texto e voz para Língua Brasileira de Sinais(LIBRAS). As questões referiam-se a dificuldade desses alunos em entender os conceitos Físicos e os métodos utilizados para uma melhor assimilação desses conceitos.
## Resultados e Discussão
## Alunos Surdos
Na primeira questão do questionário, desejava-se verificar o nível de afinidade dos alunos Surdos com a disciplina de Física, bem como a justificativa de sua resposta. Verificamos que a maioria (53,57%) dos que responderam ao questionário, relataram não ter afinidade com essa disciplina e, têm como principal justificativa o fato de ser uma disciplina muito difícil; aos que gostam, 32,14% relataram ter aptidão com os cálculos, além da atenção dada a eles pelos professores, porém 46,43% dos alunos Surdos não justificaram sua resposta. Apresentamos na Figura 1 as principais justificativas sobre a afinidade ou a falta dela, com a disciplina de Física.
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Figura 1: Justificativa dos alunos em relação à afinidade com a disciplina de Física.
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Quanto à presença de interpretes em sala, 96,43% dos alunos afirmam ter esse profissional que auxilia os professores na transmissão dos conteúdos para os alunos, não somente nas aulas de Física, mas nas outras aulas também. Isto se reflete no que diz respeito à ajuda na compreensão dos conceitos que são passados a estes alunos. Na Figura 2 mostra a porcentagem da presença de interpretes na sala de aula. Dentre os alunos entrevistados, somente um aluno relatou não ter interprete em sala de aula, mas a presença de um interprete seria fundamental para o seu entendimento das aulas.
Figura 2: A presença dos interpretes em sala.
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Na Figura 3 verifica-se o quanto (em porcentagem) os alunos entendem das aulas de Física, assim constatamos que a maioria dos alunos Surdos entende menos de 50% das aulas de Física, e apenas cerca de 10% dos alunos Surdo entendem realmente as aulas ministradas. A explicação para esses dados se dá pelo fato de que a maioria dos alunos entende menos de 50% da nomenclatura utilizada nas aulas de Física, ou seja, a notação específica utilizada na disciplina de Física não é favorável para o entendimento do conteúdo.
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Figura 3: O quanto os alunos Surdos compreendem das aulas de Física.
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Como o aparelho auditivo tem a finalidade de auxiliar os Surdos na percepção dos sons, quando questionados sobre o uso desse aparelho, alguns alunos responderam que utilizam aparelho auditivo (32,29%) e, outros, que um dia já usaram e não usam mais (28,57%), relatando ainda que, o barulho da sala de aula incomoda e, portanto, preferem não usá-lo, outros ainda optam por não usar (39,29%) porque tem ajuda dos interpretes e também por não se considerarem Surdos.
Segundo Piaget (1971), as concepções alternativas têm origem na necessidade do ser humano de construir explicações para compreender o mundo em que vive e com o qual interage em todas as suas esferas: sensorial, social e cultural. A discordância e o conflito cognitivo entre tais concepções e a metodologia de ensino podem gerar dificuldades de aprendizagem conceitual. A maior parte dos alunos Surdos entrevistados gostaria que as aulas de Física fossem mais práticas e dinâmicas (82,14%), eles sentem grande dificuldade em relacionar a teoria com a prática mesmo com o professor fazendo representações em desenhos. Contudo, a grande dificuldade enfrentada por eles é a inexistência de alguns sinais próprios relacionados a conceitos e todo o conteúdo em geral tratado na disciplina de Física, uma vez que a maioria (57,14%) acredita que se a Física disponibilizasse de uma linguagem de sinais própria, as aulas seriam melhor compreendidas.
## Professores de Física
No total, 14 professores responderam ao questionário online, o qual a princípio pergunta-se se a disciplina de Libras constava na grade curricular do seu curso de graduação. Destes 14 professores apenas 28,6%, ou seja, quatro professores não tiveram a Libras como disciplina, isto porquê esses professores são aqueles que terminaram a sua graduação até 2015, ano em que pelo Decreto n° 5.626 foi incluído a Libras como disciplina curricular (BRASIL, 2000), uma vez que até este ano, não era tido como disciplina obrigatória. Representa-se na Figura 4, as respostas desses professores.
