RELAÇÕES EDUCATIVAS DE MUSEUS E CENTROS DE CIÊNCIAS COM FORMAÇÃO CONTINUADA EM CIÊNCIAS NATURAIS
Myllena Martins Medeiros, Almir Guedes Dos Santos
- Evento
- Simpósio Nacional de Ensino de Física ↗ (SNEF)
- Edição
- XXIII
- Ano
- 2019
- Data
- 28/01/2019
- Linha de pesquisa
- Divulgação Científica, Educação Não Formal E Informal
- Tipo
- Pôster
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Texto completo
## RELAÇÕES EDUCATIVAS DE MUSEUS E CENTROS DE CIÊNCIAS COM FORMAÇÃO CONTINUADA EM CIÊNCIAS NATURAIS
## Myllena Martins Medeiros 1 , Almir Guedes dos Santos 2
1 IFRJ/Campus Nilópolis, myllena\_medeiros@hotmail.com 2 IFRJ/Campus Nilópolis, almir.santos@ifrj.edu.br
## Resumo
O objetivo deste trabalho é apresentar reflexões e discussões sobre o papel da formação continuada nos museus e centro de ciências. A formação continuada passou a ser importante para preparar os docentes para saber lidar com as constantes mudanças e informações a respeito da ciência e tecnologia, possibilitando-lhes discutir seus significados de forma crítica. Desta maneira, a formação continuada contribui de maneira significativa para auxiliar no desenvolvimento docente, facilitando a reflexão sobre a própria prática docente a partir das experiências profissionais que ocorrem no ambiente de trabalho. Os museus e centros de ciências são reconhecidos como locais que possibilitam interações sociais e experiências culturais e cognitivas. São facilitadores do processo de ensinoaprendizagem, porém não substituem os ambientes escolares. O museu se identifica como um espaço de educação não formal, cujo objetivo é aproximar o visitante do conhecimento científico. Esta diversificação e difusão de saberes fora da escola é um dos principais desafios que o mundo da comunicação propõe ao sistema educativo. Este trabalho apresenta alguns argumentos para estreitar a relação entre os MCC e a formação continuada. O objetivo da educação em museus, assim como da educação como um todo, é oferecer possibilidades para o aprendizado e a construção da cidadania. Um curso de formação continuada está diretamente ligado ao papel do professor, podendo potencialmente promover a transformação das suas práticas pedagógicas, incluindo desenvolvimento pessoal e profissional. Além das atualizações científicas propostas pelo curso, pode haver uma mudança das atitudes profissionais do docente, baseando-se na reflexão pessoal sobre seu trabalho e na discussão com outros professores.
Palavras chave: Museus de ciências; Educação não-formal; Formação continuada
## Introdução
Muitos docentes da educação básica possuem apenas ensino médio (ensino normalista) ou graduação em pedagogia, habilitando os profissionais para atuarem no ensino fundamental. Logo, o Curso de Formação Continuada tem o papel de atualizar os docentes e suprir necessidades dos cursos de formação inicial, pois os professores podem se limitar aos conteúdos de Ciências que tiveram durante seu ensino fundamental e médio.
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Sendo assim, o profissional não deve pensar que ao terminar sua formação inicial terá finalizado seu ciclo de formação e estará plenamente preparado para atuar em sala de aula. Sabe-se, entretanto, que a formação inicial não é o único agente determinante para o ensino de qualidade, visto que estrutura escolar, apoio da direção e secretarias de educação são outros fatores cruciais para um bom desenvolvimento do trabalho do professor em sala de aula. Nesse sentido, a oportunidade de uma formação continuada pode minimizar algumas dificuldades do profissional da área das ciências naturais oriundas da sua formação inicial.
A escolha do tema deste trabalho surgiu quando iniciei a monitoria no Espaço Ciência Interativa (ECI) do IFRJ/ Campus Mesquita em 2015. Ao começar a monitoria pude conhecer o curso de formação continuada de professores em ciências naturais, implantado por Pereira (2012). Ao participar das atividades de itinerância, em que levávamos módulos e oficinas do espaço para escolas da Baixada Fluminense, pude frequentar o curso como ouvinte e perceber o quanto é importante o estreitamento das relações educacionais dos espaços não formais com as escolas. Com isso, fui identificando que tal curso de aprimoramento profissional possibilita que professores adquiram e levem maior bagagem científica para o público infanto-juvenil.
