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CONCEPÇÕES DE LICENCIANDOS EM FÍSICA SOBRE EDUCAÇÃO ESPECIAL E EDUCAÇÃO INCLUSIVA

Matheus Figueirôa, Bárbara Oliveira, Sidney De Carvalho, Maria Cristina Moreira

Evento
Simpósio Nacional de Ensino de Física ↗ (SNEF)
Edição
XXIII
Ano
2019
Data
28/01/2019
Linha de pesquisa
Equidade, Inclusão, Estudos Culturais E O Ensino De Física
Tipo
Pôster

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Texto completo

## CONCEPÇÕES DE LICENCIANDOS DE FÍSICA SOBRE EDUCAÇÃO ESPECIAL E EDUCAÇÃO INCLUSIVA

## Bárbara Lorrane Oliveira Gonçalves¹, Matheus Ferreira Figueirôa , Sidney de 2 Carvalho Torres Filho³ Maria Cristina do Amaral Moreira 4

3 Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio de Janeiro, sidneydecarvalho@outlook.com

## Resumo

Este artigo tem por objetivo fazer uma análise acerca das concepções de Educação Especial e Educação Inclusiva no curso de formação básica de professores de modo que, a partir dos dados coletados, seja possível qualificar o entendimento de licenciandos nesta temática, a partir de um histórico de exclusão educacional das pessoas com deficiência. Foi realizada uma enquete por meio de questionário, feito com 45 alunos do curso de formação básica de professores de física do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio de Janeiro, com o intuito de gerar dados para a discussão sobre a Educação Inclusiva. Os resultados mostram que, mesmo em um curso de licenciatura, pouco se sabe a respeito de inclusão. Percebe-se, também, que não foram utilizados documentos legais nas justificativas dos licenciandos em suas respostas, e que, ao contrário do esperado, muitas de suas ideias não representaram as desses documentos. Podemos concluir que a falta de informação sobre inclusão pode levar, na maioria das vezes a pensamentos excludentes. A verificação dos resultados validou que o atual sistema de formação de professores apresenta muitas lacunas quando o assunto é Educação Inclusiva, embora o Ministério da Educação e a Leis de Diretrizes e Bases venham enfatizando a grande importância da abordagem deste assunto no espaço acadêmico.

Palavras-chave : Educação Especial; Educação Inclusiva; ensino de física; concepções alternativas.

## Introdução

Por muito tempo a Educação Especial foi tratada mediante uma perspectiva de assistencialismo e caridade. Pensar nas pessoas com deficiência em âmbito educacional é de fato uma obrigação social, mas que ainda compreende um novo paradigma no que diz respeito ao ensino. Parte-se do princípio que, essas pessoas, como quaisquer outras, são detentoras de direito à aprendizagem.

A Educação Inclusiva passa a ganhar mais atenção após a Declaração de Salamanca, que afirma que "as crianças e jovens com necessidades educativas especiais devem ter acesso às escolas regulares, que a elas se devem adequar através duma pedagogia centrada na criança, capaz de ir ao encontro destas necessidades" (UNESCO, 1994, p. 2). Hoje sabemos que decorridos vinte e quatro anos, a situação da inclusão ainda não contempla todos os que dela dependem.

Atualmente, há um consenso entre os pesquisadores da área de ensino, de que a Educação Especial está inserida na Educação Inclusiva. Dessa forma, a Especial está associada a um ambiente especializado ministrado por um educador especialista, com a finalidade de promover a autonomia da pessoa com deficiência.

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Quanto à Inclusiva, podemos dizer que está associada a uma ideia de que alunos com necessidade educacionais especiais devem ser integrados no ensino regular. Cabe a esta modalidade de ensino incorporar práticas e metodologias que consigam contemplar as diferentes formas de aprendizagem (BUENO, 2009).

Vivemos em uma sociedade que, de uma forma geral, considera pessoas com deficiência incapazes de adquirir conhecimento. Conhecimento este que qualquer aluno necessita para desenvolver seu pensamento sobre o mundo e si mesmo. O maior engano de parte dos educadores é pensar, de forma preconceituosa, que pessoas com necessidades especiais progridem mais lentamente comparado aos que não possuem deficiência. Deve-se ter em mente que cada pessoa tem sua particularidade, independentemente de suas limitações. (LIMAVERDE et al, 2007; SARTORETTO e BERSCH, 2017)

Este estudo buscou contribuir com essa temática por considerar que ainda está presente uma concepção retrógrada em relação aos alunos com deficiências, e que na realidade, essas pessoas apenas possuem maneiras diferentes de construir o conhecimento. De forma a entendermos como os licenciandos de física, se posicionam frente a essas questões, foi realizada uma enquete com o objetivo de levá-los a refletir sobre esta demanda. Procuramos saber as concepções que têm sobre educação inclusiva e especial de forma a ter subsídios para responder a seguinte pergunta de pesquisa: De que forma a falta de conhecimento sobre educação especial e inclusiva está atrelada a um déficit na formação dos professores?

