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TECNOLOGIA EDUCATIVA - O USO DO CELULAR NO ENSINO DE FÍSICA

Francisco De Assis Fagundes, Gustavo Isaac Killner

Evento
Simpósio Nacional de Ensino de Física ↗ (SNEF)
Edição
XXIII
Ano
2019
Data
28/01/2019
Linha de pesquisa
Tecnologias Da Informação E Comunicação No Ensino De Física
Tipo
Pôster

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Texto completo

## TECNOLOGIA EDUCATIVA: O USO DO CELULAR PARA O ENSINO DE FÍSICA

## Francisco de Assis Fagundes Dr. Gustavo Isaac Killner

Instituto Federal de São Paulo - Campus São Paulo, franciscoassisfagundes@gmail.com

## Resumo

Este trabalho de pesquisa analisou algumas possibilidades de difusão de informações e apropriação do conhecimento no uso do celular como instrumentos que podem desempenhar um papel importante no ensino de física, sinalizando as possíveis dificuldades e vantagens do seu uso em sala de aula. O celular deixou de ser apenas um instrumento de comunicação e passou a ser também um objeto de prazer para uma grande quantidade de indivíduos, seja no monitoramento de suas caixas de correio, na troca de documentos, no acesso aos portais de notícias e mensagens pelas redes sociais. Na elaboração e execução desta pesquisa, os experimentos exploram características dos aparelhos celulares (smartphones) e também dos computadores portáteis com aplicativos que se estendem além da comunicação ou acesso à internet. As facilidades tecnológicas oferecidas pelos celulares podem proporcionar alternativas pedagógicas na maneira de ensinar e aprender física. Esses aparelhos poderiam facilitar a aprendizagem dos conteúdos relacionados ao ensino das ciências, oportunizando uso integrado de mapas conceituais, animação interativos e textos. Partindo diretamente de um problema educacional concreto, aplica-se uma sequência didática apoiada no uso pedagógico desses aparelhos, num processo de pesquisa-ação de maneira a transformar a práxis docente.

Palavras-chave : Tecnologia, Ensino de Física .

## Introdução

Atualmente, um dos importantes temas que vem sendo discutido no cenário educacional é o uso das tecnologias dentro da sala de aula, como recursos importantes na construção do conhecimento. Impulsionado pela facilidade de acesso às informações e melhor suporte para aplicativos multimídias, o celular é usado, pelos alunos e professores, as vezes de forma imprópria na busca de informações educacionais padronizadas e prontas para serem utilizadas, ou mesmo na busca de mensagens particulares em suas caixas de correio no ambiente escolar. Além disso, é possível o uso da configuração verbal e visual como uma representação múltipla de um determinado acontecimento, proporcionando o uso de um leque amplo de recursos de simulação ou experimentos virtuais da Física disponíveis nos celulares. A construção do conhecimento por meio de diferentes formas podem se apoiar no uso de novas tecnologias dentro da sala de aula, mediando a ação pedagógica entre alunos, professores desde que se faça uso adequado delas. Dentre essas novas tecnologias, o celular permite uma diversidade de atividades que alunos e

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professores podem realizar na busca do processo de construção do conhecimento (VALENTE,1999). Nesse sentido, a experiência pedagógica do professor é fundamental. Freire (1996, p.25), coloca o professor como agente problematizador. Aprendendo e ensinando ao mesmo tempo com os alunos, age como transformador da realidade e agente de mudança.

É preciso que, pelo contrário, desde o começo do processo, vá ficando cada vez mais claro que, embora diferentes entre si, quem forma se forma e reforma ao formar e quem é formado forma-se e forma ao ser formado. (Freire, 1996 p.25)

Diante desse cenário, faz-se imprescindível discutir o uso do celular no âmbito educacional, adotando-se um modelo de contextualização que se inicia por meio da problematização. Essa problematização, que segundo Schivani (2014), se concretiza ao assumir uma atribuição adequada, de modo que pode ser compreendida e tem como desafio principal gerar nos estudantes a curiosidade, a necessidade de apropriação de um conhecimento que eles ainda não possuem ou não dominam para solução de questões e tarefas apresentadas em sala de aula. Neste sentido a contextualização passa por um processo permeado pela problematização, favorecendo a construção de um cenário de aprendizagem, com pontos de partida e chegada bem definidos na construção do conhecimento. Na visão de Delizoicov (1983), problematizar é também formular adequadamente desafios, que tenham uma finalidade significativa para o aluno, de modo a defrontálo e conscientizá-lo que a solução exige um conhecimento que ainda não detém; é o momento em que, sob orientação do professor organizam-se conhecimentos de física necessários para desenvolver saberes na busca de respostas.