Os objetivos gerais da instituição envolvem divulgação e desmistificação da ciência, tornando-a acessível a todos os públicos. O espaço mantém exposição permanente com o tema Neurosensações e a iniciativa do Ciência na Praça, em que são apresentadas atividades temáticas de acordo com as datas comemorativas de cada mês para resgatar o gosto pela descoberta e mostrar que a ciência é uma atividade criativa e acessível a todos. Com o trabalho de mediadora, pude observar o deslumbramento dos alunos com os módulos interativos que levávamos até eles. Assim, vi a importância de se ensinar de forma mais interativa e lúdica para que os 1 2 discentes possam se interessar pelas ciências naturais.
## Objetivos
O intuito deste trabalho é apresentar reflexões e discussões sobre o papel e as propostas dos cursos de formação continuada em ciências naturais em museus e centros de ciências. A proposta da maior parte dos cursos de formação continuada de professores fora dos espaços de ciências é frequentemente concretizada por meio de conferências, aulas e seminários, nos quais os docentes desempenham apenas o papel de ouvintes e reprodutores de conteúdos.
Tais programas formativos em espaços de ciências englobam cursos, oficinas e palestras, em que as atividades práticas trabalhadas ao longo do curso motivam os professores a partir de novas metodologias de ensino. Nesse sentido, os cursos formativos buscam a autonomia do docente, procurando promover a melhoria da educação básica.
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- O curso oferecido pelo Espaço Ciência Interativa traz uma proposta de aprimoramento docente mediante a cultura dos espaços não-formais, que abarca a realização de atividades práticas e palestras, o debate sobre vídeos, a leitura e discussão de artigos científicos, a criação de kits experimentais e as visitas a museus e espaços de ciências.
No Campus Mesquita do Instituto Federal de Educação Ciência e Tecnologia do Rio de Janeiro (IFRJ), o curso tem como um dos objetivos promover a formação dos docentes do ensino fundamental da rede pública e privada no campo da educação em museus de ciências, oferecendo conteúdos desenvolvidos em espaço de educação não formal lúdico e interativo, para que o profissional desenvolva experimentos e novas metodologias para a sala de aula. A importância do curso se deve ao fato de estar voltado para os anos iniciais do ensino fundamental, em que são inseridos os primeiros conceitos científicos. Nascimento e Barbosa-Lima (2006, p. 45) reconhecem que:
Ensinar ciências para crianças é dar-lhes a oportunidade de melhor compreender o mundo em que vivem. De ajudar a pensar de maneira lógica e sistemática sobre os eventos do cotidiano e a resolverem problemas práticos, desenvolvendo a capacidade de adaptação às mudanças de um mundo que está sempre evoluindo científica e tecnologicamente.
## Justificativa
É importante ressaltar que os professores, bem como muitos outros profissionais, necessitam estar em constante atualização, tendo em vista que a sociedade está sempre em processo de transformação. Logo, um curso de formação continuada pode mantê-los em desenvolvimento para poderem atender as demandas dos seus alunos e questionarem sobre a forma de trabalhar a ciência de maneira repetitiva, acrítica e simplista.
Diversos trabalhos trazem a necessidade de ações formativas na educação básica a fim de minimizar os problemas presentes no ensino de ciências (CARVALHO e GILPÉREZ, 2011; JACOBUCCI, 2006). Logo, é importante a implementação dos programas de formação continuada para os professores da educação básica. Nóvoa (1995, p.27) apresenta, nesse sentido, as seguintes considerações:
A formação pode estimular o desenvolvimento profissional dos professores, no quadro de uma autonomia contextualizada da profissão docente. Importa valorizar paradigmas de formação que promovam a preparação de professores reflexivos 3 , que assumam a responsabilidade do seu próprio desenvolvimento profissional e que participem como protagonistas na implementação das políticas educativas.
Atualmente existem diversas instituições responsáveis por Desenvolvimento Profissional Docente (DPD), e dentre elas há os Museus e Centros
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de ciências, não sendo esta a principal vocação do museu, onde se desenvolvem oficinas, palestras e outras atividades que contribuem para a formação de professores (JACOBUCCI, 2006).
O DPD tem uma história recente no Brasil, e foi intensificado na década de 80 e com o tempo foi assumindo diversos modelos, tais como reciclagem e treinamento. Além disso, o termo é empregado como sinônimo de capacitação, porém o mesmo não é mais utilizado por não ser considerado adequado, indicando que o professor não é capacitado para exercer sua função. Foi somente em 2004 que o Ministério da Educação e Cultura (MEC) implantou programas de formação continuada com o objetivo de contribuir com a melhoria do ensino (BAHIA e MELO, 2013). Bahia e Melo (2013, p.4), ainda destacam que:
O processo de formação continuada de professores deve ultrapassar os modelos propostos nas décadas de 1970 a 1990. O modelo proposto com base nas políticas educacionais de 1970, por exemplo, tinha como principal foco o treinamento, a reciclagem com vistas a modelar novas ações docentes através da difusão de métodos e técnicas. Já nas décadas de 1980 e 1990 a formação continuada de professores é entendida como reposição, atualização ou conserto, diferentemente de um espaço para refletir sobre 'o fazer' e 'como fazer', isto é, sem autocrítica e busca pela melhoria do ensino.