Espera-se após a realização de um questionário, que, ao menos, os participantes desta pesquisa pensem mais sobre educação inclusiva e a carência dela no currículo obrigatório da formação inicial de professores de física. Além disso, segundo Sanches (2005, p. 138), 'o cruzamento da informação recolhida com as várias técnicas e a sua cuidada interpretação permite compreender melhor a situação problemática'.

## Metodologia

O estudo que apresentamos é uma pesquisa qualitativa exploratória que busca aproximar temas e fatos não tão conhecidos dos pesquisadores, compreendendo uma etapa inicial para um posterior aprofundamento temático (GIL, 1999).

Os dados para a realização deste estudo foram coletados no primeiro semestre de 2018 e englobou 45 alunos de 16 a 44 anos, do curso de Licenciatura em Física do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio de Janeiro (IFRJ). A pesquisa foi feita com intuito de promover uma reflexão sobre a educação inclusiva e a educação especial, de maneira a perceber como o currículo básico da formação inicial de professores de física, contempla (ou não) estes assuntos de forma obrigatória ou suplementar (atendendo somente aqueles que buscarem por essa complementação em sua instrução acadêmica). Segundo Oliveira et al. (2002, p. 3):

Apesar dos avanços dos ideários e de projetos político-pedagógicos, muitas instituições de ensino ainda não implementaram ações que favoreçam a formação de seus professores para trabalharem com a inclusão. Para tanto, é importante que eles compreendam o contexto sócio histórico da exclusão e o da proposta de inclusão.

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- O questionário foi utilizado para saber a opinião de licenciandos de física acerca da inclusão de alunos que, de acordo com Sanches (2005, p. 128):

A mudança geradora de uma educação inclusiva é um dos grandes desafios da educação de hoje porque imputa à escola a responsabilidade de deixar de excluir para incluir e de educar a diversidade dos seus públicos, numa perspectiva de sucesso de todos e de cada um, independentemente da sua cor, raça, cultura, religião, deficiência mental, psicológica ou física.

No questionário aberto para a obtenção dos dados, elaboramos três perguntas e assegurando que cada licenciando respondesse de forma anônima. Fizemos os questionamentos a seguir: 1. O que você entende por educação inclusiva e por educação especial? 2. Como você acha que deve ser ensinado física, de acordo com seu cotidiano, a alunos com deficiência auditiva ou visual? 3. Você acha que é importante à abordagem desse assunto na formação de professores? Por quê?

- O questionário foi pensado de maneira que a pergunta 1 mostrasse as definições diretas a respeito destas duas áreas da educação. Na pergunta 2 o objetivo foi que as respostas demonstrassem como estes licenciandos pensam o papel do professor de física a respeito do ensino de conteúdos para deficientes visuais ou auditivos. Seguindo este mesmo objetivo expositivo, a pergunta 3 foi pensada de forma a nos mostrar como estes alunos enxergam a importância da educação inclusiva e/ou educação especial nos cursos de licenciatura.

## Resultados e Discussões

A amostra foi selecionada de forma aleatória entre os alunos (L1, L2 até L45) da formação básica de professores de física. No questionário foi solicitado que os licenciandos não se identificassem, apenas colocassem sua idade a fim de mostrar a diversidade etária presente no curso. Todas as discussões acerca das concepções dos licenciandos em física do IFRJ sobre inclusão foram obtidas através das respostas escritas.

## O entendimento dos licenciando em física sobre inclusão

Grande parte dos estudantes respondeu a esta pergunta de forma vaga, ou sem uma definição que demostrasse conhecimento sobre o assunto. Três destas respostas confirmam bem isto:

Inclusão de pessoas deficientes, no meio de educação (sala de aula) . (L01)

Educação que pode ser ensinada a todos os tipos de alunos . (L02)

Educação para alunos com qualquer tipo de deficiência, a outra eu não sei. (L03)

Isso expõe que apesar de estarem em um curso de formação inicial de educadores, ainda existem alunos que não possuem conhecimentos mínimos sobre a educação Inclusiva e/ou educação Especial. Isto acontece porque ainda não há experiência o bastante para lidar com essa nova forma de pensar no ensino escolar e que a escola inclusiva ainda precisa ser bastante trabalhada. (GLAT; PLETSCH, 2004)