## Referencial

No ensino de Física, os aparelhos celulares são instrumentos que, além de notável memoria, podem incorporar sensores capazes de medir grandezas físicas, funcionando como acelerômetro, sensores de luz, GPS, microfone, câmera fotográfica e de vídeo, etc. Por meio de experimentação, deve permanecer simultaneamente em compasso com as inovações tecnológicas, viabilizando tudo aquilo que no ambiente escolar podem contribuir para melhorar a aprendizagem produzindo linguagem de integração entre vários conteúdos e reforçando conhecimentos empregados por diversos tipos de ferramentas, aparelhos, máquinas e dispositivos, começando pelo papel, giz, lousa, lousas digitais, jogos computadores, televisores, projetores, notebook, tablet até chegar nos celulares. O acesso ao conteúdo de Física, na visão de Moura (2017), deixou de estar limitado a um computador pessoal (PC) estendeu-se também as tecnologias móveis (tablete, notebook e celulares), através da convergência tecnológica que se comunicam entre si com uma diversidade de recursos em várias formas e conectividade através da internet, mecanismos de busca que permitem encontrar rapidamente a informação desejada em bancos de dados.

A adoção do aparelho celular como ferramenta auxiliar na atividade investigativa, possibilitou a prática experimental no estudo do comportamento dos corpos, parte da Física que estuda o movimento. Permitiu coletar dados através do

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aplicativo do telefone celular livre no google, Fast Burst Câmera Lite (desenvolvido pela Spritefish, 2016) com capacidade de tirar várias fotos por segundo.

## Metodologia

O projeto consistiu em investigar a possibilidade do uso do celular como instrumento que pode contribuir no desenvolvimento do ensino e aprendizagem de física. Este trabalho de pesquisa mista, parte qualitativa e quantitativa, com atividades desenvolvidas, envolvendo 51 estudantes do ensino médio participante da coleta de dados, com idade média de 15 anos aproximadamente, dos quais 14 alunos (as) da 3ª série, 18 da 1ª série A e 19 alunos(as) da 1ª série B, entre os quais 49% eram do sexo feminino. Consolidou-se através de questionário pré-elaborado pelo pesquisador responsável, composto de sete questões abertas e fechadas (préteste) para certificar e analisar os conhecimentos prévios construídos em suas histórias escolares anteriores desses estudantes envolvendo saber definir os conceitos de Física no estudo da Mecânica, 'O lançamento vertical' . Foram convidados todos alunos e alunas presentes em sala de aula para participarem dessa avaliação sem quaisquer outros benefícios. O material didático utilizado na análise prévia dessa pesquisa é o mesmo material, apostilado, do Ensino Médio adotado pelo Colégio que o pesquisador atua como professor da disciplina de Física. A pesquisa (pré-teste) ocorreu no horário de aula, aplicada pelo professor pesquisador, em sala de aula sem alterar o cotidiano do alunos e alunas, contudo essa pesquisa não valeu nota.

A nossa atividade com uso do aparelho celular em sala de aula, referenciada no trabalho de Ramos, Silva e Silva (2017), consistiu na investigação e aplicação dos recursos dos smartphone na análise do comportamento de um projetil quando abandonado e ou arremessado, detalhando a possível variação da velocidade e o modo da aceleração da gravidade no experimento vertical. Para viabilizar a coleta de dados, utilizou-se um aparelho celular com um aplicativo de câmera fotográfica e uma bola de futebol comum. O aluno que jogou a bola ficou em frente a uma parede, da cor branca, sinalizada com uma faixa no sentido horizontal e vertical para que fosse possível medir sua posição em diferentes instantes de tempo. O outro aluno com o celular tirou as fotos de frente para a parede, em um ponto médio possibilitando a observação da trajetória da bola ao longo do tempo. Uma sequência de imagens fora produzida, em um evento que durou alguns segundos. As fotos produzidas e enviadas a um notebook usando a conexão e-mail. Um editor de fotos chamado GIMP (Programa de manipulação de imagem- GIMP-2.8) possibilitou identificar a distância percorrida pela bola.

