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O ENSINO DE ASTRONOMIA E A DEFICIÊNCIA VISUAL: DESAFIOS E POSSIBILIDADES ENFRENTADOS PARA A PESQUISA

Fábio Matos Rodrigues, Rodolfo Langhi, Eder Pires De Camargo

Evento
Simpósio Nacional de Ensino de Física ↗ (SNEF)
Edição
XXIII
Ano
2019
Data
28/01/2019
Linha de pesquisa
Equidade, Inclusão, Estudos Culturais E O Ensino De Física
Tipo
Pôster

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Texto completo

## O ENSINO DE ASTRONOMIA E A DEFICIÊNCIA VISUAL: DESAFIOS E POSSIBILIDADES ENFRENTADOS PARA A PESQUISA

## *Fábio Matos Rodrigues 1 , Rodolfo Langhi 2 , Eder Pires de Camargo 3

- 1 Universidade Estadual Paulista 'Júlio Mesquita Filho', Campus Bauru, Discente do Programa de Pós-Graduação em Educação para as Ciências, e-mail: rodriguesfm.unesp@gmail.com
- 2 Universidade Estadual Paulista 'Júlio Mesquita Filho', Campus Bauru, Docente do curso de Física e do Programa de Pós-Graduação em Educação para as Ciências, e-mail: rlanghi@fc.unesp.br
- 3 Universidade Estadual Paulista 'Júlio Mesquita Filho', Campus Ilha Solteira, Docente do curso de Física e do Programa do Programa de Pós-Graduação em Educação para as Ciências e-mail: camargoep@dfq.feis.unesp.br

## Resumo :

Não se pode negar que o ensino de temas astronômicos e a deficiência visual é paradoxal. Entretanto, dentro no cenário acadêmico reconhecidos esforços estão sendo elaborados na tentativa de reverter essa realidade, dando oportunidade à estudantes com deficiência visual terem acesso a informações sobre alguns fenômenos de origem astronômica. Nesse sentido, apresentamos neste trabalho um recorte de um levantamento bibliográfico de uma tese em desenvolvimento sobre iniciativas do ensino de temas astronômicos para estudantes com deficiência visual em trabalhos apresentados nos Simpósios Nacionais de Ensino de Física e Educação em Astronomia, com o intuito de proporcionar discussões acerca dos desafios e as lacunas ainda presentes para a pesquisa. Para tanto acessamos informações presentes nas atas dos eventos que se encontram disponíveis. Sendo este trabalho um recorte de uma tese em desenvolvimento considerou-se este levantamento, um conjunto de dados importante para se delinear os horizontes de futuras pesquisas. Para analisar esse conjunto de dados orientou-se metodologicamente nos parâmetros utilizados no conjunto de ferramentas da análise de conteúdo e assim obtemos duas características importantes dos trabalhos encontrados. Os resultados apresentam que tais inciativas foram importantes para se discutir alguns temas, porém apontam ainda a carência da área de Educação em Astronomia no desenvolvimento de pesquisa que contemplem também o estudante com deficiência visual que por lei, se encontra em sala de aula.

Palavras-chave : Levantamento Bibliográfico; Educação em Astronomia; Deficiência Visual.

## A EDUCAÇÃO EM ASTRONOMIA E OS ESTUDANTES COM DEFICIÊNCIA VISUAL: PARADOXOS E PARADIGMAS

A deficiência visual em diversos contextos, infelizmente, ainda é considerada um empecilho para a educação científica, visto que a mesma está pautada na hegemonia cultural vidente. Entretanto, o ditado 'temos que ver para crer' no meio científico está cada vez mais em desuso, visto que a maioria dos fenômenos de natureza quântica ou de natureza astronômica, em grandes escalas, não se pode perceber por meio da visão. Discussões com essas características são importantes para refletirmos que a visão é apenas um dos meios de percepção e que na educação científica não pode ser o meio privilegiado.

Evidentemente, um despreparado sistema de ensino e professores os quais não foram habilitados em sua formação inicial na perspectiva da Educação Inclusiva trafegam paralelamente a essa hegemonia vidente tornando a educação científica para estudantes com deficiência visual um verdadeiro desafio e justificando à existência de espaços educacionais segregativos. A problemática em questão torna-se ainda

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mais evidente quando na educação científica realizamos um recorte no que se refere aos fenômenos de natureza astronômica.

A educação em Astronomia, por vezes tem sido considerada uma questão paradoxal quando a mesma é tratada para estudantes com deficiência visual, visto apontamentos que ainda perduram problemas na própria educação em Astronomia como as lacunas deixadas durante a formação de professores (LANGHI, 2009) e o ensino de temas relacionado a esse conteúdo para alunos deficientes visuais (CAMARGO e NARDI, 2007).