Em contraponto, teve um aluno que respondeu de forma a verificar que este tem melhor entendimento sobre o assunto:

Educação inclusiva é quando o docente utiliza de sua didática a fim de passar conhecimento significativo de forma que atenda a todas as especificidades de cada aluno. Já a especial a escola utiliza de métodos de

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ensino voltado apenas para crianças com necessidades especiais, podendo ser mais trabalhada a forma de ensino . (L44)

Contudo, é preciso complementar a resposta dizendo que a educação especial não deve ser responsabilidade somente da escola, devendo, também, acontecer em locais especializados, tais como a Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (APAE) e o Instituto Benjamin Constant (IBC).

Existem ainda aqueles que pensam na educação em geral, de forma tradicional, e que o ensino regular é suficiente para atender as demandas das pessoas, ignorando suas singularidades. Como podemos ver a seguir:

Educação que é igual para todos sem exclusividades todos são tratados iguais, todos são iguais e não tem vantagens . (L43)

Esta é uma visão que contrapõe o que ficou determinado na Declaração de Salamanca (UNESCO, 1994, p. 1),

cada criança tem características, interesses, capacidades e necessidades de aprendizagem que lhe são próprias, os sistemas de educação devem ser planejados e os programas educativos implementados tendo em vista a vasta diversidade destas características e necessidades, as crianças e jovens com necessidades educativas especiais devem ter acesso às escolas regulares, que a elas se devem adequar através duma pedagogia centrada na criança, capaz de ir ao encontro destas necessidades, as escolas regulares, seguindo esta orientação inclusiva, constituem os meios mais capazes para combater as atitudes discriminatórias.

Alguns dos licenciandos que responderam ao questionário aberto fizeram isso de forma a confundir as definições de educação especial e inclusiva. Outros assumiram que não eram capazes de opinar sobre o assunto, devido a sua falta de conhecimento. Ainda tiveram os que limitavam a educação inclusiva ao fato de simplesmente colocar pessoas com deficiência no ensino regular.

## Concepções sobre práticas de ensino de física

Uma parcela da amostra comentou, indiretamente ou diretamente, que a educação Inclusiva e/ou educação especial é papel somente de um educador, especializado ou generalista. Quatro respostas dos licenciandos representaram bem esta ideia:

Aprender a língua de sinais, para incluir surdos e braile para os visuais. Elaborar métodos dinâmicos e atividades que possam facilitar conceitos que essas pessoas tenham dificuldades para compreender. (L22)

Com profissionais que tenham as devidas instruções, focando o máximo na parte visual ou oral, dependendo da deficiência. (L 07)

Ao meu entendimento deveria ser mais inclusiva com interpretes e materiais em braile. (L 05)

É muito importante o professor saber muito bem libras para caso de aula para um aluno com deficiência auditiva. Para deficientes visuais você tem que usar dos exemplos para o aluno ligar a matéria com algo que ele viu um dia. Caso o aluno tenha nascido cego eu não tenho ideia de como eu faria. (L 08)

Deve-se ter em mente que não é encargo somente de um professor, seja ele especializado ou não, de uma organização, de materiais de apoio ou de um interprete. Afinal, a Declaração de Salamanca nos recomenda que essa inclusão aconteça de forma que todos participem e contribuam com ela. Vale ressaltar que a Constituição Federal (1988, p. 124) nos diz que:

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A educação, direito de todos e dever do Estado e da família, será promovida e incentivada com a colaboração da sociedade, visando ao pleno desenvolvimento da pessoa, seu preparo para o exercício da cidadania e sua qualificação para o trabalho.

Apenas um licenciando conseguiu responder de forma a concluir que, dentro de uma sala de aula, é necessária a presença de um especialista para auxiliar o professor, que também deverá ter conhecimentos básicos desta área.

Para alunos com deficiência auditiva: exemplos visuais que é o que a física mais tem, com um interprete repassando pontos onde não há como se explicar visualmente. Para alunos com deficiência visual: acho que através da descrição de experimentos, trabalhando a imaginação do aluno e procurando exemplos não-visuais. (L 25)

Ressalta-se ainda uma resposta que desconsidera que, de acordo com Svartholm (2014, p. 1), a língua materna, no sentido de importância do desenvolvimento dos surdos, é a Língua de Sinais.

Para um deficiente visual é complicado de se pensar, mas para deficientes auditivos pode-se pensar em uma tecnologia para legenda simultânea ou algo do tipo. (L 09)

Sendo assim, é válido comentar a resposta de um dos alunos que cita a falta da discussão deste assunto nas disciplinas do curso de Licenciatura em Física.