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Figura 4: Professores que tiveram a disciplina de Libras em sua graduação.
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A preparação dos profissionais da educação em Libras se tornou então uma realidade, a partir do decreto 5.626 (BRASIL, 2000). Quanto a essa iniciativa do governo, 78,57% dos professores de Física entrevistados, concordam com essa iniciativa do governo, na preparação de profissionais da educação em Libras, para que se obtenha um maior avanço na inclusão dos Surdos na rede estadual de ensino, aqueles que não concordam com a preparação dos profissionais relatam que é um grande desafio ter profissionais habilitados para ministrar aulas que favoreçam a inclusão dos Surdos. A maioria das justificativas (Figura 5) dos professores, que não concordam e até mesmo 15,31% dos que concordam com a inclusão, deve-se ao fato de julgar não ser uma tarefa fácil, uma vez que para os professores de Física o trabalho é árduo para com os alunos ouvintes, pela falta de interesse, muitas das vezes por parte do aluno que considera a Física como uma matéria difícil de ser compreendida, e mais ainda com alunos Surdos, que se deve ter uma assistência muito maior, até mesmo para traduzir conceitos físicos que não são usados cotidianamente, se tornando assim imprescindível que se tenha gestos próprios para esta disciplina.
Figura 5: Principais justificativas dadas pelos professores.
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Outro grande desafio enfrentado pelos professores ao ensinar Física aos alunos Surdos é a dificuldade em transmitir o conteúdo, relacionado a diversos fatores, como a dificuldade em lecionar e transmitir alguns conceitos físicos, uma vez que os alunos Surdos necessitam de uma atenção especial (PAIVA, 2016). E, para contornar estes desafios, os métodos mais utilizados pelos professores para ampliar o conhecimento desses alunos é utilizar representação em desenhos e muita atenção. A Figura 6 apresenta as dificuldades enfrentadas pelos professores com relação a passagem de conhecimento, este aspecto está relacionado com a falta da habilitação de alguns sinais, concatenando essa dificuldade à ausência de conhecimento básico. Para minimizar essa dificuldade os professores fazem uso de diversos métodos como nos mostra a Figura 7, tendo como principais, a representação por desenhos e a proximidade com o aluno, na qual o docente mantém a atenção desse aluno retida para certa situação.
Figura 6: Dificuldades enfrentadas pelos professores de Física.
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Figura 7: Métodos usados pelos professores e interpretes para que os conceitos sejam entendidos.
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Mesmo com tanta dificuldade enfrentada por professores e alunos, o índice de reprovação dos alunos não é um reflexo desses obstáculos, visto que a maioria
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dos professores relata que o índice é menos de 50% (77,78%). É valido ressaltar que este índice de reprovação pode ser consequências da nova Sistemática de Avaliação da Aprendizagem da rede estadual de ensino do Maranhão. Assim, mesmo que estes alunos não estejam preparados o suficiente para a aprovação, eles são aprovados.
'[...] foi aprovada no final de 2016 pelo Conselho Estadual de Educação (CEE) e se encontra em vigor desde o início de 2017. A medida traz alterações importantes no Sistema de Avaliação da rede estadual. Entre elas, está a nota de proficiência dos Componentes Curriculares, que caiu de 7,0 para 6,0 [...] assim, o aluno que estiver abaixo da média 6,0 em até três componentes curriculares é aprovado para a série seguinte e, paralelamente, paga as pendências do ano anterior, com o devido acompanhamento pedagógico por parte da coordenação escolar e de um professor coordenador de pendências. [...]. Haverá progressão parcial com adoção de pendência de estudos, no ensino fundamental, para alunos do 6º ao 8º ano. No ensino médio, para alunos do 1º e 2º ano. A recuperação de aprendizagem de Estudantes de 9º ano do ensino fundamental e 3° ano do ensino médio deverá ocorrer durante o ano letivo em curso. ' (SECRETARIA DE EDUCAÇÃO DO GOVERNO DO MARANHÃO28/11/2017)
## Considerações Finais
Apresentamos neste estudo uma análise das inúmeras dificuldades e obstáculos enfrentados por professores, intérpretes e alunos Surdos. Através dos questionários alguns professores e intérpretes expuseram suas opiniões em relação à inclusão dos Surdos em sala de aula regular, esclarecendo que esses alunos deveriam frequentar uma escola específica, mas tendo em vista seus direitos, essa inclusão é de suma importância. Tendo essa inclusão dos alunos Surdos das 9 escolas visitadas 96,4 % dos alunos afirmaram ter um intérprete em sala de aula. Dentre esses, apenas um relatou não ter intérprete, e perante isso alguns alunos optam por usar aparelho auditivo, para facilitar o desafio do seu cotidiano.