Em meio a essas necessidades formativas aliadas a Declaração de Salamanca em 1994 e a recente Lei Brasileira de Inclusão (Lei no 13.146/15), paralelamente é importante salientar que existem muitos pesquisadores que se desdobram em pesquisas que tratam a sala de aula como um cenário inclusivo e existem professores que procuram suprir suas lacunas profissionais de formação, buscando apoios metodológicos para abordagens de temas científicos com características mediadas pela inclusão.

A busca por alternativas para auxiliar o trabalho docente, portanto, é um caminho a ser percorrido para se dirimir as dificuldades na abordagem de temas relacionados a Astronomia. Geralmente é possível encontrar importantes trabalhos em simpósios que compartilhem experiências e em diferentes contextos. Nesses trabalhos são encontradas sugestões para o desenvolvimento de materiais que auxiliem professores a desenvolverem atividades em sala de aula, além de metodologias de ensino, tratamento dado a concepções alternativas, entre outros, que podem subsidiar o processo de ensino e aprendizagem dos estudantes com deficiência visual.

Portanto, nesse trabalho apresentamos um recorte de uma tese de doutorado em andamento do primeiro autor, onde sublinhamos os trabalhos que enfatizam a educação em Astronomia na perspectiva da Educação Inclusiva de modo a classificarmos os principais enfoques dos mesmos, evidenciando abordagens já utilizadas que podem ser replicadas em outros contextos de modo viável.

## A IMPORTANCIA DE PESQUISAS DO TIPO ESTADO DO CONHECIMENTO

Não se pode negar que para haver relevância e consolidação de uma área de conhecimento, existe um caminho bem definido a ser percorrido, o qual pesquisas do tipo estado do conhecimento é um dos alicerces fundamentais. Atualmente, verifica-se em diversas literaturas um crescente esforço de se investigar os desdobramentos dados às diversas áreas do conhecimento, por vias de análises dos levantamentos bibliográficos realizados. De acordo com o trabalho de Megid Neto e Pacheco (1998, p. 5), onde afirmam que pesquisas com essa classificação geralmente abordam aspectos gerais apresentando:

[...] características de sua evolução histórica, tendências temáticas e metodológicas problemas e limitações, dentre muitos outros aspectos. Isso permite um salto qualitativo no sentido de inferir resultados, contribuições e lacunas das pesquisas, possibilitando a intensificação de algumas linhas de investigação, o abandono de outras, o surgimento de novas, tendo em vista uma tentativa continuada de interferência no sistema educacional brasileiro com vistas à sua melhoria.

Nesse sentido, optamos construir esta investigação baseado em tais orientações acima mencionadas, na tentativa de compreendermos as principais

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características, esforços e empecilhos vivenciados por professores pesquisadores ao desenvolverem em suas aulas metodologias inclusivas focadas em temas astronômicos para estudantes com deficiência visual.

## PERCURSO METODOLÓGICO DA PESQUISA

Diante de uma pesquisa mais ampla em forma de tese que está em processo de finalização, essa pesquisa como recorte apresenta características balizadas pelos parâmetros descritos pela abordagem qualitativa, que de acordo com Godoy (1995, p. 21) permite que ' um fenômeno pode ser melhor compreendido no contexto em que ocorre e do qual é parte, devendo ser analisado numa perspectiva integrada'. Nesse sentido, para que se entenda a dinâmica de um o fenômeno, o pesquisador vai a campo buscando compreender de diversas formas o mesmo, por meio de dados que são coletados e analisados ao longo da trajetória da pesquisa. Uma delas é a coleta de dados por meio de documentos, onde Godoy (1995, p. 22) compreende que

A palavra 'documentos", neste caso, deve ser entendida de uma forma ampla, incluindo os materiais escritos (como, por exemplo, jornais, revistas, diários, obras literárias, científicas e técnicas, cartas, memorandos, relatórios), as estatísticas (que produzem um registro ordenado e regular de vários aspectos da vida de determinada sociedade) e os elementos iconoto de um fenômeno.

Baseado nessa premissa, essa pesquisa apresenta características de uma pesquisa documental, visto que para compor o corpus de nossa análise focamos em trabalhos publicados nos Simpósios Nacionais de Ensino de Física - SNEF e trabalhos publicados em todas as edições dos Simpósios Nacionais de Educação em Astronomia - SNEA.