Com base na minha formação acadêmica atual eu não saberia como lidar com um aluno com estes tipos de deficiências. Nas disciplinas, este tema é muito pouco comentado e não nos trazem uma ferramenta que nos diga, de fato, como ensinar física a estes alunos. (L 27)

Esta é uma importante concepção, visto que ainda existem linhas de pensamentos segregadoras que defendem que a educação, de pessoas com necessidades especiais, deva ser feita somente em locais separados do ensino regular, limitando-os apenas a educação especial. Como podemos observar em uma das repostas:

Não concordo com coloca-los na sala de pessoas não deficientes. A meu ver, seria melhor que existissem turmas apenas para esse candidato. (L 10)

Tal perspectiva contraria a Lei de Diretrizes e Bases (LDB) (BRASIL, 1996, p. 9) que determina:

Atendimento educacional especializado gratuito aos educandos com deficiência, transtornos globais do desenvolvimento e altas habilidades ou superdotação, transversal a todos os níveis, etapas e modalidades, preferencialmente na rede regular de ensino.

No que diz respeito às metodologias de ensino que poderiam contribuir nas aulas, de modo geral, assim como na primeira pergunta, obtivemos vários padrões de respostas, em sua maioria ideias vagas. Podemos ver isso em duas respostas abaixo:

Através de exemplos práticos. (L 02)

Utilizando como exemplos na aula situações do dia-a-dia. (L 04)

## Importância da inclusão para os licenciandos

Ao defrontar a terceira pergunta com as demais as respostas continuaram a se apresentar, majoritariamente, vagas, de forma a ressaltar como o assunto carece de debates na formação docente. A resposta a seguir aponta uma errônea

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perspectiva de inclusão que muito se dissemina quando a temática não é devidamente abordada e divulgada:

Educação deve servir para incluir as pessoas, uma forma disso acontecer é pondo eles no ambiente escolar. (L 04)

Tal posicionamento implica em determinar a inclusão como a simples presença do aluno com deficiência em uma sala de aula dita normal, sem considerar todos os constituintes que, de fato, importam para uma autêntica inclusão. Esta concepção já foi assinalada pela LDB, que, como foi citado anteriormente, determina que a educação escolar de pessoas com necessidade especiais deve acontecer, preferencialmente, no ensino regular. Além disso, não leva em conta que tantos os alunos não deficientes, como aqueles que são deficientes, aprendem muito com essa interação. Como bem explicita Sartoretto e Bersch (2017, p. 2) ao reforçar a importância da convivência entre pessoas com e sem deficiências. Para esses autores os alunos com deficiência precisam desse ambiente para ser instigados a sair do lugar comum e os demais alunos aprendem a lidar com a diferença, desenvolvem a solidariedade, passando a ser mais compreensivos e generosos com o outro.

Tiveram aqueles que mencionaram que, quando se trata de educação especial e/ou educação inclusiva, este é assunto escasso de divulgação.

Porque é um assunto pouco divulgado e com um grande déficit. (L 03)

Não é um assunto amplamente divulgado, e, por consequência, não existe um preparo eficiente para tal. (L 15)

Pois eu mesmo não tenho muitas ideias de como agir com um aluno especial, acho que isso sendo debatido ajuda o docente. (L 25)

Estas noções servem para demonstrar que mesmo em cursos de licenciatura onde se trabalha questões educacionais, a disciplina, educação inclusiva, ainda é raramente ofertada e quando o é, ocorre de forma a seguir um modelo tradicional de formação segregador. Vale lembrar que o Ministério da Educação e Cultura (MEC) e a LDB há muito apontam que existe grande urgência de abordar conteúdos que falem sobre necessidade educativas especiais, em todos cursos de graduação, principalmente nos de licenciatura. (GLAT; PLETSCH, 2004)

Debater e trabalhar as particularidades de cada pessoa ajudaria a contribuir para que opiniões que se opusessem ao que está colocado na Declaração de Salamanca e na constituição de 1988 diminuam. Como se pode constatar abaixo:

Não, pois esses casos são exceções em uma quantidade bem pequena. Se o professor quiser se especializar, que seja optativa, mas não uma matéria obrigatória. (L 09)

Teve um licenciando que não respondeu se era importante ou irrelevante a abordagem do assunto durante a formação de professores, porém justificou sua fala com uma observação importante.