O ensino da Física é difícil tanto para os alunos quanto para os intérpretes, visto que esses não possuem uma formação em Física e seu conhecimento sobre a disciplina é básico. Mesmo com tantos obstáculos, os Surdos mostram-se entusiasmados e sempre em busca de atingir seus objetivos através de seus potenciais. Dos alunos que responderam ao questionário a maioria não entende (menos de 50%) as aulas de Física, e somente cerca de 10 % entendem as aulas, isso se dá pelo fato da maioria dos alunos não entenderem a nomenclatura utilizada na disciplina de Física. Para contornar estes desafios, os métodos mais utilizados pelos professores para ampliar o conhecimento desses alunos é utilizar representações em desenhos e dedicar um pouco mais de atenção a esses alunos.
## Agradecimentos
À Universidade Estadual do Maranhão através da Chamada Interna nº 04/2017-PPG/UEMA. À Secretaria de Estado da Educação - SEDUC/MA e ao Centro de Ensino de Apoio a Pessoa com Surdez, CAS - Maranhão, pela receptividade e informações prestadas. Aos professores e alunos das
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Escolas visitadas que prontamente se dispuseram a responder aos questionários e conversar sobre suas vivências.
## Referências
BRASIL. Decreto 5.626, de 26 de dezembro de 2005. Regulamenta a Lei no 10.436, de 24 de abril de 2002, que dispõe sobre a Língua Brasileira de Sinais Libras, e o art. 18 da Lei no 10.098, de 19 de dezembro de 2000. Diário Oficial da República Federativa do Brasil. Brasília, 22 de dezembro de 2005. Disponível em: <http://www.planalto.gov.br/ccivil\_03/\_ato2004-2006/2005/decreto/d5626.htm> Acesso em: 23 set. 2016.
DE SOUSA, Sinval Fernandes; DA SILVEIRA, Hélder Eterno. Terminologias Químicas em Libras: A Utilização de Sinais na Aprendizagem de Alunos Surdos. Disponível em: <http://www.qnesc.sbq.org.br/online/qnesc33\_1/06PE6709.pdf>. Acesso em: 18set. 2017.
LDB nacional [recurso eletrônico]: Lei de diretrizes e bases da educação nacional: Lei no 9.394, de 20 de dezembro de 1996, que estabelece as diretrizes e bases da educação nacional. - 11. ed. - Brasília : Câmara dos Deputados, Edições Câmara, 2015.
MEC: Saberes e Prática da Inclusão: Dificuldades de comunicação e sinalização -Surdez. Disponível em:
<http://portal.mec.gov.br/seesp/arquivos/pdf/surdez.pdf>. Acesso em: 31 out. 2017.
MORI, Nerli Nonato Ribeiro; SANDER, Ricardo Ernani. História Da Educação Dos Surdos No Brasil. Disponível em: <http://www.ppe.uem.br/publicacoes/seminario\_ppe\_2015/trabalhos/co\_04/94.pdf>. Acesso em: 18 set. 2017.
PAIVA, Vinícius Balbino. Ensino De Física Para Alunos Surdos: Análise Da Linguagem Na Compreensão De Conceitos De Óptica Geométrica. Disponível em:
<http://dippg.cefetrj.br/index.php?option=com\_docmantask=doc\_viewgid=1891tmpl= componentformat=rawItemid=166>. Acesso em: 04 nov. 2017.
SECRETARIA DE EDUCAÇÃO DO GOVERNO DO MARANHÃO: Governo Reforça Debate Com Gestores Escolares Sobre Novo Regimento Escolar. Disponível em: <http://www.educacao.ma.gov.br/governo-reforca-debate-com-gestoresescolares-sobre-novo-regimento-escolar/>. Acesso em: 26 maio 2018.
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