Para tanto, considerou-se um recorte temporal do período de 1994-2018, com o intuito de perceber como a declaração de Salamanca influenciou as pesquisas no cenário brasileiro. Nos trabalhos selecionados foram realizadas a leitura integral de cada trabalho que nos permitiu uma discussão acerca da relevância e indiretamente apontando a direção que tem se desenvolvido os principais aspectos das publicações a respeito da educação em Astronomia para deficientes visuais. A forma de análise que iremos dispor está circunscrito dentro dos parâmetros da análise de conteúdo, pois em acordo com Bardin (2000, p. 225):

A Análise de Conteúdo trata-se de um conjunto de técnicas que visam principalmente à ultrapassagem da incerteza, ou seja, investiga se a leitura que realizamos de uma mensagem é a mesma realizada pelas demais pessoas (se é generalizável); busca o enriquecimento da leitura, aumentando sua produtividade e pertinência.

Esse método de investigação tornou-se numa ferramenta eficaz na abordagem dessa investigação possibilitando uma discussão mais significativa dos aspectos peculiares de cada trabalho encontrado que possibilitou uma percepção crítica das lacunas, diante da temática investigada.

## RESULTADOS E DISCUSSÃO

Ao iniciarmos nossa investigação para compor a primeira parte do corpus de análise acessamos as atas dos Simpósio Nacional de Ensino de Física - SNEF,

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considerando as publicações a partir do ano de 1994, obtivemos o seguinte quadro 02.

Quadro 02 : Trabalhos publicados em todas as edições do SNEF. Nessa tabela lê-se as seguintes identificações: CO (Comunicações Orais), AP (Apresentações em Pôsteres), ADV (Abordagem para Deficientes Visuais), TSA (Trabalhos sobre Astronomia), TDVA (Trabalhos para deficientes visuais em Astronomia)

No referido evento o primeiro trabalho encontrado foi o de Siqueira e Langhi (2011), na décima nona edição do evento, que abordara o desenvolvimento de pesquisas sobre a relação da deficiência visual e o ensino de Astronomia. O segundo trabalho encontrado na mesma edição do evento foi o de Cozendey e Pessanha (2011) que teve por objetivo a elaboração de materiais adaptados com caderno Thermoform (alto relevo em película de PVC), onde abordaram temas sobre as fases da lua.

Na vigésima edição do evento encontramos apenas o trabalho de Santos et al. (2013), onde abordaram a formação de modelos mentais de Johnson-Laird, por meio de atividades que envolviam os estudantes com deficiência visual e após essa atividade, os alunos videntes reproduziram o modelo heliocêntrico com bolinhas de isopor, para auxiliar a percepção tátil dos estudantes com deficiência visual. Na vigésima segunda edição do evento, foram encontrados três trabalhos onde o primeiro deles foi escrito pelo autor dessa tese e seu orientador Rodrigues e Camargo (2017), onde foi apresentamos uma discussão sobre a falta de matérias que auxiliassem os professores no ensino de temas astronômico e paralelamente sugerimos a construção de uma maquete tátil que demostravam as fases da lua.

O segundo trabalho encontrado foi o de Mendonça e Filho (2017), que investigaram a partir do referencial dos alunos com deficiência visual o que pensam sobre as maquetes que traziam as leis de Kepler para suas compreensões. O terceiro e último trabalho encontrado nessa edição do evento escrito pelo autor dessa tese e identificado nos trabalhos como referência Rodrigues, Langhi e Camargo (2017) discute como a Astronomia esta apresentada em periódicos

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científicos classificados com qualis: A1, A2, B1, B2 B3, pelo banco de dados da plataforma CAPES.

Para compor a segunda parte do corpus , verificamos nas edições dos Simpósio Nacional de Educação em Astronomia - SNEA todos os trabalhos apresentados os quais somaram 391 artigos publicados em atas do evento com as seguintes características expostas no quadro 03:

Quadro 03: Trabalhos publicados em todas as edições do SNEA

Os trabalhos encontrados na primeira edição do evento foi o de Steffani e Zanatta (2011) que apresentaram características de construção de materiais abordando o tema fases da lua que replicaram as características da superfície lunar utilizando objetos em cerâmica, além de tintas texturizadas em objetos confeccionados, como recurso tátil para estudantes com deficiência visual. Também o de Silva, Faria e Diniz (2011), cuja temática abordou estratégias não formais para o ensino por meio de objetos táteis expostos num museu de Astronomia.

O terceiro trabalho apresentou levantamento bibliográfico, com o intuito de verificar como têm sido desenvolvidos temas de Astronomia qual a referência mais utilizada, quando o assunto é voltado para deficientes visuais, apoiando-se num recorte de 7 anos e escrito por Siqueira e Langhi (2011). Na terceira edição do evento o primeiro trabalho encontrado foi o de Gomes e Miyahara (2014). Neste trabalho, o estudo realizado referiu-se ao tema de supernovas e seus tipos, onde os autores elaboraram materiais em 3D com texturas diferentes.