## Fundamentação teórica
Os museus e centros de ciências tem a tarefa de gerar questionamentos, despertar o interesse e trilhar novos horizontes para os estudos e a vida, formando cidadãos críticos, curiosos e com desejo de aprender. Para a educação formal, a motivação dentro dos espaços museais pode estimular o docente para novas estratégias pedagógicas no ambiente escolar, tendo como objetivo promover criatividade, questionamento e ampliação dos conhecimentos prévios dos visitantes. Segundo Ovigli e Bartucci (2009), o professor que atua na educação básica é um docente versátil, pois não é responsável pelo ensino de apenas uma disciplina.
De acordo com Pereira (2014), a falta de domínio em integrar as diferentes áreas do conhecimento torna o ato de ensinar um grande desafio, sobretudo por conta da ausência do aporte de conhecimentos estruturados em ciências. Como consequência disso, a possibilidade de trabalhar de forma interdisciplinar não se insere na realidade de muitos docentes.
## Aspectos históricos dos museus e centros de ciências
Apresentaremos um breve histórico das três gerações dos museus de ciências, que segundo McManus (1992) se distinguem da seguinte forma:
- -Primeira geração: abordava a história natural tendo origem entre os séculos XVII e XVIII, está associado às coleções particulares e aos gabinetes de curiosidades sem a intenção de se ensinar ciências, mas apenas como forma de mostrar poder aquisitivo;
- -Segunda geração: demonstrava artefatos voltados para a Ciência e Indústria, teve sua origem no século XIX, deveria atender às necessidades da
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indústria para a formação técnica dos trabalhadores e aproximava as pessoas das conquistas provenientes da tecnologia; e
- -Terceira geração ( Science Centers centros de ciência, ou museus interativos de ciências): originado na década de 30 quando se apresentavam aparatos com ideias e princípios científicos, e o uso do recurso da mediação humana nas salas de exposição também uma característica.
- A partir dessas três gerações de museus deu-se origem aos museus e centros de ciências que conhecemos atualmente.
- No Brasil, o surgimento de museus de ciências se dá no século XIX, tendo sido criados pelo poder público com pesquisas nas áreas de ciências Naturais e de História. Alguns dos espaços originados nessa época são o Museu Nacional do Rio de Janeiro, o Museu Paraense Emílio Goeldi e o Museu do Ipiranga. Seus ambientes não eram abertos para todos os públicos, pois tinham acesso restrito a um grupo de indivíduos cultos, formado por pessoas com nível superior.
- A principal característica presente nos espaços de educação não formal contemporâneos é a interatividade. Nesse sentido, Gouvêa e Leal (2003, p. 223) afirmam que:
- O Museu de Ciências tem hoje como uma de suas palavras de ordem a interatividade sustentada em pedagogias inovadoras, que dão ao usuário um papel de destaque e de permanente interação com os objetos em exposição [...] é um espaço privilegiado de aprendizagem, pois dentro dele é possível aprender Ciência por meio do toque (experiência concreta), pela visão do que ocorre (observação reflexiva), pela compreensão conceitual e pela experimentação de maneira ativa e instigante.
Para Cheline e Lopes (2008), a interatividade permite ao visitante entender o funcionamento e o desenrolar de processos e fenômenos, bem como estabelecer relações entre o que se vê no museu e no cotidiano.
## Formação continuada
A formação continuada se faz necessária para o desenvolvimento e atualização do trabalho do docente. Almeida (2005) define como formação continuada o conjunto de atividades desenvolvidas pelos professores em exercício, com o objetivo formativo, realizadas individualmente ou em grupo, com vistas ao desenvolvimento pessoal e profissional, no sentido de prepará-los para a realização de suas atuais tarefas ou outras atividades.
Nos cursos de desenvolvimento docente observam-se diferentes abordagens, porém há a predominância de práticas que nem sempre abrangem as demandas e os desafios oriundos das práticas docentes e da realidade escolar dos professores, fazendo-os ocupar lugar de ouvinte e não contribuindo assim para a sua formação continuada. Nesse sentido, Augusto (2010) afirma que os cursos de formação continuada geralmente não respondem às necessidades dos professores. Além disso, não há coerência entre o ensino praticado na formação continuada e o preconizado pelos mesmos cursos. Vianna e Carvalho (2000) ressaltam que ao propor cursos de formação continuada, para profissionais que estão em sala de aula
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já há algum tempo, requer-se que olhemos para as reais condições daqueles que vão oferecer e daqueles que vão frequentar.