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Figura 1: Atividade em sala de aula

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Fonte: pesquisador (2018)

## Discussão dos resultados

Após aplicado o pré-teste, certificado e analisado os conhecimentos prévios dos estudantes, foi desenvolvida atividades pedagógicas para fomentar o processo de construção do conhecimento da Física, tomando como base 'o uso do celular' em sala de aula, com pensamento cientifico, crítico e criativo para investigar causas, elaborar, testar hipóteses, e criar soluções dentro das competências gerais consubstanciada nos Parâmetros Curriculares Nacionais do Ensino Médio (PCNEM). É importante lembrar que o material didático utilizado na análise dessa pesquisa é o mesmo, utilizado no pré-teste, material do Ensino Médio, adotado pelo Colégio que o pesquisador atua como professor de disciplina Física. O formulário de questões foi impresso pelo estabelecimento de ensino, para indicar o nome, número e turma, para posteriormente seja usado como identificação do aluno, a atividade (pós-teste) ocorreu no horário de aula, aplicada pelo professor pesquisador, em sala de aula sem alterar o cotidiano do alunos e alunas, contudo essa pesquisa valeu nota, na escala de 0 a 2, devidamente registrada no sistema da Escola. Apresentou-se os resultados obtidos a partir da análise dos dados do teste de Física e do questionário sobre a utilização do celular no ensino da Física

Inicialmente apresentou-se a tabela que mostra as respostas das questões da disciplina Física, na segunda parte analisou-se no pré-teste e pós-teste alguns aspectos da produção do conhecimento científico se houve evolução na aprendizagem dos conceitos de Física

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Figura 2: Lançamento obliquo

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Fonte: FTD- Sistema de Ensino (2018)

Tabela1: Distribuição dos alunos e alunas que responderam a primeira questão , pré-teste .

Fonte: pesquisador (2018).

A tabela 1 mostra o percentual e a quantidade de estudantes que responderam a primeira questão: Um jogador lança uma bola de futebol para cima ao longo do eixo (x) e (y), conforme figura 2. Determine o(s) tipo(s) de trajetória(s) possível(eis) que a bola descreve, no formato aberta, caracterizando a distribuição das respostas produzidas pelos estudantes no processo que diz respeito aos seus conhecimentos prévios sobre a trajetória da bola no movimento de queda livre. Verificamos que 29,41% (15 alunos), que responderam a primeira questão, entendendo que o movimento da bola faz uma trajetória horizontal e vertical . Enquanto 37,25%, (19 alunos) entenderam a trajetória, como Movimento Uniformemente Variado e Progressivo . 13,72% (7 alunos), apontaram a trajetória como velocidade e a aceleração, positivas . Porém, dentre os 51 alunos participantes, 10 estudantes dos quais representam 19,62% deixaram de responder a 1ª questão.

TABELA 2: Distribuição dos alunos e alunas que responderam a primeira questão no pós-teste.

Fonte: Pesquisador (2018).

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De acordo com a tabela 2, após a atividade com a utilização do aparelho celular e a explanação do professor em sala de aula, sobre o conteúdo da física referente a 'queda livre ', 33,50% (17 alunos e alunas) responderam que a trajetória da bola era Vertical e Horizontal, enquanto 39,62% (20 alunos e alunas) entenderam que a trajetória da bola era um Movimento Uniformemente Variado e Progressivo os, 5,80% (3 alunos e alunas) acreditam que a trajetória da bola tinha velocidade positiva e aceleração positiva , entretanto 21,08% (11 alunos e alunas) não responderam ou não souberam responder. Vale ressaltar que as questões são as mesmas do pré-teste.

Algumas questões sobre a disciplina redigidas nos primeiros momentos que se deu início a nossa atividade seguindo aos depoimentos através do registro escrito nas respostas produzidas pelos alunos, em momentos e posições diferentes. Tais questões elaboradas no pré-teste utilizadas como base para análise a partir da comparação dos relatos dos alunos sobre seus conhecimentos prévios e os saberes construídos com base nas mesmas perguntas após a atividade em sala de aula (pós-teste), buscou-se compreender os aspectos de produção do discurso e o imaginário dos alunos, transcritas com nomes fictícios.

## Resposta(pré-teste):

Aluno(a) 23: ' A bola é lançada verticalmente para cima, quando chega no seu ponto mais alto começa a ir verticalmente para baixo desacelerando'

Aluno(a) 18: 'Curvilineo, ela (bola) pega velocidade para subir, depois chega em um ponto que ela perde velocidade, e começa a desacelerar'

Aluno(a) 32: 'Para cima igual a Y e para baixo igual a X'

Aluno(a) 16: 'A bola irá pegar uma aceleração e com isso irá celerar e depois vai começar a descer com a velocidade negativa'

Aluno(a) 7: 'ela pode ter cinco trajetórias'

## Resposta (pós-teste):

Aluno(a) 23: 'a bola vai sofrer o movimento variado no eixo X e uniformemente variado no eixo Y'

Aluno(a): 32: 'a bola sobe perdendo velocidade e desce ganhando velocidade Y'

Aluno(a) 14: 'A bola ela vai ter uma trajetória obliqua, subira no eixo y e ira para frente no eixo x e descera no eixo y e continuará indo para frente no eixo x.'