Ainda na terceira edição do evento, encontramos o trabalho de Beckers, Trogello e Pereira (2014) sobre modelos didáticos, que realizaram um levantamento bibliográfico até o ano de 2012, na plataforma da Scielo, artigos disponíveis nas áreas de Educação e Ensino (A1, A2, B1 e B2). Os autores encontraram 83 trabalhos publicados, dos quais apenas três abordavam a temática fazendo uso de materiais didáticos com alunos deficientes visuais e as demais apresentavam relatos de experiências com enfoque em outras áreas do conhecimento.

Por fim, na última edição do evento destacaram-se os únicos dois trabalhos do autor dessa pesquisa, sendo um deles apresentado na referência Rodrigues, Camargo e Langhi (2018) que aborda a conexão de alguns saberes docentes necessários para o ensino de temas astronômico para deficientes visuais e o segundo em Rodrigues, Langhi e Camargo (2018b), que relata os desafios enfrentados pela pesquisa de ensino de temas astronômicos e a deficiência visual, elencando paradoxos e paradigmas apresentados pela área.

Diante dos trabalhos encontrados surgem dois enfoques importantes: práticoaplicável e investigativo-teórico. No que se refere ao enfoque prático-aplicável, refere-se a pesquisas cuja abordagem estão baseadas em construção de materiais didáticos e aplicações da mesma, como principal foco da pesquisa ou trabalho em

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questão. Já o enfoque investigativo-teórico associamos a pesquisas e trabalhos que apresentam como foco principal levantamentos bibliográficos, estudos pedagógicos entre outros. Cabe salientar que essa separação arbitrária se deve aos principais objetivos identificados durante as leituras, pois reconhecemos nessa classificação uma linha tênue de separação, onde principalmente pesquisas percorrem os dois enfoques devida a sua extensão.

Diante dessa iniciativa pôde-se encontrar 14 trabalhos que trouxeram aos temas astronômicos a ênfase na deficiência visual. Dentre elas 5 foram classificadas com enfoque investigativo-teórico e 8 classificadas com enfoque prático-aplicável. A diferença do número de classificação do número total de pesquisas e trabalhos encontrados, se deve ao fato de que algumas apresentavam os dois enfoques.

Levando em consideração esses dois enfoques, pôde-se separar as pesquisas e trabalhos em dois grupos, conforme a figura 01.

Figura 01: Os principais enfoques dos trabalhos considerados na análise.

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Outra característica notada são os temas considerados mais recorrentes nas abordagens dos trabalhos encontrados. Estas estão destacadas na figura 02.

Figura 02: Os temas mais recorrentes dos trabalhos analisados.

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O número baixo de trabalhos em relação ao número total dos trabalhos apresentados nos eventos pode estar relacionado com a dificuldade em se produzir pesquisas em Astronomia que considere outras vias de percepção. Entretanto, não se pode negar que tais iniciativas são muito importantes para se pontuar lacunas e enunciar limites e possibilidades bem como novos horizontes para mudança do atual quadro educacional inclusivo.

## Considerações finais

Diante do exposto, consideramos que as pesquisas apontaram lacunas importantes ainda presente na Astronomia, que vão além do fato de não haver muitos trabalhos que desenvolvam conhecimentos científicos. A dificuldade em se desvencilhar da visão os conteúdos de astronomia são ainda enormes, visto que diante da gama de aparatos astronômicos o uso da visão se faz necessário. Entretanto, cabe salientar que existiam na evolução dos conhecimentos astronômicos cientistas que ficaram cegos com o tempo, porém que deram importantes contribuições para área, a saber, Johannes Kepler e Galileu-Galilei.

As implicações desse estudo sugerem uma mudança de postura que possibilita a reflexão imediata em ações que são capazes de promoverem um direcionamento de pesquisas que atendam a diversidade existente em sala de aula. Para tanto, as informações aqui apresentadas precisam ser propagadas de modo a causar reflexões nos pesquisadores da área, uma vez que a atual BNCC incentiva cada vez mais estudos relacionados a temas astronômicos nos anos iniciais, onde se sugere que o mesmo perdure durante toda a trajetória de formação de um estudante na Educação Básica.

É importante informar que uma vez identificada as lacunas, esforços estarão sendo produzidos pelo primeiro autor desse trabalho em fora de tese, com o intuito de contribuir para a área um estudo mais aprofundado, cuja a abordagem parta da perspectiva dos estudantes com deficiência visual acerca da percepção dos fenômenos astronômicos que os cercam.

## REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

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