Dependeria da forma da abordagem, acredito que poderia ser uma abordagem de modo que apresenta-se soluções e com reais projetos inclusivos, ao invés da abordagem atual na maioria dos cursos, onde apenas mostram de maneira superficial que não agrega em nada. (L 11)

Isso nos faz refletir sobre a importância da abordagem da inclusão nas diversas licenciaturas, pois, ainda existe um baixo entendimento desde o significado real de educação inclusiva e especial até a representatividade das leis educacionais.

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## Considerações Finais

A parte mais importante deste trabalho foi mostrar a visão dos licenciandos em física sobre inclusão e sua importância no meio sócio-educacional. Além disso, expor que é essencial que este assunto seja debatido na formação de professores, pois, necessita-se que licenciandos aprendam, mesmo que de forma generalista, um pouco sobre as necessidades educativas especiais. Duas respostas da pergunta 3 representam bem esta ideia: 'sim, com toda certeza, pois o profissional de educação lida com diversos tipos de pessoas e cabe a ele saber lidar com cada diferença. Pra isso, é importante dar importância a esse assunto durante a graduação desses profissionais. ' (L 10) e 'porque a partir do momento que se está formando professores, há a possibilidade de se depararem com esses casos enquanto exercem a profissão, discutindo anteriormente é mais fácil lidar depois. ' (L 32)

Além do mais, mesmo que a obrigatoriedade destas demandas educacionais atinja as graduações, principalmente as de formação de professores, apenas diminuirá o número de graduandos que pensarão de forma a não compreender a real representatividade destas disciplinas. Debater sobre inclusão ajudaria a toda uma sociedade a entender melhor a realidade de necessidades especiais e seus direitos educacionais. Se colocarmos em prática todos os princípios aqui debatidos, certamente, aumentaríamos as oportunidades educacionais a todas as pessoas. (BUENO, 2009).

Por fim, pode-se ter uma análise mais completa de que a falta de divulgação de conteúdos mais inclusivos, gera um déficit sobre o significado preciso de educação inclusiva e/ou educação especial, como ela pode ser aplicada na prática e sua real importância dentro da formação básica de professores. Mesmo que documentos legais, como a constituição Federal Brasileira de 1988 e a Lei de Diretrizes e Bases, citem que a inclusão deve acontecer em todo ensino regular, nenhum dos licenciandos, que respondeu a este questionário, citou algum destes documentos.

## Referências

BRASIL. Constituição (1988). Constituição da República Federativa do Brasil. Brasília, DF: Senado Federal: Centro Gráfico, 1988. 292 p.

BRASIL. Lei nº 9.394 , de 20 de dezembro de 1996. Estabelece as diretrizes e bases da educação nacional. D.O.U. Brasília, 23 dez. 1996. Disponível em: < http://www2.senado.leg.br/bdsf/bitstream/handle/id/529732/lei\_de\_diretrizes\_e\_base s\_1ed.pdf>. Acesso em: 11 de junho de 2018.

BUENO, J.G.S. Crianças com necessidades educativas especiais, política educacional e a formação de professores: generalistas ou especialistas? Revista Brasileira de Educação Especial . 2009; 3(5): 7-25.

GIL, A. C. Métodos e técnicas de pesquisa social . 5.ed. São Paulo: Atlas, 1999.

GLAT, R.; PLETSCH, M. D. O papel da universidade frente às políticas públicas para educação inclusiva. Revista Benjamin Constant , Rio de Janeiro, p. 3-8, 2004.

LIMAVERDE, A. L. G. et al. Atendimento Educacional Especializado - Deficiência Mental. Brasília: Gráfica e Editora Cromos, 2007.

OLIVEIRA, E. S. et al. Inclusão social: professores preparados ou não? Polêm!ca , [S.I], v. 11, n. 2, p. 314 a 323, maio 2012. ISSN 1676-0727. Disponível em: <

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http://www.e-publicacoes.uerj.br/index.php/polemica/article/view/3103/2224>. Acesso em: 24 de maio de 2018.

Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura UNESCO. Declaração de Salamanca sobre princípios, política e práticas na área das necessidades educativas especiais . Salamanca; Espanha, 10 de junho de 1994.

SANCHES, I. Compreender, Agir, Mudar, Incluir. Da insvetigação-acção è educação inclusiva. Revista Lusófona de Educação , (5), 127-142. 2005.

SARTORETTO, M. L.; BERSCH, R. C. R. Recursos pedagógicos acessíveis e comunicação aumentativa e alternativa . Brasília, DF: MEC, 2010. v.6. (Coleção a Educação Especial na Perspectiva da Inclusão Escolar).

SVARTHOLM, K. 35 anos de educação bilíngue de surdos - e então? Educ. rev. Curitiba , no. spe-2, p. 33-50, 2014.

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