Aluno(a) 15: 'A trajetória da bola é vertical p/cima, quando chega no ponto mais alto a velocidade é nula, e passa a ser vertical p/ baixo'

## Comentários Finais

A avaliação realizada neste trabalho de pesquisa com os alunos sobre a experiencia do uso do celular no ensino e aprendizagem de Física, dinamizou o trabalho do professor, (como mediador entre o mundo real e os conceitos), na aplicação de algumas sequências didáticas e apresentou pontos importantes na investigação do uso do celular em sala de aula. Na sequência didática foi possível perceber que os alunos do ensino médio se envolveram com investigações e

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discursões levantadas em sala de aula. Houve participação ativa dos estudantes na atividade pedagógica oferecida, integrando os fenômenos físicos e o uso do celular dando sentido, durante a realização das atividades iniciais. Levando em consideração a realidade e a desvalorização do ensino traduzidas pela ausência da participação da comunidade acadêmica e a falta de estratégias adotadas pelo setor educacional não promovendo condições de implementações no desenvolvimento tecnológico, foi também possível observar na realização desta atividade que os estudantes centram suas atenções em torno dos seus próprios interesses, implicando no seu envolvimento com a tecnologia para ela funcionar. Assim, através dos meios tecnológicos que os alunos trouxeram para sala de aula, agregou a cientificidade da pesquisa e estimulou a participação coletiva na elaboração do projeto.

Na sociedade contemporânea, as tecnologias digitais móveis permeiam as mais diversas áreas educacionais, e diversos fatores corroboram para eficácia do uso do celular no ensino de Física. Em primeiro lugar a adequação e a facilidade do uso dessa ferramenta, pode contribuir para o ensino e aprendizagem. Um segundo ponto é o baixo custo de sua inserção de seu uso nas mãos dos alunos e alunas com o emprego dos dispositivos que já vem de fábrica.

Assim o movimento de análise realizado neste trabalho de pesquisa que também merece destaque é o fato que a partir da atividade, no arremesso da bola, foi possível aos alunos construírem relações entre a compreensão dos conceitos da Física na Mecânica Clássica no estudo da Cinemática 'O lançamento Vertical', as tecnologias associadas a estes saberes e as consequências na solução de problemas de Física.

Nos depoimentos acima, sobre o conteúdo da queda livre, a partir das condições de produção da pesquisa pertinentes aquela instituição de ensino, notouse uma significativa evolução da produção do discurso científico, dando sentido ao ensino de Física aos diferentes indivíduos no processo de produção do conhecimento. Sobre este aspecto é relevante que as questões desta pesquisa tenham sido produzidas no ambiente escolar na medida em que se configuram um pensar sobre a ciência.

## Referências

DELIZOICOV, D. Ensino de física e a concepção freiriana de educação . Revista de Ensino de Física , São Paulo, v. 5, n. 2, p. 85-98, 1983

FREIRE, P . Pedagogia da Autonomia . Rio de Janeiro: Paz e Terra, p.25,1996.

MOURA, Adelina. Geração Móvel: um ambiente de aprendizagem suportado por tecnologias móveis para a 'Geração Polegar' , Disponível em:

&lt;http://adelinamouravitae.sapo.pt/gpolegar.pdf&gt;. Acesso: 22/01/2018

PCNEM. Orientações Curriculares para o Ensino Médio . Ministério da Educação - Secretaria da Educação Básica 2006. v. 2. p. 59.

RAMOS, P.M.; SILVA, M.R; SILVA, P.S.P. Smartphones in the teaching of Physics Laws: Projectile motion. RIED . Revista Iberoamericana de Educación a Distância, 20 (2) pp 213-231. 2017

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SCHIVANI, Milton. Contextualização do Ensino da Física à luz da teoria antropológica do didático: o caso da robótica educacional. 2014. Tese (Doutorado em Educação). Programa de Pós-Graduação em Ensino de Ciências e Matemática, Universidade de São Paulo - São Paulo

VALENTE, J.A. Pesquisa, comunicação e aprendizagem com o computador. O computador na sociedade do conhecimento. Campinas: Nied-Unicamp.(1999).

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Texto extraído automaticamente do PDF: podem existir erros de conversão, especialmente em fórmulas, tabelas e figuras.