Atualmente a formação continuada necessita de uma abordagem multidisciplinar, tendo em vista que o professor não pode se restringir apenas à atualização do conteúdo científico, devendo, com isso, serem observadas as necessidades de cada participante e contemplar as situações vividas no contexto de cada docente. Para Rosa (2000 p. 13)
É evidente que o conhecimento específico é condição fundamental para a ação docente, contudo acreditamos que o papel dos programas de formação continuada precisa ir além desta perspectiva de aquisição de conceitos científicos. Isto porque, se as ações ficarem restritas a este campo, mais uma vez teremos a reprodução do modelo baseado na crença em soluções meramente técnicas para problemas educacionais.
Pereira (2014) nota que ao observar os cursos dos diferentes espaços percebemos os princípios metodológicos e pedagógicos que regem os processos de formação em instituições formais, e que também orientam os programas formativos na educação não formal.
A educação é indispensável para a inserção de um indivíduo no meio social. A escola é vista em geral como inerente ao processo educacional, sendo descrita como pilar da educação formal. O fato é que nem todos têm acesso à educação formal, de modo que existe a validação de outros contextos em que o indivíduo possa adquirir a capacidade de agir frente a situações do cotidiano. Segundo Gaspar (1993, p. 1),
A educação formal, escolar, tem sido complementada ou acrescida de uma educação não formal e informal, extra escola, que tem de certa forma oferecido à sociedade o que a escola não pode oferecer. É o caso, entre muitos outros, dos livros de divulgação científica e dos meios de comunicação através de revistas, jornais, rádio e televisão
Quando falamos em espaços de aprendizagem, é preciso descrever o que são espaços formais, não formais e informais.
A educação formal organiza suas atividades de forma normatizada, separando os indivíduos por faixa etária, regras de comportamento, e uma rotina de horários fixos. Para Jacobucci (2008), a educação formal requer tempo, local específico, pessoal especializado, organização de vários tipos inclusive a curricular e sistematização sequencial das atividades.
Quanto à educação não formal, podemos observar que ela possui objetivos bem similares à educação formal, mas podemos ressaltar algumas de suas características quanto aos espaços em que se realizam suas práticas e a espontaneidade na troca mútua entre ensino - aprendizagem e público diversificado.
A educação informal é produzida de acordo com o contexto do indivíduo, com a sua herança cultural, não possui uma norma de transmissão e é uma das grandes colaboradoras para a formação do senso comum. Para Gaspar (2002, p. 173),
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Na educação informal, não há lugar, horários ou currículos. Os conhecimentos são partilhados em meio a uma interação sociocultural que tem, como única condição necessária e suficiente, existir quem saiba e quem queira ou precise saber. Nela o ensino aprendizagem ocorre espontaneamente, sem que, na maioria das vezes, os próprios participantes do processo deles tenham consciência.
No campo de ensino de ciências, os museus têm assumido uma importância cada vez maior para a formação da cultura científica enquanto instituição educacional, por meio de suas diversas atividades experimentais, interativas e lúdicas, assumindo em suas práticas a responsabilidade de gerar uma interação social e complementar à educação do ensino formal, sem substituir a sala de aula ou os outros processos de educação. Vieira (2005, p. 21) ressalta que '[...] a educação não formal pode ser definida como a que proporciona a aprendizagem de conteúdo da escolarização formal em espaços como museus, centros de ciências ou qualquer outro em que as atividades sejam desenvolvidas de forma bem direcionada, com um objetivo definido [...]'.
## Considerações finais
Por fim, cabe ressaltar a importância dos museus em nossa sociedade, bem como de ações formativas nesses locais. Pode-se salientar que no atual cenário educacional é muito importante a implementação de estratégias que popularizem e valorizem o ensino de ciências.
Destaco ainda que a parceria dos museus com cursos de formação continuada possibilita que os professores possam despertar o interesse das crianças e jovens, já que em seus cursos de desenvolvimento profissional docente observamse diferentes abordagens, porém há predominância de práticas.
Propor cursos de formação continuada para profissionais que estão em sala de aula já há algum tempo requer-se que olhemos para as reais condições daqueles que vão oferecer e daqueles que vão frequentar. Atualmente a formação continuada necessita de uma abordagem multidisciplinar, tendo em vista que o professor não pode se restringir apenas à atualização do conteúdo científico, devendo, com isso, serem observadas as necessidades de cada participante e contemplar as situações vividas no contexto de cada docente.
A partir das reflexões e discussões feitas neste trabalho, espero ter apresentado argumentos que possam reiterar a relevância das relações entre formação continuada e MCC na área de ensino de ciências.
## Referências
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